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Desamericanizando o mundo – Noam Chomsky

Posted in Política, Textos Próprios, Traduções by leonardomeimes on 11/02/2014

Durante os últimos episódios da farsa de Washington que deixou o mundo espantado e assustado, um comentarista chinês escreveu que que se os EUA não podem ser um membro responsável no sistema mundial o mundo deveria se “desamericanizar” – separando-se do estado canalha que é o poder militar atual, mas que está perdendo a credibilidade em outros domínios.

A origem imediata do fiasco de Washington foi a mudança radical para a direita de sua classe política. No passado, os EUA já foram, algumas vezes, descritos desrespeitosamente – mas sem erro – como um estado de um único partido com duas facções chamadas Democratas e Republicanos.

Isso não é mais verdade. Os EUA são ainda um estado de um único partido, o partido dos negócios e que tem apenas uma facção: Republicanos moderados, agora chamados de Novos Democratas (como a coalizão do congresso americano se anuncia).

Há ainda uma organização Republicada, mas ela há muito tempo abandonou qualquer pretensão de ser um partido parlamentar normal. O comentarista conservados Norman Ornstein do American enterprise Institute descreve os republicanos de como coo “uma insurgência radical – ideologicamente extrema, arrogante com fatos e compromissos e desdenhoso da legitimidade de seus opositores políticos”: um perigo sério para a sociedade.

O partido está a serviço dos muito ricos e do setor corporativo. Como os votos não podem ser obtidos com essa plataforma, o partido foi levado a mobilizar setores da sociedade que são extremistas para os padrões mundiais. A loucura é a nova norma entre os membros do Tea Party e outros grupos que estão além do convencional.

O estabelecimento Republicano e seus patrocinadores corporativos esperavam usá-los como uma massa de manobra para o assalto neoliberal contra a população – para privatizar e para limitar o governo, enquanto manteriam aquelas instituições que servem ao bem da riqueza e do poder, como os militares.

E os republicanos tiveram algum sucesso, mas agora ele percebem que não conseguem mais controlar a sua base, para sua própria desilusão. O impacto na sociedade Americana então se torna ainda mais severo. Como sintoma: a reação extrema contra o Affordable Care Act e o quase fechamento do governo.

A observação do comentarista chinês não é inteiramente nova. Em 1999, o analista político Samuel P. Huntington alertou que, para quase todo o mundo, os EUA estavam “se tornando uma superpotência canalha”, vista como “a única grande ameaça externa para suas sociedades”.

Alguns meses depois, no governo Bush, Robert Jervis, presidente da American Political Science Association, alertou que “para os olhos do mundo todo, de fato, o principal estado canalha hoje em dia é os EUA”. Ambos, Huntington e Jervis, avisaram que tal caminho era imprudente. As consequências para os EUA poderiam ser perigosas.

No último fascículo de Foreign Affairs, David Kaye revisa um aspecto da separação de Washington do resto do mundo: a rejeição aos tratados multilaterais “como se fosse um esporte”.

Ele explica que alguns tratados foram rejeitados sumariamente, como quando o senado americano “votou contra a Convenção de Direitos das Pessoas com Deficiência em 2012 e o Tratado de Proibição de Testes Nucleares (CTBT) em 1999”.

Outros são rejeitados por inércia , incluindo “assuntos como trabalho, direitos econômicos e culturais, espécies em extinção, poluição, conflitos armados, processos de paz, armas nucleares, a lei do oceano e a discriminação contra as mulheres”.

O desrespeito às suas obrigações internacionais “cresceu tão emaranhadamente”, diz Kaye, “que os governos não esperam mais a ratificação de Washington ou sua participação ativa em tratados. O mundo está seguindo em frente; as leis são feitas em outros lugares, com envolvimento limitado (ou nulo) dos Americanos”.

Embora não seja novidade, esta prática realmente se tornou mais comum nos últimos anos, junto com uma aceitação calada por parte dos cidadãos da doutrina de que os EUA tem o direito de agir como tal.

Veja um exemplo clássico, algumas semanas atrás as forças especiais americanas sequestraram um suspeito, Abu Anas al-Libi, nas ruas da capital Líbia, Tripoli, o levando para um navio para interrogatórios sem consentimento ou direito. O secretário de estado americano John Kerry informou a imprensa que as ações eram legais e que elas estão de acordo com a LEI AMERICANA, sem mais comentários.

Princípios são válidos apenas se forem universais. As reações seriam bem diferentes, não precisa-se dizer, se as forças especiais cubanas sequestrassem o terrorista Luis Posada Carriles em Miami, o levando a Cuba para interrogatório e julgamento de acordo com as leis cubanas.

Tais ações são restritas aos estados canalhas. Mais precisamente, ao estado que é poderoso o suficiente para agir com impunidade: nos últimos anos fez agressões à vontade, aterrorizando regiões do mundo com drones e muito mais.

