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A visão da TV e a visão de um cidadão que sofre a repressão

Posted in Comentários, Textos Próprios by leonardomeimes on 16/08/2011

Fica claro que a apresentadora estava do lado da polícia e não queria ouvir a opinião do homem. Ela foi advertida pela BBC.

Um país que precisa de imigrantes mas não os aceita. A polícia é muito violenta, um brasileiro já foi assassinado pela polícia lá por ser confundido com um islâmico lambram-se? (Jean Charles acho)

Onde as minorias não têm vez

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 18/05/2011

Dulce Critelli,17 de maio de 2011 às 14:40h

O preconceito é uma interpretação coletiva e duradoura. Por Dulce Critelli. Foto: Edson Silva/Folhapress

Artigo produzido para a edição 56 de Carta na Escola

De tempos em tempos a mídia noticia uma série de atos decorrentes de preconceito. Melhor, de violência provocada pelo preconceito. Há alguns anos foram os crimes contra indígenas e indigentes moradores de rua, incendiados por jovens bem-nascidos. Depois, estupro de moças e mulheres da classe C também por jovens pertencentes a classes sociais abastadas. Há cerca de um ano e meio, foi o caso de Geisy Arruda, a aluna da Uniban agredida em razão da forma de se vestir. Mais recentemente, soubemos dos jovens que, num rodeio, pulavam sobre moças gordas como se essas fossem gado.

Publicados pelo jornal O Estado de S. Paulo, há relatos sobre discriminação raivosa contra alunos que ingressaram na universidade, ou, por meio de bolsas destinadas a estudantes de baixa renda, ou ainda, pelo programa de cotas raciais, o ProUni. Esses estudantes são alvos de exclusão, desprezo, ofensas pessoais e agressões verbais dirigidas à sua cor, aparência, roupas, à expressão de suas ideias, seu tipo de cabelo e, inclusive, são acusados de trazerem para a instituição um rebaixamento da qualidade de ensino.

Os casos mais recorrentes e divulgados atualmente são os ataques a homossexuais. As tevês e os jornais mostraram, diversas vezes, rapazes agredindo com uma lâmpada fluorescente um jovem, na Avenida Paulista, pelo simples fato de ele ser gay. A ONG Safernet tem dados que acusam um aumento de denúncias homofóbicas na internet, na proporção de 88% de 2009 para 2010, enquanto as denúncias de racismo, no mesmo período, caíram 57% e as de neonazismo 65%.

O Estadão informa que entre os sites de relacionamento nas redes sociais há aqueles criados especialmente com conteúdo homofóbico, nos quais não apenas se expressa o preconceito, mas se discute- onde e como matar homossexuais.

O Centro de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate à Homofobia da Prefeitura de São Paulo elaborou um mapa de lugares de agressões, indicando que 50% dessas ocorrem no centro expandido de São Paulo, que inclui a região da Paulista. Informa, também, e isso é preocupante, que boa parte dos agressores conhece sua vítima: 16% são da própria família e 38% são conhecidos, vizinhos, colegas de trabalho.

Construções sociais
Politicamente incorretos e indesejados, preconceitos são inevitáveis. Eles derivam do fato de que os seres humanos existem construindo interpretações sobre as mais variadas situações e pessoas e, para tanto, se apoiam em seus costumes e crenças. Daí, o que contraria e se diferencia de tais crenças, num primeiro impulso é contestado e recusado.

Essas interpretações, no entanto, não são propriamente preconceitos.

Para se transformarem em um preconceito, as interpretações carecem de ser aceitas por uma comunidade e permanecer em seu seio por um tempo suficiente para ser imediata e irrefletidamente reconhecidas como verdades incontestáveis. O preconceito é uma interpretação coletiva e duradoura.

A força de um preconceito reside justamente no fato de ser mantido, em conjunto, por uma comunidade. Um preconceito depende de que várias pessoas acreditem nele a ponto de serem mobilizadas por ele. Desse modo, costumam se instaurar como índices da cultura de uma comunidade política (meu bisavô, português, não queria o casamento de sua filha com meu avô por ele ser italiano, a ponto de trancá-la em casa para impedir o namoro. Fracassadas todas as investidas, não compareceu ao casamento deles e sumiu por uma semana).

O que mais assusta e inquieta no preconceito é que ele mobiliza vigorosamente as pessoas promovendo, invariavelmente, alguma forma de agressão. Quando movidas pelo preconceito, as pessoas e as comunidades são, normalmente, raivosas e intolerantes. A intolerância religiosa é um exemplo bem conhecido dos nossos tempos, assim como a intolerância ideológica e a racial. E bem conhecidos são as destruições, o terror e a cadeia ofensiva que desencadeiam.

Extermínio natural
O que tem provocado perplexidade, hoje, é que os ataques preconceituosos têm sido acompanhados por uma espécie de desfaçatez. Os agressores agem como se a violência praticada fosse uma reação natural e justificada intrinsecamente à sua crença.

