Moscas Mortas Revolution – Página Inicial

As senhoras de Santana da imprensa

Posted in cidadania, Educação, História, Política by leonardomeimes on 20/09/2010

Cynara Menezes

17 de setembro de 2010 às 23:00h

Em 1980, surgiu em São Paulo um grupo de mulheres preocupadas com a “imoralidade” que tomava conta da televisão. Sobretudo com os programas que surgiam naquela década falando abertamente de sexo, como o da hoje candidata a senadora Marta Suplicy no TV Mulher. Apelidadas de “senhoras de Santana”, por serem moradoras do bairro com este nome, elas marcaram época e viraram sinônimo do atraso e do conservadorismo nos costumes.

Trinta anos depois, surge uma nova geração de “senhoras de Santana”. Desta vez, não descobertas por jornalistas: são jornalistas. Instaladas em número cada vez mais volumoso nas redações, premiadas com cargos de chefia e ascensão meteórica, as senhoras de Santana do jornalismo são o exato oposto da figura mítica do repórter talentoso, espirituoso, culto e algo anarquista: têm um texto ruim de doer e nunca leram nada a não ser seu próprio veículo, mas cumprem rigorosamente as tarefas que lhes são dadas. Seu maior ídolo é o patrão.

Esqueça a imagem do jornalista concentrado, batucando com rapidez sua reportagem com um cigarro pendurado no bico. As novas senhoras de Santana do jornalismo não fumam. Aliás,  deduram quem estiver fumando em ambiente fechado, como reza a lei imposta por aquele político que seus patrões adoram e que eles, obedientemente, passaram a bajular. Fumar baseado, então, nem pensar. Os repórteres de Santana são contra a descriminação de todas as drogas, até da menos nociva delas. Se as senhoras de Santana do jornalismo soubessem que andam por aí fumando orégano, fariam matérias pela proibição do uso, mesmo na pizza.

As novas senhoras de Santana do jornalismo não questionam o poder ou os dogmas da Igreja católica. Pelo contrário, fazem questão de ir à missa todos os domingos. Pior: simpatizam com a Opus Dei, a ala mais conservadora do catolicismo. São contrários à liberação do aborto e defensores do papa sob quaisquer circunstâncias, inclusive quando o suposto representante de Deus na Terra é acusado de acobertar a pedofilia.

Ao contrário do que ocorreu no passado, quando os jornalistas tiveram papel importante na luta contra a ditadura, as novas senhoras de Santana do jornalismo se especializaram em denegrir a imagem daqueles que optaram pela ação armada para combater o poderio militar. Vilipendiam os guerrilheiros com fichas falsas e biografias inventadas. O repórter Vladimir Herzog morreu enforcado nos porões do regime. Não viveu para ver a triste transformação dos “coleguinhas” em senhoras de Santana. Quando Herzog morreu, a grande maioria dos jornalistas se dizia de esquerda. As novas senhoras de Santana do jornalismo adoram pontificar que não existe mais esquerda e direita, mas são de direita.

Nem pense nos papos animados após o fechamento dos velhos homens de imprensa, varando madrugadas pelos bares da vida. As novas senhoras de Santana não bebem, vão direto para casa depois de trabalharem mais de dez horas por dia – sem carteira assinada. E ainda patrulham a birita alheia, como se fossem fiscais de trânsito 24 horas a postos com seus bafômetros virtuais. “O presidente bebe cachaça”, torcem o nariz as jornalistas de Santana. “A candidata do presidente torceu o pé. Deve ser porque encheu a cara”, acusam.

Toda vez que as novas senhoras de Santana da imprensa encontrarem aquele ator famoso que andou se desintoxicando do vício de cocaína e por isso perdeu papéis em novelas, vão torturá-lo com as mesmas perguntas: “Você parou mesmo de cheirar?” “O tratamento funcionou ou não?” Sim, os jornalistas de Santana não saem para beber porque preferem ficar em casa vendo novela. Se duvidar, as novas senhoras de Santana do jornalismo nem fazem sexo. Talvez de vez em quando, vai. Mas só papai-e-mamãe. E heterossexual, claro.

