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O livro de Amaury Ribeiro Jr. vem aí

Posted in Política by leonardomeimes on 02/03/2011

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/politica/o-livro-de-amaury-ribeiro-jr-vem-ai

Redação Carta Capital, 1 de março de 2011 às 18:17h

O jornalista pode pagar o pato e ser condenado sozinho pela PF no caso do dossiê sobre o tucano José Serra

O blog do Lucas Figueiredo apurou: uma primeira versão do famoso livro que agitou a campanha eleitoral já foi entregue.

O livro e o risco de Amaury Ribeiro Jr.

Por Lucas Figueiredo (lfigueiredo.wordpress.com)

A chapa vai esquentar!

Enganou-se quem achava que não passava de fantasia a história do livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr. sobre supostas irregularidades nas privatizações promovidas pelo governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Não era cascata de Ribeiro Jr. para se livrar das graves acusações que pesam contra ele na Polícia Federal. O livro existe, tem editora e, pelo que apurou o blog, uma primeira versão da obra já foi inclusive entregue.

Tucanos, petistas e empresários, tremei-vos!

Mas deve tremer também Ribeiro Jr., pois até agora, no inquérito que apura o caso do dossiê contra José Serra, a PF acredita ter provas para condenar apenas o jornalista.

Segundo também apurou o blog, com as provas que tem até agora, a PF tende a fechar o inquérito com as seguintes conclusões:

1) Em 2009, Ribeiro Jr. teria violado o sigilo fiscal de Serra quando produzia um dossiê sobre o tucano para o Estado de Minas, jornal em que trabalhava na época como repórter;

2) Apesar de supostamente ter encomendado o dossiê a Ribeiro Jr. e de ter pagado as despesas para a produção da papelada, oEstado de Minas e sua direção não teriam infringido a lei. Pelo Código Penal, encomendar dossiê não é crime. Crime foi a quebra do sigilo de Serra, ato que teria sido arquitetado unicamente por Ribeiro Jr.;

3) Apesar de o próprio jornalista ter afirmado que o objetivo do dossiê seria “proteger” o então governador de Minas Aécio Neves (PSDB), de quem o Estado de Minas é aliado, não há provas no inquérito que sustentem que de fato o cliente final da papelada fosse o tucano mineiro. Na época, Aécio disputava com José Serra a condição de candidato do PSDB à Presidência da República;

4) Depois de deixar o Estado de Minas, na virada de 2009 para 2010, e ao negociar sua participação em um núcleo de inteligência que estava sendo criado para a pré-campanha de Dilma Rousseff, Ribeiro Jr. apresentou a petistas informações que colhera sobre Serra na época em que trabalhava no Estado de Minas. Entretanto, apesar de terem tomado conhecimento de dados supostamente obtidos por meio de crime, nenhum integrante do PT ou da pré-campanha de Dilma infringiu a lei. Para os petistas, vale o mesmo raciocínio do caso do Estado de Minas: a decisão de quebrar o sigilo teria sido responsabilidade exclusiva de Ribeiro Jr.

Isso é o que a PF tem até agora. Com base na letra fria da lei, Ribeiro Jr. poderá ser o único a pagar o pato. Ele foi indiciado em quatro crimes: violação de sigilo fiscal, corrupção ativa, uso de documento falso e oferecimento de vantagem a testemunha. O jornalista alega inocência e afirma peremptoriamente não ter quebrado o sigilo fiscal de Serra.

Agora é esperar pelo livro para ver debaixo desse angu tem mesmo alguma carne.

Carta Capital

 

 

O livro que desnuda Serra, Dantas e a privataria

Posted in Política by leonardomeimes on 08/10/2010

A irmã do Dantas e a filha do Serra, unidas em Miami

Este ordinário blogueiro tem recebido numerosos pedidos para republicar as informações de que dispõe sobre o próximo livro de Amaury Júnior: “Os porões da privataria”.

Desde que o Conversa Afiada teve acesso ao prefácio do livro – reproduzido abaixo – Amaury foi à Polícia Federal para dizer que não violou sigilo fiscal nenhum.

