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Os neonazistas são bem mais que meia dúzia, afirma delegado

Posted in cidadania, Educação, Política by leonardomeimes on 11/04/2011

Segunda, 11 de abril de 2011, 14h47

Ana Cláudia Barros

Estilhaços da bomba lançada após Parada Gay de São Paulo em 2009. Atentado, que deixou 21 feridos, foi atribuído a jovens neonazistas (Foto: Marcelo Pereira/Terra)

 

A recente identificação de 25 gangues de skinheads pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), em São Paulo, e a participação de movimentos de ultra direita no ato de apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) no último sábado (9), na Avenida Paulista, colocam em debate a presença, cada vez mais evidente, de grupos neonazistas no Brasil.

Mas há motivos reais para preocupação? Para o delegado Paulo César Jardim, da Primeira Delegacia de Policia de Porto Alegre, a resposta é sim, sobretudo, diante da possibilidade de conexão com outros tipos de criminosos. Responsável pelo comando do Grupo de Combate ao Movimento Neonazista da Polícia do Rio Grande do Sul, Jardim destaca que a quantidade de seguidores dos ideiais de Adolf Hitler é “bem maior do que a meia dúzia que as pessoas pensam”.

Sem revelar pormenores, o delegado, que, no ano passado, alertou o senador Paulo Paim (PT-RS) sobre possível ataque, expressa preocupação particular em relação à proximidade com a Argentina, país escolhido por oficiais nazistas como refúgio após a Segunda Guerra Mundial.

Sobre o perfil dos integrantes desses grupos, Jardim afirma que, em geral, são jovens entre 17 e 30 anos, de classes sociais diversas, movidos pelo ódio a judeus, homossexuais e negros. Ele destaca ainda que há diferenças entre os movimentos neonazistas do Sul e os de São Paulo.

– De forma nazi mais pura, encontramos no Rio Grande do Sul. Em São Paulo, vemos uma mescla. Há pessoas que se dizem neonazistas, mas são negras, mestiças. Estão meio confusas na ideologia. Mas em São Paulo, as tribos são muito maiores.

Confira a entrevista.

Terra Magazine – Como é o trabalho desenvolvido pelo grupo de combate ao movimento neonazista da Polícia do Rio Grande do Sul e que tipo de informações já foram levantadas?
Paulo César Jardim –
É claro que não posso te dizer a forma como estamos trabalhando e o que conseguimos levantar, porque é um trabalho de inteligência. Eles são espertos do outro lado, são uma célula do mal. Dá para ver com base em tudo que estão propugnando por aí.
Posso dizer que estamos monitorando o movimento neonazista no Rio Grande do Sul há mais de 10 anos. Temos inúmeras prisões. Mais de 35 pessoas já foram indiciadas em inquéritos policiais e denunciadas por formação de quadrilha, tentativa de homicídio. Alguns estão na condição de foragido.

Quando o senhor se refere às tentativas de homicídio, está falando de crimes de ódio contra negros e homossexuais?
Contra negros, homossexuais e judeus. Esse pessoal entende que negros, judeus e homossexuais são sub-raça e há uma necessidade de fazer uma “oxigenação social”, eliminando o que consideram subespécie.
No final do ano passado, conseguimos abortar cinco células que estavam no Rio Grande do Sul. Era um grupo, eu diria, de tamanho bastante preocupante.

O que o senhor considera como “tamanho bastante preocupante”?
Quando nós encontramos bombas nas células… Encontramos farto material de propaganda, farto material de livros de convencimento, além de munições. Quando nós chegamos a constatação de que essas bombas são iguais àquelas que explodiram em São Paulo, durante a Parada Gay, onde houve feridos e mortos.
Chegamos à conclusão de que a situação era preocupante. Nós temos depoimentos que diziam qual era o objetivo (do grupo). O objetivo era explodir Sinagogas e agredir o movimento da passeata livre, aqui, no Rio Grande do Sul. Graças a Deus, conseguimos abortar isso.
No final do ano passado, desmontamos mais uma célula onde encontramos material de propaganda contra o senador Paulo Paim (PT-RS).

E como tem sido a atuação da polícia diante dessas informações?
Continuamos com o trabalho de monitoramento. Sabemos quem são, onde andam, o que fazem. Esperamos que não façam nada, que continuem com suas convicções, mas fiquem nessa de proselitismo só, porque a partir do momento que decidirem cometer ilícito penal, temos todas as condições de agir. Por isso, o monitoramento.

