Moscas Mortas Revolution – Página Inicial

Defesa ao Casamento Homoafetivo!

Posted in Comentários, Política, Textos Próprios by leonardomeimes on 05/06/2013

Como alguém pode ter a cara de pau de querer opinar na sexualidade ou pior, de querer impedir que alguém tenha direitos iguais aos dos héteros!

Nossas leis já permitiram a escravidão, já excluíram as mulheres de terem direitos como o voto! Como considerar que a constituição possa definir de fato como o estado deve distribuir os direitos dos cidadãos se ela já está quase 40 anos defasada! Ela não inclui essa minoria que são os homossexuais e se depender da maioria eles não terão seus direitos garantidos!

Respeito ao diferente! Respeito ao amor em qualquer forma que ele tome!

Não comparem os homossexuais à pederastas e pedófilos, pois você estará SIM sendo preconceituoso!

E o mais importante de tudo NÃO OPINE OU INTERFIRA NA VIDA DOS OUTROS!

Discussão sobre os direitos dos gays

Posted in Política by leonardomeimes on 21/06/2011

Jean Wyllys: Foi uma primeira reunião difícil porque fomos para ter uma conversa do século 21 e fui recebido com trechos da Bíblia. Não se pode selecionar um trecho específico, com uma leitura fundamentalista. Mas abrimos o diálogo, que é o que mais importa. Queremos que todas as religiões se manifestem, mas sempre lembrando que devem se pautar pela questão da igualdade, que está na Constituição. O Estado é laico. Quando todos os congressitas tomaram posse, juraram legislar nestas condições.

Assim descreveu Jean Wyllys, deputado, seu encontro para discutir os direitos fundamentais dos GLB, seus adversários são pessoas que se baseiam na bíblia para fazer leis.

Slayer – Disciple

Posted in Comentários, Textos Próprios by leonardomeimes on 26/05/2011

É mais ou menos isso que o ser humano virou, alguém que mata pela fé, pelo poder, que odeia todos igualmente…

O Slayer está sendo irônico em muitas partes da letra e não permitirei que religiosos ou facistas, homofóbicos, qualquer um desse tipo interprete errôneamente, portanto apagarei os comentários maldosos ou burros.

Aliás o Slayer não é contra a religião apenas contra a instituição religiosa que perverte a religião, no fim as religiões são boas para muitas pessoas.

Kadafi

Kadafi

Disciple
Drones since the dawn of time
Compelled to live your sheltered lives
Not once has anyone ever seen
Such a rise in pure hypocrisy
I’ll instigate I’ll free your mind
I’ll show you what I’ve known all this time
God hates us all, God hates us all
You know it’s true God hates this place
You know it’s true he hates this race
Homicide – Suicide
Hate heals, you should try it sometime
Strive for peace with acts of war
The beauty of death we all adore
I have no faith distracting me
I know why your prayers will never be answered
God hates us all; God hates us all
He fuckin’ hates me
Líbia
Pessimist, terrorist targeting the next mark
Global chaos feeding on hysteria
Cut throat, slit your wrist, shoot you in the back fair game
Drug abuse, self abuse searching for the next high
Sounds a lot like hell is spreading all the time
I’m waiting for the day the whole world fuckin’ dies
SíriaI never said I wanted to be God’s disciple
I’ll never be the one to blindly follow
Man made virus infecting the world
Self-destruct human time bomb
What if there is no God would you think the fuckin’ same
Wasting your life in a leap of blind faith
Wake the fuck up can’t ignore what I say
I got my own philosophy
I hate everyone equally
You can’t tear that out of me
No segregation – seperation
Just me in my world of enemies
I never said I wanted to be God’s disciple
I’ll never be the one to blindly follow
I’ll never be the one to bear the cross – disciple
I reject this fuckin’ race
I despise this fuckin’ place

