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Videodrome e Fahrenheit 451

Posted in Cinema by leonardomeimes on 22/09/2010

Vi dois filmes que merecem uma review.

VIDEODROME

Esse filme não é aconselhado a quem tem estômago fraco…

O primeiro foi o bizarro Videodrome, de David Cronenberg (responsável por vários filmes de grande qualidade, como Spider, Crash e outros ainda mais polêmicos), o filme retrata a busca de um dono de um canal americano para dar ao público um escape para os setimentos de excitação e de raiva. A programação do canal é composta basicamente de filmes porno soft e filmes mazoquistas.

Porém esse plot logo é deixado de lado quando Max descobre um sinal pirata de uma fonte desconhecida. Os vídeos são chocantes, com torturas, parecem muito reais e começam a despertar em Max uma curiosidade sobre aquele mercado pirata de vídeo. Esse sinal é ponto de partida para uma jornada alucinada pela influência da TV na vida humana.

Surgem pessoas afirmando que o sinal do Videodrome (sinal que ele encontra) causa alucinações e distorções da realidade em quem assiste, e que a violência dos vídeos torna a pessoa mais vulnerável a essa influência, ai Max perde o controle e embarca em uma viagem sem volta.

O filme é uma metáfora sobre o poder que a televisão tem sobre a nossa vida, se tornando às vezes parte da realidade ou até mesmo distorcendo a realidade e nos tornando vitimas de uma manipulação.

Em termos de qualidade o filme, por ser muito antigo, peca em muitos aspectos, em alguns momentos as images que vemos não poderiam ser outra coisa se não distorções da realidade mesmo, mas em termos de crítica ao poder da televisão o filme é um grande feito metafórico.

Fahrenheit 451

Uma obra prima.

Não há o que olhos de pricipiante possam criticar no filme de Francois Truffaut (diretor de grandes filmes da Novelle Vague, como Jules e Jim). O filme retrata uma sociedade futura em que os homens são controlados pelo governo e pela polícia, são manipulados pela TV para que não tenham sentimentos e, o mais importante, onde livros são proibidos.

O protagonista Montag trabalha no corpo de bombeiros e, ao contrário do comum, bota fogo nos livros e é resposável pela prisão das pessoas que tenham lido. Muitos livros são queimados privando as pessoas do conhecimento e da oportunidade de se emocionarem através deles. Só que Montag conheçe uma garota que lê (apesar de Montag não saber) e que está determinada a fazer o bombeiro mudar sua cabeça e começar a ler livros.

Apartir do momento que Montag lê o primeiro livro ele vai se humanizando e percebendo o absurdo que é a sociedade que ele vive e defende.

O filme é demais, muito bom, com atuações convincentes e com um roteiro impecável.

VALE A PENA VER =)

 

Leonardo Meimes

Música para os ouvidos

Posted in Música, Uncategorized by leonardomeimes on 02/07/2010

A música é o barulho que pensa

Victor Hugo

A boa música nunca se engana, e vai direto buscas ao fundo da alma o desgosto que nunca devora

Stendhal

Qualquer bom músico deve ser um inovador

Les Baxter

Eu não sei nada sobre música. Na minha linha você não precisa saber.

Elvis Presley

Se um compositor pudesse dizer em palavras o que ele tem de dizer ele não se incomodaria dizendo em música.

Gustav Mahler

A música não mente. Se há algo a ser mudado nesse mundo, então só poderá ser mudado pela música.

Jimi Hendrix

A música expressa o que não pode ser dito e no que é impossível ficar calado.

Victor Hugo

Há mais músicas de amor do que qualquer coisa. Se as músicas pudessem lhe tornar algo todos nós amaríamos uns aos outros.

Frank Zappa

Sem música, a vida seria um erro.

Friedrich Nietzsche

Uma música que se preze nunca é objetiva, como um atestado de óbito ou uma receita de bolo.

Arnaldo Antunes

É tão absurdo dizer que um homem não pode amar a mesma mulher toda a vida, quanto dizer que um violinista precisa de diversos violinos para tocar a mesma música.

