Moscas Mortas Revolution – Página Inicial

Desamericanizando o mundo – Noam Chomsky

Posted in Política, Textos Próprios, Traduções by leonardomeimes on 11/02/2014

Durante os últimos episódios da farsa de Washington que deixou o mundo espantado e assustado, um comentarista chinês escreveu que que se os EUA não podem ser um membro responsável no sistema mundial o mundo deveria se “desamericanizar” – separando-se do estado canalha que é o poder militar atual, mas que está perdendo a credibilidade em outros domínios.

A origem imediata do fiasco de Washington foi a mudança radical para a direita de sua classe política. No passado, os EUA já foram, algumas vezes, descritos desrespeitosamente – mas sem erro – como um estado de um único partido com duas facções chamadas Democratas e Republicanos.

Isso não é mais verdade. Os EUA são ainda um estado de um único partido, o partido dos negócios e que tem apenas uma facção: Republicanos moderados, agora chamados de Novos Democratas (como a coalizão do congresso americano se anuncia).

Há ainda uma organização Republicada, mas ela há muito tempo abandonou qualquer pretensão de ser um partido parlamentar normal. O comentarista conservados Norman Ornstein do American enterprise Institute descreve os republicanos de como coo “uma insurgência radical – ideologicamente extrema, arrogante com fatos e compromissos e desdenhoso da legitimidade de seus opositores políticos”: um perigo sério para a sociedade.

O partido está a serviço dos muito ricos e do setor corporativo. Como os votos não podem ser obtidos com essa plataforma, o partido foi levado a mobilizar setores da sociedade que são extremistas para os padrões mundiais. A loucura é a nova norma entre os membros do Tea Party e outros grupos que estão além do convencional.

O estabelecimento Republicano e seus patrocinadores corporativos esperavam usá-los como uma massa de manobra para o assalto neoliberal contra a população – para privatizar e para limitar o governo, enquanto manteriam aquelas instituições que servem ao bem da riqueza e do poder, como os militares.

E os republicanos tiveram algum sucesso, mas agora ele percebem que não conseguem mais controlar a sua base, para sua própria desilusão. O impacto na sociedade Americana então se torna ainda mais severo. Como sintoma: a reação extrema contra o Affordable Care Act e o quase fechamento do governo.

A observação do comentarista chinês não é inteiramente nova. Em 1999, o analista político Samuel P. Huntington alertou que, para quase todo o mundo, os EUA estavam “se tornando uma superpotência canalha”, vista como “a única grande ameaça externa para suas sociedades”.

Alguns meses depois, no governo Bush, Robert Jervis, presidente da American Political Science Association, alertou que “para os olhos do mundo todo, de fato, o principal estado canalha hoje em dia é os EUA”. Ambos, Huntington e Jervis, avisaram que tal caminho era imprudente. As consequências para os EUA poderiam ser perigosas.

No último fascículo de Foreign Affairs, David Kaye revisa um aspecto da separação de Washington do resto do mundo: a rejeição aos tratados multilaterais “como se fosse um esporte”.

Ele explica que alguns tratados foram rejeitados sumariamente, como quando o senado americano “votou contra a Convenção de Direitos das Pessoas com Deficiência em 2012 e o Tratado de Proibição de Testes Nucleares (CTBT) em 1999”.

Outros são rejeitados por inércia , incluindo “assuntos como trabalho, direitos econômicos e culturais, espécies em extinção, poluição, conflitos armados, processos de paz, armas nucleares, a lei do oceano e a discriminação contra as mulheres”.

O desrespeito às suas obrigações internacionais “cresceu tão emaranhadamente”, diz Kaye, “que os governos não esperam mais a ratificação de Washington ou sua participação ativa em tratados. O mundo está seguindo em frente; as leis são feitas em outros lugares, com envolvimento limitado (ou nulo) dos Americanos”.

Embora não seja novidade, esta prática realmente se tornou mais comum nos últimos anos, junto com uma aceitação calada por parte dos cidadãos da doutrina de que os EUA tem o direito de agir como tal.