Quando se fala em neonazistas, a primeira referência são grupos europeus. Há quem diga que os grupos daqui, do Brasil, são compostos por meia dúzia, que tentam importar este modelo.
Acho que as pessoas estão muito equivocadas.

Quantos neonazistas o senhor estima que há por aqui?
É bem maior do que essa meia dúzia que as pessoas pensam. Só de indiciados, temos mais de 35. O movimento não é só em Porto Alegre. Ele se estende pelo Rio Grande do Sul, com diversos segmentos… Se a senhora sabe que o Rio Grande do Sul é fronteira com a Argentina, país onde os oficiais nazistas, quando no final da Segunda Guerra, se refugiaram…

Há ligação entre movimentos neonazistas brasileiros e argentinos?
Só posso dizer que estamos preocupados com a Argentina aqui perto.

A preocupação é referente a outros países vizinhos também?
É um movimento internacional, com mais de 60 anos, que prega o prazer pelo ódio. Em algumas cartas que encontramos em células, em conversas entre eles, havia coisas assim: “meu ódio continua o mesmo”, “meu ódio aumentou”, “meu ódio não vai acabar nunca”, “o meu ódio é sair do presídio e dar um tiro na cara de um judeu”. Eles falam isso com orgulho.

Há razões para preocupação de fato?
Enquanto estivermos mantendo esse controle que estamos mantendo, enquanto eles souberem desse controle, acho que podemos ter uma relativa tranquilidade. A preocupação maior é quando eles se aproximam com outros vínculos, tipo bandidos, marginais.

Isso tem ocorrido?
Essa é a nossa preocupação. Essa é a nossa tensão maior.

Qual o perfil dos integrantes dessas células? Existe um definido?
Temos uma faixa de idade que varia de 17, 18 anos até 25, 30 anos. Às vezes, um pouco mais, porque muitos deles estão envelhecendo. Vários deles têm conhecimento doutrinário. Alguns têm algum nível de conhecimento, principalmente, em relação à simbologia. Daí já parte para um estudo em função das tatuagens que eles usam. Dependendo do tipo da tatuagem, sei mais ou menos qual a filosofia ou o que já fizeram, porque as tatuagens para eles funcionam como medalhas.

A que classe social esses grupos pertencem em geral?
Temos alguns casos de pessoas bem situadas socialmente, inclusive, com apoio dos pais. Temos outros casos de pessoas bastante simples, que eu diria que são os mais grossos, truculentos. Tudo bem que todos são truculentos. Dentro da doutrina deles, não podem deixar, por exemplo, de praticar arte marcial. Isso consta nos códigos de conduta deles que eu tenho apreendido aqui. Eles têm que exercitar alguma arte marcial para quando forem enfrentar o inimigo, possam ter condições de vencê-los.
Mas não tenho dúvidas de que são grandes convardes. Só atacam em grupo de quatro, cinco contra um. Essa é a regra. Nunca há um ataque de um para um. Dois para um é muito raro. Dois para um acontece quando vão apunhalar, esfaquear por traição. Mas num ataque direto, como normalmente funciona, são aqueles brutamontes contra um mais fraco. É a regra.

Essas articulações entre células acontecem também pela internet? Há fóruns, páginas neonazistas…
Posso lhe dizer uma coisa? Não acredite muito no que está na internet. É um jogo de inteligência. Para um lado e para o outro.

O senhor está dizendo que eles plantam pistas falsas para dificultar a ação da polícia?
Claro. Estamos num jogo de inteligência no qual eles tentam nos enganar, nos ludibriar. Como a minha avó dizia: “O passarinho canta de um lado, mas está lá, do outro”.

Recentemente, foram descobertas 25 gangues de skinheads em São Paulo. Há uma troca de informações entre as polícias?
Sim. O pessoal de São Paulo e do Rio Grande do Sul conversa muito. Eles vêm a Porto Alegre, nós vamos a São Paulo. A senhora lembra o seguinte: o Sul do Brasil é basicamente originário de colonização alemã, italiana, polonesa. Não esquece que já tivemos, no Rio Grande do Sul, o partido nazista, funcionando de forma oficial na década de 1930. Aqui, também, nasceu o movimento integralista.

Baseado nessas informações que vocês, da polícia, trocam, o que se pode dizer sobre o movimento neonazista no Brasil? A concentração maior é, de fato, no Sul do País?
De forma nazi mais pura, encontramos no Rio Grande do Sul. Em São Paulo, vemos uma mescla. Há pessoas que se dizem neonazistas, mas são negras, mestiças. Estão meio confusas na ideologia. Se bem que há tribos neonazi que realmente têm esse sentimento de ódio. Mas em São Paulo, as tribos são muito maiores. Tem os hooligans também.
Aqui, tivemos uma tentativa do movimento neonazi de se infiltrar na torcida geral do Grêmio. Eles foram expulsos da torcida. Não tentariam na torcida do Internacional, porque historicamente é um clube de negros.