Clique aqui para ler uma nota sobre este depoimento.

Amaury foi contratado pela Rede Record e assumiu o compromisso de não publicar o livro até o fim da eleição.

Enquanto isso, para atender os amigos navegantes, republicamos o primeiro post que tratou deste assunto e aloprou os Amigos do Presidente eleito, José Serra:

Livro desnuda a relação de Serra com Dantas. É por isso que Serra se aloprou


O Conversa Afiada recebeu de amigo navegante mineiro o texto que serve de introdução ao livro “Os porões da privataria” de Amaury Ribeiro Jr.


É um trabalho de dez anos de Amaury Ribeiro Jr, que começou quando ele era do Globo e se aprofundou com uma reportagem na IstoÉ sobre a CPI do Banestado.


Não são documentos obtidos com espionagem – como quer fazer crer o PiG (*), na feroz defesa de Serra.


É o resultado de um trabalho minucioso, em cima de documentos oficiais e de fé pública.


Um dos documentos  Amaury Ribeiro obteve depois de a Justiça lhe conceder “exceção da verdade”, num processo que Ricardo Sergio de Oliveira move contra ele. E perdeu.


O processo onde se encontram muitos documentos foi emcaminhado à Justiça pelo notável tucano Antero Paes e Barros, devidamente derrota na última eleição, e pelo relator da CPI  do Banestado, o petista José Mentor.


Amaury mostra, pela primeira vez, a prova concreta de como, quanto e onde Ricardo Sergio recebeu pela privatização.


Num outro documento, aparece o ex-sócio de Serra e primo de Serra, Gregório Marin Preciado no ato de pagar mais de US$ 10 milhões a uma empresa de Ricardo Sergio.


As relações entre o genro de Serra e o banqueiro Daniel Dantas estão esmiuçadas de forma exaustiva nos documentos a que Amaury teve acesso. O escritório de lavagem de dinheiro Citco Building, nas Ilhas Virgens britânicas, um paraíso fiscal, abrigava a conta de todo o alto tucanato que participou da privataria.


Não foi a Dilma quem falou da empresa da filha do Serra com a irmã do Dantas. Foi o Conversa Afiada.


Que dedica a essa assunto – Serra com Dantas – uma especial atenção.


Leia a introdução ao livro que aloprou o Serra:


Os porões da privataria


Quem recebeu e quem pagou propina. Quem enriqueceu na função pública. Quem usou o poder para jogar dinheiro público na ciranda da privataria. Quem obteve perdões escandalosos de bancos públicos. Quem assistiu os parentes movimentarem milhões em paraísos fiscais. Um livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou nas mais importantes redações do país, tornando-se um especialista na investigação de crimes de lavagem do dinheiro, vai descrever os porões da privatização da era FHC. Seus personagens pensaram ou pilotaram o processo de venda das empresas estatais. Ou se aproveitaram do processo. Ribeiro Jr. promete mostrar, além disso, como ter parentes ou amigos no alto tucanato ajudou a construir fortunas. Entre as figuras de destaque da narrativa estão o ex-tesoureiro de campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio de Oliveira, o próprio Serra e três dos seus parentes: a filha Verônica Serra, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Todos eles, afirma, tem o que explicar ao Brasil.


Ribeiro Jr. vai detalhar, por exemplo, as ligações perigosas de José Serra com seu clã. A começar por seu primo Gregório Marín Preciado, casado com a prima do ex-governador Vicência Talan Marín. Além de primos, os dois foram sócios. O “Espanhol”, como (Marin) é conhecido, precisa explicar onde obteve US$ 3,2 milhões para depositar em contas de uma empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, homem-forte do Banco do Brasil durante as privatizações dos anos 1990. E continuará relatando como funcionam as empresas offshores semeadas em paraísos fiscais do Caribe pela filha – e sócia — do ex-governador, Verônica Serra e por seu genro, Alexandre Bourgeois. Como os dois tiram vantagem das suas operações, como seu dinheiro ingressa no Brasil …