Veja um exemplo clássico, algumas semanas atrás as forças especiais americanas sequestraram um suspeito, Abu Anas al-Libi, nas ruas da capital Líbia, Tripoli, o levando para um navio para interrogatórios sem consentimento ou direito. O secretário de estado americano John Kerry informou a imprensa que as ações eram legais e que elas estão de acordo com a LEI AMERICANA, sem mais comentários.

Princípios são válidos apenas se forem universais. As reações seriam bem diferentes, não precisa-se dizer, se as forças especiais cubanas sequestrassem o terrorista Luis Posada Carriles em Miami, o levando a Cuba para interrogatório e julgamento de acordo com as leis cubanas.

Tais ações são restritas aos estados canalhas. Mais precisamente, ao estado que é poderoso o suficiente para agir com impunidade: nos últimos anos fez agressões à vontade, aterrorizando regiões do mundo com drones e muito mais.

E ainda desafiam o mundo de outras maneiras, por exemplo, insistindo no embargo à Cuba apesar da histórica oposição mundial, fora Israel, que votou a favor de seus protetores quando a ONU condenou o embargo (188-2) em outubro.

Não importa o que o mundo pense, as ações americanas são legítimas poque eles dizem que são. O princípio foi anunciado por Dean Acheson em 1962, quando ele instruiu a American Society of International Law de que não há questões legais que possam surgir da resposta americana às ameaças ao seu “poder, posição e prestígio”.

Cuba cometeu esse crime quando revidou uma invasão americana e quando teve a audácia de sobreviver a um ataque que foi planejado para levar os “terrores da terra” para Cuba, nas palavras do conselheiro de Kennedy e historiados Arthur Schlesinger.

Quando os EUA se tornaram independentes, eles buscaram participar da comunidade internacional da época. É por isso que a Declaração de Independência é aberta expressando a preocupação com o “respeito às opiniões da humanidade”.

Um elemento crucial foi a evolução de uma confederação desordenada para uma nação unificada e capaz de entrar em tratados, conforme a historiadora Eliga H. Gould, que observou as convenções da ordem Europeia. Chegando a esse estatus, a nova nação também ganhou o direito de agir internamente como quisesse.

Assim eles poderiam se livrar da população indígena e expandir a escravatura, uma instituição tão “odiosa” que não poderia ser tolerada na Inglaterra, como o jurista William Murray disse em 1772. O desenvolvimento da lei inglesa era um fator necessário para fazer a sociedade escravagista escapar de seu alcance.

Se tornando uma nação elegível à tratados conferiu múltiplas vantagens: reconhecimento externo, e a liberdade para agir em casa sem interferência. O poder hegemônico oferece a oportunidade de se tornar um estado canalha, desafiando as leis e normas internacionais, enquanto enfrentam uma resistência cada vez maior mundialmente e contribuindo para seu próprio declínio por meio de feridas autoinfligidas.

Noam Chomsky
Truthout, November 5, 2013
Anúncios

EUA admitem ter torturado presos para achar Bin Laden e que o encontraram desarmado

Posted in Política by leonardomeimes on 04/05/2011

Mesmo quando fazem a coisa “certa”, fazem errado…

torturar, invadir outro país sem permissão, matar um homem desarmado, um criminoso que deveria ser julgado pelo que fez para que todo mundo tivesse a consciência de que violência não é o caminho, acabaram criando um mártir que mostra amais uma vez aos árabes que os EUA não ligam para o resto do mundo e atacam qualquer país, mesmo aliado, sem avisar, caso seus interesses estejam em jogo…

A coisa certa, pegaram o cara, do jeito errado, do jeito antidemocrático…

Redação Carta Capital, 4 de maio de 2011 às 12:00h

O diretor da CIA confirmou o uso de técnicas coercitivas, como afogamento simulado, em prisões secretas. Já o porta-voz da Casa Branca reconheu que o terrorista estava sem armas ao ser abatido

Os Estados Unidos usaram técnicas de tortura com prisioneiros para descobrir o paradeiro do terrorista Osama Bin Laden. A informação foi confirmada pelo diretor da agência de inteligência americana (CIA), Leon Panetta. A Casa Branca admitiu ainda ter encontrado o líder da rede Al Qaeda desarmado no esconderijo em Abbottad, a 115 quilômetros da capital paquistanesa.