O senhor falou de uma aproximação com a Argentina, que preocupava. Agora, e com a Europa?
Na Europa, o movimento neonazi é muito forte em Portugal. Eu diria que se fosse me preocupar em relação a Europa, Portugal seria o País de maior relevância.

 

Grupo organiza na Web ato de apoio a Bolsonaro na Paulista

Posted in cidadania, Política, Uncategorized by leonardomeimes on 07/04/2011

Ai está o perigo que sempre nos ronda, o de surgirem movimentos neonazistas, racistas, homofóbicos e/ou intolerantes, como a TFP.

O Dep. Jair Bolsonaro deveria se envergonhar de ser apoiado por pessoas que chamam os esquerdistas de libertinos e comunistas! Ou seja estamos voltando à época da caça aos comunistas? libertinos? Liberdade é diferente de libertinagem, mas em favor da ditadura essas pessoas confundem qualquer coisa…

“oposição ao petismo e toda essa libertinagem que os “direitos humanos” vem impondo para nós e nossas famílias”, isso não soa como um grito de guerra nazista? “Vamos atrás dos petistas! dos de esquerda! vamos caçar os direitos humanos que nos colocam como iguais a gays e negros!” Pois, saibam, inertes mentes de uma sociedade falida e tradicionalmente burra, que somos todos iguais sim! Não há libertinagem, há liberdade! E se há libertinagem entre os de esquerda quem dirá entre os de direita! Todo marido tradicionalista cultiva sua amante fora do lar, aliás eles são tão à favor da família que tem duas, três, quatro mulheres diferentes com muitos filhos, grandes babacas! vocês não são melhores que ninguém ao contrário são hipócritas e sugam o poder público assim como sempre fizeram…

O aborto é uma questão de saúde pública e para o bem de todos as pessoas devem ter a oportunidade de fazer o aborto em segurança, não é só porque vocês são manipulados por uma igreja mesquinha e ultrapassada que todos tem que seguir, também, as mesmas baboseiras. A igreja proíbe o aborto! excomunga quem o perpetua, em compensação os milhares de estupradores que engravidam mulheres (que fazem aborto por não ser um filho desejado) não são esconmungados! aliás teve um caso, inclusive, que o estuprador foi perdoado pela ingreja e a mulher que fez o aborto foi excomungada! QUE MORAL vocês tem? Milhares de mulheres sofrem com problemas por não poderem fazer seu aborto em uma clínica, quase morrem! Elas não tem a mesma religião de vocês cabe a ela decidir e o estado tem que garantir que será feito com segurança!

A igreja proíbe a camisinha! que absurdo! na África o papa nazista consegue ter coragem de falar mal da camisinha enquanto milhares de africanos sofrem com a AIDS! A igreja deveria ser o principal alvo das sanções por afronta aos direitos humanos!

Pessoas que dizem que os pais podem bater nos filhos, quando se sabe que isso afeta a educação da criança que cresce violenta, como aos pais…

Vocês são claramente contra os direitos humanos, racistas e homofóbicos, o perigo é que existem muitas pessoas assim no país e se não estivermos atentos é possível que tentem trazer de volta ao país uma ditadura!

Que vocês caiam na besteira de tornar público o seu racismo e sejam presos! Pois não queremos gente assim solta nas ruas…

Leonardo Meimes

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Quinta, 7 de abril de 2011, 09h43

Ana Cláudia Barros

 

Na contramaré dos manifestos que se espalham pela web em repúdio às declarações dadas pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) no programa “CQC”, da Band, um grupo de internautas articula, via Orkut, ato de apoio ao parlamentar. Eles pretendem se reunir no vão do Masp, na Avenida Paulista, no próximo sábado, conforme mensagens divulgadas na comunidade da rede social, intitulada “Sou fã do Dep. Jair Bolsonaro”, que conta com mais de 4 mil membros.