No futuro, as escolas de jornalismo serão monastérios, de onde sairão mais e mais senhoras de Santana habilitadas não só a escrever reportagens como a rezar a missa.

Cynara Menezes

Cynara Menezes é jornalista. Atuou no extinto “Jornal da Bahia”, em Salvador, onde morava. Em 1989, de Brasília, atuava para diversos órgãos da imprensa. Morou dois anos na Espanha e outros dez em São Paulo, quando colaborou para a “Folha de S. Paulo”, “Estadão”, “Veja” e para a revista “VIP”. Está de volta a Brasília há dois anos e meio, de onde escreve para a CartaCapital.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/as-senhoras-de-santana-da-imprensa

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Resposta de Dilma a palhaçada da Folha

Posted in cidadania, Política by leonardomeimes on 20/09/2010

É uma pena um país como o nosso ter uma mídia tão antidemocrática à ponto de desrespeitar desafetos publicamente, como fez com Lula em 2009, e de tomar partido ao lado do PSDB em uma campanha eleitoral para difamar e lançar qualquer denúncia inverossímil apenas para prejudicar a candidatura do PT.

A eleição no Brasil tem a característica de ser vazia de propostas e políticas a serem aplicadas, os candidatos sempre prometem as mesmas coisas, geralmente dar ênfase à saúde e a educação e acabar com o crime organizado, e depois disso partem para a agressão, sendo o ganhador da eleição aquele partido que conseguir mais escândalos contra o outro. E nesse embate quem tem a mídia ao seu lado consegue sempre ganhar.

Porém parece que dessa vez o PSDB não conseguirá dar o golpe de imprensa e perderá a eleição. O PT tem feito uma campanha baseada apenas nas propostas e na confiança que o povo tem no Lula. O PSDB fez uma campanha que sempre é característica dos partidos de direita, apenas acusações e nada de propostas.

Agora que o Aécio quer sair do PSDB é provável que esse partido e o DEM se tornem nanicos e cheguem às próximas eleições com menos votos do que já têm. Aécio quer fazer uma oposição moderada, que não teria as mesmas características da oposição golpista (pronta para retirar o presidente do cargo a qualquer custo), e quem sabe essa será uma oposição digna de uma eleição, que trará desafios verdadeiros ao PT e propostas sólidas, baseadas em política e não escândalos.

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Direito ao Debate

Posted in cidadania, Política by leonardomeimes on 20/09/2010

Plínio Arruda Sampaio

19 de setembro de 2010 às 11:07h

Não se pode e nem se deve evitar que a demissão da Ministra Erenice Guerra esteja na agenda política eleitoral. Afinal, trata-se de moralidade pública e isto interessa obviamente a todos os brasileiros. Também não é possível omitir do debate eleitoral a quebra de sigilo de parentes de José Serra. A privacidade constitui direito de todas as pessoas e, portanto, um assunto de interesse nacional.

Mas é de se lamentar que o debate eleitoral seja monopolizado por esses dois assuntos, pois, embora importantes, não são os únicos nem os mais decisivos para mudar a situação responsável pelos problemas que afligem a imensa maioria da população brasileira.

Infelizmente é o que está acontecendo, para gáudio da ordem burguesa, porque, enquanto o debate centrar-se em focos de corrupção do Estado, não se discute a corrupção do próprio Estado burguês. Urge, pois, que os órgãos de imprensa sérios não se deixem pautar pelos interesses da ordem corrupta e tragam para o debate os problemas da desigualdade, da segregação social da grande maioria, da deterioração completa dos sistemas de educação e saúde, da reversão neocolonial do país.

São poucos os jornais e os políticos que estão trazendo tais assuntos à baila. Há mesmo uma espécie de complô de silêncio para evitar que os temas delicados sejam mencionados nos debates entre os candidatos.

Quem perde é a população brasileira que tomará uma decisão importante às escuras.

Plínio Arruda Sampaio

Plínio Arruda Sampaio é formado em Direito pela USP, foi promotor público, deputado federal constituinte e presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária – ABRA.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/direito-ao-debate

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Os jornalistas tucanos, por Marcos Coimbra

Posted in Política, Uncategorized by leonardomeimes on 17/09/2010

Marcos Coimbra

Quando, no futuro, for escrita a crônica das eleições de 2010, procurando entender o desfecho que hoje parece mais provável, um capítulo terá de ser dedicado ao papel que nelas tiveram os jornalistas tucanos.