Penso que o cinismo da violência preconceituosa é herança dos movimentos e governos totalitários que eclodiram no século XX. O nazismo na Alemanha, o stalinismo na Rússia, o comunismo na China viam o extermínio como o mais natural recurso – fosse dos inimigos do regime, fosse dos indivíduos e/ou “raças impuras”, fosse das “classes agonizantes”.

Entendiam que nas leis ou da Natureza, ou nas leis da História, estavam inscritos, para um futuro distante, uma raça humana perfeita (a ariana), tanto quanto uma sociedade sem classes. Também o conhecimento dessas leis mostrava que nesse destino último, as pessoas doentes física e psiquicamente, as raças impuras como a dos judeus – no caso do nazismo –, e as classes abastadas, imperialistas – no caso do comunismo –, desapareceriam.

Indivíduos, raças e classes que não existiriam no futuro, comprovavam que elas já não deveriam ter existido no passado, nem seriam aceitas no presente. A previsão da sua futura extinção não só justificava, mas exigia que medidas que visassem sua eliminação fossem tomadas. Portanto, o extermínio nem sequer era visto como um mal necessário, porque ditado pelas leis ou da Natureza, ou da História, transcendentes à vontade dos homens, era apenas o que era para ser. O fim justifica e exige os meios: o terror.

Tudo o que sempre esteve inscrito no coração do homem como o mal radical, isto é, agir contra seu irmão (lembre-se de Caim e Abel), por meio dos movimentos e governos totalitários desaparece. Com o extermínio admitido como gesto natural e corriqueiro, o mal deixa de ser entendido como mal. Portanto, a consciência moral submerge. A isso Hannah Arendt, pensadora contemporânea, chama de “banalização do mal”.

Os totalitarismos nos legaram a destituição do mal e da consciência moral. A intolerância ativa é sua manifestação. Assim como desfaçatez, que tanto chama a atenção na violência cometida em nome do preconceito, na cânula da lâmpada fluorescente estilhaçando contra o jovem homossexual na Avenida Paulista.

Dulce Critelli é doutora em Psicologia da Educação, professora do Departamento de Filosofia da PUC-SP e Terapeuta Existencial

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SaferNet: Bolsonaro agravou violência de ataques no Twitter

Posted in cidadania by leonardomeimes on 18/05/2011

Bolsonaro agrava a violência contra gays, negros e nordestinos na internet…

Ana Cláudia Barros


Evolução das denúncias de manifestações de ódio no Twitter em 2010(Fonte:SaferNet)

A máxima “a internet é um espelho fiel da sociedade” parece ainda mais cabível quando observadas as ondas de discriminação e ódio que têm emergido nos últimos meses no Twitter. Análise da evolução diária das denúncias no microblog, elaborada pela SaferNet e obtida com exclusividade por Terra Magazine, confirma o que já se suspeitava: eventos do “mundo real” impactam diretamente o ambiente virtual.

Nas cinco principais ondas de ataques e nas manifestações de menor proporção deflagradas no Twitter, no período que vai de novembro de 2010 a 16 maio deste ano, essa correlação fica evidente, conforme enfatiza o presidente da SaferNet Brasil – organização não-governamental que combate crimes contra direitos humanos na rede -, Thiago Tavares.

Ele chama a atenção para o “aumento significativo” da frequência e da violência dos ataques após a entrada em cena do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ).

– Com suas declarações polêmicas, o Bolsonaro acendeu o pavio e encorajou algumas ondas sucessivas de homofobia no Twitter e nas outras redes sociais no Brasil; Orkut principalmente – afirma, destacando a conexão entre realidade “online” e “offline”.

– Se forem cruzados os dados da planilha com as notícias veiculadas na imprensa, é possível perceber ligação com fatos, como disputas no Congresso, violência a homossexuais na Avenida Paulista, chuvas no Nordeste, metrô em Higienópolis.

Sobre as ondas menores, acrescenta:

– Elas têm se apresentado constantes ao longo de 2011. Em sua maioria, foram detonadas pela polarização do debate em torno dos direitos dos homossexuais.

De acordo com Tavares, a incidência das manifestações de discriminação começou a se acirrar a partir do final do segundo semestre de 2010. Sobre os motivos deste crescimento, argumenta:

– Dois fatores são importantes e, em conjunto, ajudam a entender esses números. O Twitter se expandiu muito no Brasil do segundo semestre pra cá. Hoje, tem em torno de 15 milhões de usuários (no mundo, são cerca de 180 milhões). O aumento expressivo na base de usuários também influenciou no número de casos – diz, prosseguindo com a explicação:

– Outro fator importante foi a violência no debate eleitoral. Essa agressividade que permeou a campanha dos candidatos foi transposta para os eleitores. O clima de animosidade criou um ambiente propício para essas manifestações exacerbadas de ódio.


Evolução das denúncias de manifestações de ódio no Twitter em 2011 (Fonte:SaferNet)

De janeiro a dezembro de 2010, 2.372 tweets(mensagens postadas no microblog) com teor discriminatório foram encaminhados à Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, criada pela SaferNet e operada em parceria com os ministérios públicos federal e estaduais e a Polícia Federal.