E ainda desafiam o mundo de outras maneiras, por exemplo, insistindo no embargo à Cuba apesar da histórica oposição mundial, fora Israel, que votou a favor de seus protetores quando a ONU condenou o embargo (188-2) em outubro.

Não importa o que o mundo pense, as ações americanas são legítimas poque eles dizem que são. O princípio foi anunciado por Dean Acheson em 1962, quando ele instruiu a American Society of International Law de que não há questões legais que possam surgir da resposta americana às ameaças ao seu “poder, posição e prestígio”.

Cuba cometeu esse crime quando revidou uma invasão americana e quando teve a audácia de sobreviver a um ataque que foi planejado para levar os “terrores da terra” para Cuba, nas palavras do conselheiro de Kennedy e historiados Arthur Schlesinger.

Quando os EUA se tornaram independentes, eles buscaram participar da comunidade internacional da época. É por isso que a Declaração de Independência é aberta expressando a preocupação com o “respeito às opiniões da humanidade”.

Um elemento crucial foi a evolução de uma confederação desordenada para uma nação unificada e capaz de entrar em tratados, conforme a historiadora Eliga H. Gould, que observou as convenções da ordem Europeia. Chegando a esse estatus, a nova nação também ganhou o direito de agir internamente como quisesse.

Assim eles poderiam se livrar da população indígena e expandir a escravatura, uma instituição tão “odiosa” que não poderia ser tolerada na Inglaterra, como o jurista William Murray disse em 1772. O desenvolvimento da lei inglesa era um fator necessário para fazer a sociedade escravagista escapar de seu alcance.

Se tornando uma nação elegível à tratados conferiu múltiplas vantagens: reconhecimento externo, e a liberdade para agir em casa sem interferência. O poder hegemônico oferece a oportunidade de se tornar um estado canalha, desafiando as leis e normas internacionais, enquanto enfrentam uma resistência cada vez maior mundialmente e contribuindo para seu próprio declínio por meio de feridas autoinfligidas.

Noam Chomsky
Truthout, November 5, 2013
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Os EUA não estão nem ai para a democracia e para os direitos humanos

Posted in Política by leonardomeimes on 17/02/2011

Várias ditaduras árabes estão vendo seu povo se revoltar… Ok, isso é ótimo, mas é a posição dos EUA que me preocupa, alguma vez alguém já leu algum pronunciamento de Obama ou Bush sobre esses países antes das revoltas? Apenas sobre o Irã! Porque essa fixação pelo Irã? Terá algum motivo escondido por baixo do solo Iraniano? $_$.

É incrível perceber que enquanto as ditaduras são fora dos EUA, são à favor das políticas dos EUA e são opostas ao Irã, para os EUA a democracia não importa… ou melhor só existe dentro de seu território, pois fora é mais fácil controlar governos se os líderes são ditadores.

Os EUA estavam financiando o governo de Hosni Mubarak, com grandes quantidades de dólares, sendo assim assumiam a posição de aliados do ditador, que incrível agora ver os EUA pedindo que ele renunciasse como se sempre tivessem sido contra ele.

Além disso, a imprensa coloca todos os abusos do Irã na capa, e esquece que Mianmar, Somália e muitos outros países tem problemas e repressão tão absurdos como no Irã, apenas não tem riquezas que façam os países ocidentais se importarem com eles

Pergunto, se era tão absurdo o que acontecia no Iraque, a ponto dos EUA quererem atacar, porque não invadir:

a Somália e libertar o povo? Instaurar uma democracia na Somália em 91, impediria que mais de 300.000 pessoas morressem de fome por causa do governo militar que não dava a mínima para o povo (apenas a ONU interviu e minimamente);

a Somália e libertar o povo? Instaurar uma democracia na Somália em 91, impediria que mais de 300.000 pessoas morressem de fome por causa do governo militar que não dava a mínima para o povo (apenas a ONU interviu e minimamente);

Uganda em 71? quando Amin matou mais de 300,000 (também esse número) pessoas;

Uganda em 71? quando Amin matou mais de 300,000 (também esse número) pessoas;

Ruanda em 94? quando mais de 800.000 pessoas de minorias étnicas foram assassinadas;

Ruanda em 94? quando mais de 800.000 pessoas de minorias étnicas foram assassinadas;

Myanmar em 2008? quando os monges eram assassinados por pedir a democracia.

Myanmar em 2008? quando os monges eram assassinados por pedir a democracia.

Fato: os EUA não estão nem ai para a democracia e para os direitos humanos.

