Moscas Mortas Revolution – Página Inicial

Nick Mason – na autobiografia “Inside Out”

Posted in Música by leonardomeimes on 27/10/2011

Realmente eu nasci na época errada…

 

…Eric Clapton, Jack Bruce e Ginger abriram a noite… O fato de que Jimi Hendrix chegou depois como convidado para algumas músicas – sua primeira aparição na Inglaterra – era a cereja do bolo.

Para mim aquela noite foi o momento em que eu soube que eu queria fazer isso da maneira correta. Eu amava o poder de tudo aquilo. Não havia necessidade de se vestir com jaquetas “Beatles” e camisetas de colarinho, e não havia necessidade de te rum cantor bonito lá na frente. Nada de seguir estruturas como verso-refrão-verso-refrão-solo-refrão-fim nas músicas, e o baterista não estava lá atrás em uma horrível plataforma… ele estava na frente.

Roger trouxe sua própria garrafa (Whisky) e ofereceu a Janis (Joplin) um gole. No fim do show ela devolveu a garrafa, esvaziada…

A reação de Syd a esse show importante foi desafinar sua guitarra durante “Interstellar Overdrive” até que as cordas caíssem.

Syd estava sendo difícil de lidar, se não “maluco”. Depois de fazer mímicas para o playback durante o “ensaio”, ele apenas ficou lá parado sem vida na hora da gravação, enquanto o diretor dizia nervoso “Ok essa é a hora”. Então Roger e Rick tiveram que fingir o vocal, Syd estava apenas parado relaxado e olhando sem expressão para uma meia distância.

Em outro show o muito instável Syd foi chamado para entrevista. O mundo prendeu a respiração enquanto o repórter perguntou ao Syd do que ele gostava. Nós ficamos muito ansiosos enquanto nossas mentes estavam povoadas com muitas possíveis respostas não muito adequadas (LSD, sexo e drogas). “America” disse Syd rapidamente. Pat sorriu, a platéia enlouqueceu e nos aplaudiu enquanto suávamos e o retirávamos daquela situação.

São bem tristes os relatos de como Syd estava sempre fora de si e alucinando, no livro Nick conta que o único a tomar ácidos era ele, sempre na ausência do resto da banda e, normalmente, eram 4 ou 5 em um dia…

Se as bandas de hoje fossem preocupadas em fazer o que gostam e música e não dinheiro e fama talvez a qualidade não fosse tão baixa… odeia a fórmula acima citada que deixa praticamente todas as músicas iguais…

http://vimeo.com/22496427

A super-fly Pink Floyd poster hand-lettered by Sarah.

Como operar seu cérebro (p.4 da transcrição)

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 22/05/2010

Leary

Leary

Nós estamos também passando, nesta demonstração, a mensagem de Ralph Waldo Emerson, o primeiro e provavelmente o maior filósofo Americano que disse, “a divindade está dentro”. Não procure nas igrejas ou nas grandes instituições de mármore. Sua divindade está dentro. Você deve aprender a operar seu cérebro para operar sua alma. Aprenda como comunicar-se de cérebro a cérebro, com outras pessoas. Sua divindade está dentro.

O cérebro é criado para modelar realidades. Se você operar seu próprio cérebro com destreza, você pode aprender a modelar suas próprias realidades, aprender a se comunicar na língua do cérebro: elétrons e fótons. Nós estamos fazendo isso agora. Nós estamos mandando mensagens de nossos cérebros utilizando como veículo os elétrons e fótons, para seus olhos. Enquanto nós vemos esta tela, nossas mentes estão absortas, nossas mentes estão amaciadas, nosso pensamento linear e certo é tranqüilizado, e nós estamos nos comunicando cérebro a cérebro. Nós estamos usando o elétron, circuitos de computador, para alimentar nossos cérebros com luz.

Leary

Leary

Este é o primeiro parágrafo, a primeira tentativa, a primeira vez que uma criança aprende a se comunicar usando ambos o cérebro esquerdo ordenado e o caótico, uma linguagem confusa de fótons e elétrons. O cérebro é um fótovaro. Seu cérebro, meu cérebro, nossos cérebros vice de luz. Assim como o corpo precisa de ar e carboidratos, nossos cérebros estão com fome de luz, de iluminação e revelação.