Ao todo, foram contabilizados 23.589 denunciantes. Só de janeiro a 16 de maio de 2011, 1.181 tweets com as mesmas características foram reportados à SaferNet, quase a metade do acumulado no ano passado inteiro. Até a mencionada data, 8.942 pessoas se dispuseram a delatar os casos de discriminação. Todas as denúncias são anônimas.

“Detonadores”

O presidente da SaferNet explica que as ondas de preconceito no Twitter Brasil são desencadeadas pelo que chama de “perfis detonadores”, usuários que “assumem a dianteira e inauguram uma sequência de ódio, uma gritaria generalizada”.

A primeira grande onda aconteceu entre 1º e 4 de novembro do ano passado, logo após o anúncio do resultado das eleições presidenciais. Conforme a SaferNet, o perfil da estudante de Direito Mayara Petruso, apontada na época como pivô da polêmica em razão do comentário de que queria afogar os nordestinos, foi, de fato, o estopim das manifestações de preconceito. Neste período de quatro dias, 4.002 pessoas acionaram a ONG para denunciar.

Tavares comenta que foi necessário um “tratamento de choque” para estancar o tumulto na rede.

– Preparamos um relatório com 1.037 contas do Twitter, mandamos a lista para o Ministério Público e comunicamos à imprensa. Foi imediato. Cessou rapidamente.

– Se você comparar essa onda com as demais, vai perceber que as outras ondas duram, no máximo, 48, 72 horas estourando. A onda contra os nordestinos após as eleições, por sua vez, iria perdurar por mais de uma semana. Ela já durava cinco dias. Era uma atividade enorme. As mensagens estavam cada vez mais agressivas. Isso nos surpreendeu. Era uma onda absolutamente sem controle. Por isso decidimos adotar uma ação enérgica.

O segundo “tsunami” virtual foi registrado entre 17 e 19 do mesmo mês, após o lançamento, às vésperas do Dia Nacional da Consciência Negra, da campanha no Twitter “#HomofobiaNão”. Em contraposição ao movimento, grupos conservadores criaram o perfil e a hashtag “#HomofobiaSim”, o que impulsionou uma sequência de manifestações de repúdio aos homossexuais. Ao todo, 8.574 denunciaram.

Já a terceira onda, observada entre 29 e 30 também de novembro, teve como mote o neonazismo. Os alvos? Negros e gays. Os dois perfis apontados como os responsáveis pela propagação do ódio (@anjooslava e @anjonazistaheil) já não estão mais ativos, mas os comentários racistas e homofóbicos podem ser vistos via buscador Topsy, que mostra quem foram os autores da divulgação de determinado tweet e exibe as mensagens mais repassadas pelos usuários.

Entre os recados deixados pelos perfis, ataques frontais como: “Eu odeio homossexuais, desejo que todos eles tenham uma morte sofrida e dolorosa, meu sonho é um dia ver a humanidade livre dessa raça!”; “Meu avô foi brutalmente assassinado por um negro. Como eu vou defender esses lixos?”; “Rejeite o lixo multicultural! Despreze a escória homossexual!!! Não irei me acovardar, e sim massacrar”; “Esse país é um lixo, eles querem te obrigar a amar negros, homossexuais. Se for pra viver nesse lixo a minha vida toda, prefiro a morte”.

A quarta grande onda, ocorrida em 28 e 29 de dezembro, também foi alavancada pela aversão aos gays, lésbicas, transexuais e bissexuais. Segundo a SaferNet, os perfis detonadores foram @contraGays e @estuproSim, este último cancelado.

A série de ataques mais recente aconteceu em 12 deste mês, após a eliminação do Flamengo na Copa do Brasil pelo Ceará. Em um único dia, 5.150 internautas, indignados com o teor das mensagens de preconceito contra nordestinos, recorreram à SaferNet.

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Racistas? Imagina…

Posted in cidadania by leonardomeimes on 26/04/2011

Redação Carta Capital, 26 de abril de 2011 às 9:10h

em: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/racistas-imagina

Apesar da redução de certas disparidades propiciadas por programas de segurança alimentar, o abismo que separa brancos e negros no Brasil continua gigantesco. Essa é uma das conclusões do Segundo Relatório Anual de Desigualdades Raciais, divulgado na terça-feira 19 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O estudo revela que os afrodescendentes têm menor acesso ao sistema de saúde (uma taxa de não cobertura de 27%, diante dos 14% verificados entre a população branca), a exames ginecológicos preventivos, ao pré-natal e sofrem com uma taxa maior de mortalidade materna. Por dia, morrem cerca de 2,6 mulheres pretas ou pardas por complicações na gestação, enquanto esse mesmo problema acomete 1,5 mulheres brancas.