– Já está na hora de a gente fazer uma união de verdade… Uma união de brasileiros dignos, de batalhadores e cidadãos honestos! Já está mais do que na hora de a gente fazer uma oposição de verdade ao petismo e toda essa libertinagem que os “direitos humanos” vem impondo para nós e nossas famílias, como Kit gay, Aborto e tentativas de tirar os direitos dos Pais em educar os seus filhos e etc!!! – conclama um dos integrantes:

A mensagem prossegue:
– Vamos dar o nosso apoio ao único Deputado que bate de frente com esses libertinos e comunistas!!! Será um manifesto cívico, portanto, levem a família, esposas, filhos e amigos… Levem cartazes, apitos e fiquem tranqüilos que teremos um pessoal para nos dar proteção no caso de qualquer elemento surpresa.

A comunidade é relacionada com outra, também criada em defesa ao deputado, chamada “Jair Bolsonaro para presidente” – com 2643 membros -, dedicada “a todos aqueles que gostariam de ver o Dep. Jair Bolsonaro na Presidência da República”.

– Bolsonaro é nossa esperança de viver em um país sério e respeitador dos bons e velhos preceitos morais e éticos. Persista na luta Bolsonaro, acompanhos suas batalhas no Congresso e muito nos orgulhamos do trabalho que tem feito – diz a apresentação.

A exemplo da outra comunidade, esta também convoca os integrantes para o ato de apoio ao deputado na Avenida Paulista e incentiva a divulgação do manifesto pelos internautas.

A comunidade divulga ainda uma petição, escrita em português e em inglês, pedindo apoio para evitar uma possível cassação de Jair Bolsonaro. Ela tinha quase 1500 adesões.

Em outro abaixo-assinado, endereçado ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, os internautas argumentavam que o deputado seria vítima de “perseguição política como uma forma de autopromoção de parlamentares oportunistas”.

– Por conta dos seguidos incidentes, nos quais interpretamos a cassação do mandato do parlamentar algo inconstitucional e contrário ao desejo das mais de cem mil pessoas que confiaram seu voto ao candidato nas últimas eleições – diz a petição, com 230 assinaturas.

“Fora Jair Bolsonaro”

O apoio virtual a Jair Bolsonaro pode ser considerado tímido se comparado aos atos contrários a ele. Pelas redes sociais e na blogosfera, crescem o número de manifestações com críticas ao militar. No Facebook, o “Fora, Jair Bolsonaro” tem mais de 7 mil adeptos e “Cassação de Jair Bolsonaro”, mais de 8 mil.

No Twitter, o nome do deputado há dias aparece entre os tópicos mais debatidos. Assim como os que apoiam o parlamentar, os contrários também divulgam petições na internet. Uma das que contam com mais apoio é a “Proteja o País do Bolsonaro”, cuja a meta era abarcar 75 mil apoiadores e que, até esta quarta-feira (6), já tinha mais de 77 mil.

– As idéias racistas e homofóbicas do Deputado Jair Bolsonaro não são uma questão de opinião pessoal, elas são perigosas… Enquanto já existem leis para proteger outras formas de discriminação, pessoas GLBT não têm nenhuma proteção legal.
Vamos erguer nossas vozes mais alto que o Bolsonaro e mostrar que os brasileiros apoiam a lei anti-homofobia que irá ampliar as proteções contra a violência e discriminação para todos os brasileiros! Assine a petição agora, ela será entregue em Brasília em uma grande manifestação pela lei anti-homofobia! – conclama o abaixo-assinado.

 

O escândalo no governo do Mato Grosso do Sul que a Globo não exibiu

Posted in Política by leonardomeimes on 21/09/2010

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Dilma lembra que assessor de Serra sumiu com R$ 4 milhões

Posted in Política by leonardomeimes on 21/09/2010

Daniel Bezerra, editor geral

Fonte: http://blogdadilma.blog.br/2010/09/dilma-lembra-que-assessor-de-serra-sumiu-com-r-4-milhoes.html

A presidenciável Dilma Rousseff recorreu ontem a um dos mais recentes escândalos que eclodiram dentro do PSDB para desqualificar os novos ataques do candidato de oposição ao Governo Lula, José Serra. Desde sábado, Serra vem usando as denúncias sobre supostos tráfico de influência e pagamentos de propina a funcionários da Casa Civil, que Dilma chefiou, para afirmar que ela “ou não é capaz ou é cúmplice”. A candidata reagiu ontem.

“Nem uma coisa, nem outra. Sabe por quê? Não acredito que alguém saiba tudo o que está acontecendo na sua própria família. E também não acredito que alguém saiba tudo o que acontece no governo. Até porque eu tenho lido que o presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), que ele (Serra) nomeou, sumiu com R$ 4 milhões da campanha dele”.