Uma sua cabeça. Aprenda como operar seu cérebro. O cérebro é desenvolvido para modelar realidades.

Marshall McCluham fez uma profecia. Ele nos disse que o intuito da evolução era utilizar o ambiente para criar tudo que queremos: a vila global, a linguagem, que pode ser entendida por todos os seres humanos, por todos os cérebros.  A língua base da humanidade, a língua do cérebro, luzes, sons, ritmos, pulsando seus ossos, movendo seu corpo. Nós todos sabemos essa língua. Nós podemos todos cantar e dançar nesta linguagem de elétrons, de ondas de rádio, de ritmos.

Leary

Leary

Agora nós temos a comunicação digital. Nós podemos criar nossas fantasias. Nós podemos criar nossos ritmos, modelar em uma tela. Uma nova linguagem se desenvolverá, uma linguagem global, não baseada em letras, não baseada em gramáticas, a linguagem que todos nós entendemos, baseando-se em conjuntos de ondas de luz e som. Nós todos entendemos. Nós todos celebramos. Nós todos somos gloriosos à luz, na iluminação, o contato, a interseção, a interação em todo mundo, a linguagem da forma. Nós iremos criar uma linguagem de ligação internacional e global de cérebros. Qualquer um em qualquer cultura que ver essa tela entendera o significado geral. É uma vila global. É um espírito humano global, uma raça humana global. Enquanto nós nos ligamos por telas, ligados por elétrons e fótons, nós iremos criar pela primeira vez uma humanidade global, não separada por palavras ou mentes ou nacionalidades ou imparcialidades religiosas.

Agora ouçam a mensagem do patrocinador: “há uma única raça humana global”.

Nós estamos aprendendo a comunicar cérebro a cérebro, alma a alma.

Série Timothy Leary, do louco ao genial (p. 1)

Posted in Política, Uncategorized by leonardomeimes on 17/05/2010

 

Timothy

Timothy

Timothy Leary, PhD em antropologia e psicologia, foi professor da Harvard por muitos anos e influenciou a contracultura americana com suas ideias de liberdade de expressão e libertação da mente. Timothy discutiu sobre o poder da mente humana e o poder das autoridades que condicionam e transformam o indivíduo em apenas mais uma engrenagem do consumo e do trabalho. Isso em uma época em que o governo queria assumir controle total da sociedade por meio da repressão aos grupos Hippies e de oposição à guerra do Vietnam. Essas ideias foram altamente reprimidas pelos governos que se passaram, que buscaram no uso de drogas de Timothy o bode expiatório ideal para desacreditar suas opiniões.

Envolto em polêmicas pelo seu apoio à pesquisa sobre o uso de drogas para rituais de elevação do espírito e libertação da mente Timothy considera a natureza como sendo a única forma de realização de Deus é também o único caminho para entendê-lo:

The language of God is not English or Latin; the language of God is cellular and molecular.

A língua de Deus não é o Inglês nem o Latim; a Língua de Deus é celular e molecular.

People use the word “natural” … What is natural to me is these botanical species which interact directly with the nervous system. What I consider artificial is 4 years at Harvard, and the Bible, and Saint Patrick’s cathedral, and the sunday school teachings (LSD: Methods of Control, 1966)

As pessoas utilizam a palavra “natural”… O que é natural para mim são essas espécies biológicas que interagem diretamente com o sistema nervoso. O que eu considero artificial são 4 anos em Harvard, e a bíblia, e a catedral de Saint Patrick, e as aulas de segunda feira.

Timothy foi preso diversas vezes sob acusação de incitar o uso de drogas em suas pesquisas com base em antropologia e micologia, ou seja, como as culturas utilizam substâncias que alteram a percepção da realidade com variadas funções.

Leary

Leary

I am 100 percent in favor of the intelligent use of drugs, and 1,000percent against the thoughtless use of them, whether caffeine or LSD. And drugs are not central to my life (Chaos and Cyber Culture, 1994).

Eu sou 100 por cento à favor do uso inteligente das drogas e 1,000 por cento contra o uso recreativo delas, seja cafeína ou LSD. E as drogas não tem tanta importância na minha vida.