EgitoDiscípulo

Zumbidos desde a aurora do tempo
Compelidos a viverem suas vidas protegidas
Jamais teve alguem que pudesse alguma vez ter visto
Como um despertar de pura hipocrisia
Eu instigarei, eu libertarei sua mente
Mostrarei a você o que eu já sabia durante todo esse tempo
Deus odeia todos nós, deus odeia todos nós
Você sabe que é verdade, deus odeia esse lugar
Você sabe que é verdade, deus odeia essa raça
Homicídio – suicídio
O ódio cura, você poderá tentar isso uma vez
Aspirar pela paz com atos de guerra
A beleza da morte nós adoramos
Não tenho nenhuma fé me distraindo
Eu sei porque suas orações nunca serão atendidas
Deus odeia todos nós, deus odeia todos nós
Porra, ele me odeia
GuantanamoPessimismo, terrorista mirando o próximo marco
Caos global alimentando a histeria
Corte a garganta, corte seu pulso, atire em você pelas costas, uma caça legal
Abuso de drogas, auto abuso procurando o alvo
Soa como se o inferno estivesse se espalhando por todo os cantos
Eu estou esperando pelo dia em que o mundo inteiro morra
Eu nunca disse que queria ser um discípulo de deus!
Nunca serei aquele que irá segui-lo cegamente
O homem fez o vírus que infecta o mundo
Bomba relógio humana de auto-destruição
O que aconteceria se não existisse nenhum deus você pensaria a mesma merda?
Perdendo sua vida em um lapso de fé cega
Levante a cabeça, você não pode ignorar o que eu digo
Eu tenho minha própria filosofia
Guantanamo
Odeio todos igualmente
Você não tem como me impedir disso
Sem segregação – separação
Só eu, em meu mundo de inimigos
Eu nunca disse que queria ser um discípulo de deus!
Nunca serei aquele que irá segui-lo cegamente
Nunca serei aquele que irá carrgar a cruz – discípulo
Eu rejeito essa porra de raça
Eu desprezo essa merda de lugar
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Bolsonaro o maior babaca do universo

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 19/05/2011
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Onde as minorias não têm vez

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 18/05/2011

Dulce Critelli,17 de maio de 2011 às 14:40h

O preconceito é uma interpretação coletiva e duradoura. Por Dulce Critelli. Foto: Edson Silva/Folhapress

Artigo produzido para a edição 56 de Carta na Escola

De tempos em tempos a mídia noticia uma série de atos decorrentes de preconceito. Melhor, de violência provocada pelo preconceito. Há alguns anos foram os crimes contra indígenas e indigentes moradores de rua, incendiados por jovens bem-nascidos. Depois, estupro de moças e mulheres da classe C também por jovens pertencentes a classes sociais abastadas. Há cerca de um ano e meio, foi o caso de Geisy Arruda, a aluna da Uniban agredida em razão da forma de se vestir. Mais recentemente, soubemos dos jovens que, num rodeio, pulavam sobre moças gordas como se essas fossem gado.

Publicados pelo jornal O Estado de S. Paulo, há relatos sobre discriminação raivosa contra alunos que ingressaram na universidade, ou, por meio de bolsas destinadas a estudantes de baixa renda, ou ainda, pelo programa de cotas raciais, o ProUni. Esses estudantes são alvos de exclusão, desprezo, ofensas pessoais e agressões verbais dirigidas à sua cor, aparência, roupas, à expressão de suas ideias, seu tipo de cabelo e, inclusive, são acusados de trazerem para a instituição um rebaixamento da qualidade de ensino.

Os casos mais recorrentes e divulgados atualmente são os ataques a homossexuais. As tevês e os jornais mostraram, diversas vezes, rapazes agredindo com uma lâmpada fluorescente um jovem, na Avenida Paulista, pelo simples fato de ele ser gay. A ONG Safernet tem dados que acusam um aumento de denúncias homofóbicas na internet, na proporção de 88% de 2009 para 2010, enquanto as denúncias de racismo, no mesmo período, caíram 57% e as de neonazismo 65%.

O Estadão informa que entre os sites de relacionamento nas redes sociais há aqueles criados especialmente com conteúdo homofóbico, nos quais não apenas se expressa o preconceito, mas se discute- onde e como matar homossexuais.

O Centro de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate à Homofobia da Prefeitura de São Paulo elaborou um mapa de lugares de agressões, indicando que 50% dessas ocorrem no centro expandido de São Paulo, que inclui a região da Paulista. Informa, também, e isso é preocupante, que boa parte dos agressores conhece sua vítima: 16% são da própria família e 38% são conhecidos, vizinhos, colegas de trabalho.

Construções sociais
Politicamente incorretos e indesejados, preconceitos são inevitáveis. Eles derivam do fato de que os seres humanos existem construindo interpretações sobre as mais variadas situações e pessoas e, para tanto, se apoiam em seus costumes e crenças. Daí, o que contraria e se diferencia de tais crenças, num primeiro impulso é contestado e recusado.

Essas interpretações, no entanto, não são propriamente preconceitos.

Para se transformarem em um preconceito, as interpretações carecem de ser aceitas por uma comunidade e permanecer em seu seio por um tempo suficiente para ser imediata e irrefletidamente reconhecidas como verdades incontestáveis. O preconceito é uma interpretação coletiva e duradoura.

A força de um preconceito reside justamente no fato de ser mantido, em conjunto, por uma comunidade. Um preconceito depende de que várias pessoas acreditem nele a ponto de serem mobilizadas por ele. Desse modo, costumam se instaurar como índices da cultura de uma comunidade política (meu bisavô, português, não queria o casamento de sua filha com meu avô por ele ser italiano, a ponto de trancá-la em casa para impedir o namoro. Fracassadas todas as investidas, não compareceu ao casamento deles e sumiu por uma semana).