A referência de Dilma é alusiva ao caso do engenheiro Paulo Vieira de Souza revelado no início de agosto pela revista IstoÉ. Baseada em “oito dos principais líderes e parlamentares do PSDB”, a revista conta que Paulo Vieira de Souza, “também conhecido como Paulo Preto ou Negão, teria arrecadado pelo menos R$ 4 milhões para as campanhas eleitorais de 2010, mas os recursos não chegaram ao caixa do comitê do presidenciável José Serra”.

A uma fonte citada como “ex-secretário do governo paulista que ocupa lugar estratégico na campanha de José Serra à Presidência”, a revista atribuiu ainda a seguinte declaração.

“Não podemos calcular exatamente quanto o Paulo Preto conseguiu arrecadar. Sabemos que foi no mínimo R$ 4 milhões, obtidos principalmente com grandes empreiteiras, e que esse dinheiro está fazendo falta nas campanhas regionais”.

Os R$ 4 milhões seriam referentes apenas ao valor arrecadado antes do lançamento oficial das candidaturas, o que impede que a dinheirama seja declarada, tanto pelo partido como pelos doadores.

“Essa arrecadação foi puramente pessoal. Mas só faz isso quem tem poder de interferir em alguma coisa. Poder, infelizmente, ele tinha. Às vezes, os governantes delegam poder para as pessoas erradas”,

disse à ISTOÉ Evandro Losacco, membro da Executiva do PSDB e tesoureiro-adjunto do partido.

Até abril, Paulo Preto ocupou posição estratégica no Governo Serra. Escolhido e nomeado pelo então governador, foi diretor de engenharia da Dersa, a estatal paulista responsável por algumas das principais obras viárias, inclusive o Rodoanel, orçado em mais de R$ 5 bilhões, e a ampliação da marginal Tietê, orçada em R$ 1,5 bilhão.

“No caso do Rodoanel, segundo um dirigente do PSDB de São Paulo, cabia a Paulo Preto fazer o pagamento às empreiteiras, bem como coordenar as medições das obras, o que, por força de contrato, determina quanto a ser pago às construtoras e quando. No Diretório Estadual do partido, nove entre dez tucanos apontam a construção do eixo sul do Rodoanel como a principal fonte de receita de Paulo Preto”

, publicou a revista.

Outras fontes tucanas disseram que o elo principal de Paulo Preto com o PSDB é ou era Aloysio Nunes Ferreira, ex-secretário da Casa Civil de Serra e candidato do partido ao Senado. Paulo e Aloysio são amigos há mais de 20 anos.
“O nome do engenheiro”, lembrou a revista, “está registrado em uma série de documentos apreendidos pela Polícia Federal durante a chamada Operação Castelo de Areia, que investigou a construtora Camargo Corrêa entre 2008 e 2009. No inquérito estão planilhas que listam valores que teriam sido pagos pela construtora ao engenheiro. Seriam pelo menos quatro pagamentos de R$ 416,5 mil entre dezembro de 2007 e março do ano seguinte. Apesar de o relatório de inteligência da PF citar o nome do engenheiro inúmeras vezes, Paulo Preto não foi indiciado e, em janeiro, o inquérito da Operação Castelo de Areia foi suspenso por causa de uma liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça.” Brasília Confidencial –

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Mídia e militares: saudades de 1964?

Posted in Política by leonardomeimes on 21/09/2010

Sergio Lirio

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/politica/midia-e-militares-saudades-de-1964

Eis o clima na reta de chegada da sucessão presidencial

Momento máximo da loucura da campanha eleitoral. A mídia insiste na tese de que o governo Lula e o PT tem um projeto autoritário e pretendem calar a imprensa “livre’ (embora seja incapaz de apontar um caso concreto nos últimos oito anos de tentativa de restrição à liberdade de expressão). Ao mesmo tempo, parte da mídia se associa aos militares para defender sua suposta autonomia ameaçada. Ou não é isso que se pode concluir sobre o seminário marcado para a quinta-feira 23 na sede do Clube Militar, no Rio de Janeiro? Intitulado “A democracia ameaçada: restrições à liberdade de expressão”, o debate reunirá Reinaldo Azevedo e Merval Pereira, entre outros.

Da última vez que a mídia juntou-se aos militares em nome da “liberdade e da democracia”, deu no que deu: 21 anos de ditadura, com todos os seus custos à sociedade e à própria imprensa. Na mesma quinta 23, movimentos sociais farão um ato em São Paulo contra o que chamam de “mídia golpista”. O evento paulista já mereceu diversas críticas nos meios tradicionais de comunicação, que apontam um aparelhamento por parte do PT cujo intuito seria limitar o trabalho intrépido da “imprensa livre”.

