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Os neonazistas são bem mais que meia dúzia, afirma delegado

Posted in cidadania, Educação, Política by leonardomeimes on 11/04/2011

Segunda, 11 de abril de 2011, 14h47

Ana Cláudia Barros

Estilhaços da bomba lançada após Parada Gay de São Paulo em 2009. Atentado, que deixou 21 feridos, foi atribuído a jovens neonazistas (Foto: Marcelo Pereira/Terra)

 

A recente identificação de 25 gangues de skinheads pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), em São Paulo, e a participação de movimentos de ultra direita no ato de apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) no último sábado (9), na Avenida Paulista, colocam em debate a presença, cada vez mais evidente, de grupos neonazistas no Brasil.

Mas há motivos reais para preocupação? Para o delegado Paulo César Jardim, da Primeira Delegacia de Policia de Porto Alegre, a resposta é sim, sobretudo, diante da possibilidade de conexão com outros tipos de criminosos. Responsável pelo comando do Grupo de Combate ao Movimento Neonazista da Polícia do Rio Grande do Sul, Jardim destaca que a quantidade de seguidores dos ideiais de Adolf Hitler é “bem maior do que a meia dúzia que as pessoas pensam”.

Sem revelar pormenores, o delegado, que, no ano passado, alertou o senador Paulo Paim (PT-RS) sobre possível ataque, expressa preocupação particular em relação à proximidade com a Argentina, país escolhido por oficiais nazistas como refúgio após a Segunda Guerra Mundial.

Sobre o perfil dos integrantes desses grupos, Jardim afirma que, em geral, são jovens entre 17 e 30 anos, de classes sociais diversas, movidos pelo ódio a judeus, homossexuais e negros. Ele destaca ainda que há diferenças entre os movimentos neonazistas do Sul e os de São Paulo.

– De forma nazi mais pura, encontramos no Rio Grande do Sul. Em São Paulo, vemos uma mescla. Há pessoas que se dizem neonazistas, mas são negras, mestiças. Estão meio confusas na ideologia. Mas em São Paulo, as tribos são muito maiores.

Confira a entrevista.

Terra Magazine – Como é o trabalho desenvolvido pelo grupo de combate ao movimento neonazista da Polícia do Rio Grande do Sul e que tipo de informações já foram levantadas?
Paulo César Jardim –
É claro que não posso te dizer a forma como estamos trabalhando e o que conseguimos levantar, porque é um trabalho de inteligência. Eles são espertos do outro lado, são uma célula do mal. Dá para ver com base em tudo que estão propugnando por aí.
Posso dizer que estamos monitorando o movimento neonazista no Rio Grande do Sul há mais de 10 anos. Temos inúmeras prisões. Mais de 35 pessoas já foram indiciadas em inquéritos policiais e denunciadas por formação de quadrilha, tentativa de homicídio. Alguns estão na condição de foragido.

Quando o senhor se refere às tentativas de homicídio, está falando de crimes de ódio contra negros e homossexuais?
Contra negros, homossexuais e judeus. Esse pessoal entende que negros, judeus e homossexuais são sub-raça e há uma necessidade de fazer uma “oxigenação social”, eliminando o que consideram subespécie.
No final do ano passado, conseguimos abortar cinco células que estavam no Rio Grande do Sul. Era um grupo, eu diria, de tamanho bastante preocupante.

O que o senhor considera como “tamanho bastante preocupante”?
Quando nós encontramos bombas nas células… Encontramos farto material de propaganda, farto material de livros de convencimento, além de munições. Quando nós chegamos a constatação de que essas bombas são iguais àquelas que explodiram em São Paulo, durante a Parada Gay, onde houve feridos e mortos.
Chegamos à conclusão de que a situação era preocupante. Nós temos depoimentos que diziam qual era o objetivo (do grupo). O objetivo era explodir Sinagogas e agredir o movimento da passeata livre, aqui, no Rio Grande do Sul. Graças a Deus, conseguimos abortar isso.
No final do ano passado, desmontamos mais uma célula onde encontramos material de propaganda contra o senador Paulo Paim (PT-RS).