Nos últimos 20 anos, o tempo de estudo dos afrodescendentes acima de 15 anos passou de 3,6 anos para 6,5. Mesmo assim, está muito aquém da média dos brancos, com 8,3 anos de estudo. Por outro lado, os pretos ou pardos beneficiados pelo Bolsa Família conseguiram aumentar a quantidade de alimentos consumidos em proporção superior (75,7%) à da população branca inscrita no programa (70,1%).

“Melhorou a segurança alimentar dos afrodescendentes, mas a discrepância prevalece nos outros setores”, comenta Marcelo Paixão, coordenador do relatório.

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Os neonazistas são bem mais que meia dúzia, afirma delegado

Posted in cidadania, Educação, Política by leonardomeimes on 11/04/2011

Segunda, 11 de abril de 2011, 14h47

Ana Cláudia Barros

Estilhaços da bomba lançada após Parada Gay de São Paulo em 2009. Atentado, que deixou 21 feridos, foi atribuído a jovens neonazistas (Foto: Marcelo Pereira/Terra)

 

A recente identificação de 25 gangues de skinheads pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), em São Paulo, e a participação de movimentos de ultra direita no ato de apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) no último sábado (9), na Avenida Paulista, colocam em debate a presença, cada vez mais evidente, de grupos neonazistas no Brasil.

Mas há motivos reais para preocupação? Para o delegado Paulo César Jardim, da Primeira Delegacia de Policia de Porto Alegre, a resposta é sim, sobretudo, diante da possibilidade de conexão com outros tipos de criminosos. Responsável pelo comando do Grupo de Combate ao Movimento Neonazista da Polícia do Rio Grande do Sul, Jardim destaca que a quantidade de seguidores dos ideiais de Adolf Hitler é “bem maior do que a meia dúzia que as pessoas pensam”.

Sem revelar pormenores, o delegado, que, no ano passado, alertou o senador Paulo Paim (PT-RS) sobre possível ataque, expressa preocupação particular em relação à proximidade com a Argentina, país escolhido por oficiais nazistas como refúgio após a Segunda Guerra Mundial.

Sobre o perfil dos integrantes desses grupos, Jardim afirma que, em geral, são jovens entre 17 e 30 anos, de classes sociais diversas, movidos pelo ódio a judeus, homossexuais e negros. Ele destaca ainda que há diferenças entre os movimentos neonazistas do Sul e os de São Paulo.

– De forma nazi mais pura, encontramos no Rio Grande do Sul. Em São Paulo, vemos uma mescla. Há pessoas que se dizem neonazistas, mas são negras, mestiças. Estão meio confusas na ideologia. Mas em São Paulo, as tribos são muito maiores.

Confira a entrevista.

Terra Magazine – Como é o trabalho desenvolvido pelo grupo de combate ao movimento neonazista da Polícia do Rio Grande do Sul e que tipo de informações já foram levantadas?
Paulo César Jardim –
É claro que não posso te dizer a forma como estamos trabalhando e o que conseguimos levantar, porque é um trabalho de inteligência. Eles são espertos do outro lado, são uma célula do mal. Dá para ver com base em tudo que estão propugnando por aí.
Posso dizer que estamos monitorando o movimento neonazista no Rio Grande do Sul há mais de 10 anos. Temos inúmeras prisões. Mais de 35 pessoas já foram indiciadas em inquéritos policiais e denunciadas por formação de quadrilha, tentativa de homicídio. Alguns estão na condição de foragido.

Quando o senhor se refere às tentativas de homicídio, está falando de crimes de ódio contra negros e homossexuais?
Contra negros, homossexuais e judeus. Esse pessoal entende que negros, judeus e homossexuais são sub-raça e há uma necessidade de fazer uma “oxigenação social”, eliminando o que consideram subespécie.
No final do ano passado, conseguimos abortar cinco células que estavam no Rio Grande do Sul. Era um grupo, eu diria, de tamanho bastante preocupante.

O que o senhor considera como “tamanho bastante preocupante”?
Quando nós encontramos bombas nas células… Encontramos farto material de propaganda, farto material de livros de convencimento, além de munições. Quando nós chegamos a constatação de que essas bombas são iguais àquelas que explodiram em São Paulo, durante a Parada Gay, onde houve feridos e mortos.
Chegamos à conclusão de que a situação era preocupante. Nós temos depoimentos que diziam qual era o objetivo (do grupo). O objetivo era explodir Sinagogas e agredir o movimento da passeata livre, aqui, no Rio Grande do Sul. Graças a Deus, conseguimos abortar isso.
No final do ano passado, desmontamos mais uma célula onde encontramos material de propaganda contra o senador Paulo Paim (PT-RS).

E como tem sido a atuação da polícia diante dessas informações?
Continuamos com o trabalho de monitoramento. Sabemos quem são, onde andam, o que fazem. Esperamos que não façam nada, que continuem com suas convicções, mas fiquem nessa de proselitismo só, porque a partir do momento que decidirem cometer ilícito penal, temos todas as condições de agir. Por isso, o monitoramento.

Quando se fala em neonazistas, a primeira referência são grupos europeus. Há quem diga que os grupos daqui, do Brasil, são compostos por meia dúzia, que tentam importar este modelo.
Acho que as pessoas estão muito equivocadas.