O “debate” no Clube Militar, área de recreação de oficiais saudosos dos tempos da repressão, não mereceu nenhum registro. Muito menos críticas. É a imparcialidade de sempre.

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O Globo e o ato contra o golpe midiático

Posted in Política, Uncategorized by leonardomeimes on 21/09/2010

Por Altamiro Borges

(Fonte: http://www.conversaafiada.com.br/pig/2010/09/21/miro-globo-tenta-o-golpe-contra-ato-contra-golpe-do-globo/)

O ato “contra o golpismo midiático e em defesa da democracia”, que ocorrerá nesta quinta-feira, dia 23, às 19 horas, na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, parece que incomodou o poderoso monopólio da família Marinho. O site do jornal O Globo deu manchete: “Após ataques de Lula, MST e centrais sindicais se juntam contra a imprensa”. Já o jornal impresso publicou a matéria “centrais fazem ato contra a imprensa”. Como se nota, o império global sentiu o tranco!

Diante desta reação amedrontada, é preciso prestar alguns esclarecimentos. Em primeiro lugar, o ato do dia 23 não está sendo convocado pelas centrais sindicais, MST ou partidos. Ele é organizado pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, entidade fundada em 14 de maio último, que reúne em seu conselho consultivo 54 jornalistas, blogueiros, acadêmicos, veículos progressistas e movimentos sociais ligados à luta pela democratização da comunicação. A entidade é ampla e plural, e tem todo o direito de questionar as baixarias da mídia golpista.


As mentiras sobre o protesto

As manchetes e a “reporcagem” do jornal O Globo tentam confundir os leitores. Insinuam que o protesto é “chapa-branca” e serve aos intentos do presidente Lula, que “acusa a imprensa de agir como partido político”. A matéria sequer menciona o Centro de Estudos Barão de Itararé e tenta transmitir a idéia de que o ato é articulado pelo PT, “siglas aliadas”, MST e centrais. A repórter Leila Suwwan, autora do texto editorializado, cometeu grave erro, que fere a ética jornalística.

Em segundo lugar, é preciso explicitar os verdadeiros objetivos do protesto. Ele não é “contra a imprensa”, como afirma O Globo, jornal conhecido por suas técnicas grosseiras de manipulação. É contra o “golpismo midiático”, contra a onda denuncista que desrespeita a Constituição – que fixa a “presunção da inocência” – e insiste na “presunção da culpa” que destrói reputações e não segue os padrões mínimos do rigor jornalístico – até quem saiu da cadeia é usado como “fonte”.


Falso defensor da liberdade de imprensa

O Globo insiste em se travestir como defensor da “liberdade de imprensa”. Mas este império não tem moral para falar em democracia. Ele clamou pelo golpe de 1964, construiu o seu monopólio com as benesses da ditadura e tem a sua história manchada pelo piores episódios da história do país – como quando escondeu a campanha das Diretas-Já, fabricou a candidatura do “caçador de marajás”, defendeu o modelo destrutivo do neoliberalismo ou criminaliza os movimentos sociais.

Quem defende a verdadeira liberdade de expressão, contrapondo-se à ditadura midiática, estará presente ao ato desta quinta-feira. Seu objetivo é dar um basta ao golpismo da mídia, defender a soberania do voto popular e a democracia. Ele não é contra a imprensa, mas contra as distorções grosseiras dos donos da mídia. Não proporá qualquer tipo de censura, mas servirá para denunciar as manipulações dos impérios midiáticos, inclusive dos que são concessionárias públicas.

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Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 21/09/2010

As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras

Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas.

Os grandes intelectuais são cépticos.

Temos a arte para não morrer da verdade.

Friedrich Nietzsche

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Denúncia da Folha cai no ridículo

Posted in cidadania, Política by leonardomeimes on 21/09/2010

A pressa da mídia em fermentar escândalos contra o governo –e, de tabela, atingir a candidatura de Dilma Rousseff– fez valer o ditado popular que diz que o “apressado come cru”. Em nota à imprensa, o BNDES esclareceu o caso que foi manchete da Folha nesta quinta-feira e desmoronou a “denúncia” do jornal. Mais do que isso, expôs a Folha ao ridículo ao demonstrar, de forma simples, que só quem “desconhece totalmente” como funciona o Banco poderia acreditar numa acusação tão estapafúrdia.