Em entrevista à rede de televisão NBC, na terça-feira 2, Panetta admitiu ter submetido detentos de prisões secretas da CIA a “afogamentos simulados”, mas ressaltou que as pistas que levaram as forças americanas a encontrarem o esconderijo de Bin Laden vieram de “muitas fontes”, e não apenas dessa técnica.

“Neste caso, as técnicas de interrogatório coercitivas foram usadas contra alguns desses prisioneiros. Quanto ao debate sobre se poderíamos ter obtido as mesmas informações por outros meios, acho que esta sempre será uma questão em aberto”, completou. Panetta também confirmou à emissora americana que, dentre as “técnicas de interrogatório coercitivas”, estava incluído a polêmica técnica de afogamento simulado, que consiste em amarrar um pedaço de pano ou plástico na boca do interrogado e, na sequência, derramar água sobre o seu rosto.

Já o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, adimtiu em sua entrevista coletiva diária que Bin Laden não estava armado ao ser encontrado na mansão de Abbottabad. Mesmo assim, garante que o líder da Al Qaeda resistiu à sua captura. Por isso, teriam ocorrido os disparos. De acordo com o funcionário do governo americano, uma das esposas do terrorista começou a correr e foi alvejada na perna. Bin Laden recebeu vários disparos na cabeça e no peito. Embora não tivesse armas com ele, sustenta Carney, “não é necessário estar armado para resistir”.

Reação paquistanesa
O ministro das relações exteriores do Paquistão, Salman Bashir, protestou contra as declarações de funcionários do governo americano, que afirmaram desconfiar da ajuda do governo do Paquistão a Bin Laden e não comunicaram as autoridades do país sobre a operação com antecedência. Em entrevista à rede BBC, Bashir disse que esta visão é “desconcertante” e que seu país teve um “papel fundamental” na luta contra o terrorismo e cooperou amplamente com os Estados Unidos.

Em entrevista à revista Time, o diretor da CIA, Leon Panetta, havia dito que os Estados Unidos temiam que o Paquistão colocasse em risco a operação que levou à morte de Osama Bin Laden ao vazar informações para a rede extremista Al Qaeda.

Foi decidido que qualquer esforço para trabalhar com os paquistaneses poderia colocar em risco a missão. Eles poderiam alertar os alvos”, disse o diretor da CIA à revista.

Os EUA não estão nem ai para a democracia e para os direitos humanos

Posted in Política by leonardomeimes on 17/02/2011

Várias ditaduras árabes estão vendo seu povo se revoltar… Ok, isso é ótimo, mas é a posição dos EUA que me preocupa, alguma vez alguém já leu algum pronunciamento de Obama ou Bush sobre esses países antes das revoltas? Apenas sobre o Irã! Porque essa fixação pelo Irã? Terá algum motivo escondido por baixo do solo Iraniano? $_$.

É incrível perceber que enquanto as ditaduras são fora dos EUA, são à favor das políticas dos EUA e são opostas ao Irã, para os EUA a democracia não importa… ou melhor só existe dentro de seu território, pois fora é mais fácil controlar governos se os líderes são ditadores.

Os EUA estavam financiando o governo de Hosni Mubarak, com grandes quantidades de dólares, sendo assim assumiam a posição de aliados do ditador, que incrível agora ver os EUA pedindo que ele renunciasse como se sempre tivessem sido contra ele.