Quantos neonazistas o senhor estima que há por aqui?
É bem maior do que essa meia dúzia que as pessoas pensam. Só de indiciados, temos mais de 35. O movimento não é só em Porto Alegre. Ele se estende pelo Rio Grande do Sul, com diversos segmentos… Se a senhora sabe que o Rio Grande do Sul é fronteira com a Argentina, país onde os oficiais nazistas, quando no final da Segunda Guerra, se refugiaram…

Há ligação entre movimentos neonazistas brasileiros e argentinos?
Só posso dizer que estamos preocupados com a Argentina aqui perto.

A preocupação é referente a outros países vizinhos também?
É um movimento internacional, com mais de 60 anos, que prega o prazer pelo ódio. Em algumas cartas que encontramos em células, em conversas entre eles, havia coisas assim: “meu ódio continua o mesmo”, “meu ódio aumentou”, “meu ódio não vai acabar nunca”, “o meu ódio é sair do presídio e dar um tiro na cara de um judeu”. Eles falam isso com orgulho.

Há razões para preocupação de fato?
Enquanto estivermos mantendo esse controle que estamos mantendo, enquanto eles souberem desse controle, acho que podemos ter uma relativa tranquilidade. A preocupação maior é quando eles se aproximam com outros vínculos, tipo bandidos, marginais.

Isso tem ocorrido?
Essa é a nossa preocupação. Essa é a nossa tensão maior.

Qual o perfil dos integrantes dessas células? Existe um definido?
Temos uma faixa de idade que varia de 17, 18 anos até 25, 30 anos. Às vezes, um pouco mais, porque muitos deles estão envelhecendo. Vários deles têm conhecimento doutrinário. Alguns têm algum nível de conhecimento, principalmente, em relação à simbologia. Daí já parte para um estudo em função das tatuagens que eles usam. Dependendo do tipo da tatuagem, sei mais ou menos qual a filosofia ou o que já fizeram, porque as tatuagens para eles funcionam como medalhas.

A que classe social esses grupos pertencem em geral?
Temos alguns casos de pessoas bem situadas socialmente, inclusive, com apoio dos pais. Temos outros casos de pessoas bastante simples, que eu diria que são os mais grossos, truculentos. Tudo bem que todos são truculentos. Dentro da doutrina deles, não podem deixar, por exemplo, de praticar arte marcial. Isso consta nos códigos de conduta deles que eu tenho apreendido aqui. Eles têm que exercitar alguma arte marcial para quando forem enfrentar o inimigo, possam ter condições de vencê-los.
Mas não tenho dúvidas de que são grandes convardes. Só atacam em grupo de quatro, cinco contra um. Essa é a regra. Nunca há um ataque de um para um. Dois para um é muito raro. Dois para um acontece quando vão apunhalar, esfaquear por traição. Mas num ataque direto, como normalmente funciona, são aqueles brutamontes contra um mais fraco. É a regra.

Essas articulações entre células acontecem também pela internet? Há fóruns, páginas neonazistas…
Posso lhe dizer uma coisa? Não acredite muito no que está na internet. É um jogo de inteligência. Para um lado e para o outro.

O senhor está dizendo que eles plantam pistas falsas para dificultar a ação da polícia?
Claro. Estamos num jogo de inteligência no qual eles tentam nos enganar, nos ludibriar. Como a minha avó dizia: “O passarinho canta de um lado, mas está lá, do outro”.

Recentemente, foram descobertas 25 gangues de skinheads em São Paulo. Há uma troca de informações entre as polícias?
Sim. O pessoal de São Paulo e do Rio Grande do Sul conversa muito. Eles vêm a Porto Alegre, nós vamos a São Paulo. A senhora lembra o seguinte: o Sul do Brasil é basicamente originário de colonização alemã, italiana, polonesa. Não esquece que já tivemos, no Rio Grande do Sul, o partido nazista, funcionando de forma oficial na década de 1930. Aqui, também, nasceu o movimento integralista.

Baseado nessas informações que vocês, da polícia, trocam, o que se pode dizer sobre o movimento neonazista no Brasil? A concentração maior é, de fato, no Sul do País?
De forma nazi mais pura, encontramos no Rio Grande do Sul. Em São Paulo, vemos uma mescla. Há pessoas que se dizem neonazistas, mas são negras, mestiças. Estão meio confusas na ideologia. Se bem que há tribos neonazi que realmente têm esse sentimento de ódio. Mas em São Paulo, as tribos são muito maiores. Tem os hooligans também.
Aqui, tivemos uma tentativa do movimento neonazi de se infiltrar na torcida geral do Grêmio. Eles foram expulsos da torcida. Não tentariam na torcida do Internacional, porque historicamente é um clube de negros.

O senhor falou de uma aproximação com a Argentina, que preocupava. Agora, e com a Europa?
Na Europa, o movimento neonazi é muito forte em Portugal. Eu diria que se fosse me preocupar em relação a Europa, Portugal seria o País de maior relevância.

