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Denúncia da Folha cai no ridículo

Posted in cidadania, Política by leonardomeimes on 21/09/2010

A pressa da mídia em fermentar escândalos contra o governo –e, de tabela, atingir a candidatura de Dilma Rousseff– fez valer o ditado popular que diz que o “apressado come cru”. Em nota à imprensa, o BNDES esclareceu o caso que foi manchete da Folha nesta quinta-feira e desmoronou a “denúncia” do jornal. Mais do que isso, expôs a Folha ao ridículo ao demonstrar, de forma simples, que só quem “desconhece totalmente” como funciona o Banco poderia acreditar numa acusação tão estapafúrdia.

 Folha mente

O jornal avaliou que seus leitores iriam acreditar que qualquer empresa de fundo de quintal pode chegar no BNDES, protocolar um pedido na portaria e levar “R$ 9 bilhões” numa boa

Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disse à Folhafoi o seguinte: é preciso ser muito desinformado ou agir com descarada má-fé  para acreditar que uma instituição como o BNDES liberaria R$ 2,25 bilhões (ou R$ 9 bilhões na versão-fantasia da Folha) para uma empresa de pequeno porte só porque ela contratou uma consultoria que “prometeu” ajudar na liberação do dinheiro, sem apresentar projetos, sem agendar reuniões, nem nada.

Mas a Folha de S. Paulo, do alto de sua arrogância e desprezo à inteligência alheia, achou que seus leitores acreditariam na história, tanto que elevou a “denúncia” à condição de manchete principal do jornal. E com um agravante: a única “fonte” da Folha é um “empresário” que passou dez meses na prisão dois anos atrás.

Segundo informações da própria Folha, o acusador Rubnei Quícoli já foi condenado duas vezes em São Paulo (por interceptação de carga roubada e por posse de moeda falsificada). E em 2007 passou dez meses preso. O fato de antecipar as denúncias sobre sua fonte não absolve o jornal. Pelo contrário, é agravante. Quando uma pessoa com tal currículo faz uma denúncia, é praxe de qualquer jornalismo sério ouvir as denúncias e exigir a apresentação de provas. Mas a Folha achou que o “acusador” era idôneo o suficiente para atacar o governo.

A única prova que o tal consultor apresenta é um email marcando audiência na Casa Civil e que tem o nome de Vinicius Oliveira no C/C (com cópia). Ou seja, a Folha sustentou uma denúncia que envolve cifras da ordem de “bilhões” de reais com base numa troca de e-mails.

Segundo a “denúncia” do jornal, a emprea EDRB do Brasil Ltda. teria sido instada a “pagar propina” para os sócios da empresa Capital Consultoria –entre eles o filho da agora ex-ministra Erenice Guerra, Israel Guerra– para tentar viabilizar o empréstimo de “R$ 9 bilhões” junto ao BNDES para a construção de um “projeto de energia solar”.

Para pedidos dessa ordem, em geral os pretendentes a financiamento procuram dirigentes do banco e fazem uma exposição do projeto, assim como de sua empresa e do que pretende fazer. No entanto, esse pedido foi simplesmente deixado no protocolo do banco, na portaria da sede. Não houve o comparecimento de diretores da tal empresa. E não havia a menor possibilidade do projeto ser aprovado. O porte da empresa era incompatível com o financiamento pretendido. Sequer se tinha o local onde deveria ser instalado o tal empreendimento.

Veja abaixo o comunicado do BNDES que colocou o “jornalismo” da Folha de S. Paulo na lata do lixo:

Em função de reportagem publicada na edição desta quinta-feira, 16 de setembro, do jornal Folha de S. Paulo, o BNDES vem a público declarar que:

Repudiamos a insinuação de que o Banco poderia estar envolvido em um suposto esquema de favorecimento para a obtenção de empréstimos junto à instituição e consideramos que a tese demonstra um total desconhecimento quanto ao funcionamento do BNDES. O projeto em questão foi rejeitado pelo Comitê de Enquadramento e Crédito do BNDES, órgão interno do Banco, formado por seus superintendentes. A aprovação por esse colegiado é condição básica e necessária para que qualquer pedido de apoio financeiro seja encaminhado para análise.

Na reunião semanal do Comitê ocorrida em 29 de março deste ano — e na qual o projeto em questão foi apenas um dos itens discutidos —, o pedido foi negado. A decisão foi tomada pelos 14 superintendentes presentes à reunião, todos funcionários de carreira da instituição.

O projeto da EDRB foi encaminhado ao BNDES por meio de carta-consulta, solicitando R$ 2,25 bilhões (e não R$ 9 bilhões como afirma a reportagem) para a construção de um parque de energia solar. O BNDES considerou que o montante solicitado era incompatível com o porte da referida empresa. Além disso, a companhia não apresentou garantias e não havia local definido para a instalação do empreendimento (essencial para o licenciamento ambiental), não atendendo, portanto, a pré-requisitos básicos para a concessão do crédito.