Foram muitas as causas que concorreram para provocar o resultado destas eleições. Algumas são internas aos partidos oposicionistas, suas lideranças, seu estilo de fazer política. É bem possível que se saíssem melhor se tivessem se renovado, mudado de comportamento. Se tivessem permitido que novos quadros assumissem o lugar dos antigos.

Por motivos difíceis de entender, as oposições aceitaram que sua velha elite determinasse o caminho que seguiriam na sucessão de Lula. Ao fazê-lo, concordaram em continuar com a cara que tinham em 2002, mostrando-se ao País como algo que permanecera no mesmo lugar, enquanto tudo mudara. A sociedade era outra, a economia tinha ficado diferente, o mundo estava modificado. Lula e o PT haviam se transformado. Só o que se mantinha intocada era a oposição brasileira: as mesmas pessoas, o mesmo discurso, o mesmo ar perplexo de quem não entende por que não está no poder.

Em nenhum momento isso ficou tão claro quanto na opção de conceder a José Serra uma espécie de direito natural à candidatura presidencial (e todo o tempo do mundo para que confirmasse se a desejava). Depois, para que resolvesse quando começaria a fazer campanha. Não se discutiu o que era melhor para os partidos, seus militantes, as pessoas que concordam com eles na sociedade. Deram-lhe um cheque em branco e deixaram a decisão em suas mãos, tornando-a uma questão de foro íntimo: ser ou não ser (candidato)?

Mas, por mais que as oposições tivessem sido capazes de se renovar, por mais que houvessem conseguido se libertar de lideranças ultrapassadas, a principal causa do resultado que devemos ter é externa. Seu adversário se mostrou tão superior que lhes deu um passeio.

Olhando-a da perspectiva de hoje, a habilidade de Lula na montagem do quadro eleitoral de 2010 só pode ser admirada. Fez tudo certo de seu lado e conseguiu antecipar com competência o que seus oponentes fariam. Ele se parece com um personagem de histórias infantis: construiu uma armadilha e conduziu os ingênuos carneirinhos (que continuavam a se achar muito espertos) a cair nela.

Se tivesse feito, nos últimos anos, um governo apenas sofrível, sua destreza já seria suficiente para colocá-lo em vantagem. Com o respaldo de um governo quase unanimemente aprovado, com indicadores de performance muito superiores aos de seus antecessores, a chance de que fizesse sua sucessora sempre foi altíssima, ainda que as oposições viessem com o que tinham de melhor.

Entre os erros que elas cometeram e os acertos de Lula, muito se explica do que vamos ter em 3 de outubro. Mas há uma parte da explicação que merece destaque: o quanto os jornalistas tucanos contribuíram para que isso ocorresse.

Foram eles que mais estimularam a noção de que Serra era o verdadeiro nome das oposições para disputar com Dilma Rousseff. Não apenas os jornalistas profissionais, mas também os intelectuais que os jornais recrutam para dar mais “amplitude” às suas análises e cobertura.

Não há ninguém tão dependente da opinião do jornalista tucano quanto o político tucano. Parece que acorda de manhã ansioso para saber o que colunistas e comentaristas tucanos (ou que, simplesmente, não gostam de Lula e do governo) escreveram. Sabe-se lá o motivo, os tucanos da política acham que os tucanos da imprensa são ótimos analistas. São, provavelmente, os únicos que acham isso.

Enquanto os bons políticos tucanos (especialmente os mais jovens) viam com clareza o abismo se abrir à sua frente, essa turma empurrava as oposições ladeira abaixo. Do alto de sua incapacidade de entender o eleitor, ela supunha que Serra estava fadado à vitória.

Quem acompanhou a cobertura que a “grande imprensa” fez destas eleições viu, do fim de 2009 até agora, uma sucessão de análises erradas, hipóteses furadas, teses sem pé nem cabeça. Todas inventadas para justificar o “favoritismo” de Serra, que só existia no desejo de quem as elaborava.