 

Grupo organiza na Web ato de apoio a Bolsonaro na Paulista

Posted in cidadania, Política, Uncategorized by leonardomeimes on 07/04/2011

Ai está o perigo que sempre nos ronda, o de surgirem movimentos neonazistas, racistas, homofóbicos e/ou intolerantes, como a TFP.

O Dep. Jair Bolsonaro deveria se envergonhar de ser apoiado por pessoas que chamam os esquerdistas de libertinos e comunistas! Ou seja estamos voltando à época da caça aos comunistas? libertinos? Liberdade é diferente de libertinagem, mas em favor da ditadura essas pessoas confundem qualquer coisa…

“oposição ao petismo e toda essa libertinagem que os “direitos humanos” vem impondo para nós e nossas famílias”, isso não soa como um grito de guerra nazista? “Vamos atrás dos petistas! dos de esquerda! vamos caçar os direitos humanos que nos colocam como iguais a gays e negros!” Pois, saibam, inertes mentes de uma sociedade falida e tradicionalmente burra, que somos todos iguais sim! Não há libertinagem, há liberdade! E se há libertinagem entre os de esquerda quem dirá entre os de direita! Todo marido tradicionalista cultiva sua amante fora do lar, aliás eles são tão à favor da família que tem duas, três, quatro mulheres diferentes com muitos filhos, grandes babacas! vocês não são melhores que ninguém ao contrário são hipócritas e sugam o poder público assim como sempre fizeram…

O aborto é uma questão de saúde pública e para o bem de todos as pessoas devem ter a oportunidade de fazer o aborto em segurança, não é só porque vocês são manipulados por uma igreja mesquinha e ultrapassada que todos tem que seguir, também, as mesmas baboseiras. A igreja proíbe o aborto! excomunga quem o perpetua, em compensação os milhares de estupradores que engravidam mulheres (que fazem aborto por não ser um filho desejado) não são esconmungados! aliás teve um caso, inclusive, que o estuprador foi perdoado pela ingreja e a mulher que fez o aborto foi excomungada! QUE MORAL vocês tem? Milhares de mulheres sofrem com problemas por não poderem fazer seu aborto em uma clínica, quase morrem! Elas não tem a mesma religião de vocês cabe a ela decidir e o estado tem que garantir que será feito com segurança!

A igreja proíbe a camisinha! que absurdo! na África o papa nazista consegue ter coragem de falar mal da camisinha enquanto milhares de africanos sofrem com a AIDS! A igreja deveria ser o principal alvo das sanções por afronta aos direitos humanos!

Pessoas que dizem que os pais podem bater nos filhos, quando se sabe que isso afeta a educação da criança que cresce violenta, como aos pais…

Vocês são claramente contra os direitos humanos, racistas e homofóbicos, o perigo é que existem muitas pessoas assim no país e se não estivermos atentos é possível que tentem trazer de volta ao país uma ditadura!

Que vocês caiam na besteira de tornar público o seu racismo e sejam presos! Pois não queremos gente assim solta nas ruas…

Leonardo Meimes

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Quinta, 7 de abril de 2011, 09h43

Ana Cláudia Barros

 

Na contramaré dos manifestos que se espalham pela web em repúdio às declarações dadas pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) no programa “CQC”, da Band, um grupo de internautas articula, via Orkut, ato de apoio ao parlamentar. Eles pretendem se reunir no vão do Masp, na Avenida Paulista, no próximo sábado, conforme mensagens divulgadas na comunidade da rede social, intitulada “Sou fã do Dep. Jair Bolsonaro”, que conta com mais de 4 mil membros.

– Já está na hora de a gente fazer uma união de verdade… Uma união de brasileiros dignos, de batalhadores e cidadãos honestos! Já está mais do que na hora de a gente fazer uma oposição de verdade ao petismo e toda essa libertinagem que os “direitos humanos” vem impondo para nós e nossas famílias, como Kit gay, Aborto e tentativas de tirar os direitos dos Pais em educar os seus filhos e etc!!! – conclama um dos integrantes:

A mensagem prossegue:
– Vamos dar o nosso apoio ao único Deputado que bate de frente com esses libertinos e comunistas!!! Será um manifesto cívico, portanto, levem a família, esposas, filhos e amigos… Levem cartazes, apitos e fiquem tranqüilos que teremos um pessoal para nos dar proteção no caso de qualquer elemento surpresa.

A comunidade é relacionada com outra, também criada em defesa ao deputado, chamada “Jair Bolsonaro para presidente” – com 2643 membros -, dedicada “a todos aqueles que gostariam de ver o Dep. Jair Bolsonaro na Presidência da República”.

– Bolsonaro é nossa esperança de viver em um país sério e respeitador dos bons e velhos preceitos morais e éticos. Persista na luta Bolsonaro, acompanhos suas batalhas no Congresso e muito nos orgulhamos do trabalho que tem feito – diz a apresentação.