Qualquer aprovação de financiamento pelo BNDES passa por um processo de análise que envolve mais de 30 técnicos de carreira da instituição, além da consulta à Diretoria do Banco. Esse rigor técnico tem como consequência um índice de inadimplência de 0,2%, muito inferior à média do sistema financeiro brasileiro, público e privado.

Fonte: http://leodonorte.blogspot.com/2010/09/denuncia-da-folha-cai-no-ridiculo-apos.html

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Posted in Literatura by leonardomeimes on 21/09/2010

O pessimista é uma pessoa que, podendo escolher entre dois males, prefere ambos.

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.

A vida é muito importante para ser levada a sério.

Oscar Wilde

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DA TERRA AO CAOS (pt. 1)

Posted in Literatura by leonardomeimes on 21/09/2010

Publicarei em partes um conto que fiz há muito tempo sobre as origens (mitológicas) do mal. Lógico que não sendo religioso, e tendo o catolicismo como a única religião que conheço as histórias, utilizei de algumas intertextualidades bíblicas para criar a minha própria história.

DA TERRA AO CAOS

Adão e Eva

Adão e Eva

A terra era menina demais, pois a história remonta aos longínquos anos em que os homens ainda se dedicavam a vida pacata. O mundo humano se resumia a uma família e a porção de terra conhecida ainda era confortantemente parecida com o paraíso. Na vila, a única, se via uma grande casa cercada por pequenas construções de um cômodo e de campos abertos, onde todos cuidavam do ofício de serem pastores ou cultivadores. Não foram sempre pastores, mas após o irmão mais novo começar a tradição, de criar, cuidar e finalmente usufruir da vida animal, muitos o seguiram. Dantes fora mais pacata suas vidas, resumidas às sombras e florestas de onde retiravam o sustento usufruindo das suculentas frutas e delícias que com a terra afloravam. Agora, ali, os animais eram, sim, pastoreados, as ovelhas e os pequenos borregos caminhavam tranquilamente, sem perceber as intenções de seus pastores, que não deixavam de ser boas. Apenas o necessário era utilizado, pouca mata havia sido derrubada, poucas casas feitas de barro e de alguns fragmentos de madeira encontrados já ao chão eram visíveis. O campo não era dividido em áreas, toda área era comum, porém os animais obedeciam apenas a seus pastores. As famílias, provenientes do mesmo pai e mãe, conviviam, aliás, desdenhas ainda não haviam sido criadas entre os viventes, só entre os viventes e os criadores.

Caim e ABel

Caim e Abel

O primeiro filho nascido na terra, um grande homem, de barbas espessas e um apetite voraz por tudo que da terra provinha, foi o primeiro agricultor. Tinha um nome da terra e se chamava Mica. Arou os campos e refez a terra de modo que tudo o que plantasse, crescia. Ao término de alguns anos, na família santa, havia mais de dez filhos, cada um com sua família e rebanho. Porém à Mica, o velho, não foi dada a graça de uma esposa fértil. Cada um dos irmãos de seu jeito ajudava a crescer a espécie humana, porém Mica e o mais novo, Balé, ainda não tinham plantado raiz na terra. O mais novo, magro, frágil e por muitas vezes pensativo, foi quem descobriu a arte de lidar com os animais, de alimentá-los e mais por necessidade do que por perversidade, de os sacrificar para fartura das famílias. Esse irmão, porém, ainda era novo e havia a pouco se casado com uma de suas irmãs, também muito nova e planejavam viver sem constituir família, ajudando e trabalhando para o bem de todos os outros.

Caim e Abel

Caim e Abel

O irrequieto e voraz Mica decidiu então pedir, suplicar, a Deus que lhe fizesse a graça de lhe conceder um filho. Recolheu então bonitas frutas, fez ramos de trigo, e pediu que sua mulher fizesse doces e especiarias para que fossem oferecidas a Deus num apelo. Armou um templo com as gostosuras da terra que nem ele, acostumado a ver tanta fartura, resistiria a qualquer desejo que lhe fosse pedido. Porém Deus, ao contemplá-lo em tal fervorosidade, respondeu que ele seria o último dos irmãos a ter uma progênie, pois seu trabalho como agricultor era o mais importante dentre os que eram desenvolvidos entre os irmãos e não podia ser incomodado. Ficou assim enraivecido o brutal Mica, suas veias saltaram e ele num feroz balbucio despejou desvairadas injurias a tudo e todos. Principalmente ao irmão menor, Balé, que não tinha em mente a constituição de uma família, impossibilitando assim que pudesse procriar.