 Folha mente

O jornal avaliou que seus leitores iriam acreditar que qualquer empresa de fundo de quintal pode chegar no BNDES, protocolar um pedido na portaria e levar “R$ 9 bilhões” numa boa

Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disse à Folhafoi o seguinte: é preciso ser muito desinformado ou agir com descarada má-fé  para acreditar que uma instituição como o BNDES liberaria R$ 2,25 bilhões (ou R$ 9 bilhões na versão-fantasia da Folha) para uma empresa de pequeno porte só porque ela contratou uma consultoria que “prometeu” ajudar na liberação do dinheiro, sem apresentar projetos, sem agendar reuniões, nem nada.

Mas a Folha de S. Paulo, do alto de sua arrogância e desprezo à inteligência alheia, achou que seus leitores acreditariam na história, tanto que elevou a “denúncia” à condição de manchete principal do jornal. E com um agravante: a única “fonte” da Folha é um “empresário” que passou dez meses na prisão dois anos atrás.

Segundo informações da própria Folha, o acusador Rubnei Quícoli já foi condenado duas vezes em São Paulo (por interceptação de carga roubada e por posse de moeda falsificada). E em 2007 passou dez meses preso. O fato de antecipar as denúncias sobre sua fonte não absolve o jornal. Pelo contrário, é agravante. Quando uma pessoa com tal currículo faz uma denúncia, é praxe de qualquer jornalismo sério ouvir as denúncias e exigir a apresentação de provas. Mas a Folha achou que o “acusador” era idôneo o suficiente para atacar o governo.

A única prova que o tal consultor apresenta é um email marcando audiência na Casa Civil e que tem o nome de Vinicius Oliveira no C/C (com cópia). Ou seja, a Folha sustentou uma denúncia que envolve cifras da ordem de “bilhões” de reais com base numa troca de e-mails.

Segundo a “denúncia” do jornal, a emprea EDRB do Brasil Ltda. teria sido instada a “pagar propina” para os sócios da empresa Capital Consultoria –entre eles o filho da agora ex-ministra Erenice Guerra, Israel Guerra– para tentar viabilizar o empréstimo de “R$ 9 bilhões” junto ao BNDES para a construção de um “projeto de energia solar”.

Para pedidos dessa ordem, em geral os pretendentes a financiamento procuram dirigentes do banco e fazem uma exposição do projeto, assim como de sua empresa e do que pretende fazer. No entanto, esse pedido foi simplesmente deixado no protocolo do banco, na portaria da sede. Não houve o comparecimento de diretores da tal empresa. E não havia a menor possibilidade do projeto ser aprovado. O porte da empresa era incompatível com o financiamento pretendido. Sequer se tinha o local onde deveria ser instalado o tal empreendimento.

Veja abaixo o comunicado do BNDES que colocou o “jornalismo” da Folha de S. Paulo na lata do lixo:

Em função de reportagem publicada na edição desta quinta-feira, 16 de setembro, do jornal Folha de S. Paulo, o BNDES vem a público declarar que:

Repudiamos a insinuação de que o Banco poderia estar envolvido em um suposto esquema de favorecimento para a obtenção de empréstimos junto à instituição e consideramos que a tese demonstra um total desconhecimento quanto ao funcionamento do BNDES. O projeto em questão foi rejeitado pelo Comitê de Enquadramento e Crédito do BNDES, órgão interno do Banco, formado por seus superintendentes. A aprovação por esse colegiado é condição básica e necessária para que qualquer pedido de apoio financeiro seja encaminhado para análise.

Na reunião semanal do Comitê ocorrida em 29 de março deste ano — e na qual o projeto em questão foi apenas um dos itens discutidos —, o pedido foi negado. A decisão foi tomada pelos 14 superintendentes presentes à reunião, todos funcionários de carreira da instituição.

O projeto da EDRB foi encaminhado ao BNDES por meio de carta-consulta, solicitando R$ 2,25 bilhões (e não R$ 9 bilhões como afirma a reportagem) para a construção de um parque de energia solar. O BNDES considerou que o montante solicitado era incompatível com o porte da referida empresa. Além disso, a companhia não apresentou garantias e não havia local definido para a instalação do empreendimento (essencial para o licenciamento ambiental), não atendendo, portanto, a pré-requisitos básicos para a concessão do crédito.

Qualquer aprovação de financiamento pelo BNDES passa por um processo de análise que envolve mais de 30 técnicos de carreira da instituição, além da consulta à Diretoria do Banco. Esse rigor técnico tem como consequência um índice de inadimplência de 0,2%, muito inferior à média do sistema financeiro brasileiro, público e privado.