A exemplo da outra comunidade, esta também convoca os integrantes para o ato de apoio ao deputado na Avenida Paulista e incentiva a divulgação do manifesto pelos internautas.

A comunidade divulga ainda uma petição, escrita em português e em inglês, pedindo apoio para evitar uma possível cassação de Jair Bolsonaro. Ela tinha quase 1500 adesões.

Em outro abaixo-assinado, endereçado ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, os internautas argumentavam que o deputado seria vítima de “perseguição política como uma forma de autopromoção de parlamentares oportunistas”.

– Por conta dos seguidos incidentes, nos quais interpretamos a cassação do mandato do parlamentar algo inconstitucional e contrário ao desejo das mais de cem mil pessoas que confiaram seu voto ao candidato nas últimas eleições – diz a petição, com 230 assinaturas.

“Fora Jair Bolsonaro”

O apoio virtual a Jair Bolsonaro pode ser considerado tímido se comparado aos atos contrários a ele. Pelas redes sociais e na blogosfera, crescem o número de manifestações com críticas ao militar. No Facebook, o “Fora, Jair Bolsonaro” tem mais de 7 mil adeptos e “Cassação de Jair Bolsonaro”, mais de 8 mil.

No Twitter, o nome do deputado há dias aparece entre os tópicos mais debatidos. Assim como os que apoiam o parlamentar, os contrários também divulgam petições na internet. Uma das que contam com mais apoio é a “Proteja o País do Bolsonaro”, cuja a meta era abarcar 75 mil apoiadores e que, até esta quarta-feira (6), já tinha mais de 77 mil.

– As idéias racistas e homofóbicas do Deputado Jair Bolsonaro não são uma questão de opinião pessoal, elas são perigosas… Enquanto já existem leis para proteger outras formas de discriminação, pessoas GLBT não têm nenhuma proteção legal.
Vamos erguer nossas vozes mais alto que o Bolsonaro e mostrar que os brasileiros apoiam a lei anti-homofobia que irá ampliar as proteções contra a violência e discriminação para todos os brasileiros! Assine a petição agora, ela será entregue em Brasília em uma grande manifestação pela lei anti-homofobia! – conclama o abaixo-assinado.

 

Jair Bolsonaro

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 04/04/2011

Duas proposições de Jair bolsonaro mostrando como ele pretende dificultar a adoção de leis que criminalizem a homofobia e que ajudem a trazer esclarecimento sobre esse fato para crianças…

 

REQ-6/2011 CDHM

CDHM Arquivada
Autor: Jair Bolsonaro – PP/RJ. 

Data de apresentação: 3/3/2011
Ementa: Requer a convocação do Sr. Ministro de Estado da Educação para prestar esclarecimentos à Comissão de Direitos Humanos e Minorias sobre a elaboração de material de combate à homofobia a ser distribuído nas escolas de ensino fundamental.

REQ-2/2011 CREDN CREDN Pronta para Pauta
Autor: Jair Bolsonaro – PP/RJ. 

Data de apresentação: 3/3/2011
Ementa: Solicita a convocação do Excelentíssimo Senhor FERNANDO HADDAD, Ministro de Estado da Educação, para prestar esclarecimentos a esta Comissão sobre a elaboração de material de combate à homofobia a ser distribuído nas escolas de ensino fundamental.

 

Homofobia e racismo do deputado Bolsonaro geram onda de indignação

Posted in Política by leonardomeimes on 01/04/2011
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Paula Thomaz, 31 de março de 2011 às 17:57h

Para o advogado Eduardo Piza Gomes de Mello, do Instituto Edson Néris, Bolsonaro pode “negociar com parlamentares e partidos para que a corregedoria não abra um processo contra ele”. Foto: Renato Araújo/ABr

Para o advogado Eduardo Piza Gomes de Mello, do Instituto Edson Néris, Bolsonaro pode “negociar com parlamentares e partidos para que a corregedoria não abra um processo contra ele”

As reações de diversos segmentos da sociedade às declarações do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) na TV Bandeirantes, na última segunda-feira 28, foram de “absoluta indignação”. Para Valéria Melki Busin, integrante da ONG Católicas pelo Direito de Decidir, responsável pela articulação com o movimento LGBTT, “esse tipo de manifestação fere os direitos humanos não só da comunidade LGBTT e familiares, como desrespeitou negros, mulheres e homens”, afirma.

Entre outras declarações polêmicas, Bolsonaro disse que “o filho começa a ficar assim, meio gayzinho leva um coro, ele muda o comportamento dele. Olha, eu vejo muita gente por aí dizendo: ainda bem que eu levei umas palmadas, meu pai me ensinou a ser homem” (sic). E também: “ô Preta [Gil], eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja, eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o seu.”

Para Valéria, resta a esperança de que ele seja sancionado pelas declarações racistas, já que atitude homofóbica ainda não é considerada como crime. “Ele sempre fala abertamente assim, se fosse crime a justiça funcionaria e ele seria preso. Depois das repercussões, ele deu uma consertada, mas se escora na impunidade. Só mostra que certos segmentos da sociedade têm cidadania de segunda classe. É como se estivesse dizendo ‘pode ir na avenida Paulista e bater em gay’”, indigna-se.