Em um encontro mais do que desnecessário Mica rogou ao piedoso Balé que fosse junto dele pedir a Deus que fosse permitida a cria, que Balé explicasse ao onipotente que não tinha planos de ter filhos…

(continua…)

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Serra só votou contra trabalhador e cria a SUDEME: Superintendência da Demagogia

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 21/09/2010

Fonte: http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/09/21/serra-so-votou-contra-trabalhador-e-cria-a-sudeme-superintendencia-da-demagogia/

Centrais acusam tucano de impostura e golpe contra trabalhadores

As centrais sindicais lançaram manifesto conjunto na última quarta-feira (7) onde alertam a população para que não se deixe enganar pelas mentiras veiculadas na rádio e na televisão por José Serra, candidato de Fernando Henrique e do PSDB à Presidência da República, a respeito de pretensas medidas que teria proposto em prol da classe trabalhadora. Serra age como um verdadeiro lobo vestido em pele de cordeiro.

Sob o título “Serra: impostura e golpe contra os trabalhadores”, CUT, Força Sindical, CTB, CGTB e Nova Central denunciam que “o candidato José Serra (PSDB) tem se apresentado como um benemérito dos trabalhadores, divulgando inclusive que é o responsável pela criação do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e por tirar do papel o Seguro-Desemprego. Não fez nenhuma coisa nem outra. Aliás, tanto no Congresso Nacional quanto no governo sua marca registrada foi atuar contra os trabalhadores”. De acordo com as centrais, “a mentira tem perna curta e os fatos desmascaram o tucano”.

Falsificando a história

A nota assinada pelos presidentes das centrais (Wagner Gomes, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil; Artur Henrique, da Central Única dos Trabalhadores; Miguel Torres, em exercício, da Força Sindical; Antonio Neto, da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil e José Calixto Ramos, da Nova Central Sindical dos Trabalhadores) ressalta é fundamental que a população seja bem informada a respeito dos fatos para que dimensione o tamanho da falsidade que vem sendo divulgada pelo PSDB.

“A verdade”, esclareceram, é que “o seguro-desemprego foi criado pelo decreto presidencial nº 2.284, de 10 de março de 1986, assinado pelo então presidente José Sarney. Sua regulamentação ocorreu em 30 de abril daquele ano, através do decreto nº 92.608, passando a ser concedido imediatamente aos trabalhadores”. Da mesma forma, “o FAT foi criado pelo Projeto de Lei nº 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB-RS). Um ano depois Serra apresentou um projeto sobre o FAT (nº 2.250/1989), que foi considerado prejudicado pelo plenário da Câmara dos Deputados, na sessão de 13 de dezembro de 1989, uma vez que o projeto de Jorge Uequed já havia sido aprovado”.

Reprovado pelo Diap

Na Assembleia Nacional Constituinte (1987/1988), o candidato tucano votou reiteradamente contra os trabalhadores, assinala o manifesto: “Serra não votou pela redução da jornada de trabalho para 40 horas; não votou pela garantia de aumento real do salário mínimo; não votou pelo abono de férias de 1/3 do salário; não votou para garantir 30 dias de aviso prévio; não votou pelo aviso prévio proporcional; não votou pela estabilidade do dirigente sindical; não votou pelo direito de greve; não votou pela licença paternidade; não votou pela nacionalização das reservas minerais”.

Por isso, conforme recordam os sindicalistas, José Serra foi reprovado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), que conferiu aos parlamentares uma nota entre zero a dez de acordo com a posição assumida na votação dos temas de interesse da classe trabalhadora, em particular o capítulo sobre direitos sociais.

Serra, que a esta altura já tinha se bandeado para o lado da direita, teve nota 3,75 pelo desempenho na Constituinte. Vale lembrar que no primeiro turno da Constituinte, o atual candidato tucano tirou nota 2,50 e, no segundo turno, por se ausentar em várias votações em que havia votado contra, levou nota 5,0 – o que lhe elevou a média para 3,75.

Homem do capital financeiro

Já em 1994, diante da proposta de Revisão Constitucional, lembram as centrais, “Serra apresentou a proposta nº 16.643, para permitir a proliferação de vários sindicatos por empresa, cabendo ao patrão decidir com qual sindicato pretendia negociar. Ainda por essa proposta, os sindicatos deixariam de ser das categorias, mas apenas dos seus representados. O objetivo era óbvio: dividir e enfraquecer os trabalhadores e propiciar o lucro fácil das empresas. Os trabalhadores enfrentaram e derrotaram os ataques de Serra contra a sua organização, garantindo a manutenção de seus direitos previstos no artigo 8º da Constituição”.

Conforme o manifesto, “é por essas e outras que Serra, enquanto governador de São Paulo, reprimiu a borrachadas e gás lacrimogêneo os professores que estavam reivindicando melhores salários; jogou a tropa de choque contra a manifestação de policiais civis que reivindicavam aumento de salário, o menor salário do Brasil na categoria; arrochou o salário de todos os servidores públicos do Estado de São Paulo”.

