Moscas Mortas Revolution – Página Inicial

Transgenicos: Uma ameaça (FIM)

Posted in Transgênicos by leonardomeimes on 17/09/2009

Pessoal chega ao fim essa série…

E o que ficou disso? Não tem como dizer, os poucos comentários foram interessantes e espero que pelo menos uma pulga esteja lhes fazendo coçar a orelha agora…

Existem fontes seguras para saber sobre os trasngenicos:

www.transgenicos.pr.gov.br – Site do Gov. do Paraná, em que artigos e notícias são traduzidas, muitas por mim mesmo hahahahahah

http://transgenicosnao.blogspot.com

http://emdefesadacomida.blogspot.com/

Livro: Roleta Genética, do autor Jeffrey Smith, que fala bem didáticamente sobre estudos e riscos dos transgênicos.  (Jeffrey M. Smith.  Roleta genética :  riscos documentados dos alimentos transgênicos sobre a saúde; tradução de Leonardo Telles Meimes.  São Paulo (SP) :  Ed. João de Barro,  2009.) Traduzido por mim também.

Para quem sabe inglês:

F.E.Tax, D.M Vernom, “T-DNA-Associated Duplication/Translocations em Arabidopsis: Implications for mutant analysis e functional genomics,” Plant Physiol 126 (2001) 1527-1538.

NORDLEE, Julie A. et al., “Identification of a Brazil-Nut Allergen in Transgenic Soybeans,” N Engl J Med (1996): 688-92.

SMITH, Jeffrey M., “Genetic Roulette”. Yes Books, (2007).

NETHERWOOD et al., “Assessing the survival of transgenic planta DNA in the human gastrontestinal tract,” Nature Biotechnology 22 (2004)

ROSS, John, “The Sad Saga of Ignácio Chapela,” Anderson Valley Advertiser, 18 de fevereirode 2004.

KUSER Michael, “Tests reveal the presence of GM tomatoes in Turkey,” Turkish Daily News, 26 de maio de 2005, ttp://www.turkishdailynews.com.br.tr/article.php?enewsid=14143

DALTON Rex, “Superweed study falters as seed firms deny acess to transgene,”.

FREESE, Willian, “Genetically engineered Crop Health Impacts Evaluation: A Critique of U.S Regulation of Genetically Engineered Crops and Corporate Teting Practices, with a Case Study of Bt corn.”

QUAYLE, Dan, “Speech  in the Indian Treaty Room of the Old executive Office Building,” 26 de maio de 1992.

GURIAN-SHERMAN, Doug, “Holes in the Biotech Safety Net, FDA Policy Does Not Assure the Safety of Genetically Engineered Foods,” Center for Sciences in the Public Interest.

Para quem não sabe procure nos enderaços que já listei.

Até mais,

Leonardo Meimes

Transgênicos: Uma ameaça (pt.11)

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 15/09/2009

ist2_352492_genetic_engineering

Se perguntarmos aos principais cientistas sobre transgênicos do mundo quais são os principais efeitos adversos dos transgênicos ele lhe fará uma lista, porém as pesquisas são feitas com ratos, peixes, vacas e nunca com humanos. Testes, mal feitos, com informações faltando e principalmente, testes que evitam encontrar algo. Dos poucos testes feitos em todo mundo (cerca de 40 testes), apenas um foi com humanos, os outros são testes financiados pelas indústrias ou feita por reguladores que para seu próprio bem evitam achar algo.

Quando os transgênicos são tratados como a real ameaça que são e as precauções necessárias são tomadas, informações são conseguidas: O teste feito com seres humanos derrubou a tese de que os transgenes não passavam para as bactérias do intestino, foram encontrados fragmentos de transgene nas fezes (mostrando que eles sobrevivem à digestão) e bactérias que, para completar as descobertas, haviam adquirido o gene e expressaram a proteína de proteção contra herbicidas.[1]6a00d8341bf7f753ef00e54f3c9f868834-800wi

Como julgar uma indústria com tantos defeitos, pouca ciência e muita ambição?

comic7

Suas ações são claramente anti-éticas e amorais, pois não visam um bem comum e muito menos tem preocupação com a dicotomia ‘bem e mal’ em relação a seus atos. O que importa para eles? É o dinheiro. Em uma conferência, em 1999, Arthur Anderson disse como era o futuro ideal para a Monsanto: um mundo no qual todas as sementes comerciais serão geneticamente modificadas e patenteadas.[2] Porém nem todas as pessoas estão desavisadas sobre os transgênicos e felizmente seu objetivo foi interrompido.

