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A Cisjordânia e a “política da invisibilidade”

Posted in Política by leonardomeimes on 05/02/2012

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/1043906-a-cisjordania-e-a-politica-da-invisibilidade.shtml

 

05/02/2012 – 07h40

A Cisjordânia e a “política da invisibilidade”

 

VLADIMIR SAFATLE
COLUNISTA DA FOLHA

“Vocês não podem ir à Cisjordânia”, disse o funcionário da locadora de automóveis no Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv.

De fato, o GPS do carro nem sequer indicava cidades palestinas como Ramallah, Hebron ou Nablus, a poucas dezenas de quilômetros dali. Não estava claro se a impossibilidade teria ligação com alguma proibição do governo de Israel ou com uma estranha forma de acordo tácito entre os israelenses que consistiria em agir como se a Palestina não existisse.

Veja fotos da viagem de Vladimir Safatle a países árabes

Por fim, entrar na Cisjordânia não se mostrou mais complicado do que passar uma fronteira em qualquer lugar do mundo –o que demonstrou que a impossibilidade enunciada pelo funcionário da locadora era mais uma limitação psicológica do que a descrição de um estado efetivo de coisas.

É fácil se deixar inebriar pela beleza arquitetônica de cidades como Tel Aviv, com seus prédios em estilo Bauhaus ao redor do bulevar Rothschild, e Jerusalém, com seu trânsito racional e sua escala humana de prédios de baixo gabarito. Essas cidades testemunham a força e a impressionante dedicação de um povo capaz de construir um país em menos de 50 anos. poucos povos no mundo seriam capazes de fazer o que os israelense fizeram.

No entanto, tal admiração pode nos cegar para o que acontece do outro lado do muro que Israel ergueu, a partir de 2002, para isolar os palestinos.

Ela pode nos levar a pensar da mesma forma que o governo de Israel, que construiu na Cisjordânia essas autoestradas cujas placas indicam apenas os nomes dos assentamentos israelenses –forma de mostrar que as cidades palestinas não teriam sequer o direito de ser nomeadas.

POVO INVENTADO
Em dezembro do ano passado, o pré-candidato republicano à presidência dos EUA Newt Gingrich afirmou que os palestinos são um povo “inventado”. O que, no seu jargão, deve significar: um povo que não existe como tal e que, principalmente, não tem direito a existir.

Ele decerto acredita que há povos “inventados” e povos, digamos, “naturais”. Na sua vasta visão de americano médio, Gingrich talvez acredite em povos que tenham sido criados por alguma forma de vontade divina, perfeitamente clara para determinados deputados visionários do Partido Republicano.

A afirmação do candidato tem, ao menos, a vantagem da honestidade. Um povo como o palestino, cuja maioria da população não tem direito nem a carteira de identidade ou passaporte, deve entender bem o que Gingrich quis dizer. Ele sabe que a afirmação do republicano expõe o núcleo de uma prática que paulatinamente tomou conta da “questão palestina”.

Ela consiste em operar o que poderíamos chamar de “política de invisibilidade”. Pois uma das grandes conquistas da filosofia social dos últimos 30 anos foi pôr em relevo a importância da noção de reconhecimento no interior dos embates políticos.

Tal noção nos obriga a lembrar que, para além das questões econômicas de redistribuição de riquezas, a política é a esfera na qual demandas de reconhecimento devem ser ouvidas e implementadas.

Reconhecer alguém como sujeito político significa primeiro reconhecer que seus sofrimentos e direitos são visíveis. Em nenhum outro lugar essa teoria foi tão esquecida quanto na Palestina.

Durante minha viagem à Tunísia, ao Egito e a outros países da região, ficou claro como o significante que melhor organizava as demandas políticas daqueles que colocaram em marcha a Primavera Árabe era “dignidade”. Na Palestina, descobre-se mais facilmente como tal palavra foi enunciada não apenas contra ditadores corruptos como o tunisiano Ben Ali ou o egípcio Hosni Mubarak.

Ela foi enunciada contra o Ocidente. Pois, se os povos árabes são tão sensíveis ao problema palestino (contrariamente à clássica insensibilidade de seus governantes), é porque veem nele o sintoma do discurso do Ocidente sobre o Oriente Médio. Ou seja, o ponto que revela o destino que o Ocidente reserva aos povos árabes, quando estes não têm petróleo, ou posição geopolítica privilegiada. O destino da invisibilidade.

AMEAÇA
Há uma forma clássica de tentar cortar tal discussão pela raiz. Ela consiste em justificar a situação palestina, de humilhação cotidiana, afirmando que os israelenses também sofreram a ameaça cotidiana da guerra, da insegurança e do terrorismo.

É verdade que tal sofrimento é real e não deve ser esquecido. Não precisamos de discursos que diminuam o sofrimento vivenciado por um povo. No entanto, nada nos impede de, ao mesmo tempo, recusar radicalmente tanto o discurso que nega o direito à existência de Israel em fronteiras seguras (assim como as ações terroristas contra a população civil) quanto a prática que nega aos palestinos um Estado autônomo e respeitoso das fronteiras de 1967, ou que os submete a ações inaceitáveis de “punição coletiva”.

Mais ainda. Nada nos leva a afirmar que a insegurança israelense será resolvida pela condução do povo palestino à situação de inexistência.

“Isso é algo que, no fundo, os israelenses sabem”, disse-me Liran Razinsky, ativista do Movimento Solidariedade e professor de literatura da Universidade de Tel Aviv.

“Se você perguntar se os israelenses estão seguros de que seu Estado existirá daqui a 50 anos, a maioria responderá de maneira negativa. Mas, quando o afeto central da vida social é o medo, você se dispõe a fazer o que for necessário para se defender, sem nem sequer enxergar o que de fato você está fazendo. Assim, Israel se tornou um Estado democrático para os judeus, semidemocrático para os árabes-israelenses e totalitário para os palestinos”.

Um exemplo forte do que Razinsky tem em mente pode ser encontrado na cidade palestina de Hebron. Lá, em 1994, o colono Baruch Goldstein abriu fogo contra palestinos que rezavam na mesquita de Abraão, matando 29 pessoas.

Hoje, a mesquita e a área em volta estão totalmente cercadas por controles do Exército israelense, e o túmulo de Goldstein transformou-se em local de peregrinação de colonos radicais.
Os palestinos que moram na redondeza só podem entrar em casa depois de passar por tais controles. Não são autorizados a ter facas ou qualquer outro objeto cortante em casa, nem podem sair depois das 20h. Caso queiram, por exemplo, trazer um sofá para casa, precisarão de uma autorização do Exército que pode demorar semanas.

Qualquer palestino precisa da autorização do Exército israelense para reformar ou ampliar sua casa, assim como para construir reservatórios de água. Raramente tais permissões são concedidas. Ou seja, a todo momento, os palestinos são lembrados de que vivem em situação perpétua de exceção.

No entanto, é possível encontrar colonos indo ao supermercado ostensivamente com metralhadoras nas costas. Há um assentamento bem no meio da cidade. Ele é protegido por torres de observação do Exército que se espalham por Hebron, dando a impressão de uma cidade sitiada, controlada por alguma forma de pan-óptico que tudo vê. Até mesmo a entrada da cidade é controlada por uma barreira que a qualquer momento pode ser fechada para impedir que os palestinos passem.