“As Centrais Sindicais brasileiras estão unidas em torno de programa de desenvolvimento nacional aprovado na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, em 1º de junho, com mais de 25 mil lideranças sindicais, contra o retrocesso e para garantir a continuidade do projeto que possibilitou o aumento real de 54% do salário mínimo nos últimos sete anos, a geração de 12 milhões de novos empregos com carteira assinada, que acabou com as privatizações, que descobriu o pré-sal e tirou mais de 30 milhões de brasileiros da rua da amargura”, conclui o documento assinado pela CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central e CGTB.

Enfim, Serra é um homem do capital financeiro e, como tal, já se revelou inimigo da classe trabalhadora. Definitivamente não merece a confiança das centrais sindicais.

E o “vale coxinha” ?

E o “Salário PSDB” – Pior Salário Do Brasil ?

Agora, o Tijolaço pega ele de outro jeito – pelas falsas promessas:

O candidato José Serra está criando  uma nova estatal.

A Sudeme. Superintendência da Demagogia e da Mentira.

Prometeu um salário mínimo de 600 reais. Nada contra, muito pelo contrário. Acho que, inclusive, vamos chegar perto disso. Mas ele, como Ministro do Planejamento, não propôs aumentos assim no Orçamento da União. O Governo do qual fez parte, ao contrário, não fez senão uma pífia manutenção do arrocho do mínimo, durante oito anos.

Hoje, prometeu o 13º do Bolsa Família. Bolsa Família, como se sabe pelas explicações de sua mulher, Monica Serra, é aquele dinheirinho distrubuído para o pobre ser indolente e não querer mais trabalhar.

E disse que vai criar uma secretaria especial para o semiárido nordestino, como forma de combater a seca. Esqueceu, talvez, que o governo do luminar Fernando Henrique Cardoso extinguiu um órgão criado para isso, a Sudene, que teve em Celso Furtado o seu fundador e primeiro dirigente.

Por isso, o que que está criando mesmo é a Sudeme. Mas aviso logo que Gepetto e o Grilo Falante não vão poder trabalhar lá, senão é nepotismo e compadrio. Todos os servidores têm que ser aprovados por concurso. Só passa quem for reprovado no polígrafo, aquele aparelhinho que detecta as mentiras.

Até o tal analista de expressões faciais que a Folha contratou já percebeu que Serra tem o  “prazer dos trapaceiros”.

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Marcos Coimbra: os escândalos na imprensa e a velhinha de Taubaté

Posted in cidadania, Política by leonardomeimes on 21/09/2010

Se contarmos o tempo transcorrido desde quando surgiu o “escândalo da Receita”, já faz quase um mês que os grandes jornais de São Paulo e Rio, as maiores revistas de informação e o noticiário da principal emissora de televisão dão cobertura máxima a denúncias de vários tipos contra Dilma, sua campanha, o PT e o governo Lula.

Por uma coincidência extraordinária, denúncias pipocam a toda hora nestes últimos dias de campanha eleitoral.

Por Marcos Coimbra*

O caso da Receita e o mais recente, envolvendo o filho da ex-ministra Erenice Guerra, receberam a atenção de todos. Outros, como a bombástica revelação que uma “falha” de Dilma redundara em prejuízo de R$ 1 bilhão aos consumidores de energia elétrica, ficaram reduzidos ao esforço isolado de um veículo. Como ninguém a levou a sério (sequer o jornal que a havia patrocinado), foi logo esquecida.

Essa disposição para denunciar não atinge o universo da imprensa. Brasil afora, jornais e revistas regionais e estaduais mostram-se menos dispostos a fazer coro com os “grandes”. O mesmo vale na mídia eletrônica, onde o tom escandaloso não é o padrão de todas.

É curioso, mas nenhuma dessas denúncias nasceu na internet, contrariando tendência cada vez mais comum em outros países. Lá, é nos blogs e sites independentes que coisas assim começam e têm seu curso, muitas vezes enfrentando a inércia da mídia tradicional. Aqui, ao contrário, são os jornalões e os grupos de comunicação mais poderosos os mais afoitos na apresentação e apuração de denúncias.

Não se discute se são falsas ou verdadeiras. É certo que algumas, como o “escândalo da eletricidade”, são apenas bobagens. Outras são importantes e produzem consequências reais, como a que levou à saída de Erenice.

Existem as que estavam na geladeira, ao que parece aguardando um “bom momento” para vir à tona, como o “escândalo da Receita”. E há as que, aparentemente, apenas coincidiram com outras, como o “escândalo do caseiro”, que ressurgiu das cinzas agora que a Caixa Econômica foi condenada a indenizar a vítima.

Também não se discute o que fazer nos casos em que há suspeita fundamentada ou confirmação de que alguma irregularidade foi praticada. Partindo da premissa de que somos um país sério e que as instituições funcionam, qualquer denúncia com verossimilhança precisa ser apurada e os culpados punidos. Aliás, todas estão sendo acompanhadas pelo Ministério Público, a Polícia Federal e a própria imprensa.