A Europa em 1999 se declarou contra os GMOs e agora é que cogita a reentrada destes produtos em seu mercado, as pessoas que veem um produto etiquetado têm primeiramente a atitude de rejeitá-los, escolas não aceitam alimentos com GM em alguns países. Espera-se que esta tomada de decisões contra os GMOs se estenda também para as Américas, onde menos de 25% da população sabe o que é um GMO, a maioria são pessoas que nem mesmo lêem a embalagem do que compra.


Leonardo Meimes

 

[1] Netherwood et al., “Assessing the survival of transgenic DNA de plantas transgênicas no caminho gastro intetinal humano,” Nature Biotechnology 22 (2004):2

[2] Jeffrey M. Smith, “Genetic Roulette”. Yes Books, (2007): pag 251.

Transgênicos: Uma ameaça (p.10)

Posted in Transgênicos by leonardomeimes on 14/09/2009

A QUESTÃO DA ÉTICA E MORAL

Voltando a questão levantada, o que dizer sobre o atual desenvolvimento dos transgênicos?

  • Se pensarmos na questão da saúde:transgenicos_nao_obrigado

– Toxidade dos alimentos transgênicos e o problema do monitoramento pela falta de regulação e acompanhamento;

– Alergias que não podem ser resolvidas apenas pela rotulagem (pois apenas quantidades acima de 0.5g devem ser rotuladas)

  • Se pensarmos na questão ecológica:

– hibridação de espécies nativas com plantas transgênicas, repassando a característica para uma outra espécie, ao acaso. O principal risco envolvido é a transmissão de resistência a substâncias químicas, tipo herbicidas, podendo gerar nova pragas resistentes;

  • Se pensarmos na área econômica:

– dependência dos produtores e por conseqüência, da própria sociedade, de um pequeno número de empresas que produzem sementes patenteadas, com replantio impedido por contrato ou por geração de pagamento de royalties.[1] (http://www.bioetica.ufrgs.br/aloca.htm)

transgenicos_PELIGROBIOLOGISendo assim o desenvolvimento dos transgênicos está longe de ser uma atitude Moral e Ética, pois eles passam por cima de interesses comuns, proteção do ambiente e da saúde, para priorizar o ganho, o lucro, em fim o comércio.Três empresas hoje controlam o mercado, a Monsanto, a Syngenta e a Bayer, estas seguem um único protocolo: Dinheiro.

Produtores de todo mundo estão pagando royalties, sem poder guardar sementes para próxima safra e tendo que comprar exclusivamente os herbicidas, pesticidas, fungicidas da empresa que fabricou as plantas.

Os protocolos de avaliação de segurança eles ignoram, os protocolos da ação científica eles também ignoram, confiam em suposições criadas com base em uma ciência que está, agora, com conceitos totalmente novos e que eles se recusam a aceitar. Promovem a não-etiquetação alegando sem base que seus alimentos são iguais aos naturais, expondo as pessoas a substâncias que nunca estiveram em nossa dieta e não passaram pelo processo de seleção de milhares de anos, em que os seres humanos retiraram de sua dieta alimentos que fossem prejudiciais.