E como tem sido a atuação da polícia diante dessas informações?
Continuamos com o trabalho de monitoramento. Sabemos quem são, onde andam, o que fazem. Esperamos que não façam nada, que continuem com suas convicções, mas fiquem nessa de proselitismo só, porque a partir do momento que decidirem cometer ilícito penal, temos todas as condições de agir. Por isso, o monitoramento.

Quando se fala em neonazistas, a primeira referência são grupos europeus. Há quem diga que os grupos daqui, do Brasil, são compostos por meia dúzia, que tentam importar este modelo.
Acho que as pessoas estão muito equivocadas.

Quantos neonazistas o senhor estima que há por aqui?
É bem maior do que essa meia dúzia que as pessoas pensam. Só de indiciados, temos mais de 35. O movimento não é só em Porto Alegre. Ele se estende pelo Rio Grande do Sul, com diversos segmentos… Se a senhora sabe que o Rio Grande do Sul é fronteira com a Argentina, país onde os oficiais nazistas, quando no final da Segunda Guerra, se refugiaram…

Há ligação entre movimentos neonazistas brasileiros e argentinos?
Só posso dizer que estamos preocupados com a Argentina aqui perto.

A preocupação é referente a outros países vizinhos também?
É um movimento internacional, com mais de 60 anos, que prega o prazer pelo ódio. Em algumas cartas que encontramos em células, em conversas entre eles, havia coisas assim: “meu ódio continua o mesmo”, “meu ódio aumentou”, “meu ódio não vai acabar nunca”, “o meu ódio é sair do presídio e dar um tiro na cara de um judeu”. Eles falam isso com orgulho.

Há razões para preocupação de fato?
Enquanto estivermos mantendo esse controle que estamos mantendo, enquanto eles souberem desse controle, acho que podemos ter uma relativa tranquilidade. A preocupação maior é quando eles se aproximam com outros vínculos, tipo bandidos, marginais.

Isso tem ocorrido?
Essa é a nossa preocupação. Essa é a nossa tensão maior.

Qual o perfil dos integrantes dessas células? Existe um definido?
Temos uma faixa de idade que varia de 17, 18 anos até 25, 30 anos. Às vezes, um pouco mais, porque muitos deles estão envelhecendo. Vários deles têm conhecimento doutrinário. Alguns têm algum nível de conhecimento, principalmente, em relação à simbologia. Daí já parte para um estudo em função das tatuagens que eles usam. Dependendo do tipo da tatuagem, sei mais ou menos qual a filosofia ou o que já fizeram, porque as tatuagens para eles funcionam como medalhas.

A que classe social esses grupos pertencem em geral?
Temos alguns casos de pessoas bem situadas socialmente, inclusive, com apoio dos pais. Temos outros casos de pessoas bastante simples, que eu diria que são os mais grossos, truculentos. Tudo bem que todos são truculentos. Dentro da doutrina deles, não podem deixar, por exemplo, de praticar arte marcial. Isso consta nos códigos de conduta deles que eu tenho apreendido aqui. Eles têm que exercitar alguma arte marcial para quando forem enfrentar o inimigo, possam ter condições de vencê-los.
Mas não tenho dúvidas de que são grandes convardes. Só atacam em grupo de quatro, cinco contra um. Essa é a regra. Nunca há um ataque de um para um. Dois para um é muito raro. Dois para um acontece quando vão apunhalar, esfaquear por traição. Mas num ataque direto, como normalmente funciona, são aqueles brutamontes contra um mais fraco. É a regra.

Essas articulações entre células acontecem também pela internet? Há fóruns, páginas neonazistas…
Posso lhe dizer uma coisa? Não acredite muito no que está na internet. É um jogo de inteligência. Para um lado e para o outro.

O senhor está dizendo que eles plantam pistas falsas para dificultar a ação da polícia?
Claro. Estamos num jogo de inteligência no qual eles tentam nos enganar, nos ludibriar. Como a minha avó dizia: “O passarinho canta de um lado, mas está lá, do outro”.

Recentemente, foram descobertas 25 gangues de skinheads em São Paulo. Há uma troca de informações entre as polícias?
Sim. O pessoal de São Paulo e do Rio Grande do Sul conversa muito. Eles vêm a Porto Alegre, nós vamos a São Paulo. A senhora lembra o seguinte: o Sul do Brasil é basicamente originário de colonização alemã, italiana, polonesa. Não esquece que já tivemos, no Rio Grande do Sul, o partido nazista, funcionando de forma oficial na década de 1930. Aqui, também, nasceu o movimento integralista.