Mas só a velhinha de Taubaté acredita que a coincidência de tantos “escândalos” é obra do acaso. A onda nasceu em tal momento que é impossível não desconfiar que exista intencionalidade por trás dela.

Os segmentos na sociedade e na mídia insatisfeitos com a possibilidade de vitória de Dilma aguardavam ansiosos o começo da propaganda eleitoral na televisão e no rádio. Sabe-se lá de onde, imaginavam que Serra reagiria a partir de 17 de agosto e que conseguiria reverter suas perspectivas muito desfavoráveis.

Não viam que o mais provável era o oposto, que Dilma crescesse quando Lula chegasse à televisão. Como resultado de mais um dos equívocos que cometeram na avaliação das eleições, se surpreenderam quando a vantagem da candidata do PT rapidamente aumentou.

Foi de repente, quando a decepção com a performance de Serra e o susto com o bom desempenho de Dilma se generalizaram, que começamos a ter uma denúncia atrás da outra. A temporada de escândalos teve sua largada na última semana de agosto, quando saíram as primeiras pesquisas públicas feitas após o inicio do horário gratuito, mostrando que a diferença entre eles passava de 20 pontos.

De lá para cá, nada mudou nas intenções de voto. Alguns comentaristas procuram indícios de oscilações, com lupas esperançosas, ansiosos para encontrar sinais de que tanto barulho produza efeitos. Até agora, nada.

Chega a ser engraçado, mas há países em que se proíbe a divulgação de pesquisas eleitorais nos 30 dias que antecedem uma eleição. Tudo para não perturbar as pessoas na fase da campanha em que deveriam pensar mais. Eles acham que ninguém deveria interferir nesse momento de recolhimento e reflexão.

É porque não conhecem o que é capaz de fazer (ou de tentar fazer) nossa “grande imprensa”.

*Matéria do Vermelho originalmente publicada no Correio Brasiliense

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/marcos-coimbra-os-escandalos-na-imprensa-e-a-velhinha-de-taubate

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As senhoras de Santana da imprensa

Posted in cidadania, Educação, História, Política by leonardomeimes on 20/09/2010

Cynara Menezes

17 de setembro de 2010 às 23:00h

Em 1980, surgiu em São Paulo um grupo de mulheres preocupadas com a “imoralidade” que tomava conta da televisão. Sobretudo com os programas que surgiam naquela década falando abertamente de sexo, como o da hoje candidata a senadora Marta Suplicy no TV Mulher. Apelidadas de “senhoras de Santana”, por serem moradoras do bairro com este nome, elas marcaram época e viraram sinônimo do atraso e do conservadorismo nos costumes.

Trinta anos depois, surge uma nova geração de “senhoras de Santana”. Desta vez, não descobertas por jornalistas: são jornalistas. Instaladas em número cada vez mais volumoso nas redações, premiadas com cargos de chefia e ascensão meteórica, as senhoras de Santana do jornalismo são o exato oposto da figura mítica do repórter talentoso, espirituoso, culto e algo anarquista: têm um texto ruim de doer e nunca leram nada a não ser seu próprio veículo, mas cumprem rigorosamente as tarefas que lhes são dadas. Seu maior ídolo é o patrão.

Esqueça a imagem do jornalista concentrado, batucando com rapidez sua reportagem com um cigarro pendurado no bico. As novas senhoras de Santana do jornalismo não fumam. Aliás,  deduram quem estiver fumando em ambiente fechado, como reza a lei imposta por aquele político que seus patrões adoram e que eles, obedientemente, passaram a bajular. Fumar baseado, então, nem pensar. Os repórteres de Santana são contra a descriminação de todas as drogas, até da menos nociva delas. Se as senhoras de Santana do jornalismo soubessem que andam por aí fumando orégano, fariam matérias pela proibição do uso, mesmo na pizza.

As novas senhoras de Santana do jornalismo não questionam o poder ou os dogmas da Igreja católica. Pelo contrário, fazem questão de ir à missa todos os domingos. Pior: simpatizam com a Opus Dei, a ala mais conservadora do catolicismo. São contrários à liberação do aborto e defensores do papa sob quaisquer circunstâncias, inclusive quando o suposto representante de Deus na Terra é acusado de acobertar a pedofilia.

Ao contrário do que ocorreu no passado, quando os jornalistas tiveram papel importante na luta contra a ditadura, as novas senhoras de Santana do jornalismo se especializaram em denegrir a imagem daqueles que optaram pela ação armada para combater o poderio militar. Vilipendiam os guerrilheiros com fichas falsas e biografias inventadas. O repórter Vladimir Herzog morreu enforcado nos porões do regime. Não viveu para ver a triste transformação dos “coleguinhas” em senhoras de Santana. Quando Herzog morreu, a grande maioria dos jornalistas se dizia de esquerda. As novas senhoras de Santana do jornalismo adoram pontificar que não existe mais esquerda e direita, mas são de direita.