Ruas estão divididas por blocos de concreto. Os palestinos circulam de um lado, os israelenses de outro. O lado israelense é duas vezes maior do que o palestino. Várias áreas da cidade foram interditadas aos palestinos para proteger os colonos. Não foi por outra razão que Andrew Feinstein, antigo parlamentar judeu do Congresso sul-africano, afirmou sobre a Cisjordânia: “Isto é como o apartheid”.

Feinstein estava certo: dificilmente encontraremos palavra mais adequada para caracterizar essas e outras situações corriqueiras na Cisjordânia, como as autoestradas que separam carros palestinos e israelenses.

ASSENTAMENTOS
Segundo as leis internacionais, os assentamentos são ocupações absolutamente ilegais. No entanto, “o governo de Israel nunca abandonou sua política de assentamentos, nem mesmo em época de negociação de paz”, disse-me Jamal Juma, ativista palestino e coordenador da ONG Stop the Wall.

“Não é por outra razão que hoje a Cisjordânia tem algo em torno de 520 mil colonos judeus ante uma população de 2,5 milhões de palestinos. Quando os acordos de Oslo começaram, a partir de 1993, esse número não chegava a um quinto do que é hoje. O maior erro dos acordos de Oslo foi não prever o desmantelamento imediato dos assentamentos.”

Autoridades israelenses afirmam que a existência dos assentamentos não é obstáculo para a paz. Afinal, Israel desmantelou assentamentos em Gaza, no governo de Ariel Sharon (2001-06), e no Sinai, no governo de Menachem Begin (1977-83), ao devolver tais terras. Mas é difícil imaginar que algo dessa natureza seja possível na Cisjordânia. Quando ouvimos falar em assentamentos, temos a impressão de um conjunto de casas ou fazendas. No entanto, alguns deles, como Ariel, são verdadeiras cidades.

Há de se perguntar quem conseguirá desmantelar toda uma cidade de 35 mil habitantes cujos moradores andam com metralhadoras a tiracolo e se veem como responsáveis pela missão divina de reconquistar a terra de seus ancestrais bíblicos. Quando o ex-primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, tentou fazer isso, foi assassinado exatamente por um colono.

A vida em Ariel é algo à parte. Seu acesso é proibido a carros que não tenham placas israelenses. A cidade é uma espécie de condomínio fechado, etnicamente homogêneo, cuja base demográfica é composta por judeus vindos da Rússia e do Brooklyn nova-iorquino. Em seus supermercados é possível encontrar caviar russo e biscoitos belgas a preços subsidiados pelo governo, o que garante um alto padrão de vida.

Ao redor, encontramos indústrias pesadas, que poluem o riacho que passa pelos vilarejos palestinos da região. No seu interior está a Universidade de Ariel, que tem um acordo de cooperação acadêmica com o Instituto de Matemática da Universidade de São Paulo.

É de perguntar qual insensibilidade inacreditável acometeu a USP para achar normal firmar um acordo dessa natureza com uma instituição construída em um território ocupado –uma ocupação internacionalmente condenada, inclusive pelo próprio governo brasileiro. Não se trata aqui de fazer coro ao equivocado pedido de boicote às universidades israelenses –equivocado porque boa parte da oposição às políticas do governo vem exatamente dessas universidades.

Já um acordo com uma instituição construída em território ocupado equivale a legitimar e normalizar tal situação, o que vai frontalmente contra as determinações da diplomacia brasileira.
Marda é um dos vilarejos palestinos ao lado de Ariel. Nele, nos encontramos com fazendeiros que tiveram suas terras paulatinamente confiscadas pelo Exército israelense por “razões de segurança”.

Um deles é Murad Alkufash, que pergunta, indignado: “Moramos aqui há séculos. Por que eu deveria aceitar que alguém que nem nasceu aqui, que veio do Brooklyn, seja senhor das terras que herdei de meu pai?”.

ÁGUA
Uma das situações mais extorsivas em relação aos direitos dos palestinos diz respeito à água. O Jordão é o único rio perene da região e está completamente em território palestino. Israel já disse de maneira clara que não devolverá o vale do Jordão, o que inviabiliza qualquer tentativa de fundar um Estado palestino que não seja um mero conjunto de bantustões.

O próprio ex-primeiro-ministro Ariel Sharon, como revelou o jornal israelense “Haaretz”, em maio de 2003, dizia acreditar que a “solução” da questão palestina passaria pela criação de microterritórios semelhantes aos bantustões, Estados-fantoche criados pelo governo racista sul-africano a fim de isolar os negros em comunidades sem autonomia real ou poder efetivo, criando uma população sem direitos civis e trabalhistas.

Os palestinos que habitam a região do Jordão são segregados no que diz respeito ao consumo de água. Um colono israelense usa seis vezes mais água que os palestinos. Caso queiram mais, os palestinos precisarão comprar água de uma empresa israelense que explora o rio do qual os próprios palestinos são donos.

Diab Abdel Najoun, fazendeiro da região de Al-Auja, me contou: “Tenho fazenda, mas não posso plantar nada porque Israel cortou minha água. Vivo agora do dinheiro mandado por meus filhos”.

Ao chegar em Al-Auja, com voluntários do Conselho Mundial de Igrejas, encontramos Faiçal Najoun prostrado diante de escombros. O Exército israelense acabara de demolir um pequeno edifício comercial que ele construíra em “zona C”. Depois dos acordos de Oslo (1993), a Palestina foi dividida em três zonas: A (sob controle palestino), C (sob controle israelense) e B (sob controle misto).

No entanto, os limites são muitas vezes controversos e cambiáveis, o que faz com que boa parte dos palestinos nunca tenha segurança sobre a propriedade de sua casa. Até mesmo escolas estão atualmente sob ordem de demolição.

Diante dos escombros, Faiçal me disse esperar uma terceira Intifada, alusão feita às revoltas da população palestina, armada muitas vezes com paus e pedras, contra militares israelenses: “Israel está em guerra contra nós, agora por meio da água e da terra”.

NEGOCIAÇÃO
Pode-se ignorar o caráter dramático da situação afirmando que ela foi produzida pelos próprios palestinos. Afinal, eles teriam recusado sistematicamente toda possibilidade de negociação –a prova seria a recusa do então presidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat (c. 1929-2004) a aceitar um acordo do então primeiro-ministro Ehud Barak (1999-2001) para devolver 92% do território palestino e partilhar Jerusalém.

Eu mesmo já escrevi anteriormente que foi um erro de Arafat não ter aceitado (“O Verdadeiro Alvo”, no jornal “Valor Econômico” de 6 de novembro de 2009). No entanto, vale a pena colocar o processo no seu verdadeiro contexto.

O motivo da recusa foi a intransigência de Barak em negociar o direito de retorno dos refugiados palestinos. Quando o Estado de Israel foi criado, em 1948, 711 mil palestinos fugiram de casa com medo de massacres como o ocorrido em Deir Yaassin ou das consequências do conflito árabo-israelense.

Esses palestinos têm assegurado o direito de retorno por uma decisão da ONU conhecida como Resolução 194.

Desde então, eles vivem em campos de refugiados espalhados por Jordânia, Cisjordânia e Líbano. Por muito menos, mas por razões estruturalmente semelhantes, a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) invadiu o Kosovo, na ex-Iugoslávia, em 1999. Ou seja, não há nada de irracional na posição de Arafat em exigir uma solução adequada ao problema dos refugiados, embora tenha sido um equívoco estratégico.