Além disso, a imprensa coloca todos os abusos do Irã na capa, e esquece que Mianmar, Somália e muitos outros países tem problemas e repressão tão absurdos como no Irã, apenas não tem riquezas que façam os países ocidentais se importarem com eles

Pergunto, se era tão absurdo o que acontecia no Iraque, a ponto dos EUA quererem atacar, porque não invadir:

a Somália e libertar o povo? Instaurar uma democracia na Somália em 91, impediria que mais de 300.000 pessoas morressem de fome por causa do governo militar que não dava a mínima para o povo (apenas a ONU interviu e minimamente);

a Somália e libertar o povo? Instaurar uma democracia na Somália em 91, impediria que mais de 300.000 pessoas morressem de fome por causa do governo militar que não dava a mínima para o povo (apenas a ONU interviu e minimamente);

Uganda em 71? quando Amin matou mais de 300,000 (também esse número) pessoas;

Uganda em 71? quando Amin matou mais de 300,000 (também esse número) pessoas;

Ruanda em 94? quando mais de 800.000 pessoas de minorias étnicas foram assassinadas;

Ruanda em 94? quando mais de 800.000 pessoas de minorias étnicas foram assassinadas;

Myanmar em 2008? quando os monges eram assassinados por pedir a democracia.

Myanmar em 2008? quando os monges eram assassinados por pedir a democracia.

Fato: os EUA não estão nem ai para a democracia e para os direitos humanos.

As invasões de Iraque, Afeganistão e praticamente todas as guerras modernas são motivadas pela economia e pelo poder, é por isso que o Irã é um país importante para os EUA, pois está no meio do Oriente Médio e está assumindo uma posição de liderança que pode ameaçar a influência americana na região, além de ter petróleo…

Quanta merda se esconde por baixo dos panos em!

Leonardo Meimes

A Charada do Discurso sobre Israel e Palestina

Posted in Política by leonardomeimes on 14/02/2011

(The Charade of Israeli-Palestinian Talks)

Noam Chomsky

truthout, December 6, 2011

O pedido de Washington para Israel implorando por um congelamento de três meses na expansão da ocupação – excluindo a Jerusalém Oriental – deveria ser considerado um dos momentos mais humilhantes na história diplomática dos EUA.
Em setembro o último congelamento de ocupação acabou, levando os Palestinos a encerrar a diplomacia com Israel. Agora a administração de Obama, desesperada em busca de mais um congelamento para que a diplomacia continue, está se apoiando em uma corda bamba – e enchendo de presentes o governo de extrema-direita Israelense.

Os presentes incluem $3 bilhões para compra de caças de guerra. A doação, por coincidência, é mais uma garantia para a indústria armamentista americana que ganha dobrado por programas de expansão da militarização do Oriente Médio.

Os produtores de armas americanos são subsidiados não apenas para desenvolver e produzir equipamentos avançados para um estado que é praticamente parte da inteligência militar americana, mas também para dar equipamentos de segunda linha para os estados do Golfo – no momento a venda nunca antes vista de $60 bilhões de armas para a Arábia Saudita, que é uma transação que também recicla petrodollars para uma economia americana doente.
As indústrias civis de alta tecnologia americanas e israelenses são muito próximas. É fácil de saber porque os apoios mais fervorosos às ações de Israel vem da imprensa comercial e do Partido Republicano, o mais extremo dos dois partidos políticos-empresariais. O pretexto para uma grande venda de armas para a Arábia Saudita é a defesa contra a “Ameaça Iraniana”. No entanto, a ameaça Iraniana não é militar, como o Pentágono e a Inteligência americana enfatizam. Se o Irã desenvolver a capacidade de utilizar armas nucleares, o propósito seria dissuasivo – presumidamente para impedir um ataque de Israel e dos EUA.

A verdadeira ameaça, na visão de Washington, é que o Irã esteja buscando a expansão de sua influência sobre os países vizinhos “estabilizados” pelas invasões e ocupações americanas.

O discurso oficial é de que o povo árabe está pedindo aos EUA a ajuda para se defender do Irã. Verdadeiro ou falso, a alegação dá uma visão interessante do conceito de democracia vigente. Desconsiderando o lado que os ditadores prefiram, os árabes em uma pesquisa da Brookings sobre as maiores ameaças à região classificaram Israel (88%), EUA (77%) e o Iran (10%), respectivamente, como as maiores ameaças.

É interessante que os oficiais americanos, como revelado pela Wikileaks, ignoraram totalmente a opinião pública árabe, mantendo se fiéis às visões dos ditadores.