Nem pense nos papos animados após o fechamento dos velhos homens de imprensa, varando madrugadas pelos bares da vida. As novas senhoras de Santana não bebem, vão direto para casa depois de trabalharem mais de dez horas por dia – sem carteira assinada. E ainda patrulham a birita alheia, como se fossem fiscais de trânsito 24 horas a postos com seus bafômetros virtuais. “O presidente bebe cachaça”, torcem o nariz as jornalistas de Santana. “A candidata do presidente torceu o pé. Deve ser porque encheu a cara”, acusam.

Toda vez que as novas senhoras de Santana da imprensa encontrarem aquele ator famoso que andou se desintoxicando do vício de cocaína e por isso perdeu papéis em novelas, vão torturá-lo com as mesmas perguntas: “Você parou mesmo de cheirar?” “O tratamento funcionou ou não?” Sim, os jornalistas de Santana não saem para beber porque preferem ficar em casa vendo novela. Se duvidar, as novas senhoras de Santana do jornalismo nem fazem sexo. Talvez de vez em quando, vai. Mas só papai-e-mamãe. E heterossexual, claro.

No futuro, as escolas de jornalismo serão monastérios, de onde sairão mais e mais senhoras de Santana habilitadas não só a escrever reportagens como a rezar a missa.

Cynara Menezes

Cynara Menezes é jornalista. Atuou no extinto “Jornal da Bahia”, em Salvador, onde morava. Em 1989, de Brasília, atuava para diversos órgãos da imprensa. Morou dois anos na Espanha e outros dez em São Paulo, quando colaborou para a “Folha de S. Paulo”, “Estadão”, “Veja” e para a revista “VIP”. Está de volta a Brasília há dois anos e meio, de onde escreve para a CartaCapital.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/as-senhoras-de-santana-da-imprensa

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Resposta de Dilma a palhaçada da Folha

Posted in cidadania, Política by leonardomeimes on 20/09/2010

É uma pena um país como o nosso ter uma mídia tão antidemocrática à ponto de desrespeitar desafetos publicamente, como fez com Lula em 2009, e de tomar partido ao lado do PSDB em uma campanha eleitoral para difamar e lançar qualquer denúncia inverossímil apenas para prejudicar a candidatura do PT.

A eleição no Brasil tem a característica de ser vazia de propostas e políticas a serem aplicadas, os candidatos sempre prometem as mesmas coisas, geralmente dar ênfase à saúde e a educação e acabar com o crime organizado, e depois disso partem para a agressão, sendo o ganhador da eleição aquele partido que conseguir mais escândalos contra o outro. E nesse embate quem tem a mídia ao seu lado consegue sempre ganhar.

Porém parece que dessa vez o PSDB não conseguirá dar o golpe de imprensa e perderá a eleição. O PT tem feito uma campanha baseada apenas nas propostas e na confiança que o povo tem no Lula. O PSDB fez uma campanha que sempre é característica dos partidos de direita, apenas acusações e nada de propostas.

Agora que o Aécio quer sair do PSDB é provável que esse partido e o DEM se tornem nanicos e cheguem às próximas eleições com menos votos do que já têm. Aécio quer fazer uma oposição moderada, que não teria as mesmas características da oposição golpista (pronta para retirar o presidente do cargo a qualquer custo), e quem sabe essa será uma oposição digna de uma eleição, que trará desafios verdadeiros ao PT e propostas sólidas, baseadas em política e não escândalos.

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Direito ao Debate

Posted in cidadania, Política by leonardomeimes on 20/09/2010

Plínio Arruda Sampaio

19 de setembro de 2010 às 11:07h

Não se pode e nem se deve evitar que a demissão da Ministra Erenice Guerra esteja na agenda política eleitoral. Afinal, trata-se de moralidade pública e isto interessa obviamente a todos os brasileiros. Também não é possível omitir do debate eleitoral a quebra de sigilo de parentes de José Serra. A privacidade constitui direito de todas as pessoas e, portanto, um assunto de interesse nacional.

Mas é de se lamentar que o debate eleitoral seja monopolizado por esses dois assuntos, pois, embora importantes, não são os únicos nem os mais decisivos para mudar a situação responsável pelos problemas que afligem a imensa maioria da população brasileira.

Infelizmente é o que está acontecendo, para gáudio da ordem burguesa, porque, enquanto o debate centrar-se em focos de corrupção do Estado, não se discute a corrupção do próprio Estado burguês. Urge, pois, que os órgãos de imprensa sérios não se deixem pautar pelos interesses da ordem corrupta e tragam para o debate os problemas da desigualdade, da segregação social da grande maioria, da deterioração completa dos sistemas de educação e saúde, da reversão neocolonial do país.

São poucos os jornais e os políticos que estão trazendo tais assuntos à baila. Há mesmo uma espécie de complô de silêncio para evitar que os temas delicados sejam mencionados nos debates entre os candidatos.