As invasões de Iraque, Afeganistão e praticamente todas as guerras modernas são motivadas pela economia e pelo poder, é por isso que o Irã é um país importante para os EUA, pois está no meio do Oriente Médio e está assumindo uma posição de liderança que pode ameaçar a influência americana na região, além de ter petróleo…

Quanta merda se esconde por baixo dos panos em!

Leonardo Meimes

Gente diga não ao antissemitismo e sim à justiça

Posted in História, Política by leonardomeimes on 04/06/2010

Os problemas que Israel está causando atualmente não podem, e não devem, pelo bem de nosso mundo, se transformar em uma onda de antissemitismo “maquiado”. A questão de criticar Israel e suas atitudes em relação aos palestinos e, mais precisamente, à Gaza é de fato uma questão se bom senso e amor ao próximo e não uma questão de criticar as atitudes religiosas de ambas as partes.

Sabemos que tanto os sionistas Judeus quanto os muçulmanos do Hamas tem seus problemas com a lei, sendo ambos estados considerados estados terroristas pelas ações e crimes de guerra que perpetuam, o problema é transformar isso em uma polarização de religiões e, no pior dos casos, uma onda de preconceito contra Judeus e Palestinos.

 

Oriente Médio

Oriente Médio

A região em que o conflito se deflagra é conhecida mundialmente como uma das mais tensas do mundo. Ali, a Líbia, o Líbano, a Jordânia, o Egito, Israel e os Palestinos têm enfrentado vários conflitos durante os anos.  A Guerra Israel x Egito pelo canal de Suez, a guerra dos seis dias entre Israel x Iraque, Jordânia, Síria e Egito, a guerra Irã X Iraque, a guerra de Yom Kipur entre Israel x Egito, Síria e Iraque, a guerra do Líbano x Israel, essas de 1956 a 2000, e, por fim, a segunda guerra do Líbano x Israel, seguida pela Operação Chumbo Fundido entre Hamas x Israel e EUA de 2000 à 2008. Foram deixadas de fora as guerras que não envolvem Israel, pois houve muitos outros conflitos.

A região, então, é bem problemática o que pede muita cautela ao considerar os conflitos que ali acontecem. Porém a história de conflitos de Israel pode ser contada com protagonismo evidente. O território é dado como pertencente a Israel desde os tempos bíblicos, onde o Reino de Israel teria a terra prometida por Deus, como seu lugar de paz e descanso. Os primeiros templos de Israel estão na localidade. Já na época do Império Romano os Israelenses foram obrigados a deixar a terra, e, aos poucos, durante vários séculos, foram retomando a terra que era majoritariamente muçulmana após a diáspora.  Em 1880 o fluxo de Judeus que se dirigiam à região era menor do que o fluxo que preferia outras terras ao reino sagrado, e a América era o destino mais procurado, porém isso não impediu que a população de judeus crescesse na região.

Antissemitismo, comparação entre o Judaísmo e o Nazismo

Antissemitismo, comparação entre o Judaísmo e o Nazismo

O sionista Theodor Herzl formou um movimento político que queria criar um estado Israelense aos moldes do estado alemão nacionalista, que viria mais a frente a se tornar o estado Nazista de Hitler causando uma movimentação de centenas de milhares de judeus em direção à Israel, fugindo da Europa. A população de Judeus se tornou 33% da população total da região. Os Britânicos que estavam sob controle na região começaram a sofrer ataques terroristas desses movimentos judeus que queriam a independência, sendo o primeiro em 1944 contra o Ministro de Estado Britânico. Em 1948 os políticos judeus declararam a independência e proclamaram a criação do País de Israel. No outro dia todos os países árabes entraram em guerra contra Israel, quase um milhão de árabes muçulmanos foram obrigados a sair de Israel, ou fugiram, com destino aos países vizinhos.

A partir dai, os conflitos se arrastam.

Theodor Herzl, visionário do Estado judeu, em 1901.

Theodor Herzl, visionário do Estado judeu, em 1901.

Os árabes dizem que Israel se apropriou de terras que haviam estado em posse dos árabes por mais de 600 anos, o que os colocaria como reais habitantes da região, de criar um estado Judeu apesar da maioria da população ser muçulmana e de expulsar os árabes das terras que “invadiu”.

Os Israelenses dizem que a terra era a terra prometida à peles por Deus e que habitaram a região muito antes dos muçulmanos se instalarem.

Ambos os lados da discussão foram maus em relação à diplomacia, Israel decidiu utilizar a força e começou a independência com atentados e assassinatos, e depois passou por cima de todos os moradores muçulmanos ao criar o estado de Israel. então em conflitos com Síria, Líbano, Egito, e Jordânia para anexar territórios ao seu país. Quis o canal de Suez, a Cisjordânia e agora que Gaza e principalmente a Jerusalém.

Os árabes responderam também com terrorismo, ataques mísseis e outras formas de agressão.