Fonte: http://leodonorte.blogspot.com/2010/09/denuncia-da-folha-cai-no-ridiculo-apos.html

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Posted in Literatura by leonardomeimes on 21/09/2010

O pessimista é uma pessoa que, podendo escolher entre dois males, prefere ambos.

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.

A vida é muito importante para ser levada a sério.

Oscar Wilde

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DA TERRA AO CAOS (pt. 1)

Posted in Literatura by leonardomeimes on 21/09/2010

Publicarei em partes um conto que fiz há muito tempo sobre as origens (mitológicas) do mal. Lógico que não sendo religioso, e tendo o catolicismo como a única religião que conheço as histórias, utilizei de algumas intertextualidades bíblicas para criar a minha própria história.

DA TERRA AO CAOS

Adão e Eva

Adão e Eva

A terra era menina demais, pois a história remonta aos longínquos anos em que os homens ainda se dedicavam a vida pacata. O mundo humano se resumia a uma família e a porção de terra conhecida ainda era confortantemente parecida com o paraíso. Na vila, a única, se via uma grande casa cercada por pequenas construções de um cômodo e de campos abertos, onde todos cuidavam do ofício de serem pastores ou cultivadores. Não foram sempre pastores, mas após o irmão mais novo começar a tradição, de criar, cuidar e finalmente usufruir da vida animal, muitos o seguiram. Dantes fora mais pacata suas vidas, resumidas às sombras e florestas de onde retiravam o sustento usufruindo das suculentas frutas e delícias que com a terra afloravam. Agora, ali, os animais eram, sim, pastoreados, as ovelhas e os pequenos borregos caminhavam tranquilamente, sem perceber as intenções de seus pastores, que não deixavam de ser boas. Apenas o necessário era utilizado, pouca mata havia sido derrubada, poucas casas feitas de barro e de alguns fragmentos de madeira encontrados já ao chão eram visíveis. O campo não era dividido em áreas, toda área era comum, porém os animais obedeciam apenas a seus pastores. As famílias, provenientes do mesmo pai e mãe, conviviam, aliás, desdenhas ainda não haviam sido criadas entre os viventes, só entre os viventes e os criadores.

Caim e ABel

Caim e Abel

O primeiro filho nascido na terra, um grande homem, de barbas espessas e um apetite voraz por tudo que da terra provinha, foi o primeiro agricultor. Tinha um nome da terra e se chamava Mica. Arou os campos e refez a terra de modo que tudo o que plantasse, crescia. Ao término de alguns anos, na família santa, havia mais de dez filhos, cada um com sua família e rebanho. Porém à Mica, o velho, não foi dada a graça de uma esposa fértil. Cada um dos irmãos de seu jeito ajudava a crescer a espécie humana, porém Mica e o mais novo, Balé, ainda não tinham plantado raiz na terra. O mais novo, magro, frágil e por muitas vezes pensativo, foi quem descobriu a arte de lidar com os animais, de alimentá-los e mais por necessidade do que por perversidade, de os sacrificar para fartura das famílias. Esse irmão, porém, ainda era novo e havia a pouco se casado com uma de suas irmãs, também muito nova e planejavam viver sem constituir família, ajudando e trabalhando para o bem de todos os outros.

Caim e Abel

Caim e Abel

O irrequieto e voraz Mica decidiu então pedir, suplicar, a Deus que lhe fizesse a graça de lhe conceder um filho. Recolheu então bonitas frutas, fez ramos de trigo, e pediu que sua mulher fizesse doces e especiarias para que fossem oferecidas a Deus num apelo. Armou um templo com as gostosuras da terra que nem ele, acostumado a ver tanta fartura, resistiria a qualquer desejo que lhe fosse pedido. Porém Deus, ao contemplá-lo em tal fervorosidade, respondeu que ele seria o último dos irmãos a ter uma progênie, pois seu trabalho como agricultor era o mais importante dentre os que eram desenvolvidos entre os irmãos e não podia ser incomodado. Ficou assim enraivecido o brutal Mica, suas veias saltaram e ele num feroz balbucio despejou desvairadas injurias a tudo e todos. Principalmente ao irmão menor, Balé, que não tinha em mente a constituição de uma família, impossibilitando assim que pudesse procriar.

Em um encontro mais do que desnecessário Mica rogou ao piedoso Balé que fosse junto dele pedir a Deus que fosse permitida a cria, que Balé explicasse ao onipotente que não tinha planos de ter filhos…

(continua…)

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