O que mais assusta e inquieta no preconceito é que ele mobiliza vigorosamente as pessoas promovendo, invariavelmente, alguma forma de agressão. Quando movidas pelo preconceito, as pessoas e as comunidades são, normalmente, raivosas e intolerantes. A intolerância religiosa é um exemplo bem conhecido dos nossos tempos, assim como a intolerância ideológica e a racial. E bem conhecidos são as destruições, o terror e a cadeia ofensiva que desencadeiam.

Extermínio natural
O que tem provocado perplexidade, hoje, é que os ataques preconceituosos têm sido acompanhados por uma espécie de desfaçatez. Os agressores agem como se a violência praticada fosse uma reação natural e justificada intrinsecamente à sua crença.

Penso que o cinismo da violência preconceituosa é herança dos movimentos e governos totalitários que eclodiram no século XX. O nazismo na Alemanha, o stalinismo na Rússia, o comunismo na China viam o extermínio como o mais natural recurso – fosse dos inimigos do regime, fosse dos indivíduos e/ou “raças impuras”, fosse das “classes agonizantes”.

Entendiam que nas leis ou da Natureza, ou nas leis da História, estavam inscritos, para um futuro distante, uma raça humana perfeita (a ariana), tanto quanto uma sociedade sem classes. Também o conhecimento dessas leis mostrava que nesse destino último, as pessoas doentes física e psiquicamente, as raças impuras como a dos judeus – no caso do nazismo –, e as classes abastadas, imperialistas – no caso do comunismo –, desapareceriam.

Indivíduos, raças e classes que não existiriam no futuro, comprovavam que elas já não deveriam ter existido no passado, nem seriam aceitas no presente. A previsão da sua futura extinção não só justificava, mas exigia que medidas que visassem sua eliminação fossem tomadas. Portanto, o extermínio nem sequer era visto como um mal necessário, porque ditado pelas leis ou da Natureza, ou da História, transcendentes à vontade dos homens, era apenas o que era para ser. O fim justifica e exige os meios: o terror.

Tudo o que sempre esteve inscrito no coração do homem como o mal radical, isto é, agir contra seu irmão (lembre-se de Caim e Abel), por meio dos movimentos e governos totalitários desaparece. Com o extermínio admitido como gesto natural e corriqueiro, o mal deixa de ser entendido como mal. Portanto, a consciência moral submerge. A isso Hannah Arendt, pensadora contemporânea, chama de “banalização do mal”.

Os totalitarismos nos legaram a destituição do mal e da consciência moral. A intolerância ativa é sua manifestação. Assim como desfaçatez, que tanto chama a atenção na violência cometida em nome do preconceito, na cânula da lâmpada fluorescente estilhaçando contra o jovem homossexual na Avenida Paulista.

Dulce Critelli é doutora em Psicologia da Educação, professora do Departamento de Filosofia da PUC-SP e Terapeuta Existencial

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SaferNet: Bolsonaro agravou violência de ataques no Twitter

Posted in cidadania by leonardomeimes on 18/05/2011

Bolsonaro agrava a violência contra gays, negros e nordestinos na internet…

Ana Cláudia Barros


Evolução das denúncias de manifestações de ódio no Twitter em 2010(Fonte:SaferNet)

A máxima “a internet é um espelho fiel da sociedade” parece ainda mais cabível quando observadas as ondas de discriminação e ódio que têm emergido nos últimos meses no Twitter. Análise da evolução diária das denúncias no microblog, elaborada pela SaferNet e obtida com exclusividade por Terra Magazine, confirma o que já se suspeitava: eventos do “mundo real” impactam diretamente o ambiente virtual.

Nas cinco principais ondas de ataques e nas manifestações de menor proporção deflagradas no Twitter, no período que vai de novembro de 2010 a 16 maio deste ano, essa correlação fica evidente, conforme enfatiza o presidente da SaferNet Brasil – organização não-governamental que combate crimes contra direitos humanos na rede -, Thiago Tavares.

Ele chama a atenção para o “aumento significativo” da frequência e da violência dos ataques após a entrada em cena do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ).

– Com suas declarações polêmicas, o Bolsonaro acendeu o pavio e encorajou algumas ondas sucessivas de homofobia no Twitter e nas outras redes sociais no Brasil; Orkut principalmente – afirma, destacando a conexão entre realidade “online” e “offline”.

– Se forem cruzados os dados da planilha com as notícias veiculadas na imprensa, é possível perceber ligação com fatos, como disputas no Congresso, violência a homossexuais na Avenida Paulista, chuvas no Nordeste, metrô em Higienópolis.

Sobre as ondas menores, acrescenta:

– Elas têm se apresentado constantes ao longo de 2011. Em sua maioria, foram detonadas pela polarização do debate em torno dos direitos dos homossexuais.