Pode-se tentar ignorar este relato, afirmando que se trata de mais um texto marcado pela posição anti-Israel. Nada mais falso.

Melhor seria lembrar que existem dois tipos de amigos: um que dirá “sim” a tudo o que você fizer e outro que, ao ver você rumo ao abismo, segurará firme em seu braço e dirá: “É hora de mudar de caminho”.

Há de se perguntar quem é o verdadeiro amigo.

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Segregação religiosa e racial – crime contra a humanidade

Posted in Política by leonardomeimes on 23/09/2011

Ela: Eu sou de Austin, Texas, ISRAEL me pagaria para me mudar para a terra dele porque eu sou Judia.

Ele: Eu sou da palestina e não posso voltar para casa porque não sou Judeu

Just a little unfair...

O lado de Israel ignora a verdade…

Posted in Política by leonardomeimes on 16/09/2011

Independentemente dos sutis esquecimentos dos fatos históricos narrados pelo vice-ministro israelense, o vídeo talvez seja uma oportunidade para que os palestinos produzam narrativas semelhantes. Afinal, conforme lembra Cândido da Silva, trata-se de um povo que ocupa a região desde o século VII e que atualmente reivindica 50% do território previsto na partilha da Onu de 1947. No conflito israelense-palestino, também se luta por uma versão oficial da história.

Ricardo Carvalho

 

Ler completo aqui: http://www.cartacapital.com.br/politica/so-um-lado-da-historia-nao-vale

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Palestinos saem às ruas para celebrar o Nakba e são reprimidos por forças israelenses

Posted in Música by leonardomeimes on 16/05/2011

Israelenses matando e reprimindo palestinos? Nossa… pensei que eles eram os democráticos da região…

http://www.cartacapital.com.br/internacional/palestinos-saem-as-ruas-para-celebrar-o-nakba-e-sao-reprimidos-por-forcas-israelenses

Opera Mundi, 15 de maio de 2011 às 17:16h

Centenas de palestinos marcham em Ramallah para celebrar o Dia da Nakba, no qual lembram o exílio e a perda de territórios palestinos com a criação, em 1948, do Estado de Israel. Com bandeiras palestinas e cartazes, a população se reuniu ao lado do túmulo de Yasser Arafat, na Muqata de Ramallah, para marchar dali até a praça de Al Manara, onde serão realizados discursos e diferentes atos para marcar a 65ª Nakba.

Tambores, canções nacionalistas árabes e palestinas e um desfile de escoteiros uniformizados enfeitavam a manifestação, na qual abundavam funcionários palestinos, estudantes e moradores nos campos de refugiados dos arredores da capital administrativa da Cisjordânia e sede do governo da ANP (Autoridade Nacional Palestina).

Os manifestantes reivindicavam o direito de retorno dos milhões de refugiados palestinos a seus lugares de origem, reconhecido pelo direito internacional.

Ao meio-dia, os palestinos em várias cidades da Cisjordânia fizeram 63 segundos de silêncio para lembrar a catástrofe que para eles representou a criação do Estado judeu. Enquanto isso, outra centena de palestinos atacaram com pedras o posto de controle israelense de Qalandia, o principal de entrada a Ramallah, sem que se registrassem feridos, informou o serviço de notícias israelense Ynet.

Repressão
Nas Colinas de Golã, ocupadas por Israel desde 1967, muitos palestinos e simpatizantes que vivem no país passaram a fronteira com a Síria para protestar contra Israel. Como resposta, as forças de segurança israelenses, que foram reforçadas neste domingo, atiraram nos manifestantes deixando quatro mortos e entre dez e 20 feridos.

O incidente ocorreu perto do povoado druso de Majdal Shams, nas Colinas de Golã. “Segundo a informação inicial que dispomos, forças do Exército israelense identificaram vários cidadãos sírios que tentavam cortar a cerca de segurança na fronteira entre Israel e Síria, e responderam com tiros de advertência”, disse um porta-voz militar de Israel à agência de notícias Efe.

Testemunhas citadas pela rádio pública israelense mencionaram a presença de helicópteros de combate israelenses e disseram também que havia fumaça no local.

A imprensa israelense informa que o incidente começou quando centenas de pessoas, supostamente refugiados palestinos residentes na Síria, cruzaram em dois pontos a cerca que divide o território sírio com as Colinas do Golã.

Até o momento, a governo israelense não confirmou o número de mortos nos confrontos. A emissora árabe Al Arabiya indica que quatro pessoas morreram pelos tiros dos militares israelenses, já os serviços de emergência da Estrela de Davi Vermelha (equivalente em Israel à Cruz Vermelha) informaram que entre dez e 20 pessoas ficaram feridas, entre elas três cidadãos israelenses que sofreram ferimentos leves, informou o serviço de notícias israelense Ynet.

Faixa de Gaza
Pelo menos 15 palestinos foram feridos por disparos das Forças Armadas israelenses no norte da Faixa de Gaza quando milhares faziam uma manifestação. As vítimas são, em sua maioria, menores de idade, feridos por estilhaços dos disparos de tanques israelenses contra a cidade palestina de Beit Lahiya, informou aos jornalistas Adham Abu Selmeya, porta-voz dos serviços de emergência em Gaza.

O protesto deste domingo envolveu milhares de pessoas, que fizeram uma passeata no norte da Faixa de Gaza, rumo à divisa do território com Israel, informaram testemunhas à agência de notícias Efe. Segundo elas, os tanques israelenses estacionados na área dispararam pelo menos quatro projéteis contra o local da manifestação.

Uma porta-voz do Exército israelense confirmou à Efe que “está ocorrendo uma grande manifestação no norte de Gaza”, mas disse que, por enquanto, não pode confirmar que as forças tenham disparado contra a população.

Hamas-Fatah
Em um comício realizado na cidade de Gaza, que contou com a presença de aproximadamente 10 mil pessoas, o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, disse que os palestinos têm direito a resistir à ocupação israelense e recuperar as propriedades perdidas em 1948, informou o serviço de notícias israelense Ynet.

Este é o primeiro ano desde 2007 em que as duasfacções palestinas se unem na Faixa de Gaza para organizar atos conjuntos em memória da Nakba, o que foi possibilitado após a assinatura do acordo de reconciliação palestina, feito no início deste mês no Cairo.

O grupo radical Hamas, em coordenação com o moderado Fatah, organizou os dois principais atos com apoio das demais facções palestinas. O primeiro foi realizado no norte da Faixa de Gaza e o segundo, na localidade de Rafah, na fronteira com o Egito.

Além das manifestações em Israel e nos territórios palestinos espera também a realização de grandes atos no Egito, Jordânia e Líbano, onde moram centenas de milhares de palestinos.

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Jerusalém dividida?

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 27/04/2011

Judeus expulsando árabes, como são bonzinhos…

Bruno Huberman, 27 de abril de 2011 às 9:53h

http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/jerusalem-dividida

Assentamentos judeus que estão se espalhando pelos bairros árabes do lado leste da cidade sagrada revelam as diferenças de direitos e deveres entre israelenses e palestinos. Na imagem, tratores derrubam construção no bairro Sheikh Jarrah. Texto e foto: Bruno Huberman

 “Minha mãe plantou essa limoeiro há 50 anos”, aponta Nassar Ghawi enquanto caminhávamos em frente à casa onde costumava morar, em Sheikh Jarrah, bairro árabe de Jerusalém Oriental. Hoje, a casa está decorada com bandeirolas israelenses e uma gigante menorah em seu topo. Famílias judias ocupam os sete cômodos antes habitados pelos Ghawi, muçulmanos. Esse é um dos vários assentamentos judeus que estão se espalhando pelos bairros árabes do lado leste da cidade sagrada, que deveria vir a ser a capital do futuro Estado Palestino.