Na tarde de ontem, a Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ) entrou com um pedido de abertura de processo na Câmara dos Deputados, por quebra de decoro parlamentar, contra o deputado do PP. Mas para o advogado Eduardo Piza Gomes de Mello, do Instituto Edson Néris, ele pode sair impune por ter imunidade parlamentar, que lhe dá o direito de se expressar, já que representa seus eleitores mas, apesar disso o advogado entende que ele pode ser cassado, sim. “Ele se excedeu, cometeu um ato racista e isso é inadmissível. Ele ainda pode negociar com parlamentares e partidos para que a corregedoria não abra um processo contra ele”, fala.

Nesta quarta-feira o deputado disse que não teme ser cassado por causa de comentários racistas feitos em programa de televisão. “O soldado que vai à guerra e tem medo de morrer é um covarde. Eu estou aqui para expor as minhas ideias”, disse. E justificou que entendeu errado ou houve problemas de edição da produção do programa e que não tem medo de ser destituído da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. “Quem manda na minha cadeira é o líder do meu partido. Ele é quem decide, eu não saio de lá. Estou lá para não ter uma comissão só voltada para a demagogia e para defender interesses de quem está à margem da lei, como presidiários. Eu nunca vi defenderem direitos de famílias de vítimas de assassinos”.

Na Fundação Palmares o presidente Eloi Ferreira de Araujo, reagiu com indignação às declarações do deputado. A entidade estuda, com o seu departamento jurídico, a adoção de medidas contra o ato de racismo.

Também nesta quinta-feira 31 a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa promoveu um ato de repúdio às declarações do deputado, durante reunião no Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro. O interlocutor da comissão, Ivanir Santos, disse que é necessário abortar manifestações do tipo das proferidas pelo deputado imediatamente. “Ouvir, em pleno ano de 2011, falas como essas tornam necessário que se atente ainda mais para os perigos que a sociedade corre quando pensamentos fundamentalistas começam a nos rodear. A irresponsabilidade dessas declarações é muito grande”.

Ontem, uma representação assinada por 20 deputados foi protocolada na Mesa Diretora da Câmara pedindo que a Corregedoria da Casa investigue Bolsonaro pelos comentários racistas.

 

Passarinho não gosta de Bolsonaro

Posted in Música by leonardomeimes on 31/03/2011

O ex-ministro Jarbas Passarinho sobre o deputado racista, homofóbico, facista e de extrema direita Bolsonaro:

Já tive com ele (Bolsonaro) aborrecimentos sérios. Ele é um radical e eu não suporto radicais, inclusive os radicais da direita. Eu não suportava os radicais da esquerda e não suporto os da direita. Pior ainda os da direita, porque só me lembram o livrinho da Simone de Beauvoir sobre “O pensamento de direita, hoje”: “O pensamento da direita é um só: o medo”. O medo de perder privilégios (PASSARINHO, apud, LEAL, 2010).

A própria direita não o suporta, os militares também não, foi construída sobre Bolsonaro uma margem de que ele prega os valores do militarismo e que seria uma espécie de defensor dos militares, mas na verdade Bolsonaro, nas palavras de Passarinho, “irrita muito os militares”! Passarinho, que foi ministro dos governos militares e compôs o conselho que criou o AI-5, ou seja, que era partidário da ditadura, continua sua depreciação de Bolsonaro dizendo:

Foi mau militar, só se salvou de não perder o posto de capitão porque foi salvo por um general que era amigo dele no Superior Tribunal Militar (STM) (PASSARINHO, apud, LEAL, 2010).

Militar de merda, deputado pior ainda! é contra praticamente todas as políticas sociais de inclusão de negros e de criminalização da homofobia… Bolsonaro, coitado, vive em uma redoma de “mentirinhas” onde ele acredita que os militares não torturaram, e sim foram torturados”, que os políticos do PT e companhia mentem sobre suas prisões e torturas, confirmadas em processos, e, sendo de extrema direita, ainda busca defender a Família (burguesa, tradicional, cristã e racista), a Tradição (cristã, racista, homofóbia e atrasada) e a Propriedade (burguesa, desigual e que causa muita pobreza).

Sr. Deputado, não há lugar para você no mundo, um homofóbico, de extrema direita, militar!, que apoia a tortura!, apoia o racismo!

Sr. Deputado Bolsonaro até mesmo a direita tem vergonha de ter você como aliado!

Sr. Deputado Bolsonaro… não há lugar para você no pais que queremos!

Leonardo Meimes

Referências: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5038071-EI6578,00-Jarbas+Passarinho+Nunca+pude+suportar+Jair+Bolsonaro.html

Sai do armário Bolsonaro!

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 30/03/2011

Essa implicância dele com os gay deve ter algum fundamento…

 

SAI DO ARMÁRIO BOLSONARO!