De acordo com Tavares, a incidência das manifestações de discriminação começou a se acirrar a partir do final do segundo semestre de 2010. Sobre os motivos deste crescimento, argumenta:

– Dois fatores são importantes e, em conjunto, ajudam a entender esses números. O Twitter se expandiu muito no Brasil do segundo semestre pra cá. Hoje, tem em torno de 15 milhões de usuários (no mundo, são cerca de 180 milhões). O aumento expressivo na base de usuários também influenciou no número de casos – diz, prosseguindo com a explicação:

– Outro fator importante foi a violência no debate eleitoral. Essa agressividade que permeou a campanha dos candidatos foi transposta para os eleitores. O clima de animosidade criou um ambiente propício para essas manifestações exacerbadas de ódio.


Evolução das denúncias de manifestações de ódio no Twitter em 2011 (Fonte:SaferNet)

De janeiro a dezembro de 2010, 2.372 tweets(mensagens postadas no microblog) com teor discriminatório foram encaminhados à Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, criada pela SaferNet e operada em parceria com os ministérios públicos federal e estaduais e a Polícia Federal.

Ao todo, foram contabilizados 23.589 denunciantes. Só de janeiro a 16 de maio de 2011, 1.181 tweets com as mesmas características foram reportados à SaferNet, quase a metade do acumulado no ano passado inteiro. Até a mencionada data, 8.942 pessoas se dispuseram a delatar os casos de discriminação. Todas as denúncias são anônimas.

“Detonadores”

O presidente da SaferNet explica que as ondas de preconceito no Twitter Brasil são desencadeadas pelo que chama de “perfis detonadores”, usuários que “assumem a dianteira e inauguram uma sequência de ódio, uma gritaria generalizada”.

A primeira grande onda aconteceu entre 1º e 4 de novembro do ano passado, logo após o anúncio do resultado das eleições presidenciais. Conforme a SaferNet, o perfil da estudante de Direito Mayara Petruso, apontada na época como pivô da polêmica em razão do comentário de que queria afogar os nordestinos, foi, de fato, o estopim das manifestações de preconceito. Neste período de quatro dias, 4.002 pessoas acionaram a ONG para denunciar.

Tavares comenta que foi necessário um “tratamento de choque” para estancar o tumulto na rede.

– Preparamos um relatório com 1.037 contas do Twitter, mandamos a lista para o Ministério Público e comunicamos à imprensa. Foi imediato. Cessou rapidamente.

– Se você comparar essa onda com as demais, vai perceber que as outras ondas duram, no máximo, 48, 72 horas estourando. A onda contra os nordestinos após as eleições, por sua vez, iria perdurar por mais de uma semana. Ela já durava cinco dias. Era uma atividade enorme. As mensagens estavam cada vez mais agressivas. Isso nos surpreendeu. Era uma onda absolutamente sem controle. Por isso decidimos adotar uma ação enérgica.

O segundo “tsunami” virtual foi registrado entre 17 e 19 do mesmo mês, após o lançamento, às vésperas do Dia Nacional da Consciência Negra, da campanha no Twitter “#HomofobiaNão”. Em contraposição ao movimento, grupos conservadores criaram o perfil e a hashtag “#HomofobiaSim”, o que impulsionou uma sequência de manifestações de repúdio aos homossexuais. Ao todo, 8.574 denunciaram.

Já a terceira onda, observada entre 29 e 30 também de novembro, teve como mote o neonazismo. Os alvos? Negros e gays. Os dois perfis apontados como os responsáveis pela propagação do ódio (@anjooslava e @anjonazistaheil) já não estão mais ativos, mas os comentários racistas e homofóbicos podem ser vistos via buscador Topsy, que mostra quem foram os autores da divulgação de determinado tweet e exibe as mensagens mais repassadas pelos usuários.

Entre os recados deixados pelos perfis, ataques frontais como: “Eu odeio homossexuais, desejo que todos eles tenham uma morte sofrida e dolorosa, meu sonho é um dia ver a humanidade livre dessa raça!”; “Meu avô foi brutalmente assassinado por um negro. Como eu vou defender esses lixos?”; “Rejeite o lixo multicultural! Despreze a escória homossexual!!! Não irei me acovardar, e sim massacrar”; “Esse país é um lixo, eles querem te obrigar a amar negros, homossexuais. Se for pra viver nesse lixo a minha vida toda, prefiro a morte”.

A quarta grande onda, ocorrida em 28 e 29 de dezembro, também foi alavancada pela aversão aos gays, lésbicas, transexuais e bissexuais. Segundo a SaferNet, os perfis detonadores foram @contraGays e @estuproSim, este último cancelado.

A série de ataques mais recente aconteceu em 12 deste mês, após a eliminação do Flamengo na Copa do Brasil pelo Ceará. Em um único dia, 5.150 internautas, indignados com o teor das mensagens de preconceito contra nordestinos, recorreram à SaferNet.