Hoje, Nassar sequer tem permissão para ficar em frente ao muro do sobrado que seus país construíram em 1948, após a Guerra de Independência de Israel, quando toda a família Ghawi foi expulsa do vilarejo onde morava, próximo a Tel Aviv. Deslocados, os Ghawi decidiram erguer uma casa provisória no campo de refugiados na parte jordaniana de Jerusalém, a espera de um acordo que lhes garantissem o direito de retorno ao vilarejo de origem, previsto em resolução da ONU. O que era para ser provisório, tornou-se definitivo; e o campo de refugiados virou um bairro: Sheikh Jarrah.

Em 2009, a Justiça israelense determinou que toda a família de Nassar deveria deixar a casa para dar lugar ao assentamento judeu. Desde 1967, quando Jerusalém Oriental passou ao domínio de Israel após a Guerra dos Seis Dias, o pai de Nassar e depois ele próprio enfrentaram três diferentes litígios jurídicos com associações de assentamentos judias. O derradeiro processo que determinou a expulsão da família de Nassar durou quase dez anos e foi movido pela Nahalat Shimon International, financiada por judeus milionários americanos.

Nassar chegou a provar, com documentos israelenses, que o terreno era de uma família palestina, enquanto a organização afirmava que pertencia a uma família judia. “Quando apresentei a prova de que tínhamos o direito de continuar em nossa casa, a Corte israelense disse: ‘tarde demais’ e fomos expulsos a força por mais de cem policiais israelenses na semana seguinte.” Nassar, em protesto, montou uma tenda em frente a casa, de onde também acabou expulso, agora pela segurança particular do assentamento. Hoje, ele e sua família vivem ao norte de Jerusalém, próximo a Ramallah. “O governo israelense quer expulsar todos os palestinos de Jerusalém para não ter que dividir a cidade com a Palestina”. Somente entre 2003 e 2009, segundo a ONG israelense B’tselem, oito mil palestinos tiveram o seu direito de residência revogado em Jerusalém Oriental.

O governo de Israel não esconde de ninguém o seu desejo de “judaizar” Jerusalém com o intuito de não dividi-la com os palestinos. Desde a unificação de cidade em 1967, a prefeitura e o governo fazem ações sistemáticas para sufocar os bairros árabes e converter o maior número de residências. “Essa é uma questão demográfica e não apenas habitacional”, afirma o vereador de Jerusalém Meir Margalit, membro do Meretz, partido de esquerda judeu que defende os direitos dos palestinos na cidade. “Dos 31 representantes no Conselho Municipal, nenhum é árabe, portanto cabe a nós garantir os seus direitos.” Quanto ao “nós”, Margalit refere-se a ele e o outro representante do Meretz, Yosef Alalu, uma vez que o Conselho é dominado por partidos de direita e ortodoxos.

“Há uma previsão de que dentro de dez anos, os árabes serão maioria em Jerusalém”, diz o vereador. “Por conta disso, Israel está ampliando a pressão em Jerusalém Oriental para tornar a situação insustentável, forçar os palestinos a se mudarem para os bairros mais periféricos e, unilateralmente, ceder esses bairros para a Autoridade Palestina.” Os 250 mil árabes que vivem em Jerusalém não são israelenses plenos, apenas têm a cidadania o direito de viver no município uma vez que nasceram nele. Estes são conhecidos como “arabo-israelenses”, podem votar para o prefeitura de Jerusalém, mas não para o Knesset (parlamento). Estima-se que eles representem 36% da população local e que entre 2015 e 2020 se tornarão maioria.

“Os palestinos pagam a mesma quantidade de impostos que os judeus pagam, mas recebem apenas 10% dos serviços públicos”, relata Margalit. “Isso está acabando com a educação, a saúde e a segurança em Jerusalém Oriental.” Um relatório do Centro de Pesquisa do Knesset mostra que faltam 1.354 salas de aulas nos bairros árabes. “A justiça chegou a ordenar que a prefeitura fizesse algo a respeito algumas vezes. No entanto, essa história é antiga, nunca acontece nada”, completa o vereador.

O maior problema enfrentado pelos palestinos em Jerusalém já é histórico. Desde 1967, mais de 24 mil casas foram demolidas na Cisjordânia, em Gaza e em Jerusalém Oriental, estima o Comitê Israelense Contra a Demolição de Casas (ICAHD, no original em inglês). Apenas em Jerusalém Oriental, entre 2004 e 2008, 3.753 lares foram destruídos. “Isso acontece porque o governo não concede aos palestinos o direito de erguerem suas casas, os obrigando a construírem ilegalmente”, afirma a ativista Angela Goldfrey-Goldstein, integrante do Comitê desde a sua criação, em 1997. “A prefeitura de Jerusalém demarcou inúmeras ‘zonas verdes’ nos bairros árabes, o que proíbe os palestinos de construírem novas residências.”

No domingo 6 de fevereiro, conforme a política local de “judaização” dos bairros árabes, o Comitê Municipal de Planejamento e Construções de Jerusalém aprovou a instalação de dois edifícios, com trezes apartamentos, para residentes judeus em Sheikh Jarrah, em uma área até então considera “verde”, próximo ao assentamento onde antigamente era a casa de Nassar. De acordo com o jornal israelense Haaretz, quem está por trás da aprovação do caso é o americano Chaim Silverstein, uma figura bastante conhecida dos círculos de direita de Jerusalém. As duas organizações de assentamentos responsáveis pelos novos edifícios, a Debril e a Velpin, são estabelecidas nos Estados Unidos e tem Silverstein entre os seus diretores. Estima-se que residam cerca de 200 mil colonos judeus nos bairros de Jerusalém Oriental, segundo o Jerusalem Institute for Israel Studies.

A resolução do Comitê segue a decisão de 2001 da Suprema Corte israelense que deu permissão aos judeus de requererem propriedades privadas em bairros da parte oriental da cidade. Até mesmo a ONU, na resolução 478 de seu Conselho de Segurança, “proíbe qualquer alteração administrativa ou legislativa por Israel que mude o caráter e o status de Jerusalém.” No entanto, em fevereiro, o presidente americano Barack Obama vetou uma resolução no Conselho de Segurança da entidade que condenava e tornava ilegal os assentamentos israelenses em territórios ocupados.

A justificativa utilizada para estes novos assentamentos Sheikh Jarrah, como no processo de Nassar, é que em 1948, ou seja, antes da criação de Israel, judeus moravam no bairro. “Quando fui falar com a organização que tomou a minha casa, eles disseram que foi Deus quem mandou”, relata Nassar. “Eu reconheço o direito dos judeus viverem nessa área, pelo que sofreram no Holocausto, mas o que estão fazendo nesse bairro é muito errado.”