The drug does not produce the transcendent experience. It merely acts as a chemical key — it opens the mind, frees the nervous system of its ordinary patterns and structures.

A droga não produz a experiência transcendente. Ela meramente age como uma chave química – ela abre a mente, liberta o sistema nervoso de seus pad~roes e estruturas padrões.

 

Leary

Leary

Uma pesquisa válida, porém altamente controversa, considerando que a grande maioria do povo americano era composta de tradicionalistas, conservadores e religiosos.

Deixando as polêmicas de lado e voltando para o que ele realmente tem a contribuir, do ponto de vista de um cético como eu, a tese de Timothy era única e altamente válida:

The universe is an intelligence test (apud WILSON, R. A. Cosmic Trigger: Final Secret of the Illuminati, 1993, p. 170).

O universo é um teste de inteligência.

Assim é necessário ter a mente aberta para poder compreendê-lo. Nesse caso, a manipulação de governos, religiões e da TV em geral surge como terríveis vilões da inteligência, por exigir que i indivíduo se submeta e não discuta. O sujeito deve ser adepto da filosofia e do livre pensamento para poder “criar” suas realidades, ou seja, para entender e conseguir criar os significados e conceitos mais adequados para si sobre o mudo o indivíduo deve dominar seu cérebro e não deixar-se dominar.

You’re only as young as the last time you changed your mind (Apud, ZEER, D. Office Yoga: Simple Stretches for Busy People, 2000, p. 52).

Você é tão jovem quanto a última vez que mudou de ideia.

Timothy ainda previu que a evolução nos meios de comunicação irão eventualmente ensinar ao ser humano como comunicar-se utilizando o cérebro. E comenta que o ser humano quer fazer mudanças, mas as mantém como segredo, sendo que é necessário mudar primeiramente a forma como você mesmo age para que os outros mudem e o ambiente mude.

If you want to change the way people respond to you, change the way you respond to people (Changing My Mind, Among Others, 1982).

Se você quês mudar a forma como as pessoas respondem a você, mude a forma como você responde as pessoas.

Leary

Leary

Suas ideias de liberdade de pensamento e sua luta contra a opressão mental exercida pelasinstituições lhe deram alguma fama entre os políticos que o consideraram altamente perigoso. Sua obra, apesar de ser ainda divulgada em meios da contracultura, ainda é muito negligenciada e reprimida pela oposição dos governos capitalistas autoritários e escravagistas aos seus ideais de pensamento livre.

The most dangerous man alive. Richard M. Nixon.

 

O homem vivo mais perigoso.

Para muitas pessoas Timothy é alguém inigualável e para outros como Nixon e Reagan alguém perigoso, ficaremos com a citação a seguir:

Leary was different things to different people. He was reviled. He was revered. He was a prophet. He was a phony. He was a brilliant, innovative thinker. He was a fool. He captured the irreverent, rebellious spirit of the sixties. He was a fame-seeking, manipulative con artist. Who was he? Perhaps The Trickster said it best when he quipped, “You get the Timothy Leary you deserve” (Don Lattin, The Harvard Psychedelic Club, 2010, p. 204).

Leary foi diferentes coisas para diferentes pessoas. Ele foi ofensivo. Ele foi reverenciado. Ele foi um profeta. Ele foi mal entendido. Ele foi brilhante, um pensador inovador. Ele foi um tolo. Ele capturou o irreverente, o espírito rebelde dos anos 1960. Ele foi um artista manipulador e à procura de fama. Quem foi ele? Talvez o The Trickster se expressou bem ao dizer, “você tem o Timothy Leary que merece”.

Seja quem for, Timothy merece ser lembrado como um professor, PhD que resolveu mostrar ao mundo a verdadeira fonte do conhecimento e da manipulação, encarando de peito aberto os taboos que até hoje impregnam nossa sociedade. Sua proposta era simples, pense sobre as coisas, ou como um amigo meu me disse “vamos xafurdar na existência”, pois ficar apenas se divertindo e dando risadas como se tudo tivesse bem não levará sua mente a lugar nenhum.

O vídeo a baixo é uma vídeo-aula em tom messiânico e até mesmo poético, sobre como dominar sua mente e evitar manipulações. A transcrição segue em vários posts que serão feitos em série.

Leonardo Meimes