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Argumentos Religiosos contra a Homossexualidade?

Posted in cidadania by leonardomeimes on 17/05/2011

Por Prof. Dr. Daniel Helminiak

http://homofobia.com.sapo.pt/argumentos.html

Nenhum argumento religioso contra a homossexualidade sobrevive a uma análise crítica. Qualquer motivo religioso padrão não é mais do que ficção, fruto de convicções cegas. O “argumento” é somente uma preferência pessoal, uma posição apoiada por uma “escolha” e não por “argumentos racionais”. A Religião é, assim, uma máscara usada para encobrir o preconceito.

A Bíblia NÃO condena a homossexualidade

As investigações científicas mais recentes demonstraram e denunciaram erros de tradução e de interpretação nas passagens que dizem respeito à homossexualidade. A maioria define claramente, como por exemplo em Ezequiel 16, 48-49 e no Livro da Sabedoria 9, 13-14, qual foi o pecado de Sodoma (Génesis 19): orgulho, ódio, abuso, dureza de coração. Sexo nunca é mencionado. Também o termo “não natural”, por exemplo, que encontramos na Carta aos Romanos 1, 28-29 devia ter sido traduzido pelos termos “atípico” ou “não convencional”. A Bíblia, se lida em coerência com os seus próprios termos e contexto, não apresenta nenhuma condenação explícita dos actos homossexuais. Ver D. A. Helminiak,What the Bible Really Says About Homossexuality, Alamo Press, 1994.

O Cristianismo NÃO se opôs sempre à homossexualidade

Até cerca de 1200, excepto no período por volta da altura da queda do Império Romano, a homossexualidade era, em geral, aceite na Europa cristã. No século VII, na Espanha Visigoda, uma série de seis conselhos nacionais da Igreja recusaram-se a apoiar a legislação do soberano contra actos homossexuais. No século IX códigos penais extensos por toda a Europa tratavam de questões sexuais detalhadamente, mas nenhum fora de Espanha proibía actos homossexuais. Pela altura da Alta Idade Média existia uma sub-cultura gay emergente e um corpo de literatura gay padrão estudada nas Universidades dirigidas pela Igreja. Ver J. Boswell em Christianity, Social Tolerance and Homosexuality, University Chigago Press, 1980.

Na prática da Igreja, procriação NÃO é essencial para ter relações sexuais

A filosofia estóica defendia que a concepção de bebés era a única razão eticamente aceitável para ter relações sexuais. O Cristianismo desde cedo incorporou esta noção na sua doutrina e algumas igrejas invocam-na para condenar a homossexualidade. Contudo, muitas destas igrejas permitem o uso de contraceptivos e permitem o casamento (e relações sexuais) entre casais que sabem serem estéreis ou entre casais que já ultrapassaram a idade para procriar. Até mesmo a Igreja Católica enfatizou recentemente a importância da união emocional e da partilha do amor como centrais para a intimidade sexual. Evidentemente, as igrejas não acreditam que a única e principal razão para a intimidade sexual é a procriação.

O argumento da “complementaridade” NÃO é coerente

Supostamente a complementaridade dos sexos é um requisição estabelecida por Deus para os relacionamentos sexuais. Mas a “masculinidade” e “feminilidade” são estereótipos. Na realidade, as características da personalidade das pessoas são mistas e abrangem tanto a esfera do masculino e como a esfera do feminino. Quaisquer duas pessoas, heterossexuais ou homossexuais, podem facilmente qualificar-se como complementares nalgumas características psicológicas, ou noutras. Deste modo, a complementaridade em questão só pode ser biológica. Ora, apelar à complementaridade é só uma maneira de dizer que só uma mulher e um homem podem partilhar a intimidade sexual. Logo, o verdadeiro argumento é este: as relações sexuais homossexuais são erradas porque sexo entre um homem e uma mulher é que está certo; casais homossexuais não podem partilhar nenhuma intimidade sexual porque não são heterossexuais. O argumento não explica nada, é circular, a verdadeira questão fica por responder. Indo um pouco mais longe, o argumento da complementaridade afirma que o único acto sexual permissível é a relação sexual entre pénis e vagina, mas não apresenta nenhuma razão para esta afirmação (na qual poucos acreditam, de qualquer modo).

A homossexualidade NÃO é uma doença

A Religião afirma que a homossexualidade é uma aberração em relação à ordem da criação de Deus. Contudo, a maioria das investigações científicas – zoológica, médica, psicológica, sociológica e antropológica – mostram que a homossexualidade é uma variante normal. Não só é prevalente em muitas espécies animais, como nos humanos a homossexualidade tem uma base biológica, é fixada no início da infância e presente em praticamente todas as culturas conhecidas. Não há nenhuma prova credível de que a orientação sexual pode – ou deve – ser modificada. A não ser que ser simplesmente homossexual em si venha a ser considerado como uma patologia com que se nasce, a ciência actual não é capaz de detectar nada de “doente” na homossexualidade e considera-a parte do mundo que Deus criou.