O fato é que ambos os lados deveria abdicar das armas e simplesmente conviver como faziam antes de 1800, porém a importância política da região, e estratégica não permite acordos. Os EUA querem a região por ser um ponto de ataque e uma base avançada para ataques ao Irã, Iraque e Afeganistão então eles patrocinam Israel e endossam suas atitudes ara tê-lo. Os árabes querem as mesmas coisas e são patrocinados pela Líbia e Irã.

 

Refugiados palestinos

Refugiados palestinos

A região é uma região problemática tanto politicamente quanto religiosamente, mas uma coisa ela poderia ensinar, que a fonte desses conflitos sendo a religião não justifica, pois Jerusalém deveria ser dividia entre todos os povos que a consideram uma cidade sagrada. A cidade é local sagrado para Judeus, Cristãos e Muçulmanos. Assim a origem desses povos é uma única origem e eles deveria se considerar irmãos e não inimigos.

Não transformemos esse problema político em uma guerra de religiões, pois será muito mais fácil julgar pessoas que não estão envolvidas no confronto e gerar uma onde de antissionismo, antissemitismo, antimuçulmanismo… Assim como há muçulmanos fundamentalistas, existem também sionistas fundamentalistas e cristãos ortodoxos…,porém também existem pessoas boas em todos os lados.

Perda de terrítório dos palestinos aos judeus

Perda de terrítório dos palestinos aos judeus

Os culpados do conflito são os políticos e as nações que patrocinam essa briga, e atos desumanos podem ocorrer de ambos os lados e devem ser repreendidos da mesma forma.

O ataque de Israel ao comboio de ajuda humanitária do grupo Free Gaza ainda assim é um ato desumano e foge ao bom senso que a região necessita, deve ser repudiado e Israel deve melhorar sua relação em relação à gaza, assim os atos terroristas do Hamas poderão ser considerados crimes e não apenas uma retaliação.

Leonardo Meimes

Israel com problemas

Posted in Política by leonardomeimes on 01/06/2010

Israel admitiu que cometeu ERROS, porém está tentando minimizar o problema. Israel diz que reagiu ao que considerou uma agressão dos ativistas (que chamam de terroristas).

O fato é que Israel já tinha sido avisado sobre o navio:

Suplicy ainda pediu a Israel que liberasse a chegada da expedição e voltou a abordar o tema em artigo na última terça-feira (25). (R7)

, portanto sabia que ele viria e sabia que teria apenas pacifistas, então a decisão de parar o navio em águas internacionais por um ataque é claramente um ato de pirataria em que Israel impediu que mantimentos e ajuda chegassem ao país inimigo e se apropriou de tudo.

Além disso, o direito internacional prevê que quem atacou é responsável pelas mortes causadas no confronto. E a ONU já tinha pedido antes que Israel abrisse o cerca à Gaza por mar, assim respeitando o direito de Gaza à acesso ao comércio exterior.

Invasão de Israel ao longo dos anos

Invasão de Israel ao longo dos anos

“Se o governo israelense tivesse atendido aos chamados internacionais e ao urgente pedido para suspender o bloqueio a Gaza, isso não teria acontecido”, disse Ban à Reuters em Campala, capital de Uganda, na terça-feira. (Folha)

E

“Os habitantes de todos os territórios ocupados por Israel desde 05 de junho de 1967 precisam ter acesso, sem quaisquer impedimentos, às águas internacionais e ao espaço internacional, em conformidade com as resoluções da ONU [Organização das Nações Unidas] e a lei internacional. Esses habitantes de todos os territórios ocupados precisam ter o direito de livre entrada e saída de todos esses territórios.”, afirmou ainda o senador  Suplicy. (R7)

O ataque de Israel foi recebido em todo mundo como uma afronta aos direitos humanos.

http://noticias.r7.com/internacional/noticias/senador-suplicy-foi-convidado-para-participar-da-frota-da-liberdade-20100531.html

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/743998-lider-da-onu-pede-que-israel-suspenda-bloqueio-a-faixa-de-gaza.shtml

 

Leonardo Meimes

Falando em Israel

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 31/05/2010

Esse exército deveria tomar cuidado com suas ações, pois Israel já não é mais um país totalmente blindado contra retaliações como antes. Antigamente Israel podia fazer o que quizesse que ninguém revidava, hoje a situação talvez esteja um pouco diferente, para melhor.

Israel atacou um comboio de ajuda humanitária enviado pela Turquia, ou seja impediu que as pessoas da faixa de Gaza, que já sofrem pelo isalmento, do muro, e pelas invasões de Israel recebessem comida e remédios…

Que governinho nazista heim!

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/743162-israel-ataca-frota-de-barcos-que-levava-ajuda-a-gaza-ao-menos-16-morreram.shtml

 

Leonardo Meimes