Balzac

Quem ouve música, sente a sua solidão de repente povoada

Robert Browning

Milhares de pessoas cultivam a música; poucas porém têm a revelação dessa grande arte

Ludwig Beethoven

Quando se acaba de ouvir um trecho de Mozart, o silêncio que se lhe segue ainda é dele

Sacha Guitry

Quando se ouve boa música fica-se com saudade de algo que nunca se teve e nunca se terá

Samuel Howe

Escrever sobre música é como dançar sobre arquitetura.

Laurie Anderson

A música improvisada envolve muita intuição e eu gusto de desenvolver intuição.

Fred Frith


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Contos de fadas não contribuem para amadurecimento da criança, diz terapeuta

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 30/06/2010

Pai de seis e avô de nove, o psicoterapeuta Zenon Lotufo Jr. sempre gostou de contar histórias às crianças da família. Mas nunca gostou muito dos contos de fadas.

Lotufo avalia que, em grande parte desses contos, o medo de cair nas garras de uma bruxa ou de ser punida (como ela será, no final) serve para manter uma atitude de subserviência e não contribui para o amadurecimento da criança -ao contrário do que sustentam algumas correntes da psicanálise.

Leia trechos da entrevista.

*

Folha – Para o senhor, contos de fadas não são benéficos?
Zenon Lotufo Jr. – Um dos problemas é que se generaliza, como se qualquer dessas histórias tivesse papel positivo. Muitas levam ao conformismo, usam o medo como forma de dominação e apresentam crueldades incríveis.

Até as versões “suavizadas”?
Os contos de fadas sempre foram adaptados às características de cada época. Os irmãos Grimm fizeram isso. Mas há autores que dizem que eles domesticaram os contos, que deveriam voltar a ser como eram. E eram muito cruéis. Não há provas de que a criança se beneficie disso. Esses contos surgiram em uma cultura em que o medo era moeda corrente. Todo mundo vivia com medo.

Hoje, também vivemos com medo…
Sem dúvida, mas é diferente pensar na Europa dos séculos 13 ao 18, com a cultura da culpabilização por meio da religião, as pestes, as guerras, a fome. Os contos de fadas de que estamos falando surgiram nesse contexto e em grande medida reforçavam esse medo para manter a obediência das pessoas. Em geral, culpavam as mulheres e as crianças (quando eram curiosas e desobedientes) pelos problemas.

O fato de ter sempre um final feliz não é positivo?
A mulher e a criança raramente têm um papel ativo no final feliz. Branca de Neve, Bela Adormecida e Cinderela são salvas magicamente. Essa passividade das heroínas tem uma mensagem clara: quem é boazinha, submissa, vai ser salva por um príncipe.

Então não seriam histórias para as crianças de hoje?
As histórias estão aí, ninguém vai suprimir isso. Mas é importante que o adulto que conta a história discuta esses aspectos com as crianças. Outra coisa importante é pensar se são adequadas à idade. Criança muito pequena pode ficar apavorada e não vai entender uma explicação que as contextualize.

Há entre essas histórias as que podem ser benéficas?
Algumas têm uma mensagem claramente positiva. O “Patinho Feio”, por exemplo, mostra alguém que é maltratado porque pertence a outro grupo, ajuda a entender o problema da discriminação.

Os contos podem ajudar a criança a elaborar os próprios medos, como perder a mãe ou ser abandonada?
Não há comprovação de que os contos tenham essa função e de que as crianças gostam deles por isso.

E por que continuam fazendo sucesso e atraindo tanto as crianças?
Eu não sei se eles atraem mais as crianças ou os pais. Sempre foram usados como um meio de levar à obediência: não discuta, é assim mesmo. A Chapeuzinho Vermelho é curiosa e desobediente, por isso se dá mal.

Em sua opinião, esses contos não cabem na cultural atual?
Tanto esses contos como muitos super-heróis modernos passam a ideia de um bem completo e um mal completo. Não acho que essa visão maniqueísta faça bem. De uma forma geral, havendo alternativa de uma coisa mais saudável e até mais “contracultural”, acho melhor para a criança.

Seria o caso de um filme como “Shrek”, em que os personagens típicos dos contos de fada aparecem em papéis invertidos em relação aos “bons” e aos “maus”?
Pode ser. O ogro sempre foi o mal e é apresentado de outra forma, como herói. Isso é uma forma interessante de abordar o assunto.