Os homossexuais NÃO são irreligiosos

Muitas pessoas condenam os homossexuais afirmando que são contra Deus e pecadores, mas os homossexuais cristãos contemporâneos reconhecem a sua auto-aceitação como fruto da graça de Deus. Eles testemunham que desde que “se assumiram” sentem-se mais felizes, mais saudáveis, mais produtivos, mais afectuosos, mais em paz, mais alegres e mais próximos das outras pessoas – e mais próximos de Deus. De acordo com o critério de Jesus “Pelos seus frutos os reconhecerás” (Mateus 7, 16) os homossexuais cristãos devem ser verdadeiros profetas do nosso tempo. Pelo contrário, colocar a tónica nos piores elementos e exemplos da comunidade homossexual – ou heterossexual – é uma maneira injusta de avaliar a questão.

*Traduzido de “Religious Arguments Against Homosexuality” in http://www.visionsofdaniel.com


Bolsonaro é um ba.ba.ca

Posted in cidadania, Política by leonardomeimes on 09/05/2011

essa é minha opinião olha só a forma como ele fala do Veado, não perde nenhuma oportunidade de ser homofóbico e preconceituoso…

Me dá medo pensar que tem gente atrasada, burra, ignorante em todos os aspectos, infantil e intolerante o suficiente para votar e apoiar esse calhorda.

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Bolsonaro compara pedofilia a homossexualismo

Posted in cidadania by leonardomeimes on 06/05/2011

Deputado compara homossexualismo a pedofilia…

gente boníssima esse Bolsonaro, tenho medo que ele queira prender os homossexuais desse jeito… esse figura não pode ser levado a sério…

Bolsonaro: após união gay, próximo passo é legalizar pedofilia

05 de maio de 2011  20h42  atualizado em 06 de maio de 2011 às 01h0

Veja como votou cada ministro sobre união estável gay

. Foto: Carlos Humberto - STF/DivulgaçãoSupremo retomou julgamento sobre união estável homoafetiva nesta quarta-feira
Foto: Carlos Humberto – STF/Divulgação

CLAUDIA ANDRADE
Direto de Brasília

O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) ironizou nesta quinta-feira a decisão do Supremo Tribunal Federal favorável à união estável homossexual. “Agora virou bagunça. O próximo passo vai ser a adoção de crianças (por casais homossexuais) e a legalização da pedofilia”, disse.

No final de março, Bolsonaro se envolveu em uma polêmica após proferir frases supostamente racistas e homofóbicas durante o programa CQC, da TV Bandeirantes. Em outra ocasião, o político disse estar “se lixando” para o movimento gay.

Hoje, o parlamentar reforçou sua posição contrária a casais homossexuais terem filhos dizendo que a criança “vai ver a mãe crescer usando cueca e o pai usando calcinha” e que depois disso vai ter “passeata gay mirim”. Bolsonaro afirmou ainda que o Supremo extrapola sua competência ao julgar um tema já previsto na Constituição, que reconhece a união estável entre homem e mulher como entidade familiar para efeito da proteção do Estado.

O argumento também foi usado por um dos filhos do deputado, Flávio Bolsonaro, deputado estadual pelo mesmo partido, em seu microblog. Segundo ele, “cabe ao Congresso Nacional e não ao STF criar direitos”.

Outro filho do parlamentar Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro, publicou várias mensagens sobre o julgamento em sua conta na rede de microblogs Twitter. “Não concordar com o estímulo ao homossexualismo é ser ignorante?”, questionou. “Então p/ ser inteligente é preciso ser gay? Isso é heterofobia!”(sic).

STF decide a favor de união gay
Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu no dia 5 de maio de 2011 pelo reconhecimento de união estável entre pessoas do mesmo sexo. Todos os dez ministros aptos a votar foram favoráveis a estender a parceiros homossexuais direitos hoje previstos a casais heterossexuais – o ministro Dias Toffoli se declarou impedido de participar porque atuou como advogado-geral da União no caso e deu, no passado, parecer sobre o processo.

Com o julgamento, os magistrados abriram espaço para o direito a gays em união estável de terem acesso a herança e pensões alimentícia ou por morte, além do aval de tornarem-se dependentes em planos de saúde e de previdência. Após a decisão, os cartórios não deverão se recusar, por exemplo, a registrar um contrato de união estável homoafetiva, sob pena de serem acionados judicialmente. Itens como casamentos civis entre gays ou o direito de registro de ambos os parceiros no documento de adoção de uma criança, porém, não foram atestados pelo plenário.