Sheikh Jarrah é um bairro muito bem localizado em Jerusalém. Muitos palestinos de classe média, embaixadas e organizações internacionais, como a ONU e a Cruz Vermelha, o escolheram para estabelecerem-se. Até 1967, lá passava a fronteira entre Israel e Jordânia, a divisa entre o lado oriental e ocidental da cidade. Uma caminhada de dez minutos o separa do portão de Damasco, a principal entrada do bairro muçulmano da Cidade Velha. Em vinte minutos está o Domo da Rocha e a Esplanada das Mesquitas, terceiro local mais sagrado para o Islã, e o Muro das Lamentações, o lugar mais sagrado para os judeus. Desde a unificação inúmeras representações diplomáticas, edifícios governamentais e hotéis foram erguidos nas vizinhanças. E desde 2001 assentamentos judeus, ortodoxos em sua maioria. Justificável, uma vez que a apenas cinco minutos de caminhada, está Mea She’Arim, bairro ortodoxo, onde até mesmo judeus não-religiosos não são bem vindos.

A convivência entre os colonos judeus e os palestinos, que muitas vezes falam apenas árabe, é amistosa, mas passa longe de ser pacífica e cordial. “Aqui é tranquilo, acontece problemas uma vez por mês em média, mas apenas brigas de vizinhos, nada com caráter religioso”, relata o segurança dos assentamentos Netaniel Swissa, judeu, cuja família veio do Iêmen. “O negócio é que eles não gostam de nós e não nos querem aqui.” Para Mohamad Nabulsi, frentista e cuja família também se estabeleceu no bairro após a Guerra da Independência, não há problemas com os judeus. “As vezes até jogamos bola juntos.” Nenhum colono quis falar com a reportagem.

A falta de conquistas e o avanço dos assentamentos judeus fizeram com que ativistas organizassem um protesto semanal contra a política estatal em Sheikh Jarrah. Todas as sextas-feiras as duas da tarde, há mais de um ano, o número de manifestantes cresce. Até mesmo o ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter, participou do protesto em outubro de 2010. “As expulsões em Sheikh Jarrah são contra o direito internacional”, disse na ocasião. “O único jeito de barrar a construção de novos assentamentos é achar uma brecha jurídica ou por pressão, seja local ou internacional”, afirma o vereador, e também manifestante, Meir Margalit.

Para Dawood Hamoudeh, pesquisador do The Grassroots Palestinian Anti-Apartheid Wall Campaign, o plano para Jerusalém é maior do que a imposição de assentamentos em bairros árabes. “A cidade chegou a um ponto em que um terço é árabe, portanto inimigo, outro terço é ortodoxo, ou seja, improdutivo e bancado pelo governo. Jerusalém tornou-se uma das cidades mais pobres de Israel e não é atraente para os não-religiosos”, afirma o palestino, residente em Ramallah, na Palestina, contudo nascido em Jerusalém.

A solução encontrada pelo governo foi ocupar os espaços vazios na porção oriental da cidade com pontos turísticos e comerciais, vide Sheikh Jarrah. “Querem tornar Jerusalém em uma cidade essencialmente turística e que o capital estrangeiro banque essa transformação”. Prova disso é o monotrilho que ligará a parte ocidental da cidade aos primeiros assentamentos judeus na Cisjordânia. A companhia que o construiu e que manterá seu funcionamento é a francesa Veolia. “Fica mais difícil para os palestinos lutarem contra o lobby de corporações internacionais do que contra empresas israelenses”, afirma Hamoudeh. “Os governos estrangeiros ficam com o rabo preso na hora de pressionar Israel uma vez que ali tem grandes empresas do seu país.”

Um exemplo desse tipo de ação diferenciada está em Silwan, bairro árabe onde moram 50 mil palestinos, localizado ao lado do Portão de Sião, principal entrada para o bairro judeu na Cidade Velha, e a poucos metros do Muro das Lamentações. “As escavações e os passeios turísticos tem irritado mais os cidadãos de Silwan do que os colonos judeus. O governo percebeu que assentamento dá muito trabalho”, analisa o pesquisador palestino.

A boa localização, as escavações e o grande interesse do capital judeu na área não são por acaso. Em 2005, arqueólogos descobriram que ali era, nos tempos bíblicos, há 3,5 mil anos, a Cidade de David, onde o seu rei construiu o seu castelo. A cidade ficava ao lado do monte Moriah, onde aconteceu o sacrifício de Isaac por Abrão e foi erguido o templo para guardar a Arca da Aliança pelo rei Salomão. “A partir dessa revelação, os assentamentos que eram realizados apenas com a justificativa de que ali antigamente moravam judeus passou a ser feito de forma sistemática nos lugares considerados sagrados por eles”, conta Muna Hasan, integrante do Centro de Informação de Silwan.

Atualmente são 350 assentamentos judeus em vários cantos do bairro. A partir de 2008 começaram as escavações, embaixo das casas dos palestinos, e a construção de um túnel para ligar os pontos turísticos, ou seja, os assentamentos judeus. A Cidade de David se tornou uma das principais atrações turísticas de Jerusalém ao receber mais de 400 mil visitantes por ano. “As escavações tem um caráter arqueológico para os judeus, mas para nós elas são uma manifestação política. Elas estão provocando o colapso de ruas, que não são reparados pela prefeitura quando acontece na frente de uma casa palestina”, revela.

Nos últimos anos, o clima esquentou entre os colonos e os palestinos. Um jovem árabe, de 23 anos, morreu em um confronto com os seguranças dos assentamentos em setembro de 2009. O Centro de Informação de Silwan iniciou no mesmo ano um movimento de “contra-informação” e criou um tour alternativo: “a história por trás da atração turística” mostra as dificuldades que os palestinos da área enfrentam. “Os assentamentos estão formando um circulo dentro de Silwan para no futuro, em um eventual tratado de paz, este bairro ficar para os judeus”, conclui Muna.

As manobras de ocupação de territórios antigamente árabes por meio de assentamentos para a ampliação do território israelense mostraram-se eficazes, como revelaram os denominados “papeis palestinos”, vazados pela rede de televisão do Qatar Al-Jazeera em janeiro deste ano. Alguns documentos mostram o relaxamento da ANP nas tratativas de paz com Israel acerca de algumas áreas de Jerusalém Oriental que já estão sob o domínio judeu.

Os papeis revelam que em 4 de maio de 2008, o negociador-chefe palestino Saeb Erekat apresentou uma proposta de trocas de terra, na qual os israelenses ficariam com uma parte de seus assentamentos em Jerusalém Oriental. Uma contraproposta israelense aumentava a área de troca em que eles manteriam suas principais colônias em Jerusalém e na Cisjordânia, como Ariel, Kedumim e Ma’ale Adumim, onde moram 413 mil colonos e os palestinos ficariam as áreas ao norte da Cisjordânia e ao leste de Gaza, previstas na proposta original, e mais um pedaço de terra ao sul da Cisjordânia. O acordo ficou conhecido o “mapa de guardanapo”, porque o então primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, não confiou ao presidente palestino Mahmoud Abbas uma cópia do mapa original, o que obrigou Abbas a desenhá-lo em um guardanapo para guardar o que estava sendo proposto.

A dificuldade e o cansaço das negociações com Israel, principalmente sobre os assentamentos em Jerusalém, ficou latente em outro documento vazado. Em um encontro com um conselheiro do presidente Barack Obama em janeiro de 2010, o negociador-chefe palestino se percebeu em um beco sem saída. “O que está naquele papel garante a eles a maior Jerusalém na história do povo judeu, um retorno simbólico de refugiados, um estado desmilitarizado… o que mais eu posso dar?”, desabafou Erekat, que não agüentou a pressão dos vazamentos e pediu demissão no início de fevereiro.