Quem perde é a população brasileira que tomará uma decisão importante às escuras.

Plínio Arruda Sampaio

Plínio Arruda Sampaio é formado em Direito pela USP, foi promotor público, deputado federal constituinte e presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária – ABRA.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/direito-ao-debate

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Os jornalistas tucanos, por Marcos Coimbra

Posted in Política, Uncategorized by leonardomeimes on 17/09/2010

Marcos Coimbra

Quando, no futuro, for escrita a crônica das eleições de 2010, procurando entender o desfecho que hoje parece mais provável, um capítulo terá de ser dedicado ao papel que nelas tiveram os jornalistas tucanos.

Foram muitas as causas que concorreram para provocar o resultado destas eleições. Algumas são internas aos partidos oposicionistas, suas lideranças, seu estilo de fazer política. É bem possível que se saíssem melhor se tivessem se renovado, mudado de comportamento. Se tivessem permitido que novos quadros assumissem o lugar dos antigos.

Por motivos difíceis de entender, as oposições aceitaram que sua velha elite determinasse o caminho que seguiriam na sucessão de Lula. Ao fazê-lo, concordaram em continuar com a cara que tinham em 2002, mostrando-se ao País como algo que permanecera no mesmo lugar, enquanto tudo mudara. A sociedade era outra, a economia tinha ficado diferente, o mundo estava modificado. Lula e o PT haviam se transformado. Só o que se mantinha intocada era a oposição brasileira: as mesmas pessoas, o mesmo discurso, o mesmo ar perplexo de quem não entende por que não está no poder.

Em nenhum momento isso ficou tão claro quanto na opção de conceder a José Serra uma espécie de direito natural à candidatura presidencial (e todo o tempo do mundo para que confirmasse se a desejava). Depois, para que resolvesse quando começaria a fazer campanha. Não se discutiu o que era melhor para os partidos, seus militantes, as pessoas que concordam com eles na sociedade. Deram-lhe um cheque em branco e deixaram a decisão em suas mãos, tornando-a uma questão de foro íntimo: ser ou não ser (candidato)?

Mas, por mais que as oposições tivessem sido capazes de se renovar, por mais que houvessem conseguido se libertar de lideranças ultrapassadas, a principal causa do resultado que devemos ter é externa. Seu adversário se mostrou tão superior que lhes deu um passeio.

Olhando-a da perspectiva de hoje, a habilidade de Lula na montagem do quadro eleitoral de 2010 só pode ser admirada. Fez tudo certo de seu lado e conseguiu antecipar com competência o que seus oponentes fariam. Ele se parece com um personagem de histórias infantis: construiu uma armadilha e conduziu os ingênuos carneirinhos (que continuavam a se achar muito espertos) a cair nela.

Se tivesse feito, nos últimos anos, um governo apenas sofrível, sua destreza já seria suficiente para colocá-lo em vantagem. Com o respaldo de um governo quase unanimemente aprovado, com indicadores de performance muito superiores aos de seus antecessores, a chance de que fizesse sua sucessora sempre foi altíssima, ainda que as oposições viessem com o que tinham de melhor.

Entre os erros que elas cometeram e os acertos de Lula, muito se explica do que vamos ter em 3 de outubro. Mas há uma parte da explicação que merece destaque: o quanto os jornalistas tucanos contribuíram para que isso ocorresse.

Foram eles que mais estimularam a noção de que Serra era o verdadeiro nome das oposições para disputar com Dilma Rousseff. Não apenas os jornalistas profissionais, mas também os intelectuais que os jornais recrutam para dar mais “amplitude” às suas análises e cobertura.

Não há ninguém tão dependente da opinião do jornalista tucano quanto o político tucano. Parece que acorda de manhã ansioso para saber o que colunistas e comentaristas tucanos (ou que, simplesmente, não gostam de Lula e do governo) escreveram. Sabe-se lá o motivo, os tucanos da política acham que os tucanos da imprensa são ótimos analistas. São, provavelmente, os únicos que acham isso.

Enquanto os bons políticos tucanos (especialmente os mais jovens) viam com clareza o abismo se abrir à sua frente, essa turma empurrava as oposições ladeira abaixo. Do alto de sua incapacidade de entender o eleitor, ela supunha que Serra estava fadado à vitória.

Quem acompanhou a cobertura que a “grande imprensa” fez destas eleições viu, do fim de 2009 até agora, uma sucessão de análises erradas, hipóteses furadas, teses sem pé nem cabeça. Todas inventadas para justificar o “favoritismo” de Serra, que só existia no desejo de quem as elaborava.

Se não fossem tão ineptas, essas pessoas poderiam, talvez, ter impulsionado as oposições na direção de projetos menos equivocados. Se não fossem tão arrogantes, teriam, quem sabe, poupado seus amigos políticos do fracasso quase inevitável que os espera.