Os neonazistas são bem mais que meia dúzia, afirma delegado

Posted in cidadania, Educação, Política by leonardomeimes on 11/04/2011

Segunda, 11 de abril de 2011, 14h47

Ana Cláudia Barros

Estilhaços da bomba lançada após Parada Gay de São Paulo em 2009. Atentado, que deixou 21 feridos, foi atribuído a jovens neonazistas (Foto: Marcelo Pereira/Terra)

 

A recente identificação de 25 gangues de skinheads pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), em São Paulo, e a participação de movimentos de ultra direita no ato de apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) no último sábado (9), na Avenida Paulista, colocam em debate a presença, cada vez mais evidente, de grupos neonazistas no Brasil.

Mas há motivos reais para preocupação? Para o delegado Paulo César Jardim, da Primeira Delegacia de Policia de Porto Alegre, a resposta é sim, sobretudo, diante da possibilidade de conexão com outros tipos de criminosos. Responsável pelo comando do Grupo de Combate ao Movimento Neonazista da Polícia do Rio Grande do Sul, Jardim destaca que a quantidade de seguidores dos ideiais de Adolf Hitler é “bem maior do que a meia dúzia que as pessoas pensam”.

Sem revelar pormenores, o delegado, que, no ano passado, alertou o senador Paulo Paim (PT-RS) sobre possível ataque, expressa preocupação particular em relação à proximidade com a Argentina, país escolhido por oficiais nazistas como refúgio após a Segunda Guerra Mundial.

Sobre o perfil dos integrantes desses grupos, Jardim afirma que, em geral, são jovens entre 17 e 30 anos, de classes sociais diversas, movidos pelo ódio a judeus, homossexuais e negros. Ele destaca ainda que há diferenças entre os movimentos neonazistas do Sul e os de São Paulo.

– De forma nazi mais pura, encontramos no Rio Grande do Sul. Em São Paulo, vemos uma mescla. Há pessoas que se dizem neonazistas, mas são negras, mestiças. Estão meio confusas na ideologia. Mas em São Paulo, as tribos são muito maiores.

Confira a entrevista.

Terra Magazine – Como é o trabalho desenvolvido pelo grupo de combate ao movimento neonazista da Polícia do Rio Grande do Sul e que tipo de informações já foram levantadas?
Paulo César Jardim –
É claro que não posso te dizer a forma como estamos trabalhando e o que conseguimos levantar, porque é um trabalho de inteligência. Eles são espertos do outro lado, são uma célula do mal. Dá para ver com base em tudo que estão propugnando por aí.
Posso dizer que estamos monitorando o movimento neonazista no Rio Grande do Sul há mais de 10 anos. Temos inúmeras prisões. Mais de 35 pessoas já foram indiciadas em inquéritos policiais e denunciadas por formação de quadrilha, tentativa de homicídio. Alguns estão na condição de foragido.

Quando o senhor se refere às tentativas de homicídio, está falando de crimes de ódio contra negros e homossexuais?
Contra negros, homossexuais e judeus. Esse pessoal entende que negros, judeus e homossexuais são sub-raça e há uma necessidade de fazer uma “oxigenação social”, eliminando o que consideram subespécie.
No final do ano passado, conseguimos abortar cinco células que estavam no Rio Grande do Sul. Era um grupo, eu diria, de tamanho bastante preocupante.

O que o senhor considera como “tamanho bastante preocupante”?
Quando nós encontramos bombas nas células… Encontramos farto material de propaganda, farto material de livros de convencimento, além de munições. Quando nós chegamos a constatação de que essas bombas são iguais àquelas que explodiram em São Paulo, durante a Parada Gay, onde houve feridos e mortos.
Chegamos à conclusão de que a situação era preocupante. Nós temos depoimentos que diziam qual era o objetivo (do grupo). O objetivo era explodir Sinagogas e agredir o movimento da passeata livre, aqui, no Rio Grande do Sul. Graças a Deus, conseguimos abortar isso.
No final do ano passado, desmontamos mais uma célula onde encontramos material de propaganda contra o senador Paulo Paim (PT-RS).

E como tem sido a atuação da polícia diante dessas informações?
Continuamos com o trabalho de monitoramento. Sabemos quem são, onde andam, o que fazem. Esperamos que não façam nada, que continuem com suas convicções, mas fiquem nessa de proselitismo só, porque a partir do momento que decidirem cometer ilícito penal, temos todas as condições de agir. Por isso, o monitoramento.

Quando se fala em neonazistas, a primeira referência são grupos europeus. Há quem diga que os grupos daqui, do Brasil, são compostos por meia dúzia, que tentam importar este modelo.
Acho que as pessoas estão muito equivocadas.