“Com os atuais governantes que temos, nunca conseguiremos chegar em uma solução sobre Jerusalém”, avalia o conselheiro municipal Meir Margalit. “Um dia o consenso terá de ser uma divisão funcional da cidade e não física, assim como o previsto por Clinton em Oslo.” A proposta apresentada pelo ex-presidente dos EUA nas negociações de paz de 1993 com o israelense Yitzhak Rabin e o palestino Yasser Arafat previa que os bairros árabes de Jerusalém Oriental ficassem sob o auspício da Palestina, enquanto os bairros judeus sob a tutela israelense.

“O que os judeus não entendem é que nunca cansaremos de lutar e não abandonaremos Jerusalém. Isso daqui também é nosso”, afirma Nassar ao entrar em seu carro e partir para o norte, rumo a sua nova, e provisória, casa.

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A Charada do Discurso sobre Israel e Palestina

Posted in Política by leonardomeimes on 14/02/2011

(The Charade of Israeli-Palestinian Talks)

Noam Chomsky

truthout, December 6, 2011

O pedido de Washington para Israel implorando por um congelamento de três meses na expansão da ocupação – excluindo a Jerusalém Oriental – deveria ser considerado um dos momentos mais humilhantes na história diplomática dos EUA.
Em setembro o último congelamento de ocupação acabou, levando os Palestinos a encerrar a diplomacia com Israel. Agora a administração de Obama, desesperada em busca de mais um congelamento para que a diplomacia continue, está se apoiando em uma corda bamba – e enchendo de presentes o governo de extrema-direita Israelense.

Os presentes incluem $3 bilhões para compra de caças de guerra. A doação, por coincidência, é mais uma garantia para a indústria armamentista americana que ganha dobrado por programas de expansão da militarização do Oriente Médio.

Os produtores de armas americanos são subsidiados não apenas para desenvolver e produzir equipamentos avançados para um estado que é praticamente parte da inteligência militar americana, mas também para dar equipamentos de segunda linha para os estados do Golfo – no momento a venda nunca antes vista de $60 bilhões de armas para a Arábia Saudita, que é uma transação que também recicla petrodollars para uma economia americana doente.
As indústrias civis de alta tecnologia americanas e israelenses são muito próximas. É fácil de saber porque os apoios mais fervorosos às ações de Israel vem da imprensa comercial e do Partido Republicano, o mais extremo dos dois partidos políticos-empresariais. O pretexto para uma grande venda de armas para a Arábia Saudita é a defesa contra a “Ameaça Iraniana”. No entanto, a ameaça Iraniana não é militar, como o Pentágono e a Inteligência americana enfatizam. Se o Irã desenvolver a capacidade de utilizar armas nucleares, o propósito seria dissuasivo – presumidamente para impedir um ataque de Israel e dos EUA.

A verdadeira ameaça, na visão de Washington, é que o Irã esteja buscando a expansão de sua influência sobre os países vizinhos “estabilizados” pelas invasões e ocupações americanas.

O discurso oficial é de que o povo árabe está pedindo aos EUA a ajuda para se defender do Irã. Verdadeiro ou falso, a alegação dá uma visão interessante do conceito de democracia vigente. Desconsiderando o lado que os ditadores prefiram, os árabes em uma pesquisa da Brookings sobre as maiores ameaças à região classificaram Israel (88%), EUA (77%) e o Iran (10%), respectivamente, como as maiores ameaças.

É interessante que os oficiais americanos, como revelado pela Wikileaks, ignoraram totalmente a opinião pública árabe, mantendo se fiéis às visões dos ditadores.

Os presentes americanos Israel incluem apoios diplomáticos, d acordo com os relatórios atuais. Washington consegue vetar qualquer ação do Conselho de Segurança da ONU que possa perturbar os líderes israelenses e negar qualquer pedido de mais congelamentos nos assentamentos.

Assim, concordando com pausa de três meses, Israel não será mais perturbado pelo seu Lorde Feudal enquanto expande suas ações criminosas nos territórios ocupados.

Que essas ações são criminosas não se tem dúvida desde o fim de 1967, quando a autoridade legal de Israel, o jurista internacional Theodor Meron, aconselhou o governo dizendo que seus planos para iniciar os assentamentos nos territórios ocupados violavam a Quarta Convenção de Genebra, um dos princípios fundamentais da lei internacional humanitária, estabelecida em 1949 para criminalizar os horrores do regime Nazista.

A conclusão de Meron foi endossada pelo Ministro da Justiça Ya’akov Shimson Shapira, e pouco depois pelo Ministro da Defesa Moshe Dayan, escreveu o historiador Gershom Gorenberg no “The Accidental Empire”.
Dayan informou a seus amigos ministros, “Nós devemos consolidar nossa posição para que com o tempo tenhamos sucesso na “digestão” da Judéia e de Samaria (Cisjordânia – West Bank) e anexá-las à “pequena” Israel, enquanto “desmembramos a continuidade territorial” da Cisjordânia (West Bank), tudo coma pretensão comum de que ‘esse passo seja necessário por propósitos militares”.

Dayan não tinha dúvidas, ou confusões, sobre o que ele estava recomendando: “assentando israelenses em territórios ocupados é uma contravenção, como se sabe, nas convenções internacionais”, ele observou, ‘mas não há nada de novo nisso”.

A suposição correta de Dayan era que o chefão em Washington poderia se contrapor formalmente, mas, num piscar de olhos, continuaria a dar o suporte diplomático e econômico para as investidas criminosas.

A criminalidade das ações tem sido enfatizada por várias resoluções do conselho de segurança, mais recentemente pela Corte Internacional de Justiça, com o acordo básico do jurista americano Thomas Buergenthal em uma declaração separada. As ações de Israel também violam as resoluções do Conselho de Segurança da ONU sobre Jerusalém, mas tudo está bem enquanto Washington pisca…

Já em Washington, os supercorvos Reublicanos estão ainda mais fervorosos em seu apoio aos crimes Israelenses. Eric Cantor, o novo líder da maioria na Casa dos Representantes, “criou uma nova solução para manter a ajuda a Israel dos atuais cortes de ajudar externas”, relata Glenn Kessler do Washington Post: “dando ao estado judeu sua própria conta financeira, removendo-o dos fundos que são destinados ao resto do mundo”.

A questão da expansão dos assentamentos é simplesmente uma distração. O real problema é a existência de assentamentos e de desenvolvimento de infraestrutura relacionada a eles. Esses foram cuidadosamente desenvolvidos para que Israel já tenha tomado mais de 40% do território ocupado, incluindo subúrbios de Jerusalém e Tel Aviv; toda terra arável e as principais fontes de água da região, tudo que está atualmente do lado Israelense do muro – na realidade um muro de anexação.

Desde 1967, Israel conseguiu expandir suas fronteiras vastamente além de Jerusalém violando as ordens do Conselho de Segurança e ignorando toda a crítica internacional (incluindo a dos EUA, pelo menos formalmente).

O foco na expansão dos assentamentos e na humilhação de Washington, não são apenas elementos comuns das atuais negociações. Sua estrutura é uma charada. Os EUA são retratados como um “estado honesto” que busca a mediação entre dois adversários em guerra, enquanto as negociações de verdade seriam conduzidas por alguém neutro, com os EUA e Israel em um lado e o mundo no outro.