Leonardo Meimes


[1] http://www.bioetica.ufrgs.br/aloca.htm

 

Transgênicos: Uma ameaça (pt.9)

Posted in Transgênicos by leonardomeimes on 09/09/2009

O MEIO AMBIENTE

O meio ambiente têm sofrido também com a introdução dos alimentos GM. Ervas que eram antigamente mortas por uma simples aplicação de RoundUp, hoje são muito mais resistentes a este herbicida devido ao fluxo de genes. Nota-se também uma contaminação grande dos reservatórios de água pelo RoundUp, usado nas plantas GM e pelos fragmentos de plantas Bt que eventualmente entram na cadeira alimentar de animais. Um caso interessante foi o extermínio de abelhas causado por plantações GM (Biodiversidad en América Latina).fome_transgenico

As agências de regulação ambiental são talvez as que mais se preocupam com estes organismos, eles são artificiais, incontroláveis e já são uma infestação. Campos de teste de plantas GM conseguiram disseminar o pólen por milhares de milhas, transformando plantas naturais em plantas GM. Animais que nunca tiveram os transgenes em suas dietas acabaram tento que se contentar com o consumo de toxinas, na água e na comida. Vacas alimentadas com produtos Bt tiveram gravidez fisiológica sem fetos e pariram bolsas de água nos EUA, pássaros que se fixavam em campos colhidos de algodão, passaram a evitar o algodão Bt, da mesma forma vacas só comem pasto Bt se o natural tiver acabado.transgenicos (2)

Todos esses fatos podem ser potencialmente desastrosos para um meio ambiente já danificado.

transgenicosLeonardo Meimes

Transgênicos: Uma ameaça (pt.8)

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 09/09/2009

Um suplemento alimentar GM matou cerca de 100 pessoas e fez quase 10,000 ficarem doentes nos anos 80. Este suplemento chamado L-triptopan estava contaminado com substâncias produzidas na modificação genética, cinco delas podem ser a causa da doença e a descoberta da epidemia só foi possível por uma série de coincidências, pois se cada paciente tivesse ido a um médico diferente ela nunca teria sido descoberta (além do fato que ligar uma doença a ingestão de um alimento é muito difícil).[1]ratos-ogms

Poderia se listar mais 20 estudos de casos de efeitos colaterais, além de 11 estudos sobre as formas pelas quais o processo GM pode causar mutações no DNA, 9 estudos sobre as formas que a nova proteína poderia causar problemas, 6 estudos sobre as formas nas quais a proteína GM poderia ser diferente da intencionada, 9 estudos sobre a transferência dos genes para bactérias do estômago, para partes do corpo e vírus, 5 estudos sobre a acumulação de toxinas nos transgênicos, 3 estudos sobre aditivos GM que podem causar problemas e 2 estudos sobre os perigos à crianças e grávidas dos GM, que são encontrados no livro Genetic Roulette, de Jeffrey M. Smith.OGM

Para ficarmos com a parte mais preocupante, foi provado que o transgene pode se transferir para as bactérias do estômago humano… Isso cria bactérias que produzem a Bt-toxin, tóxica à humanos e não há forma conhecida de eliminar estas bactérias sem danos ao ser humano, portanto neste caso as pessoas têm de conviver com uma toxina, potencialmente mortal em altas doses, sendo produzida em seu próprio estômago. Outro caso são as bactérias que poderiam adquirir os transgenes de proteção contra antibióticos… tornando possível que bactérias nocivas se tornem imunes a antibióticos. Além disso, alguns vírus podem da mesma forma se tornar GM.OGMconsequencias

Todas estas características dos GM são negadas pela indústria, que acredita na antiga suposição de que os transgenes não têm ligação com seres humanos e de que o transgene não sobrevive à digestão. Cabe lembrar que ambas as suposições já foram provadas como falsas.[2]

 

Leonardo Meimes


[1] Jeffrey M. Smith, “Genetic Roulette”. Yes Books, (2007): pag 60

 

[2] Netherwood et al., “Assessing the survival of transgenic planta DNA in the human gastrontestinal tract,” Nature Biotechnology 22 (2004):2

Transgênicos: Uma ameaça (p.7)