Se não fossem tão ineptas, essas pessoas poderiam, talvez, ter impulsionado as oposições na direção de projetos menos equivocados. Se não fossem tão arrogantes, teriam, quem sabe, poupado seus amigos políticos do fracasso quase inevitável que os espera.

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi. Também é colunista do Correio Braziliense.

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Serra tenta tenta e não consegue…

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 16/09/2010

Nessa reta final do período de propaganda eleitoral, tudo que José Serra tentou parece ter saído pela culatra.

O PSDB/DEM já tinha conseguido uma mídia para o caso da Bancoop, caso que foi arquivado pela falta de evidências de uma organização com o intuito de gerar um caixa (2) para o PT.

Ai o candidato do PSDB tentou se aproximar da figura de Lula, sabendo que muitos eleitores não saberiam quem era o candidato de Lula e podiam pensar que era o Serra, porém essa estratégia foi agua à baixo quando o Lula começou a acompanhar a Dilma e apareceu na propaganda dela.

Verônica Serra
Verônica Serra

Depois Serra e o PSDB/DEM começaram a atacar o passado de Dilma, criando uma aura de banditismo sobre suas ações na luta pela democracia e pelo direito de todos à liberdade sem restrições. Essa tentativa inclusive teve muitos vídeos espalhados pela internet com senadores e deputados discursando em plenário “denunciando” o passado de lutas de Dilma. Saiu pela culatra, pois o povo quer justamente alguém que combata as instituições e defenda o poder do povo, mesmo que isso signifique ir à guerra armado, como era necessário na época da ditadura. Cabe lembrar que a ditadura cometeu atrocidades incontáveis e ninguém foi acusado de nada… portanto não é a Dilma e seus assaltos aos cofres de governadores corruptos e bancos mercenários que deveria ser acusada de algum crime.

Depois Jose Serra surge com uma denúncia de que estariam preparando um dossiê contra sua pessoa, e que esse dossiê teria sido financiado com dinheiro público (ilegalmente), o que se comprovou ser na verdade uma investigação sobre o passado político de Serra, que seria transformado no livro Os Porões da Privataria (Amaury Ribeiro Jr.), que conta em detalhes todas as negociatas de Serra e companhia durante o governo FHC, incluindo as propinas que eles levaram durante a veda da Vale. Não há indícios de que dinheiro público teria sido utilizado para financiar o livro.

Ai, Serra tenta arrancar alguns votos utilizando a própria filha (esse mal caráter). Ele começa a espalhar em entrevistas e em seu programa eleitoral que o sigilo de sua filha havia sido quebrado, e que havia sido a Dilma a pessoa que pedira esse procedimento de quebra. Porém a incoerência dessa acusação se tornou óbvia. É claro que quebra de sigilo é um crime, porém até agora não há nenhum indício de ligação com o PT, utilizaram um Boy que já tinha sido filiado ao PT como laranja na história, e ainda disseram que o PT se beneficiaria com isso. Ora o PT e a Dilma não são burros de querer usar um crime durante a campanha, mesmo que descobrissem algo ilegal no fisco da Verônica o crime não iria trazer nenhum voto a mais para Dilma. Quem deveria se beneficiar é o próprio Serra que utilizou uma situação ocorrida com sua filha para tentar retirar votos de Dilma. Serra não ganhou nem um votinho, ao contrário, perdeu e Dilma chegou a incrível marca de 51% nas pesquisas.

Erenice

Erenice

Agora essa Erenice, não é novidade que os filhos e netos dos políticos sempre se aproveitam da posição dos pais para enriquecer. Isso é crime, e tomara que seja tudo averiguado, e tomara que os netos e filhos de Senadores por ai também tenham esses privilégios cortados, pois isso não acontece só com o PT. Porém de novo a ligação com a Dilma não é clara e isso não é suficiente para o povo desacreditar no governo Lula.

Falta cerca de 15 dias para a eleição, se esse último fato não proliferar e conseguir retirar votos da Dilma eu temo pela vida dela… Eles já mataram muitos candidatos e derrubaram muitos presidentes que não lhes eram agradáveis. Mas, tomando o ponto de vista de que o tempo o bang bang na política acabou com a saída de Collor e seus capangas do governo, é possível que os ataques contra a dignidade da Dilma cresçam e se tornem cada vez mais devastadores.