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi. Também é colunista do Correio Braziliense.

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Serra tenta tenta e não consegue…

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 16/09/2010

Nessa reta final do período de propaganda eleitoral, tudo que José Serra tentou parece ter saído pela culatra.

O PSDB/DEM já tinha conseguido uma mídia para o caso da Bancoop, caso que foi arquivado pela falta de evidências de uma organização com o intuito de gerar um caixa (2) para o PT.

Ai o candidato do PSDB tentou se aproximar da figura de Lula, sabendo que muitos eleitores não saberiam quem era o candidato de Lula e podiam pensar que era o Serra, porém essa estratégia foi agua à baixo quando o Lula começou a acompanhar a Dilma e apareceu na propaganda dela.

Verônica Serra
Verônica Serra

Depois Serra e o PSDB/DEM começaram a atacar o passado de Dilma, criando uma aura de banditismo sobre suas ações na luta pela democracia e pelo direito de todos à liberdade sem restrições. Essa tentativa inclusive teve muitos vídeos espalhados pela internet com senadores e deputados discursando em plenário “denunciando” o passado de lutas de Dilma. Saiu pela culatra, pois o povo quer justamente alguém que combata as instituições e defenda o poder do povo, mesmo que isso signifique ir à guerra armado, como era necessário na época da ditadura. Cabe lembrar que a ditadura cometeu atrocidades incontáveis e ninguém foi acusado de nada… portanto não é a Dilma e seus assaltos aos cofres de governadores corruptos e bancos mercenários que deveria ser acusada de algum crime.

Depois Jose Serra surge com uma denúncia de que estariam preparando um dossiê contra sua pessoa, e que esse dossiê teria sido financiado com dinheiro público (ilegalmente), o que se comprovou ser na verdade uma investigação sobre o passado político de Serra, que seria transformado no livro Os Porões da Privataria (Amaury Ribeiro Jr.), que conta em detalhes todas as negociatas de Serra e companhia durante o governo FHC, incluindo as propinas que eles levaram durante a veda da Vale. Não há indícios de que dinheiro público teria sido utilizado para financiar o livro.

Ai, Serra tenta arrancar alguns votos utilizando a própria filha (esse mal caráter). Ele começa a espalhar em entrevistas e em seu programa eleitoral que o sigilo de sua filha havia sido quebrado, e que havia sido a Dilma a pessoa que pedira esse procedimento de quebra. Porém a incoerência dessa acusação se tornou óbvia. É claro que quebra de sigilo é um crime, porém até agora não há nenhum indício de ligação com o PT, utilizaram um Boy que já tinha sido filiado ao PT como laranja na história, e ainda disseram que o PT se beneficiaria com isso. Ora o PT e a Dilma não são burros de querer usar um crime durante a campanha, mesmo que descobrissem algo ilegal no fisco da Verônica o crime não iria trazer nenhum voto a mais para Dilma. Quem deveria se beneficiar é o próprio Serra que utilizou uma situação ocorrida com sua filha para tentar retirar votos de Dilma. Serra não ganhou nem um votinho, ao contrário, perdeu e Dilma chegou a incrível marca de 51% nas pesquisas.

Erenice

Erenice

Agora essa Erenice, não é novidade que os filhos e netos dos políticos sempre se aproveitam da posição dos pais para enriquecer. Isso é crime, e tomara que seja tudo averiguado, e tomara que os netos e filhos de Senadores por ai também tenham esses privilégios cortados, pois isso não acontece só com o PT. Porém de novo a ligação com a Dilma não é clara e isso não é suficiente para o povo desacreditar no governo Lula.

Falta cerca de 15 dias para a eleição, se esse último fato não proliferar e conseguir retirar votos da Dilma eu temo pela vida dela… Eles já mataram muitos candidatos e derrubaram muitos presidentes que não lhes eram agradáveis. Mas, tomando o ponto de vista de que o tempo o bang bang na política acabou com a saída de Collor e seus capangas do governo, é possível que os ataques contra a dignidade da Dilma cresçam e se tornem cada vez mais devastadores.

Tenho a impressão que provavelmente o passado da Dilam como guerrilheira seja novamente trazido a tona com ares de banditismo para tentar fazer o povo ficar com medo da candidata…

P.S.: a Folha e a Veja estão se provando mais uma vez defensoras das imoralidades do DEM/PSDB, houveram durante a campanha vários casos de prefeitos, senadores e até um governador do PP, PDT e DEM que foram presos por corrupção e nenhum deles ainda merece a atenção dessas mídias. Elas estão simplesmente apagando os acontecimentos ligados ao PSDB/DEM e estão dando enfoque às críticas ao governo, ao Lula, à Dilma, e aos “escândalos” que Serra criou.

Uma falta de profissionalismo que deveria ser tomada como prova em um processo de fechamento dessas mídias por não serem imparciais.

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