Moscas Mortas Revolution – Página Inicial

A desobediência…

Posted in Filosofia by leonardomeimes on 22/01/2013

A desobediência a Deus, que na realidade significa para o sacerdote a desobediência “à lei”, toma o nome de “pecado”; os meios prescritos para a reconciliação com Deus são, é claro, precisamente os meios que coloca a pessoa mais efetivamente sob o julgo do sacerdote; somente ele pode “salvar”… Considerados psicologicamente, os “pecados” são indispensáveis a toda sociedade organizada em base eclesiástica; constituem a única arma confiável do poder; o sacerdote vive à custa dos pecados; é necessário para ele que alguém peque… Primeiro axioma: “Deus perdoa os que se arrependem” – em palavras mais claras: os que se submetem ao sacerdote”.
“Reduziram todos os grandes acontecimentos a uma fórmula idiota: “obediente ou desobediente à Deus” – Deram um passo além: a “vontade de Deus” (em outras palavras: os meios necessários para conservar o poder dos sacerdotes) tinha de ser determinada – e, para isso, precisava-se de uma “revelação”. Em linguagem clara, uma gigantesca fraude literária tinha de ser perpetrada, engendrando-se as “escrituras santas”.[…] O que aconteceu? simplesmente isso: o sacerdote formulou, de uma vez por todas e com rigorosa meticulosidade, que dízimos lhe devem ser pagos, do maior ao menos (sem esquecer as postas de carne, pois o sacerdote é um grande consumidor de carne). […] De então para diante, as coisas foram tão bem dispostas, que o sacerdote se tornou indispensável em todas as partes; em todos os grandes acontecimentos naturais da vida, como nascimento, casamento, enfermidade, morte, para não se falar do “sacrifício” (isso é, as horas de refeição), o santo parasita aparece, e trata de desfigurá-los – ou, segundo as suas próprias palavras, “santificá-los”.

(Nietzsche, O Anticristo)

Humberto Eco – Seis Passeios pelos Bosques da Ficção

Posted in Literatura by leonardomeimes on 09/03/2012

Uma citação interessante em que Eco percebe que na nossa vida a questão religiosa traz uma profunda amostra de como o humano está “perdido” e “sem regras para compreender o mundo” e recorre ao que na literatura chamamos de autor-modelo, aquele que lhe guia a uma determinada leitura da história, criando uma ficção de Deus para que nossa vida tenha um motivo, um começo e um fim: um autor-modelo.

Vivemos no grande labirinto do mundo real, que é maior e mais complexo do que o mundo de Chapeuzinho Vermelho. É um mundo cuja estrutura total não conseguimos descrever. Na esperança de que existam regras do jogo, ao longo dos séculos a humanidade vem se perguntando se esse labirinto tem um autor ou talvez mais de um. E vem pensando em Deus ou nos deuses como autores empíricos, narradores ou autores-modelo. As pessoas tentam imaginas uma divindade empírica: se tem barba; se é Ele, Ela ou Isso; se nasceu ou sempre existiu; e até (em nossa própria época) se morreu. Sempre se procurou Deus como Narrador – nos intestinos dos animais, no voo dos pássaros, na sarça ardente, na primeira frase dos Dez Mandamentos. Alguns, todavia (inclusive filósofos, é claro, mas também adeptos de muitas religiões), procuram Deus como Autor-Modelo – que dizer, Deus como a Regra do Jogo, como a Lei que torna ou um dia tornará compreensível o labirinto do mundo. A divindade nesse caso é algo que precisamos descobrir ao mesmo tempo que descobrimos por que estamos no labirinto e qual é o caminho que nos cabe percorrer.

No entanto há outro motivo pelo qual nos sentimos metafísicamente mais à vontade na ficção do que na realidade. Existe uma regra de ouro em que os criptoanalistas confiam – a saber, que toda mensagem secreta pode ser decifrada, desde que se saiba que é uma mensagem. O problema com o mundo real é que, desde o começo dos tempos, os seres humanos vêm se perguntando se há uma mensagem, em havendo, se essa mensagem faz sentido. Com os universos ficcionais sabemos sem dúvida que há uma mensagem e que uma entidade autoral está por trás dele como criador e dentro dele como um conjunto de instruções de leitura.

Assim, nossa busca do autor-modelo é um Ersatz para aquela outra procura, no curso da qual a Imagem do Pai se esvaece na Névoa do Infinito, e nunca deixamos de nos perguntar por que existe alguma coisa em vez de nada.

O que não significa que sem Deus não há paz.

Tagged with: , , ,

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 18/04/2011

Um homem que está livre da religião tem uma oportunidade melhor de viver uma vida mais normal e completa.

Sigmund Freud

Quando pratico o bem, sinto-me bem; quando pratico o mal, sinto-me mal. Eis a minha religião.

Abraham Lincoln

A religião prestou ao amor um grande serviço, fazendo dele um pecado.

Anatole France

A religião é o suspiro da criança acabrunhada, o coração de um mundo sem coração, assim como também o espírito de uma época sem espírito. Ela é o ópio do povo.

Karl Marx

A religião é aquilo que impede os pobres de matarem os ricos.

Napoleão Bonaparte

O medo dos poderes invisíveis, inventados ou imaginados a partir de relatos, chama-se religião.

Thomas Hobbes

Nós temos a religião suficiente para nos odiarmos, mas não a que baste para nos amarmos uns aos outros.

Jonathan Swift

Considero a religião como um brinquedo infantil, / e acho que o único pecado é a ignorância.

Christopher Marlowe

A religião nasce das concepções restritas do homem.

Friedrich Engels

Religião é demência coletiva.

Bakunin

O corpo não é uma máquina como nos diz a ciência. Nem uma culpa como nos fez crer a religião. O corpo é uma festa.

Eduardo Galeano

A religião supre o juízo e a razão que falta em muita gente.

Marquês de Maricá

Religião é uma coisa excelente para manter as pessoas comuns quietas.

Napoleão Bonaparte

Não posso acreditar num Deus que quer ser louvado o tempo todo.

Friedrich Nietzsche

Tagged with: ,

Pensamentos sobre Ateísmo

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 15/02/2011

Quem sabe que ficará ofendido por ler opiniões contrárias à religião, que não leia.


Só o ateísmo pode pacificar o mundo de hoje.

André Gide

 

Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro.

José Saramago

 

Não posso acreditar num Deus que quer ser louvado o tempo todo.

Friedrich Nietzsche

 

Um devoto é aquele que, sob um rei ateu, seria ateu.

Jean de La Bruyère

 

Um homem que está livre da religião tem uma oportunidade melhor de viver uma vida mais normal e completa.

Sigmund Freud

 

A religião prestou ao amor um grande serviço, fazendo dele um pecado.

Anatole France

 

A religião é comparável a uma neurose da infância.

Sigmund Freud

 

(…) se Deus existisse, só haveria para ele um único meio de servir à liberdade humana: seria o de cessar de existir.

Bakunin



 

Mentiras de Serra

Posted in Política by leonardomeimes on 07/10/2010

Adeptos de José Serra fizeram de tudo para levá-lo ao Segundo Turno, até distribuírem MENTIRAS.