Os presentes americanos Israel incluem apoios diplomáticos, d acordo com os relatórios atuais. Washington consegue vetar qualquer ação do Conselho de Segurança da ONU que possa perturbar os líderes israelenses e negar qualquer pedido de mais congelamentos nos assentamentos.

Assim, concordando com pausa de três meses, Israel não será mais perturbado pelo seu Lorde Feudal enquanto expande suas ações criminosas nos territórios ocupados.

Que essas ações são criminosas não se tem dúvida desde o fim de 1967, quando a autoridade legal de Israel, o jurista internacional Theodor Meron, aconselhou o governo dizendo que seus planos para iniciar os assentamentos nos territórios ocupados violavam a Quarta Convenção de Genebra, um dos princípios fundamentais da lei internacional humanitária, estabelecida em 1949 para criminalizar os horrores do regime Nazista.

A conclusão de Meron foi endossada pelo Ministro da Justiça Ya’akov Shimson Shapira, e pouco depois pelo Ministro da Defesa Moshe Dayan, escreveu o historiador Gershom Gorenberg no “The Accidental Empire”.
Dayan informou a seus amigos ministros, “Nós devemos consolidar nossa posição para que com o tempo tenhamos sucesso na “digestão” da Judéia e de Samaria (Cisjordânia – West Bank) e anexá-las à “pequena” Israel, enquanto “desmembramos a continuidade territorial” da Cisjordânia (West Bank), tudo coma pretensão comum de que ‘esse passo seja necessário por propósitos militares”.

Dayan não tinha dúvidas, ou confusões, sobre o que ele estava recomendando: “assentando israelenses em territórios ocupados é uma contravenção, como se sabe, nas convenções internacionais”, ele observou, ‘mas não há nada de novo nisso”.

A suposição correta de Dayan era que o chefão em Washington poderia se contrapor formalmente, mas, num piscar de olhos, continuaria a dar o suporte diplomático e econômico para as investidas criminosas.

A criminalidade das ações tem sido enfatizada por várias resoluções do conselho de segurança, mais recentemente pela Corte Internacional de Justiça, com o acordo básico do jurista americano Thomas Buergenthal em uma declaração separada. As ações de Israel também violam as resoluções do Conselho de Segurança da ONU sobre Jerusalém, mas tudo está bem enquanto Washington pisca…

Já em Washington, os supercorvos Reublicanos estão ainda mais fervorosos em seu apoio aos crimes Israelenses. Eric Cantor, o novo líder da maioria na Casa dos Representantes, “criou uma nova solução para manter a ajuda a Israel dos atuais cortes de ajudar externas”, relata Glenn Kessler do Washington Post: “dando ao estado judeu sua própria conta financeira, removendo-o dos fundos que são destinados ao resto do mundo”.

A questão da expansão dos assentamentos é simplesmente uma distração. O real problema é a existência de assentamentos e de desenvolvimento de infraestrutura relacionada a eles. Esses foram cuidadosamente desenvolvidos para que Israel já tenha tomado mais de 40% do território ocupado, incluindo subúrbios de Jerusalém e Tel Aviv; toda terra arável e as principais fontes de água da região, tudo que está atualmente do lado Israelense do muro – na realidade um muro de anexação.

Desde 1967, Israel conseguiu expandir suas fronteiras vastamente além de Jerusalém violando as ordens do Conselho de Segurança e ignorando toda a crítica internacional (incluindo a dos EUA, pelo menos formalmente).

O foco na expansão dos assentamentos e na humilhação de Washington, não são apenas elementos comuns das atuais negociações. Sua estrutura é uma charada. Os EUA são retratados como um “estado honesto” que busca a mediação entre dois adversários em guerra, enquanto as negociações de verdade seriam conduzidas por alguém neutro, com os EUA e Israel em um lado e o mundo no outro.

Não é segredo para ninguém que por 35 anos os EUA e Israel combateram literalmente sozinhos contra qualquer consenso de solução política que o mundo tente, incluindo os estados árabes, a Organization of the Islamic Conference (incluindo o Irã), e todos as outras partes relevantes.