Não é segredo para ninguém que por 35 anos os EUA e Israel combateram literalmente sozinhos contra qualquer consenso de solução política que o mundo tente, incluindo os estados árabes, a Organization of the Islamic Conference (incluindo o Irã), e todos as outras partes relevantes.

Com pequenas divergências, os dois estados rejeitosos preferem uma expansão ilegal do que a segurança. A não ser que Washington mude sua posição, um acordo é impossível e a expansão, com suas reverberações pela região e pelo mundo continua.

 

Tradução: Leonardo Meimes

Música para os ouvidos

Posted in Música, Uncategorized by leonardomeimes on 02/07/2010

A música é o barulho que pensa

Victor Hugo

A boa música nunca se engana, e vai direto buscas ao fundo da alma o desgosto que nunca devora

Stendhal

Qualquer bom músico deve ser um inovador

Les Baxter

Eu não sei nada sobre música. Na minha linha você não precisa saber.

Elvis Presley

Se um compositor pudesse dizer em palavras o que ele tem de dizer ele não se incomodaria dizendo em música.

Gustav Mahler

A música não mente. Se há algo a ser mudado nesse mundo, então só poderá ser mudado pela música.

Jimi Hendrix

A música expressa o que não pode ser dito e no que é impossível ficar calado.

Victor Hugo

Há mais músicas de amor do que qualquer coisa. Se as músicas pudessem lhe tornar algo todos nós amaríamos uns aos outros.

Frank Zappa

Sem música, a vida seria um erro.

Friedrich Nietzsche

Uma música que se preze nunca é objetiva, como um atestado de óbito ou uma receita de bolo.

Arnaldo Antunes

É tão absurdo dizer que um homem não pode amar a mesma mulher toda a vida, quanto dizer que um violinista precisa de diversos violinos para tocar a mesma música.

Balzac

Quem ouve música, sente a sua solidão de repente povoada

Robert Browning

Milhares de pessoas cultivam a música; poucas porém têm a revelação dessa grande arte

Ludwig Beethoven

Quando se acaba de ouvir um trecho de Mozart, o silêncio que se lhe segue ainda é dele

Sacha Guitry

Quando se ouve boa música fica-se com saudade de algo que nunca se teve e nunca se terá

Samuel Howe

Escrever sobre música é como dançar sobre arquitetura.

Laurie Anderson

A música improvisada envolve muita intuição e eu gusto de desenvolver intuição.

Fred Frith


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Contos de fadas não contribuem para amadurecimento da criança, diz terapeuta

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 30/06/2010

Pai de seis e avô de nove, o psicoterapeuta Zenon Lotufo Jr. sempre gostou de contar histórias às crianças da família. Mas nunca gostou muito dos contos de fadas.

Lotufo avalia que, em grande parte desses contos, o medo de cair nas garras de uma bruxa ou de ser punida (como ela será, no final) serve para manter uma atitude de subserviência e não contribui para o amadurecimento da criança -ao contrário do que sustentam algumas correntes da psicanálise.

Leia trechos da entrevista.

*

Folha – Para o senhor, contos de fadas não são benéficos?
Zenon Lotufo Jr. – Um dos problemas é que se generaliza, como se qualquer dessas histórias tivesse papel positivo. Muitas levam ao conformismo, usam o medo como forma de dominação e apresentam crueldades incríveis.

Até as versões “suavizadas”?
Os contos de fadas sempre foram adaptados às características de cada época. Os irmãos Grimm fizeram isso. Mas há autores que dizem que eles domesticaram os contos, que deveriam voltar a ser como eram. E eram muito cruéis. Não há provas de que a criança se beneficie disso. Esses contos surgiram em uma cultura em que o medo era moeda corrente. Todo mundo vivia com medo.

Hoje, também vivemos com medo…
Sem dúvida, mas é diferente pensar na Europa dos séculos 13 ao 18, com a cultura da culpabilização por meio da religião, as pestes, as guerras, a fome. Os contos de fadas de que estamos falando surgiram nesse contexto e em grande medida reforçavam esse medo para manter a obediência das pessoas. Em geral, culpavam as mulheres e as crianças (quando eram curiosas e desobedientes) pelos problemas.

O fato de ter sempre um final feliz não é positivo?
A mulher e a criança raramente têm um papel ativo no final feliz. Branca de Neve, Bela Adormecida e Cinderela são salvas magicamente. Essa passividade das heroínas tem uma mensagem clara: quem é boazinha, submissa, vai ser salva por um príncipe.

Então não seriam histórias para as crianças de hoje?
As histórias estão aí, ninguém vai suprimir isso. Mas é importante que o adulto que conta a história discuta esses aspectos com as crianças. Outra coisa importante é pensar se são adequadas à idade. Criança muito pequena pode ficar apavorada e não vai entender uma explicação que as contextualize.

Há entre essas histórias as que podem ser benéficas?
Algumas têm uma mensagem claramente positiva. O “Patinho Feio”, por exemplo, mostra alguém que é maltratado porque pertence a outro grupo, ajuda a entender o problema da discriminação.

Os contos podem ajudar a criança a elaborar os próprios medos, como perder a mãe ou ser abandonada?
Não há comprovação de que os contos tenham essa função e de que as crianças gostam deles por isso.

E por que continuam fazendo sucesso e atraindo tanto as crianças?
Eu não sei se eles atraem mais as crianças ou os pais. Sempre foram usados como um meio de levar à obediência: não discuta, é assim mesmo. A Chapeuzinho Vermelho é curiosa e desobediente, por isso se dá mal.

Em sua opinião, esses contos não cabem na cultural atual?
Tanto esses contos como muitos super-heróis modernos passam a ideia de um bem completo e um mal completo. Não acho que essa visão maniqueísta faça bem. De uma forma geral, havendo alternativa de uma coisa mais saudável e até mais “contracultural”, acho melhor para a criança.

Seria o caso de um filme como “Shrek”, em que os personagens típicos dos contos de fada aparecem em papéis invertidos em relação aos “bons” e aos “maus”?
Pode ser. O ogro sempre foi o mal e é apresentado de outra forma, como herói. Isso é uma forma interessante de abordar o assunto.

Gente diga não ao antissemitismo e sim à justiça

Posted in História, Política by leonardomeimes on 04/06/2010

Os problemas que Israel está causando atualmente não podem, e não devem, pelo bem de nosso mundo, se transformar em uma onda de antissemitismo “maquiado”. A questão de criticar Israel e suas atitudes em relação aos palestinos e, mais precisamente, à Gaza é de fato uma questão se bom senso e amor ao próximo e não uma questão de criticar as atitudes religiosas de ambas as partes.

Sabemos que tanto os sionistas Judeus quanto os muçulmanos do Hamas tem seus problemas com a lei, sendo ambos estados considerados estados terroristas pelas ações e crimes de guerra que perpetuam, o problema é transformar isso em uma polarização de religiões e, no pior dos casos, uma onda de preconceito contra Judeus e Palestinos.