Quantos neonazistas o senhor estima que há por aqui?
É bem maior do que essa meia dúzia que as pessoas pensam. Só de indiciados, temos mais de 35. O movimento não é só em Porto Alegre. Ele se estende pelo Rio Grande do Sul, com diversos segmentos… Se a senhora sabe que o Rio Grande do Sul é fronteira com a Argentina, país onde os oficiais nazistas, quando no final da Segunda Guerra, se refugiaram…

Há ligação entre movimentos neonazistas brasileiros e argentinos?
Só posso dizer que estamos preocupados com a Argentina aqui perto.

A preocupação é referente a outros países vizinhos também?
É um movimento internacional, com mais de 60 anos, que prega o prazer pelo ódio. Em algumas cartas que encontramos em células, em conversas entre eles, havia coisas assim: “meu ódio continua o mesmo”, “meu ódio aumentou”, “meu ódio não vai acabar nunca”, “o meu ódio é sair do presídio e dar um tiro na cara de um judeu”. Eles falam isso com orgulho.

Há razões para preocupação de fato?
Enquanto estivermos mantendo esse controle que estamos mantendo, enquanto eles souberem desse controle, acho que podemos ter uma relativa tranquilidade. A preocupação maior é quando eles se aproximam com outros vínculos, tipo bandidos, marginais.

Isso tem ocorrido?
Essa é a nossa preocupação. Essa é a nossa tensão maior.

Qual o perfil dos integrantes dessas células? Existe um definido?
Temos uma faixa de idade que varia de 17, 18 anos até 25, 30 anos. Às vezes, um pouco mais, porque muitos deles estão envelhecendo. Vários deles têm conhecimento doutrinário. Alguns têm algum nível de conhecimento, principalmente, em relação à simbologia. Daí já parte para um estudo em função das tatuagens que eles usam. Dependendo do tipo da tatuagem, sei mais ou menos qual a filosofia ou o que já fizeram, porque as tatuagens para eles funcionam como medalhas.

A que classe social esses grupos pertencem em geral?
Temos alguns casos de pessoas bem situadas socialmente, inclusive, com apoio dos pais. Temos outros casos de pessoas bastante simples, que eu diria que são os mais grossos, truculentos. Tudo bem que todos são truculentos. Dentro da doutrina deles, não podem deixar, por exemplo, de praticar arte marcial. Isso consta nos códigos de conduta deles que eu tenho apreendido aqui. Eles têm que exercitar alguma arte marcial para quando forem enfrentar o inimigo, possam ter condições de vencê-los.
Mas não tenho dúvidas de que são grandes convardes. Só atacam em grupo de quatro, cinco contra um. Essa é a regra. Nunca há um ataque de um para um. Dois para um é muito raro. Dois para um acontece quando vão apunhalar, esfaquear por traição. Mas num ataque direto, como normalmente funciona, são aqueles brutamontes contra um mais fraco. É a regra.

Essas articulações entre células acontecem também pela internet? Há fóruns, páginas neonazistas…
Posso lhe dizer uma coisa? Não acredite muito no que está na internet. É um jogo de inteligência. Para um lado e para o outro.

O senhor está dizendo que eles plantam pistas falsas para dificultar a ação da polícia?
Claro. Estamos num jogo de inteligência no qual eles tentam nos enganar, nos ludibriar. Como a minha avó dizia: “O passarinho canta de um lado, mas está lá, do outro”.

Recentemente, foram descobertas 25 gangues de skinheads em São Paulo. Há uma troca de informações entre as polícias?
Sim. O pessoal de São Paulo e do Rio Grande do Sul conversa muito. Eles vêm a Porto Alegre, nós vamos a São Paulo. A senhora lembra o seguinte: o Sul do Brasil é basicamente originário de colonização alemã, italiana, polonesa. Não esquece que já tivemos, no Rio Grande do Sul, o partido nazista, funcionando de forma oficial na década de 1930. Aqui, também, nasceu o movimento integralista.

Baseado nessas informações que vocês, da polícia, trocam, o que se pode dizer sobre o movimento neonazista no Brasil? A concentração maior é, de fato, no Sul do País?
De forma nazi mais pura, encontramos no Rio Grande do Sul. Em São Paulo, vemos uma mescla. Há pessoas que se dizem neonazistas, mas são negras, mestiças. Estão meio confusas na ideologia. Se bem que há tribos neonazi que realmente têm esse sentimento de ódio. Mas em São Paulo, as tribos são muito maiores. Tem os hooligans também.
Aqui, tivemos uma tentativa do movimento neonazi de se infiltrar na torcida geral do Grêmio. Eles foram expulsos da torcida. Não tentariam na torcida do Internacional, porque historicamente é um clube de negros.

O senhor falou de uma aproximação com a Argentina, que preocupava. Agora, e com a Europa?
Na Europa, o movimento neonazi é muito forte em Portugal. Eu diria que se fosse me preocupar em relação a Europa, Portugal seria o País de maior relevância.