Atrás da máxima “Siga o dinheiro!”, Ribeiro Jr perseguiu o caminho de ida e volta dos valores movimentados por políticos e empresários entre o Brasil e os paraísos fiscais do Caribe, mais especificamente as Ilhas Virgens Britânicas, descoberta por Cristóvão Colombo em 1493 e por muitos brasileiros espertos depois disso. Nestas ilhas, uma empresa equivale a uma caixa postal, as contas bancárias ocultam o nome do titular e a população de pessoas jurídicas é maior do que a de pessoas de carne e osso. Não é por acaso que todo dinheiro de origem suspeita busca refúgio nos paraísos fiscais, onde também são purificados os recursos do narcotráfico, do contrabando, do tráfico de mulheres, do terrorismo e da corrupção.


A trajetória do empresário Gregório Marin Preciado, ex-sócio, doador de campanha e primo do candidato do PSDB à Presidência da República mescla uma atuação no Brasil e no exterior. Ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), então o banco público paulista – nomeado quando Serra era secretário de planejamento do governo estadual, Preciado obteve uma redução de sua dívida no Banco do Brasil de R$ 448 milhões (1) para irrisórios R$ 4,1 milhões. Na época, Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor da área internacional do BB e o todo-poderoso articulador das privatizações sob FHC.


(Ricardo Sergio é aquele do “estamos no limite da irresponsabilidade. Se  der m… “, o momento Péricles de Atenas do Governo do Farol – PHA)

Ricardo Sérgio também ajudaria o primo de Serra, representante da Iberdrola, da Espanha, a montar o consórcio Guaraniana. Sob influência do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, mesmo sendo Preciado devedor milionário e relapso do BB, o banco também se juntaria ao Guaraniana para disputar e ganhar o leilão de três estatais do setor elétrico (2).


O que é mais inexplicável, segundo o autor, é que o primo de Serra, imerso em dívidas, tenha depositado US$ 3,2 milhões no exterior através da chamada conta Beacon Hill, no banco JP Morgan Chase, em Nova York.  É o que revelam documentos inéditos obtidos dos registros da própria Beacon Hill em poder de Ribeiro Jr. E mais importante ainda é que a bolada tenha beneficiado a Franton Interprises. Coincidentemente, a mesma empresa que recebeu depósitos do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, de seu sócio Ronaldo de Souza e da empresa de ambos, a Consultatun. A Franton, segundo Ribeiro, pertence a Ricardo Sérgio.


A documentação da Beacon Hill levantada pelo repórter investigativo radiografa uma notável movimentação bancária nos Estados Unidos realizada pelo primo supostamente arruinado do ex-governador. Os comprovantes detalham que a dinheirama depositada pelo parente do candidato tucano à Presidência na Franton oscila de US$ 17 mil (3 de outubro de 2001) até US$ 375 mil (10 de outubro de 2002). Os lançamentos presentes na base de dados da Beacon Hill se referem a três anos. E indicam que Preciado lidou com enormes somas em dois anos eleitorais – 1998 e 2002 – e em outro pré-eleitoral – 2001. Seu período mais prolífico foi 2002, quando o primo disputou a presidência contra Lula. A soma depositada bateu em US$ 1,5 milhão.


O maior depósito do endividado primo de Serra na Beacon Hill, porém, ocorreu em 25 de setembro de 2001. Foi quando destinou à offshore Rigler o montante de US$ 404 mil. A Rigler, aberta no Uruguai, outro paraíso fiscal, pertenceria ao doleiro carioca Dario Messer, figurinha fácil desse universo de transações subterrâneas. Na operação Sexta-Feira 13, da Polícia Federal, desfechada no ano passado, o Ministério Público Federal apontou Messer como um dos autores do ilusionismo financeiro que movimentou, através de contas no exterior, US$ 20 milhões derivados de fraudes praticadas por três empresários em licitações do Ministério da Saúde.


O esquema Beacon Hill enredou vários famosos, entre eles o banqueiro Daniel Dantas. Investigada no Brasil e nos Estados Unidos, a Beacon Hill foi condenada pela justiça norte-americana, em 2004, por operar contra a lei.


Percorrendo os caminhos e descaminhos dos milhões extraídos do país para passear nos paraísos fiscais, Ribeiro Jr. constatou a prodigalidade com que o círculo mais íntimo dos cardeais tucanos abre empresas nestes édens financeiros sob as palmeiras e o sol do Caribe. Foi assim com Verônica Serra. Sócia do pai na ACP Análise da Conjuntura, firma que funcionava em São Paulo em imóvel de Gregório Preciado, Verônica começou instalando, na Flórida, a empresa Decidir.com.br,  em sociedade com Verônica Dantas, irmã e sócia  do banqueiro Daniel Dantas, que arrematou várias empresas nos leilões de privatização realizados na era FHC.


Financiada pelo banco Opportunity, de Dantas, a empresa possui capital de US$ 5 milhões. Logo se transfere com o nome Decidir International Limited para o escritório do Ctco Building, em Road Town, ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. A Decidir do Caribe consegue trazer todo o ervanário para o Brasil ao comprar R$ 10 milhões em ações da Decidir do Brasil.com.br, que funciona no escritório da própria Verônica Serra, vice-presidente da empresa. Como se percebe, todas as empresas tem o mesmo nome. É o que Ribeiro Jr. apelida de “empresas-camaleão”. No jogo de gato e rato com quem estiver interessado em saber, de fato, o que as empresas representam e praticam é preciso apagar as pegadas. É uma das dissimulações mais corriqueiras detectada na investigação.


Não é outro o estratagema seguido pelo marido de Verônica, o empresário Alexandre Bourgeois. O genro de Serra abre a Iconexa Inc no mesmo escritório do Ctco Building, nas Ilhas Virgens Britânicas, que interna dinheiro no Brasil ao investir R$ 7,5 milhões em ações da Superbird. com.br que depois muda de nome para  Iconexa S.A…Cria também a Vex capital no Ctco Building, enquanto Verônica passa a movimentar a Oltec Management no mesmo paraíso fiscal. “São empresas-ônibus”, na expressão de Ribeiro Jr., ou seja, levam dinheiro de um lado para o outro.


De modo geral, as offshores cumprem o papel de justificar perante o Banco Central e à Receita Federal a entrada de capital estrangeiro por meio da aquisição de cotas de outras empresas, geralmente de capital fechado, abertas no país. Muitas vezes, as offshores compram ações de empresas brasileiras em operações casadas na Bolsa de Valores. São frequentemente operações simuladas tendo como finalidade única internar dinheiro nas quais os procuradores dessas offshores acabam comprando ações de suas próprias empresas… Em outras ocasiões, a entrada de capital acontecia através de sucessivos aumentos de capital da empresa brasileira pela sócia cotista no Caribe, maneira de obter do BC a autorização de aporte do capital no Brasil. Um emprego alternativo das offshores é usá-las para adquirir imóveis no país.


Depois de manusear centenas de documentos, Ribeiro Jr. observa que Ricardo Sérgio, o pivô das privatizações — que articulou os consórcios usando o dinheiro do BB e do fundo de previdência dos funcionários do banco, a Previ, “no limite da irresponsabilidade” conforme foi gravado no famoso “Grampo do BNDES” — foi o pioneiro nas aventuras caribenhas entre o alto tucanato. Abriu a trilha rumo às offshores e as contas sigilosas da América Central ainda nos anos 1980. Fundou a offshore Andover, que depositaria dinheiro na Westchester, em São Paulo, que também lhe pertenceria…


Ribeiro Jr. promete outras revelações. Uma delas diz respeito a um dos maiores empresários brasileiros, suspeito de pagar propina durante o leilão das estatais, o que sempre desmentiu. Agora, porém, existe evidência, também obtida na conta Beacon Hill, do pagamento da US$ 410 mil por parte da empresa offshore Infinity Trading, pertencente ao empresário, à Franton Interprises, ligada a Ricardo Sérgio.


(1)A dívida de Preciado com o Banco do Brasil foi estimada em US$ 140 milhões, segundo declarou o próprio devedor. Esta quantia foi convertida em reais tendo-se como base a cotação cambial do período de aproximadamente R$ 3,2 por um dólar.

(2)As empresas arrematadas foram a Coelba, da Bahia, a Cosern, do Rio Grande do Norte, e a Celpe, de Pernambuco.


(*) PiG: Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Privatizações… privatizações… privatizações…

Posted in cidadania, Política by leonardomeimes on 10/04/2010

Assunto que promete ter sua importância durante a campanha política, de ambos os lados, as privatizações são um tema que divide claramente PT e PSDB.

O ex-governador Serra se viu em maus lençóis quando surgiram as notícias sobre as privatizações que faria em São Paulo.  “A Nossa Caixa, a Sabesp, o Metrô, CPTM, CDHU, Dersa, Emae, Cosesp, EMTU, Cetesb, Emplasa, CPP, Prodesp, Imesp, CPOS, IPT e Codasp (…) haviam sido escolhidos”, segundo o site Causa Operária Online. Ou seja mesmo antes de presidente Serra já havia começado as privatizações.

No lançamento de suas campanhas cada partido deu sua posição sobre o assunto, o PSDB pela voz de Aécio Neves declarou , ao comentar o governo FHC:

privatizamos, sim, setores que precisavam ser, como a telefonia (…), que negaram espaço à eficiência

Porém o que não foi dito é que privatizações que deveriam ter melhorado e muito a estrutura de nosso país não funcionaram. Como a privatização das linhas férreas, não só continuamos com a mesma quantidade e qualidade de linhas, que não foram ampliadas, como agora pagamos caro pela utilização delas. O mesmo serve para estatais de energia privatizadas, que não ampliaram as redes. Não vou falar nada das privatizações de estradas, pois essas são apenas falcatruas e corrupções (o governo faz as estradas, como o Rodoanel, muito bem feitas e bem pavimentadas e vende a preço de “banana” para empresas que podem explorar aquela estrutura por tempo ilimitado…

O único sucesso “em partes” nas privatizações foi a telefonia, que realmente evoluiu, seguindo o curso da telefonia mundial, porém temos uma telefonia cara e que atende muito mal seus clientes, sem dizer nada sobre serviços de internet, que são, talvez, os mais caros do mundo.

Assim, respondendo aos comentários de Aécio, o presidente Lula deu a posição que será adotada pelo governo Dilma caso assuma:

Sou um homem de boa índole, mas em um momento auspicioso, o ex-governador de Minas (Aécio Neves) disse que eles (oposição) reforçariam as privatizações e foi muito aplaudido. Foi o momento de maior aplauso na festa dele. Eu não quero esses aplausos.

Se não fosse o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES, nós teríamos sucumbido à crise. Quem fala isso pensa que tem de entregar os dedos, porque os anéis entregaram há muito tempo.

Os anéis pode ser uma referência a Vale do Rio Doce, praticamente roubada do povo.

Essa discussão claramente será um ponto importante dos debates, e tenho uma posição bem formada sobre o assunto. Acho as privatizações uma agressão contra o funcionalismo público, que perde praticamente todos os direitos trabalhistas que tinham quando estudaram e passaram em seus concursos. correm riscos de serem demitidos em mutirão e substituídos por parentes e amigos do novo dono da empresa. Sem contar o prejuízo para a sociedade que pagou por dezenas de anos para que a construção daquele bem fosse possível e que de repente e por preços irrisórios vê aquele investimento ser despejado descarga a baixo.

 

O povo paga para ter esses serviços públicos e, assim que são estabelecidos, são vendidos e o povo tem que pagar de novo para tê-los.

Leonardo Meimes

 

Fontes:

http://www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=1455

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4374302-EI7896,00-Lula+critica+discurso+de+PSDB+na+precandidatura+de+Serra.html

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4374013-EI7896,00-Aecio+defende+privatizacoes+e+diz+que+Brasil+nao+se+resume+ao+PT.html