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 04/09/2009

EFEITOS ADVERSOS

O resultado de toda esta desregulação? Nos Estados Unidos e em todo mundo os resultados da comercialização de transgênicos foram devastadores, milhares de animais morreram, pessoas sofreram de alergias, plantações foram contaminadas pela polinização cruzada e ainda houve um aumento do uso de pesticidas, herbicidas e outros. Na Índia, trabalhadores que colhiam algodão Bt (algodão modificado geneticamente para produzir uma toxina vinda de uma bactéria, a Bt-toxina é potencialmente tóxica e devido aos transgênicos e às irresponsabilidades das agências reguladoras, milhões de pessoas a comem todo dia no milho Bt) tiveram severas reações de alergia ao algodão.transgenicos (1)

Um médico da região tratou mais de 250 pacientes que estavam trabalhando na lavoura, as reações alérgicas incluíram: coceiras, vermelhões nos olhos, olhos lacrimejantes e tosses. Algumas situações mais perigosas foram relatadas e pessoas tiveram de ser internadas.[1] Em uma vila das Filipinas quase 100 pessoas que moravam próximo a um campo de milho Bt tiveram reações alérgicas parecidas, porém mais graves, quando o milho Bt estava polinizando.MEXICO_BIOTECH_CORN_MO1031

O mais interessante é que no ano seguinte, quando o milho estava polinizando, os sintomas voltaram e animais morreram ao pastar em restos de milho Bt.[2] Ratos de laboratório foram alimentados com o tomate GM FlavrSavr por menos de um mês, sete deles desenvolveram lesões no estômago e 7 morreram, de 40 ratos.[3] Ovelhas morreram por pastar em campos de algodão Bt na Índia, foram mais de 10,000 animais mortos de acordo com os fazendeiros.[4]

 

Leonardo Meimes


[1] Jeffrey M. Smith, “Genetic Roulette”. Yes Books, (2007): pag 30

 

[2] Jeffrey M. Smith, “Genetic Roulette”. Yes Books, (2007): pag 34

[3] Jeffrey M. Smith, “Genetic Roulette”. Yes Books, (2007): pag 24

[4] Jeffrey M. Smith, “Genetic Roulette”. Yes Books, (2007): pag 32

Transgênicos: Uma ameaça (p. 6)

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 02/09/2009

requiao_escolinha_28_07_09-200x200Alguns estados do Brasil têm tomado medidas para que os transgênicos sejam etiquetados e alguns governos já tomaram medidas inclusive legais para a proibição da produção geneticamente modificada em seus territórios. O Paraná, por exemplo, tomou a decisão de desapropriar as terras da multinacional Syngenta, dizendo que “A Syngenta não é bem vinda no Paraná”[1] e que o que a Syngenta está tentando fazer aqui é proibida de fazer em seu país (Suíça, onde o desenvolvimento dos transgênicos é proibido).

O Governador Roberto Requião do Paraná, que promoveu a desapropriação, diz ainda que é um crime desenvolver transgênicos ao lado de uma área de conservação, como é o caso da Syngenta no Paraná que fica ao lado do Parque Nacional do Iguaçu. Porém, com estratégias legislativas, a Syngenta conseguiu sua terra de novo e acaba de conseguir mais uma aprovação de milho transgênico junto a CTNbio. O estado de São Paulo criou leis para a etiquetação dos produtos GM da Bunge e da Bayer, porém está não tem prazo certo para entrar em vigor, também no Paraná estas leis existem, mas somente agora estão entrando em vigor.

Leonardo Meimes


[1] http://www.bonde.com.br/bondenews/bondenewsd.php?id=1102LINKCHMdt=20071031

 

Transgênicos: uma ameaça (p.5)

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 01/09/2009

No Brasil a CTNbio é o órgão responsável pelas aprovações de GMOs, só que também está sendo acusada de convalescer com as indústrias. “A CTNbio está constituída por pessoas com título de doutorado, a maioria especialistas em biotecnologia e interessados diretamente no seu desenvolvimento. Há poucos especialistas em biossegurança, capazes de avaliar riscos para a saúde e para o meio ambiente” disse a Dra. Lia Giraldo da Silva Augusto, em uma carta ao Ministro da Ciência e Tecnologia e a Ministra do Meio Ambiente. A CTNbio tem tido uma atitude “pró-GM” dês do momento que ela foi criada. Os cientistas da CTNbio estão também envolvidos no desenvolvimento destas tecnologias, portanto tem interesse que os produtos sejam aprovados, o que é comum de se acontecer.TRANSGNICO_fotomontagem_FUNVERDE

Tanto no Brasil como no resto do mundo a indústria de biotecnia está empenhada em boicotar os estudos que podem apontar qualquer efeito adverso de seus produtos, pesquisas são paradas com estratégias diversas. Existem empresas especializadas que trabalham para a indústria somente com o objetivo de desqualificar eventuais estudos que possam ferir a integridade das suposições falsas da indústria. Por exemplo, um estudo do cientista mexicano Ignácio Chapela foi declarado na mídia como “tendo falhas fundamentais”[1], antes mesmo de ser publicado. Ao procurar a fonte da notícia, descobriu-se que ela vinha da Bivings Group, uma firma de Washington especializada em subterfúgios pela Internet e que tem ligações com a indústria de biotecnia. Além disto Ignácio foi ameaçado pessoalmente pelo Dr. Fernando Ortiz Monastério, diretor da comissão de biossegurança do México, que disse “você não nos deterá – ninguém nos deterá!”9.transgenico

Outros meios são usados para parar os estudos, cientistas podem ser demitidos ou retirados de seu cargo, como aconteceu com uma cientista turca que perdeu seu financiamento, seu posto em sua universidade e foi impedida de continuar trabalhando.[2] Outra estratégia é negar o acesso dos cientistas as sementes GM, isto aconteceu, por exemplo, com um time liderado por Allison Snow da Universidade de Ohio e “a Nature identificou pelo menos um outro caso recente no qual um geneticista de plantas de uma universidade americana líder em pesquisa, que queria fazer um estudo revolucionário do milho mexicano, teve seu acesso ao material transgênico negado por duas companhias.”[3]transgenicos

A regulação acaba tendo como característica as múltiplas falhas, boicotes e falta de financiamento. William Freese disse sobre isso: “‘Não procure não descubra’, é uma estratégia comum em ambos os círculos, regulatório e industrial”.[4]

Leonardo Meimes


[1] John Ross, “The Sad Saga of Ignácio Chapela,” Anderson Valley Advertiser, 18 de fevereirode 2004.

 

[2] Michael Kuser, “Tests reveal the presence of GM tomatoes in Turkey,” Turkish Daily News, 26 de maio de 2005, http://www.turkishdailynews.com.br.tr/article.php?enewsid=14143

[3] Rex Dalton, “Superweed study falters as seed firms deny acess to transgene,” 655.

[4] Willian Freese, “Genetically engineered Crop Health Impacts Evaluation: A Critique of U.S Regulation of Genetically Engineered Crops and Corporate Teting Practices, with a Case Study of Bt corn.”

Transgênicos uma ameaça (p.4)

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 28/08/2009

REGULADORES

As indústrias antes de liberar um produto para o mercado devem submeter este produto a avaliações de segurança e saúde de órgãos do governo especializados que dão a licença para venda. Esses órgãos, entre eles o FDA (Food and Drug Administration) americano e o CTNbio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) brasileiro tem deixado passar graves modificações por acreditarem na realidade manufaturada, que diz que os alimentos GM são iguais a seus parentes naturais.

Michael Taylor

Michael Taylor

O FDA americano de acordo com sua política de 1992 sobre os alimentos GM diz que “A agência nãotem conhecimento de nenhuma informação mostrando que os alimentos derivados destes métodos diferem dos outros alimentos de qualquer forma significativa ou uniforme”.5 Suspeitas existem que o FDA está sob ordens da própria casa branca de promover os alimentos GM e um fato interessante mostra como a indústria dos organismos geneticamente modificados construiu um caminho perfeito para seu novo comércio nos EUA: O defensor dos GMOs (Organismos Geneticamente Modificados) Michael Taylor recebeu a nomeação para um cargo no FDA, que havia sido criado apenas para ele e então instituiu o que Dan Quayle (vice presidente do Council of Cempetitiveness)  chamou de “reformas” para “agilizar e simplificar o processo de trazer os produtos GM para o mercado sem serem atrapalhados por regulações desnecessárias”[1].

Depois de instituir a política de “não-regulação” ele se tornou vice presidente da Monsanto. Sua presença criou o mito de que os alimentos GM não são perigosos, não são diferentes e ainda criou um processo de regulação opcional para os alimentos, em que a indústria submete o alimento se quiser e ainda pode escolher quais informações sobre o produto quer dar (sob o direito de propriedade intelectual). A partir deste momento ,diz Doug Gurian-Sherman[2], o “FDA não gerou sua própria avaliação de segurança, mas meramente resumiu para o público a análise da segurança do alimento feita pelo fabricante… e a carta que conclui a consulta entre o FDA e o fabricante claramente coloca a responsabilidade da segurança dos alimentos GM no fabricante.”[3]

monsanto3

Estas atitudes claramente colocam os consumidores em uma situação de perigo, ou pelo menos em uma posição de vítima de um sistema regulatório, que foi criado para protegê-lo e que agora está “desregulando” alimentos potencialmente perigosos.

Leonardo Meimes


[1] Dan Quayle, “Speech  in the Indian Treaty Room of the Old executive Office Building,” 26 de maio de 1992.

 

[2] Doug Gurian-Sherman é antigo cientista do EPA (Environmental Protection Agency) o órgão de regulação americano em cargo da segurança ambiental e da segurança de pesticidas, incluindo os pesticidas criados pelas plantas GM.

[3] Doug-Gurian-Sherman, “holes in the Biotech Safety Net, FDA Policy Does Not Assure the Safety of Genetically Engineered Foods,” Center for Sciences in the Public Interest, http://www.cspinet.org/new/pdf/fda_report_final.pdf

Transgênicos uma ameaça (pt.3)

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 26/08/2009

O gene de uma noz brasileira que foi introduzido em grãos de soja causou alergias nas pessoas que o comeram e testes verificaram que quem era alérgico a noz também ficou alérgico aos grãos de soja, portanto, até mesmo as características alergênicas de uma planta podem ser transferidas à outra.[1] Essas mudanças podem causar milhares de problemas à saúde humana, animal e ambiental, provando que o que em princípio poderia ser uma simples troca de genes, pode se tornar um perigo em potencial.

Os princípios desta tecnologia estão em acordo com as idéias que existiam na década de 90, principalmente a de que os genes não estão interligados em funcionamento, sendo cada um responsável por sua tarefa, o que já foi desmentido pela nova ciência que vê relações nas ações dos genes e vê também que um gene pode produzir mais de uma proteína, tornando o processo muito mais complexo do que se pensava.

Sobre esses fatos a indústria prefere fechar os ouvidos, os governos influenciados ignoram e as agências reguladoras que deveriam impedir que tais produtos tivessem acesso ao mercado, preferem acreditar nas suposições da indústria. Kirk Azevedo, ex-trabalhador da Monsanto, quando estava em um treinamento para o emprego comentou que ia de acordo com as intenções da nova tecnologia de alimentar o mundo e que havia ficado impressionado com o pronunciamento de Robert Shapiro sobre as esplendidas possibilidades que os transgênicos poderiam trazer para a agricultura.

Porém o vice-presidente da companhia após o treinamento o chamou e explicou que “o que Robert Shapiro diz é uma coisa. Mas o que nós fazemos é outra diferente. Nós estamos aqui para fazer dinheiro. Ele é o homem que vai à frente e conta uma história. Nós nem mesmo entendemos o que ele está dizendo.”[2] A indústria tem tomado esta iniciativa largamente desde que a primeira variedade de uma planta GM foi criada, não importando a qualidade destas criações, ou os meios pelos quais elas irão entrar no mercado, somente o lucro que elas trarão.

Leonardo Meimes


[1] Julie ª Nordlee et al., “Identification of a Brazil-Nut Allergen in Transgenic Soybeans,” N Engl J Med (1996): 688-92.

 

[2] Jeffrey M. Smith, “Genetic Roulette”. Yes Books, (2007): pag 1.