Baseado nessas informações que vocês, da polícia, trocam, o que se pode dizer sobre o movimento neonazista no Brasil? A concentração maior é, de fato, no Sul do País?
De forma nazi mais pura, encontramos no Rio Grande do Sul. Em São Paulo, vemos uma mescla. Há pessoas que se dizem neonazistas, mas são negras, mestiças. Estão meio confusas na ideologia. Se bem que há tribos neonazi que realmente têm esse sentimento de ódio. Mas em São Paulo, as tribos são muito maiores. Tem os hooligans também.
Aqui, tivemos uma tentativa do movimento neonazi de se infiltrar na torcida geral do Grêmio. Eles foram expulsos da torcida. Não tentariam na torcida do Internacional, porque historicamente é um clube de negros.

O senhor falou de uma aproximação com a Argentina, que preocupava. Agora, e com a Europa?
Na Europa, o movimento neonazi é muito forte em Portugal. Eu diria que se fosse me preocupar em relação a Europa, Portugal seria o País de maior relevância.

 

Grupo organiza na Web ato de apoio a Bolsonaro na Paulista

Posted in cidadania, Política, Uncategorized by leonardomeimes on 07/04/2011

Ai está o perigo que sempre nos ronda, o de surgirem movimentos neonazistas, racistas, homofóbicos e/ou intolerantes, como a TFP.

O Dep. Jair Bolsonaro deveria se envergonhar de ser apoiado por pessoas que chamam os esquerdistas de libertinos e comunistas! Ou seja estamos voltando à época da caça aos comunistas? libertinos? Liberdade é diferente de libertinagem, mas em favor da ditadura essas pessoas confundem qualquer coisa…

“oposição ao petismo e toda essa libertinagem que os “direitos humanos” vem impondo para nós e nossas famílias”, isso não soa como um grito de guerra nazista? “Vamos atrás dos petistas! dos de esquerda! vamos caçar os direitos humanos que nos colocam como iguais a gays e negros!” Pois, saibam, inertes mentes de uma sociedade falida e tradicionalmente burra, que somos todos iguais sim! Não há libertinagem, há liberdade! E se há libertinagem entre os de esquerda quem dirá entre os de direita! Todo marido tradicionalista cultiva sua amante fora do lar, aliás eles são tão à favor da família que tem duas, três, quatro mulheres diferentes com muitos filhos, grandes babacas! vocês não são melhores que ninguém ao contrário são hipócritas e sugam o poder público assim como sempre fizeram…

O aborto é uma questão de saúde pública e para o bem de todos as pessoas devem ter a oportunidade de fazer o aborto em segurança, não é só porque vocês são manipulados por uma igreja mesquinha e ultrapassada que todos tem que seguir, também, as mesmas baboseiras. A igreja proíbe o aborto! excomunga quem o perpetua, em compensação os milhares de estupradores que engravidam mulheres (que fazem aborto por não ser um filho desejado) não são esconmungados! aliás teve um caso, inclusive, que o estuprador foi perdoado pela ingreja e a mulher que fez o aborto foi excomungada! QUE MORAL vocês tem? Milhares de mulheres sofrem com problemas por não poderem fazer seu aborto em uma clínica, quase morrem! Elas não tem a mesma religião de vocês cabe a ela decidir e o estado tem que garantir que será feito com segurança!

A igreja proíbe a camisinha! que absurdo! na África o papa nazista consegue ter coragem de falar mal da camisinha enquanto milhares de africanos sofrem com a AIDS! A igreja deveria ser o principal alvo das sanções por afronta aos direitos humanos!

Pessoas que dizem que os pais podem bater nos filhos, quando se sabe que isso afeta a educação da criança que cresce violenta, como aos pais…

Vocês são claramente contra os direitos humanos, racistas e homofóbicos, o perigo é que existem muitas pessoas assim no país e se não estivermos atentos é possível que tentem trazer de volta ao país uma ditadura!