Tenho a impressão que provavelmente o passado da Dilam como guerrilheira seja novamente trazido a tona com ares de banditismo para tentar fazer o povo ficar com medo da candidata…

P.S.: a Folha e a Veja estão se provando mais uma vez defensoras das imoralidades do DEM/PSDB, houveram durante a campanha vários casos de prefeitos, senadores e até um governador do PP, PDT e DEM que foram presos por corrupção e nenhum deles ainda merece a atenção dessas mídias. Elas estão simplesmente apagando os acontecimentos ligados ao PSDB/DEM e estão dando enfoque às críticas ao governo, ao Lula, à Dilma, e aos “escândalos” que Serra criou.

Uma falta de profissionalismo que deveria ser tomada como prova em um processo de fechamento dessas mídias por não serem imparciais.

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O voto é um direito ou dever?

Posted in cidadania, Política by leonardomeimes on 15/09/2010

Blog do Emir Sader

15 de setembro de 2010 às 10:03h

A cada tanto tempo, cansada de ser derrotada pelo voto popular, a elite retoma a tese contra o voto obrigatório. Se todo mundo vota, aumentam sempre as possibilidades dela ser derrotada. O candidato tucano retoma a tese. Nós republicamos um artigo sobre o tema.

VOTO: DIREITO OU DEVER?

A cada tanto tempo, o tema reaparece: como o voto, de um direito se transformou em um dever? Reaparecem as vozes favoráveis ao voto facultativo.

A revista inglesa The Economist chegou, em artigo recente, a atribuir à obrigatoriedade do voto, as desgraças do liberalismo. Partindo do supostos – equivocado – de que os dois principais candidatos à presidência do Brasil seriam estatistas e antiliberais, a revista diz que ao ser obrigado a votar, o povo vota a favor de mais Estado, porque é quem lhe garante direitos.

Para tomar logo um caso concreto de referência, nos Estados Unidos as eleições se realizam na primeira terça-feira de novembro, dia de trabalho – dia “útil”, se costuma dizer, como se o lazer, o descanso, foram inúteis, denominação dada pelos empregadores, está claro -, sem que sequer exista licença para ira votar, dado que o voto é facultativo. O resultado é que votam os de sempre, que costumam dar maioria aos republicanos, aos grupos mais informados, mais organizados, elegendo-se o presidente do pais que mais tem influência no mundo, por uma minoria de norteamericanos. Costumam não votar, justamente os que mais precisam lutar por seus direitos, os mais marginalizados: os negros, os de origem latinoamericana, os idosos, os pobres, facilitando o caráter elitista do sistema político norteamericano e do poder nos EUA.

O voto obrigatório faz com que, pelo menos uma vez a cada dois anos, todos sejam obrigados a interessar-se pelos destinos do país, do estado, da cidade, e sejam convocados a participar da decisão sobre quem deve dirigir a sociedade e com que orientação. Isso é odiado pelas elites tradicionais, acostumadas a se apropriar do poder de forma monopolista, a quem o voto popular “incomoda”, os obriga a ser referendados pelo povo, a quem nunca tomam como referência ao longo de todos os seus mandatos.

Desesperados por serem sempre derrotados por Getúlio, que era depositário da grande maioria do voto popular, a direita da época – a UDN – chegou a propugnar o voto qualitativo, com o argumento de que o voto de um médico ou em engenheiro – na época, sinônimos da classe média branca do centro-sul do país – tivesse uma ponderação maior do que o voto de um operário – referência de alguém do povo na época.

O voto obrigatório é uma garantia da participação popular mínima no sistema político brasileiro, para se contrapor aos mecanismos elitistas das outras instâncias do poder no Brasil.

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Dois monstros

Posted in Música, Uncategorized by leonardomeimes on 15/09/2010

Yamandú Costa e Toquinho, também não tem o que dizer, simplesmente indescritível.

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Músicos Brasileiros de qualidade

Posted in Música by leonardomeimes on 11/08/2010

Aqui vão dois: