Moscas Mortas Revolution – Página Inicial

Beto Richa vai privatizar a Celepar

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 07/02/2011

O governador confirmo que tem a intenção de privatizar a Celepar… uma empresa que sempre foi do estado e que sempre trouxe benefícios para o estado, inclusive vendendo tecnologia, como o sistema de ouvidoria para outros estados…

BANDO DE TROUXA QUE VOTA NELE!

Leonardo Meimes

Fonte: http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/02/07/tucano-quer-privatizar-o-parana-bessinha-nele/

Beto Richa confirma privatização da CELEPAR; ouça o áudio


O endereço eletrônico é: http://esmaelmorais.com.br/?p=44237#comments


No mesmo blog há uma nota comentando que o Beto Richa afirmou que a COPEL (que tem ações negociadas na bolsa de NY) teria perdido competitividade.


Mentira! A COPEL é uma empresa eficiente, competitiva, que cobra uma das menores taxas de energia elétrica do país.


Será que Beto quer privatizar a COPEL (*) (que, dizem, vale R$ 12 bi) ???

(*) O Daniel Dantas comprou a Copel do Jaime Lerner como comprou a Cemig do Eduardo Azeredo. De mãe para filho. O Itamar se elegeu governador de Minas e tomou a Cemig de volta do Daniel Dantas. Botou ele e a Elena Landau para correr. O Requião passou o Governo todo a lutar na Justiça para tomar a Copel de volta. Pelo menos o Daniel Dantas não manda mais lá. Como acionista minoritário das duas, o Dantas, por contrato, tinha o direito, exclusivo, de fazer TODAS AS COMPRAS da Copel e da Cemig. Isso é que é jestão tucana !

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Memória de um Brasil privatizado (PSDB e as privatizações)

Posted in Política by leonardomeimes on 21/10/2010

Memória de um Brasil privatizado

Imagine que você trabalhou toda uma vida para adquirir um patrimônio. E que, em meio a dívidas, tenha decidido vendê-lo para colocar as contas em dia. Agora imagine que o comprador anda meio sem grana. E que você resolve emprestar para ele o dinheiro com o qual seu patrimônio será comprado. O comprador te pagaria de volta a perder de vista, assim que começasse a lucrar com o que acaba de adquirir. Detalhe: você teria vendido justamente os bens com os quais gerava parte de sua renda. E por um preço bastante abaixo do valor de mercado. Pois foi assim que se deu boa parte das privatizações realizadas no Brasil no governo de FHC. O artigo é de Tiago Soares.

Tiago Soares

Artigo publicado originalmente no blog El estupendo grouchomarxista

Este artigo é um apanhado do que foi o processo de privatização tocado por José Serra e FHC durante o governo tucano. A intenção é compilar, num relato ligeiro, informações que sirvam para esclarecer interessados e interessadas no debate.

Boa parte dos dados que compõem o texto foi retirada do clássico “O Brasil Privatizado”, de Aloysio Biondi. O resto das informações foi levantada em notícias antigas, sites de organizações, partidos e sindicatos e páginas oficiais.

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Imagine que você trabalhou toda uma vida para adquirir um patrimônio. E que, em meio a dívidas, tenha decidido vender uma ou outra coisa para colocar as contas em dia.

Agora imagine que o comprador, durante a negociação, tenha lhe confidenciado que anda meio sem grana. E que então você, ansioso/a para bater o martelo, resolva emprestar para o interessado o dinheiro com o qual seu patrimônio será comprado. O comprador te pagaria de volta a perder de vista, assim que começasse a lucrar com o que acaba de adquirir. Detalhe: você teria vendido justamente os bens com os quais gerava parte de sua renda. E por um preço bastante abaixo do valor de mercado.

Pois foi justamente assim que se deu boa parte das privatizações realizadas no Brasil no governo de Fernando Henrique Cardoso, de meados da década de 1990 até 2002. Empresas públicas produtivas, como a Vale do Rio Doce e a Light, vendidas a preços muito abaixo do que realmente valiam, com financiamento público a perder de vista.

Tendo como argumentos o abatimento da dívida, a atração de capital estrangeiro, o aumento da produtividade e a melhoria dos serviços aos cidadãos e cidadãs, o patrimônio brasileiro foi colocado à venda e oferecido a alguns poucos grupos econômicos internacionais, financiados por bancos estrangeiros e com ajuda do próprio governo brasileiro. O que se escondia, porém, é que na antesala da privatização a infraestrutura das empresas era sucateada, numa política de depreciação do patrimônio nacional, jogando no desemprego dezenas de milhares de profissionais qualificados.

E não foi só isso. Para tornar o negócio atraente, o governo abateu as dívidas das empresas com a União e realizou ajustes de tarifas, puxando para cima os preços dos serviços e garantindo enorme lucro futuro aos investidores. Para se ter uma ideia, o reajuste nas tarifas telefônicas chegou a 500%; no caso da energia elétrica, a coisa ficou na faixa de 150%. E ao contrário de outros países, nos quais os processos de privatização exigiam que as companhias baixassem gradualmente as taxas cobradas pelos seus serviços, o combinado pelo governo FHC foi que os novos donos das empresas estatais poderiam seguir ajustando os preços anualmente, segundo a taxa de inflação.

Para convencer a opinião pública, governo e meios de comunicação defendiam que a venda das estatais atrairia dinheiro do exterior, reduzindo as dívidas externa e interna do Brasil. E, na verdade, ocorreu o contrário: além de “engolir” as dívidas de todas as estatais vendidas (o que aumentou a dívida interna), parte razoável do dinheiro levantado pelos investidores vinha de bancos estrangeiros. O que significou que, no fim das contas, as companhias recém privatizadas, já comprometidas com dívidas junto a grupos financeiros internacionais, seriam obrigadas a enviar grande parte do dinheiro que fizessem para o exterior. Algo que não aliviou – na verdade, piorou – a dívida externa nacional.

Para complicar ainda mais a situação, o próprio governo financiou parte da compra, oferecendo empréstimos do BNDES e trocando crédito pela aquisição de títulos da dívida pública. Medidas que acabaram se tornando um contrasenso, já que, ao oferecer no Brasil parte do dinheiro a ser investido nos leilões, os potenciais compradores acabaram sem grande estímulo para trazer dólares de fora para o país. Dólares que, justamente, eram alardeados desde o início como um dos motivos para a privatização.

No fim das contas, foi o seguinte: o Brasil entregou boa parte de seu patrimônio a preço de banana para uns poucos grupos econômicos; a dívida pública aumentou assustadoramente (de cerca de 30% do PIB, em 1995, para quase 60% do PIB em 2002); e a política de investimentos do BNDES, que estimulava a remessa de dólares para o exterior, acabou provocando uma recessão que atingiu as famílias do país, numa quebradeira generalizada que levou a enormes índices de desemprego.

No geral, foram privatizadas, entre 1990 e 1999, 166 empresas, com 546 mil postos de trabalho extintos diretamente. O que, comparado ao número de privatizações ocorridas desde meados da década de 1980 (19 companhias, entre 1985 e 1990) apenas prova a sanha privatista do projeto do PSDB. Um negócio que, muito bom para alguns lobistas e umas poucas empresas estrangeiras, se mostrou, em pouquíssimo tempo, péssimo para o povo brasileiro.

Só pra se ter uma ideia, alguns casos:

BNDES
Um dos principais responsáveis pela rápida saída do Brasil da crise econômica mundial de 2008, o BNDES quase foi privatizado no governo do PSDB. O banco, que nos últimos anos vem garantindo o crédito e o investimento no país, foi listado em 2000, a pedido do ministério da Fazenda, numa avaliação de possíveis privatizações do setor bancário. A iniciativa teria sido uma imposição do FMI.

Quem diz é o site do Ministério da Fazenda:

“Com determinação o governo dará continuidade à sua política de modernização e redução do papel dos bancos públicos na economia. O Banco Meridional uma instituição federal foi privatizado em 1998 e em 1999 o sexto maior banco brasileiro o BANESPA agora sob administração federal será privatizado. Ademais o Governo solicitou à comissão de alto nível encarregada do exame dos demais bancos federais (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, BNB e BASA) a apresentação até o final de outubro de 1999 de recomendações sobre o papel futuro dessas instituições tratando de questões como possíveis alienações de participações (grifo do autor) nessas instituições fusões vendas de componentes estratégicos ou transformação em agências de desenvolvimento ou bancos de segunda linha. Essas recomendações serão analisadas e decisões serão tomadas pelo Governo antes do final do ano sendo que as determinações serão implementadas no decorrer do ano 2000.”

Banespa
Privatizado em 2000, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, o Banco do Estado de São Paulo (Banespa) foi adquirido pelo espanhol Santander por R$ 7 bi. Para se ter uma ideia do mau negócio, entre meados e o fim da década de 1990 o Estado brasileiro havia injetado R$ 50 bi na instituição. R$ 15 bi destes, apenas nos esforços de saneamento prévios ao processo de privatização: o que, descontado o dinheiro conseguido nos leilões, acabou num prejuízo de, no mínimo, R$ 8 bi aos cofres públicos.

Mais que isso: para tornar o negócio atraente, o governo brasileiro liberava o novo (e privado) dono do banco de qualquer contrapartida social (como financiamentos para a agricultura familiar, por exemplo).

Ou como disse ao portal Terra o presidente do Banco Central na época, Armínio Fraga, sobre a privatização do banco paulista:

“Fraga explicou que o Banespa privatizado não terá de manter sua atuação em “políticas públicas”, como financiamento a pequenos agricultores, por exemplo. “A privatização deixa clara a separação entre o negócio privado e uma política pública”.”

Vale do Rio Doce
Considerada a segunda maior mineradora do mundo, a Vale do Rio Doce (hoje, Vale S. A.) foi privatizada pelo governo do PSDB em 1997, por R$ 3,3 bi. O valor, muito abaixo de mercado, equivale a menos que ela obtinha por ano em 1995 – e, hoje, a algo em torno do feito em apenas um trimestre.

Mais que isso, o processo de privatização esteve envolto em graves suspeitas de corrupção, com acusações de cobrança de propinas milionárias por Ricardo Sérgio, lobista encarregado da montagem do consórcio vencedor. Causou polêmica, ainda, a intervenção do presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, na composição dos grupos que concorriam pela companhia, numa ação vista como decisiva para o resultado final do leilão.

Petrobrás
Recentemente alçada ao posto de segunda maior petrolífera do mundo, a Petrobrás foi, ao longo de toda a era tucana, sondada quanto à sua possível privatização. Numa declaração recente, o atual presidente da empresa, José Sergio Gabrielli, chegou a afirmar que “Para o governo FHC, a Petrobras morreria por inanição. Os planos do governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso eram para desmontar a Petrobras e vendê-la”.

Com a descoberta do pré-sal, a Petrobrás oferece ao país a oportunidade de tornar-se uma das maiores potências globais na área de energia. Pelo projeto proposto pelo governo Lula, boa parte dos rendimentos futuros do governo com as novas jazidas, na casa dos trilhões de dólares, deverão ser investidos num fundo soberano para investimentos em educação e ciência e tecnologia.

Além disso, o processo de capitalização da Petrobrás, no qual foi dada ao público a possibilidade de adquirir participação na empresa pela aquisição de ações, foi aberto a toda a população brasileira – ao contrário do processo de privatização defendido pelos tucanos, restrito a alguns poucos grupos econômicos internacionais.

A respeito das intenções de um hipotético governo do PSDB para a gestão do pré-sal, especula-se a retomada de uma agenda fortemente privatista para o setor. Em declaração recente ao jornal Valor Econômico, o principal assessor de José Serra para a área de enrgia, David Zylberstajn, afirmou que “Não tem que existir estatal comprando ou vendendo petróleo”.

Vale lembrar que Zylberstajn foi, no governo FHC, presidente da Agência Nacional do Petróleo, e um dos principais entusiastas da privatização da Petrobrás. Para se ter uma ideia, numa sondagem de mercado hoje reduzida ao anedotário histórico, chegou-se a especular que, num esforço para torná-la mais palatável a possíveis compradores estrangeiros, a companhia fosse rebatizada como “Petrobrax”.

Privatizações no governo José Serra
Quando governador de São Paulo pelo PSDB, José Serra pediu avaliações referentes à possível privatização de pelo menos 18 empresas pertencentes ao estado. Entre as companhias oferecidas ao setor privado, estariam nomes tradicionais como a Nossa Caixa, a Sabesp, o Metrô, CPTM, a Dersa e a CDHU.

E o banco Nossa Caixa, na verdade, escapou por pouco – posta em leilão, a instituição financeira acabou arrematada pelo Banco do Brasil, num esforço do Governo Federal para impedir que a companhia caísse nas mãos de grupos privados.

Em seu meio (porque até a metade) mandato à frente do estado, José Serra foi, no fim das contas, apenas fiel ao que defendia quando ministro do planejamento do governo FHC. Quem o diz é o proprio ex-presidente, que ressaltou, em conversa recente com a revista Veja, o entusiasmado papel desempenhado por Serra nas privatizações da década passada.

O escândalo no governo do Mato Grosso do Sul que a Globo não exibiu

Posted in Política by leonardomeimes on 21/09/2010

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Dilma lembra que assessor de Serra sumiu com R$ 4 milhões

Posted in Política by leonardomeimes on 21/09/2010

Daniel Bezerra, editor geral

Fonte: http://blogdadilma.blog.br/2010/09/dilma-lembra-que-assessor-de-serra-sumiu-com-r-4-milhoes.html

A presidenciável Dilma Rousseff recorreu ontem a um dos mais recentes escândalos que eclodiram dentro do PSDB para desqualificar os novos ataques do candidato de oposição ao Governo Lula, José Serra. Desde sábado, Serra vem usando as denúncias sobre supostos tráfico de influência e pagamentos de propina a funcionários da Casa Civil, que Dilma chefiou, para afirmar que ela “ou não é capaz ou é cúmplice”. A candidata reagiu ontem.

“Nem uma coisa, nem outra. Sabe por quê? Não acredito que alguém saiba tudo o que está acontecendo na sua própria família. E também não acredito que alguém saiba tudo o que acontece no governo. Até porque eu tenho lido que o presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), que ele (Serra) nomeou, sumiu com R$ 4 milhões da campanha dele”.

A referência de Dilma é alusiva ao caso do engenheiro Paulo Vieira de Souza revelado no início de agosto pela revista IstoÉ. Baseada em “oito dos principais líderes e parlamentares do PSDB”, a revista conta que Paulo Vieira de Souza, “também conhecido como Paulo Preto ou Negão, teria arrecadado pelo menos R$ 4 milhões para as campanhas eleitorais de 2010, mas os recursos não chegaram ao caixa do comitê do presidenciável José Serra”.

A uma fonte citada como “ex-secretário do governo paulista que ocupa lugar estratégico na campanha de José Serra à Presidência”, a revista atribuiu ainda a seguinte declaração.

“Não podemos calcular exatamente quanto o Paulo Preto conseguiu arrecadar. Sabemos que foi no mínimo R$ 4 milhões, obtidos principalmente com grandes empreiteiras, e que esse dinheiro está fazendo falta nas campanhas regionais”.

Os R$ 4 milhões seriam referentes apenas ao valor arrecadado antes do lançamento oficial das candidaturas, o que impede que a dinheirama seja declarada, tanto pelo partido como pelos doadores.

“Essa arrecadação foi puramente pessoal. Mas só faz isso quem tem poder de interferir em alguma coisa. Poder, infelizmente, ele tinha. Às vezes, os governantes delegam poder para as pessoas erradas”,

disse à ISTOÉ Evandro Losacco, membro da Executiva do PSDB e tesoureiro-adjunto do partido.

Até abril, Paulo Preto ocupou posição estratégica no Governo Serra. Escolhido e nomeado pelo então governador, foi diretor de engenharia da Dersa, a estatal paulista responsável por algumas das principais obras viárias, inclusive o Rodoanel, orçado em mais de R$ 5 bilhões, e a ampliação da marginal Tietê, orçada em R$ 1,5 bilhão.

“No caso do Rodoanel, segundo um dirigente do PSDB de São Paulo, cabia a Paulo Preto fazer o pagamento às empreiteiras, bem como coordenar as medições das obras, o que, por força de contrato, determina quanto a ser pago às construtoras e quando. No Diretório Estadual do partido, nove entre dez tucanos apontam a construção do eixo sul do Rodoanel como a principal fonte de receita de Paulo Preto”

, publicou a revista.

Outras fontes tucanas disseram que o elo principal de Paulo Preto com o PSDB é ou era Aloysio Nunes Ferreira, ex-secretário da Casa Civil de Serra e candidato do partido ao Senado. Paulo e Aloysio são amigos há mais de 20 anos.
“O nome do engenheiro”, lembrou a revista, “está registrado em uma série de documentos apreendidos pela Polícia Federal durante a chamada Operação Castelo de Areia, que investigou a construtora Camargo Corrêa entre 2008 e 2009. No inquérito estão planilhas que listam valores que teriam sido pagos pela construtora ao engenheiro. Seriam pelo menos quatro pagamentos de R$ 416,5 mil entre dezembro de 2007 e março do ano seguinte. Apesar de o relatório de inteligência da PF citar o nome do engenheiro inúmeras vezes, Paulo Preto não foi indiciado e, em janeiro, o inquérito da Operação Castelo de Areia foi suspenso por causa de uma liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça.” Brasília Confidencial –

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Mídia e militares: saudades de 1964?

Posted in Política by leonardomeimes on 21/09/2010

Sergio Lirio

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/politica/midia-e-militares-saudades-de-1964

Eis o clima na reta de chegada da sucessão presidencial

Momento máximo da loucura da campanha eleitoral. A mídia insiste na tese de que o governo Lula e o PT tem um projeto autoritário e pretendem calar a imprensa “livre’ (embora seja incapaz de apontar um caso concreto nos últimos oito anos de tentativa de restrição à liberdade de expressão). Ao mesmo tempo, parte da mídia se associa aos militares para defender sua suposta autonomia ameaçada. Ou não é isso que se pode concluir sobre o seminário marcado para a quinta-feira 23 na sede do Clube Militar, no Rio de Janeiro? Intitulado “A democracia ameaçada: restrições à liberdade de expressão”, o debate reunirá Reinaldo Azevedo e Merval Pereira, entre outros.

Da última vez que a mídia juntou-se aos militares em nome da “liberdade e da democracia”, deu no que deu: 21 anos de ditadura, com todos os seus custos à sociedade e à própria imprensa. Na mesma quinta 23, movimentos sociais farão um ato em São Paulo contra o que chamam de “mídia golpista”. O evento paulista já mereceu diversas críticas nos meios tradicionais de comunicação, que apontam um aparelhamento por parte do PT cujo intuito seria limitar o trabalho intrépido da “imprensa livre”.

O “debate” no Clube Militar, área de recreação de oficiais saudosos dos tempos da repressão, não mereceu nenhum registro. Muito menos críticas. É a imparcialidade de sempre.

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O Globo e o ato contra o golpe midiático

Posted in Política, Uncategorized by leonardomeimes on 21/09/2010

Por Altamiro Borges

(Fonte: http://www.conversaafiada.com.br/pig/2010/09/21/miro-globo-tenta-o-golpe-contra-ato-contra-golpe-do-globo/)

O ato “contra o golpismo midiático e em defesa da democracia”, que ocorrerá nesta quinta-feira, dia 23, às 19 horas, na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, parece que incomodou o poderoso monopólio da família Marinho. O site do jornal O Globo deu manchete: “Após ataques de Lula, MST e centrais sindicais se juntam contra a imprensa”. Já o jornal impresso publicou a matéria “centrais fazem ato contra a imprensa”. Como se nota, o império global sentiu o tranco!

Diante desta reação amedrontada, é preciso prestar alguns esclarecimentos. Em primeiro lugar, o ato do dia 23 não está sendo convocado pelas centrais sindicais, MST ou partidos. Ele é organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, entidade fundada em 14 de maio último, que reúne em seu conselho consultivo 54 jornalistas, blogueiros, acadêmicos, veículos progressistas e movimentos sociais ligados à luta pela democratização da comunicação. A entidade é ampla e plural, e tem todo o direito de questionar as baixarias da mídia golpista.


As mentiras sobre o protesto

As manchetes e a “reporcagem” do jornal O Globo tentam confundir os leitores. Insinuam que o protesto é “chapa-branca” e serve aos intentos do presidente Lula, que “acusa a imprensa de agir como partido político”. A matéria sequer menciona o Centro de Estudos Barão de Itararé e tenta transmitir a idéia de que o ato é articulado pelo PT, “siglas aliadas”, MST e centrais. A repórter Leila Suwwan, autora do texto editorializado, cometeu grave erro, que fere a ética jornalística.

Em segundo lugar, é preciso explicitar os verdadeiros objetivos do protesto. Ele não é “contra a imprensa”, como afirma O Globo, jornal conhecido por suas técnicas grosseiras de manipulação. É contra o “golpismo midiático”, contra a onda denuncista que desrespeita a Constituição – que fixa a “presunção da inocência” – e insiste na “presunção da culpa” que destrói reputações e não segue os padrões mínimos do rigor jornalístico – até quem saiu da cadeia é usado como “fonte”.


Falso defensor da liberdade de imprensa

O Globo insiste em se travestir como defensor da “liberdade de imprensa”. Mas este império não tem moral para falar em democracia. Ele clamou pelo golpe de 1964, construiu o seu monopólio com as benesses da ditadura e tem a sua história manchada pelo piores episódios da história do país – como quando escondeu a campanha das Diretas-Já, fabricou a candidatura do “caçador de marajás”, defendeu o modelo destrutivo do neoliberalismo ou criminaliza os movimentos sociais.

Quem defende a verdadeira liberdade de expressão, contrapondo-se à ditadura midiática, estará presente ao ato desta quinta-feira. Seu objetivo é dar um basta ao golpismo da mídia, defender a soberania do voto popular e a democracia. Ele não é contra a imprensa, mas contra as distorções grosseiras dos donos da mídia. Não proporá qualquer tipo de censura, mas servirá para denunciar as manipulações dos impérios midiáticos, inclusive dos que são concessionárias públicas.

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Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 21/09/2010

As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras

Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas.

Os grandes intelectuais são cépticos.

Temos a arte para não morrer da verdade.

Friedrich Nietzsche

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Denúncia da Folha cai no ridículo

Posted in cidadania, Política by leonardomeimes on 21/09/2010

A pressa da mídia em fermentar escândalos contra o governo –e, de tabela, atingir a candidatura de Dilma Rousseff– fez valer o ditado popular que diz que o “apressado come cru”. Em nota à imprensa, o BNDES esclareceu o caso que foi manchete da Folha nesta quinta-feira e desmoronou a “denúncia” do jornal. Mais do que isso, expôs a Folha ao ridículo ao demonstrar, de forma simples, que só quem “desconhece totalmente” como funciona o Banco poderia acreditar numa acusação tão estapafúrdia.

 Folha mente

O jornal avaliou que seus leitores iriam acreditar que qualquer empresa de fundo de quintal pode chegar no BNDES, protocolar um pedido na portaria e levar “R$ 9 bilhões” numa boa

Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disse à Folhafoi o seguinte: é preciso ser muito desinformado ou agir com descarada má-fé  para acreditar que uma instituição como o BNDES liberaria R$ 2,25 bilhões (ou R$ 9 bilhões na versão-fantasia da Folha) para uma empresa de pequeno porte só porque ela contratou uma consultoria que “prometeu” ajudar na liberação do dinheiro, sem apresentar projetos, sem agendar reuniões, nem nada.

Mas a Folha de S. Paulo, do alto de sua arrogância e desprezo à inteligência alheia, achou que seus leitores acreditariam na história, tanto que elevou a “denúncia” à condição de manchete principal do jornal. E com um agravante: a única “fonte” da Folha é um “empresário” que passou dez meses na prisão dois anos atrás.

Segundo informações da própria Folha, o acusador Rubnei Quícoli já foi condenado duas vezes em São Paulo (por interceptação de carga roubada e por posse de moeda falsificada). E em 2007 passou dez meses preso. O fato de antecipar as denúncias sobre sua fonte não absolve o jornal. Pelo contrário, é agravante. Quando uma pessoa com tal currículo faz uma denúncia, é praxe de qualquer jornalismo sério ouvir as denúncias e exigir a apresentação de provas. Mas a Folha achou que o “acusador” era idôneo o suficiente para atacar o governo.

A única prova que o tal consultor apresenta é um email marcando audiência na Casa Civil e que tem o nome de Vinicius Oliveira no C/C (com cópia). Ou seja, a Folha sustentou uma denúncia que envolve cifras da ordem de “bilhões” de reais com base numa troca de e-mails.

Segundo a “denúncia” do jornal, a emprea EDRB do Brasil Ltda. teria sido instada a “pagar propina” para os sócios da empresa Capital Consultoria –entre eles o filho da agora ex-ministra Erenice Guerra, Israel Guerra– para tentar viabilizar o empréstimo de “R$ 9 bilhões” junto ao BNDES para a construção de um “projeto de energia solar”.

Para pedidos dessa ordem, em geral os pretendentes a financiamento procuram dirigentes do banco e fazem uma exposição do projeto, assim como de sua empresa e do que pretende fazer. No entanto, esse pedido foi simplesmente deixado no protocolo do banco, na portaria da sede. Não houve o comparecimento de diretores da tal empresa. E não havia a menor possibilidade do projeto ser aprovado. O porte da empresa era incompatível com o financiamento pretendido. Sequer se tinha o local onde deveria ser instalado o tal empreendimento.

Veja abaixo o comunicado do BNDES que colocou o “jornalismo” da Folha de S. Paulo na lata do lixo:

Em função de reportagem publicada na edição desta quinta-feira, 16 de setembro, do jornal Folha de S. Paulo, o BNDES vem a público declarar que:

Repudiamos a insinuação de que o Banco poderia estar envolvido em um suposto esquema de favorecimento para a obtenção de empréstimos junto à instituição e consideramos que a tese demonstra um total desconhecimento quanto ao funcionamento do BNDES. O projeto em questão foi rejeitado pelo Comitê de Enquadramento e Crédito do BNDES, órgão interno do Banco, formado por seus superintendentes. A aprovação por esse colegiado é condição básica e necessária para que qualquer pedido de apoio financeiro seja encaminhado para análise.

Na reunião semanal do Comitê ocorrida em 29 de março deste ano — e na qual o projeto em questão foi apenas um dos itens discutidos —, o pedido foi negado. A decisão foi tomada pelos 14 superintendentes presentes à reunião, todos funcionários de carreira da instituição.

O projeto da EDRB foi encaminhado ao BNDES por meio de carta-consulta, solicitando R$ 2,25 bilhões (e não R$ 9 bilhões como afirma a reportagem) para a construção de um parque de energia solar. O BNDES considerou que o montante solicitado era incompatível com o porte da referida empresa. Além disso, a companhia não apresentou garantias e não havia local definido para a instalação do empreendimento (essencial para o licenciamento ambiental), não atendendo, portanto, a pré-requisitos básicos para a concessão do crédito.

Qualquer aprovação de financiamento pelo BNDES passa por um processo de análise que envolve mais de 30 técnicos de carreira da instituição, além da consulta à Diretoria do Banco. Esse rigor técnico tem como consequência um índice de inadimplência de 0,2%, muito inferior à média do sistema financeiro brasileiro, público e privado.

Fonte: http://leodonorte.blogspot.com/2010/09/denuncia-da-folha-cai-no-ridiculo-apos.html

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Posted in Literatura by leonardomeimes on 21/09/2010

O pessimista é uma pessoa que, podendo escolher entre dois males, prefere ambos.

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.

A vida é muito importante para ser levada a sério.

Oscar Wilde

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DA TERRA AO CAOS (pt. 1)

Posted in Literatura by leonardomeimes on 21/09/2010

Publicarei em partes um conto que fiz há muito tempo sobre as origens (mitológicas) do mal. Lógico que não sendo religioso, e tendo o catolicismo como a única religião que conheço as histórias, utilizei de algumas intertextualidades bíblicas para criar a minha própria história.

DA TERRA AO CAOS

Adão e Eva

Adão e Eva

A terra era menina demais, pois a história remonta aos longínquos anos em que os homens ainda se dedicavam a vida pacata. O mundo humano se resumia a uma família e a porção de terra conhecida ainda era confortantemente parecida com o paraíso. Na vila, a única, se via uma grande casa cercada por pequenas construções de um cômodo e de campos abertos, onde todos cuidavam do ofício de serem pastores ou cultivadores. Não foram sempre pastores, mas após o irmão mais novo começar a tradição, de criar, cuidar e finalmente usufruir da vida animal, muitos o seguiram. Dantes fora mais pacata suas vidas, resumidas às sombras e florestas de onde retiravam o sustento usufruindo das suculentas frutas e delícias que com a terra afloravam. Agora, ali, os animais eram, sim, pastoreados, as ovelhas e os pequenos borregos caminhavam tranquilamente, sem perceber as intenções de seus pastores, que não deixavam de ser boas. Apenas o necessário era utilizado, pouca mata havia sido derrubada, poucas casas feitas de barro e de alguns fragmentos de madeira encontrados já ao chão eram visíveis. O campo não era dividido em áreas, toda área era comum, porém os animais obedeciam apenas a seus pastores. As famílias, provenientes do mesmo pai e mãe, conviviam, aliás, desdenhas ainda não haviam sido criadas entre os viventes, só entre os viventes e os criadores.

Caim e ABel

Caim e Abel

O primeiro filho nascido na terra, um grande homem, de barbas espessas e um apetite voraz por tudo que da terra provinha, foi o primeiro agricultor. Tinha um nome da terra e se chamava Mica. Arou os campos e refez a terra de modo que tudo o que plantasse, crescia. Ao término de alguns anos, na família santa, havia mais de dez filhos, cada um com sua família e rebanho. Porém à Mica, o velho, não foi dada a graça de uma esposa fértil. Cada um dos irmãos de seu jeito ajudava a crescer a espécie humana, porém Mica e o mais novo, Balé, ainda não tinham plantado raiz na terra. O mais novo, magro, frágil e por muitas vezes pensativo, foi quem descobriu a arte de lidar com os animais, de alimentá-los e mais por necessidade do que por perversidade, de os sacrificar para fartura das famílias. Esse irmão, porém, ainda era novo e havia a pouco se casado com uma de suas irmãs, também muito nova e planejavam viver sem constituir família, ajudando e trabalhando para o bem de todos os outros.

Caim e Abel

Caim e Abel

O irrequieto e voraz Mica decidiu então pedir, suplicar, a Deus que lhe fizesse a graça de lhe conceder um filho. Recolheu então bonitas frutas, fez ramos de trigo, e pediu que sua mulher fizesse doces e especiarias para que fossem oferecidas a Deus num apelo. Armou um templo com as gostosuras da terra que nem ele, acostumado a ver tanta fartura, resistiria a qualquer desejo que lhe fosse pedido. Porém Deus, ao contemplá-lo em tal fervorosidade, respondeu que ele seria o último dos irmãos a ter uma progênie, pois seu trabalho como agricultor era o mais importante dentre os que eram desenvolvidos entre os irmãos e não podia ser incomodado. Ficou assim enraivecido o brutal Mica, suas veias saltaram e ele num feroz balbucio despejou desvairadas injurias a tudo e todos. Principalmente ao irmão menor, Balé, que não tinha em mente a constituição de uma família, impossibilitando assim que pudesse procriar.

Em um encontro mais do que desnecessário Mica rogou ao piedoso Balé que fosse junto dele pedir a Deus que fosse permitida a cria, que Balé explicasse ao onipotente que não tinha planos de ter filhos…

(continua…)

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