Com pequenas divergências, os dois estados rejeitosos preferem uma expansão ilegal do que a segurança. A não ser que Washington mude sua posição, um acordo é impossível e a expansão, com suas reverberações pela região e pelo mundo continua.

 

Tradução: Leonardo Meimes

Suprema Corte dos EUA rejeita imunidade do Vaticano em caso de pedofilia

Posted in cidadania by leonardomeimes on 28/06/2010

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/758334-suprema-corte-dos-eua-rejeita-imunidade-do-vaticano-em-caso-de-pedofilia.shtml

28/06/2010

12h11

DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira uma apelação pela imunidade do Vaticano, em um processo contra o Estado soberano católico pelas diversas transferências de um padre acusado de abuso sexual de crianças.

O Vaticano queria que as cortes federais americanas rejeitassem o processo que visa responsabilizar a Igreja Católica pela transferência do reverendo Andrew Ronan da Irlanda para Chicago e, depois, para Portland, apesar das várias acusações de pedofilia.

A decisão permite que os sacerdotes acusados de pedofilia nos EUA sejam julgados e anula os efeitos das leis de imunidade soberana que determinam que um Estado soberano, incluindo o Vaticano, fique imune a processos judiciais.

As cortes federais de menor instância determinaram neste caso que haveria uma exceção ao Ato de Imunidade Soberana Internacional que afetaria o Vaticano. Um juiz determinou que havia provas suficientes para uma conexão entre o Vaticano e Ronan, considerado diante da corte um funcionário do Estado católico sob a lei Oregon. A decisão foi mantida pela Nona Corte de Apelação, na Califórnia.

Segundo os documentos da corte, Ronan começou a abusar de garotos em meados da década de 50, quando era padre da Arquidiocese de Armagh, na Irlanda. Ele foi transferido para Chicago, onde admitiu ter abusado sexualmente de três garotos na Escola St. Philip.

Ronan foi transferido ainda para a Igreja St. Albert, em Portland, no Oregon, onde foi acusado de abusar sexualmente de uma pessoa –que apresentou o processo agora na Corte de Apelação. A vítima acusa o Vaticano de não ter expulso ou adotado qualquer outra sanção contra o padre, apesar de ter conhecimento das denúncias de pedofilia.

Ronan morreu em 1992.

Pedido presidencial

Neste sábado, o governo de Barack Obama pedira em vão à Suprema Corte que conceda imunidade ao papa Bento 16 e a outros dirigentes da Igreja Católica nos julgamentos de padres acusados de pedofilia no país.

Os nove juízes do Supremo pediram a opinião do governo Obama, como fazem regularmente nos casos que afetam as relações diplomáticas.

Nos EUA, as maiores autoridades do Vaticano, incluindo o papa, então cardeal Joseph Ratzinger, também teriam encoberto o reverendo americano Lawrence Murphy, acusado de abusar sexualmente de 200 crianças surdas.

Crise

O Vaticano enfrenta neste ano uma de suas piores crises, com centenas de denúncias de pedofilia contra sacerdotes em vários países europeus e sul-americanos.

Na Europa, muitas alegações de acobertamentos de abusos sexuais envolvem Munique, na época em que o papa foi arcebispo da cidade, entre 1977 e 1981. Grupos de vítimas pedem ainda informações sobre as decisões tomadas pelo papa na época em que dirigiu o departamento doutrinal do Vaticano, entre 1981 e 2005.

No México, o fundador da congregação Legionários de Cristo, o falecido padre Marcial Maciel, é acusado de cometer abusos contra jovens seminaristas durante décadas.

No Chile, Fernando Karadima Fariña, ex-pároco da Igreja do Sagrado Coração de Jesus da Floresta, de Santiago, está sendo investigado por autoridades judiciais e eclesiásticas após denúncias de abusos sexuais, segundo informações do cardeal Francisco Javier Errázuriz.

O Vaticano reconheceu ainda os abusos cometidos por dois monsenhores e um padre do município de Arapiraca, a 130 quilômetros de Maceió (AL). Eles foram acusados de pedofilia por integrantes de um coro e por seus familiares.