 

Oriente Médio

Oriente Médio

A região em que o conflito se deflagra é conhecida mundialmente como uma das mais tensas do mundo. Ali, a Líbia, o Líbano, a Jordânia, o Egito, Israel e os Palestinos têm enfrentado vários conflitos durante os anos.  A Guerra Israel x Egito pelo canal de Suez, a guerra dos seis dias entre Israel x Iraque, Jordânia, Síria e Egito, a guerra Irã X Iraque, a guerra de Yom Kipur entre Israel x Egito, Síria e Iraque, a guerra do Líbano x Israel, essas de 1956 a 2000, e, por fim, a segunda guerra do Líbano x Israel, seguida pela Operação Chumbo Fundido entre Hamas x Israel e EUA de 2000 à 2008. Foram deixadas de fora as guerras que não envolvem Israel, pois houve muitos outros conflitos.

A região, então, é bem problemática o que pede muita cautela ao considerar os conflitos que ali acontecem. Porém a história de conflitos de Israel pode ser contada com protagonismo evidente. O território é dado como pertencente a Israel desde os tempos bíblicos, onde o Reino de Israel teria a terra prometida por Deus, como seu lugar de paz e descanso. Os primeiros templos de Israel estão na localidade. Já na época do Império Romano os Israelenses foram obrigados a deixar a terra, e, aos poucos, durante vários séculos, foram retomando a terra que era majoritariamente muçulmana após a diáspora.  Em 1880 o fluxo de Judeus que se dirigiam à região era menor do que o fluxo que preferia outras terras ao reino sagrado, e a América era o destino mais procurado, porém isso não impediu que a população de judeus crescesse na região.

Antissemitismo, comparação entre o Judaísmo e o Nazismo

Antissemitismo, comparação entre o Judaísmo e o Nazismo

O sionista Theodor Herzl formou um movimento político que queria criar um estado Israelense aos moldes do estado alemão nacionalista, que viria mais a frente a se tornar o estado Nazista de Hitler causando uma movimentação de centenas de milhares de judeus em direção à Israel, fugindo da Europa. A população de Judeus se tornou 33% da população total da região. Os Britânicos que estavam sob controle na região começaram a sofrer ataques terroristas desses movimentos judeus que queriam a independência, sendo o primeiro em 1944 contra o Ministro de Estado Britânico. Em 1948 os políticos judeus declararam a independência e proclamaram a criação do País de Israel. No outro dia todos os países árabes entraram em guerra contra Israel, quase um milhão de árabes muçulmanos foram obrigados a sair de Israel, ou fugiram, com destino aos países vizinhos.

A partir dai, os conflitos se arrastam.

Theodor Herzl, visionário do Estado judeu, em 1901.

Theodor Herzl, visionário do Estado judeu, em 1901.

Os árabes dizem que Israel se apropriou de terras que haviam estado em posse dos árabes por mais de 600 anos, o que os colocaria como reais habitantes da região, de criar um estado Judeu apesar da maioria da população ser muçulmana e de expulsar os árabes das terras que “invadiu”.

Os Israelenses dizem que a terra era a terra prometida à peles por Deus e que habitaram a região muito antes dos muçulmanos se instalarem.

Ambos os lados da discussão foram maus em relação à diplomacia, Israel decidiu utilizar a força e começou a independência com atentados e assassinatos, e depois passou por cima de todos os moradores muçulmanos ao criar o estado de Israel. então em conflitos com Síria, Líbano, Egito, e Jordânia para anexar territórios ao seu país. Quis o canal de Suez, a Cisjordânia e agora que Gaza e principalmente a Jerusalém.

Os árabes responderam também com terrorismo, ataques mísseis e outras formas de agressão.

O fato é que ambos os lados deveria abdicar das armas e simplesmente conviver como faziam antes de 1800, porém a importância política da região, e estratégica não permite acordos. Os EUA querem a região por ser um ponto de ataque e uma base avançada para ataques ao Irã, Iraque e Afeganistão então eles patrocinam Israel e endossam suas atitudes ara tê-lo. Os árabes querem as mesmas coisas e são patrocinados pela Líbia e Irã.

 

Refugiados palestinos

Refugiados palestinos

A região é uma região problemática tanto politicamente quanto religiosamente, mas uma coisa ela poderia ensinar, que a fonte desses conflitos sendo a religião não justifica, pois Jerusalém deveria ser dividia entre todos os povos que a consideram uma cidade sagrada. A cidade é local sagrado para Judeus, Cristãos e Muçulmanos. Assim a origem desses povos é uma única origem e eles deveria se considerar irmãos e não inimigos.

Não transformemos esse problema político em uma guerra de religiões, pois será muito mais fácil julgar pessoas que não estão envolvidas no confronto e gerar uma onde de antissionismo, antissemitismo, antimuçulmanismo… Assim como há muçulmanos fundamentalistas, existem também sionistas fundamentalistas e cristãos ortodoxos…,porém também existem pessoas boas em todos os lados.

Perda de terrítório dos palestinos aos judeus

Perda de terrítório dos palestinos aos judeus

Os culpados do conflito são os políticos e as nações que patrocinam essa briga, e atos desumanos podem ocorrer de ambos os lados e devem ser repreendidos da mesma forma.

O ataque de Israel ao comboio de ajuda humanitária do grupo Free Gaza ainda assim é um ato desumano e foge ao bom senso que a região necessita, deve ser repudiado e Israel deve melhorar sua relação em relação à gaza, assim os atos terroristas do Hamas poderão ser considerados crimes e não apenas uma retaliação.

Leonardo Meimes

Israel com problemas

Posted in Política by leonardomeimes on 01/06/2010

Israel admitiu que cometeu ERROS, porém está tentando minimizar o problema. Israel diz que reagiu ao que considerou uma agressão dos ativistas (que chamam de terroristas).

O fato é que Israel já tinha sido avisado sobre o navio:

Suplicy ainda pediu a Israel que liberasse a chegada da expedição e voltou a abordar o tema em artigo na última terça-feira (25). (R7)

, portanto sabia que ele viria e sabia que teria apenas pacifistas, então a decisão de parar o navio em águas internacionais por um ataque é claramente um ato de pirataria em que Israel impediu que mantimentos e ajuda chegassem ao país inimigo e se apropriou de tudo.

Além disso, o direito internacional prevê que quem atacou é responsável pelas mortes causadas no confronto. E a ONU já tinha pedido antes que Israel abrisse o cerca à Gaza por mar, assim respeitando o direito de Gaza à acesso ao comércio exterior.

Invasão de Israel ao longo dos anos

Invasão de Israel ao longo dos anos

“Se o governo israelense tivesse atendido aos chamados internacionais e ao urgente pedido para suspender o bloqueio a Gaza, isso não teria acontecido”, disse Ban à Reuters em Campala, capital de Uganda, na terça-feira. (Folha)

E

“Os habitantes de todos os territórios ocupados por Israel desde 05 de junho de 1967 precisam ter acesso, sem quaisquer impedimentos, às águas internacionais e ao espaço internacional, em conformidade com as resoluções da ONU [Organização das Nações Unidas] e a lei internacional. Esses habitantes de todos os territórios ocupados precisam ter o direito de livre entrada e saída de todos esses territórios.”, afirmou ainda o senador  Suplicy. (R7)

O ataque de Israel foi recebido em todo mundo como uma afronta aos direitos humanos.

http://noticias.r7.com/internacional/noticias/senador-suplicy-foi-convidado-para-participar-da-frota-da-liberdade-20100531.html

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/743998-lider-da-onu-pede-que-israel-suspenda-bloqueio-a-faixa-de-gaza.shtml

 

Leonardo Meimes