Que vocês caiam na besteira de tornar público o seu racismo e sejam presos! Pois não queremos gente assim solta nas ruas…

Leonardo Meimes

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Quinta, 7 de abril de 2011, 09h43

Ana Cláudia Barros

 

Na contramaré dos manifestos que se espalham pela web em repúdio às declarações dadas pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) no programa “CQC”, da Band, um grupo de internautas articula, via Orkut, ato de apoio ao parlamentar. Eles pretendem se reunir no vão do Masp, na Avenida Paulista, no próximo sábado, conforme mensagens divulgadas na comunidade da rede social, intitulada “Sou fã do Dep. Jair Bolsonaro”, que conta com mais de 4 mil membros.

– Já está na hora de a gente fazer uma união de verdade… Uma união de brasileiros dignos, de batalhadores e cidadãos honestos! Já está mais do que na hora de a gente fazer uma oposição de verdade ao petismo e toda essa libertinagem que os “direitos humanos” vem impondo para nós e nossas famílias, como Kit gay, Aborto e tentativas de tirar os direitos dos Pais em educar os seus filhos e etc!!! – conclama um dos integrantes:

A mensagem prossegue:
– Vamos dar o nosso apoio ao único Deputado que bate de frente com esses libertinos e comunistas!!! Será um manifesto cívico, portanto, levem a família, esposas, filhos e amigos… Levem cartazes, apitos e fiquem tranqüilos que teremos um pessoal para nos dar proteção no caso de qualquer elemento surpresa.

A comunidade é relacionada com outra, também criada em defesa ao deputado, chamada “Jair Bolsonaro para presidente” – com 2643 membros -, dedicada “a todos aqueles que gostariam de ver o Dep. Jair Bolsonaro na Presidência da República”.

– Bolsonaro é nossa esperança de viver em um país sério e respeitador dos bons e velhos preceitos morais e éticos. Persista na luta Bolsonaro, acompanhos suas batalhas no Congresso e muito nos orgulhamos do trabalho que tem feito – diz a apresentação.

A exemplo da outra comunidade, esta também convoca os integrantes para o ato de apoio ao deputado na Avenida Paulista e incentiva a divulgação do manifesto pelos internautas.

A comunidade divulga ainda uma petição, escrita em português e em inglês, pedindo apoio para evitar uma possível cassação de Jair Bolsonaro. Ela tinha quase 1500 adesões.

Em outro abaixo-assinado, endereçado ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, os internautas argumentavam que o deputado seria vítima de “perseguição política como uma forma de autopromoção de parlamentares oportunistas”.

– Por conta dos seguidos incidentes, nos quais interpretamos a cassação do mandato do parlamentar algo inconstitucional e contrário ao desejo das mais de cem mil pessoas que confiaram seu voto ao candidato nas últimas eleições – diz a petição, com 230 assinaturas.

“Fora Jair Bolsonaro”

O apoio virtual a Jair Bolsonaro pode ser considerado tímido se comparado aos atos contrários a ele. Pelas redes sociais e na blogosfera, crescem o número de manifestações com críticas ao militar. No Facebook, o “Fora, Jair Bolsonaro” tem mais de 7 mil adeptos e “Cassação de Jair Bolsonaro”, mais de 8 mil.

No Twitter, o nome do deputado há dias aparece entre os tópicos mais debatidos. Assim como os que apoiam o parlamentar, os contrários também divulgam petições na internet. Uma das que contam com mais apoio é a “Proteja o País do Bolsonaro”, cuja a meta era abarcar 75 mil apoiadores e que, até esta quarta-feira (6), já tinha mais de 77 mil.

– As idéias racistas e homofóbicas do Deputado Jair Bolsonaro não são uma questão de opinião pessoal, elas são perigosas… Enquanto já existem leis para proteger outras formas de discriminação, pessoas GLBT não têm nenhuma proteção legal.
Vamos erguer nossas vozes mais alto que o Bolsonaro e mostrar que os brasileiros apoiam a lei anti-homofobia que irá ampliar as proteções contra a violência e discriminação para todos os brasileiros! Assine a petição agora, ela será entregue em Brasília em uma grande manifestação pela lei anti-homofobia! – conclama o abaixo-assinado.