Analisando a reação do Vaticano ao escândalo de pedofilia em diversos países do mundo, especialistas afirmam que a instituição deve mudar de comportamento, passando a ser cada vez mais transparente, para sua própria sobrevivência.

EUA e as guerras

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 27/05/2010

Será que o Obaminha paz e amor merecia mesmo o Nobel? Pelo Jeito não, já está incentivando a guerra da Coreia do Sul contra a Coreia do Norte e já está pensando em invadir o Irã (pelo menos arranjando desculpas para poder fazê-lo).

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/bbc/740837-eua-querem-resposta-dura-de-comunidade-internacional-a-coreia-do-norte.shtml

EUA querem resposta “dura” de comunidade internacional à Coreia do Norte

da BBC BRASIL

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que o afundamento de um navio de guerra sul-coreano em março exige uma resposta dura da comunidade internacional, depois de a Coreia do norte ter sido responsabilizada pelo incidente, que resultou na morte de 46 marinheiros.

Em pronunciamento nesta quarta-feira em Seul, capital da Coreia do Sul, Hillary disse que havia provas “esmagadoras” de que a Coreia do Norte afundou o navio Cheonan com um torpedo e exortou Pyongyang a suspender sua “política beligerante”.

“Esta foi uma provocação inaceitável da Coreia do Norte e a comunidade internacional tem uma responsabilidade e um dever de responder”, disse Hillary.

O incidente exige “uma resposta dura porém comedida”, disse ela.

Hillary chegou à Coreia do Sul depois que a Coreia do Norte cortou relações com o país e baniu os navios sul-coreanos de suas águas territoriais, em resposta à acusação e às sanções anunciadas por Seul.

Ao fim de sua visita de uma semana à Ásia, Hillary se reuniu com o ministro do Exterior sul-coreano Yu Myung-hwan e ia se encontrar com o presidente Lee Myung-bak.

No início da semana, a Coreia do Sul anunciou a suspensão do comércio com o norte e afirmou que ia levar o caso ao Conselho de Segurança da ONU.

Seul busca uma forte resposta internacional para o ataque contra seu navio no dia 26 de março.

Segundo o correspondente da BBC em Seul John Sudworth, o governo sul-coreano quer conhecer detalhes sobre os dois dias de encontro de Hillary com as autoridades chinesas, em Pequim.

A secretária de Estado vinha pressionando a China para se juntar à condenação internacional, mas Pequim adotou uma postura cautelosa, pedindo calma, afirma Sudworth.

Nesta quarta-feira, o vice-ministro do Exterior chinês Zhang Zhijun afirmou que seu país ainda está avaliando as informações sobre o incidente com o Cheonan.

Os Estados Unidos, no entanto, demonstraram confiança no relatório compilado por especialistas internacionais, que na semana passada concluiu que o navio sul-coreano foi afundado por um torpedo norte-coreano.

Hillary afirmou que as provas encontradas são contundentes, mas Zhang Zhijun disse: “Sempre acreditamos que o diálogo é melhor do que uma condenação”.

Exercícios militares

Com a crescente tensão entre as Coreias, o norte reagiu duramente às sanções comerciais e marítimas anunciadas pelo sul.

Nesta quarta-feira, a Coreia do Norte afirmou que ia fechar uma estrada que atravessa a fronteira, com forte presença militar, caso a Coreia do Sul retome suas transmissões de propaganda na região, suspensas seis anos atrás.

Mais cedo, Pyongyang afirmou que responderia a Seul com sanções equivalentes, além de cortar as poucas linhas de comunicação entre os dois governos.

O espaço aéreo e as águas territoriais norte-coreanas foram fechadas aos navios e aviões sul-coreanos.

Tecnicamente, os dois Estados permanecem em guerra desde que o conflito da Coreia terminou em 1953 sem armistício.

Tanques K1 sul-coreanos podiam ser vistos na terça-feira, realizando exercícios em preparação para um possível ataque surpresa da Coreia do Norte.