Moscas Mortas Revolution – Página Inicial

Nick Mason sobre Syd

Posted in Música by leonardomeimes on 28/10/2011

Depois de incontáveis problemas causados pela forma como Syd estava levando a vida e a banda:

Um Claro exemplo da atitude de Syd fou um seção de ensaios em um auditório de uma escola em West London, em que Syd gastou algumas horas nos mostrando uma nova música que ele tinha intitulado “Have you got it yet?” (Você já entendeu?) Ele mudava constantemente o arranjo para que cada vez que tocássemos a música, o refrão do vocal “No, no, no” estava garantidamente errado… Essa foi uma final e bem inspirada demonstração de toda sua raiva e frustração.

Isso chegou a um estado final em Fevereiro no dia em que estávamos agendados para um show em Southamptom. No carro no caminho para pegar Syd, alguém disse “Nós devemos pegar o Syd?” e a resposta foi “Não, fuck it, não vamos nos encomodar”. Contar isso soa tão mal como se tivéssemos um coração de pedra ao ponto de sermos cruéis – é verdade. A decisão era essa, e nós permanecemos completamente calados.  No sentido último do que estávamos fazendo, eu pensei na época que Syd estava sendo muito difícil e estava tão exasperado com ele que eu só podia ver o impacto de curto prazo que ele estava tendo em nosso desejo de ser uma banda de sucesso.

Nós simplesmente não o buscamos mais.

Norman Smith lembra que na primeira vez que viu David como uma parte da banda, ele pensou “Esse cara vai tomar as rédeas do grupo”. (Norman obviamente falhou em prestar a atenção no baixista alto que estava de pé no fundo do estúdio).

 

 

Syd ainda não tinha saído oficialmente da banda e continuava escrevendo letras sobre seu estado, como Vegetable Man e Jugband Blues .

 

Até mesmo as letras de Jugband Blues pareciam um réquiem:

 

 

It’s awfully considerate of you to think of me here

And I’m most obliged to you for making it clear
That I’m not here…
And I’m wondering who could be writing this song…
And I don’t care if I’m nervous with you
I’ll do my loving in the Winter…
And what exactly is a dream?
And what exactly is a joke?
É imensamente atencioso de sua parte pensar em mim aqui
E eu fico muito grato por você deixar claro
Que não estou aqui…
E estou pensando quem poderia estar escrevendo esta canção…
E não me importo se estou nervoso contigo
E vou fazer meu amor no inverno…
E o que exatamente é um sonho?
E o que exatamente é uma piada?
É aterrorizadora a letra. Eu sentia que se você quer entender Syd, elas eram importantes, músicas fantásticas, apesar de serem terrivelmente perturbadoras.
I’ve been looking all over the place
for a place for me
But it ain’t anywhere
It just ain’t anywhere.
Eu estive procurando todos os lugares
Por um lugar pra mim,
Mas ele não esta em lugar nenhum,
Ele só não está em lugar nenhum.
Syd quase se ofuscando atrás dos outros membros, essa foto dá calafrios...
Syd quase se ofuscando atrás dos outros membros, essa foto dá calafrios...
Syd saiu da banda, tentou lanças dois CDs solo que não tiveram muito sucesso apesar de conterem algumas músicas interessantes, e depois ficou recluso em Cambridge até sua morte…
Quando apareceu no estúdio durante as gravações de Wish you were Here, álbum que foi inspirado em parte nele. Com todos os pelos da cabeça raspados.

Biding My Time – Pink Floyd

Posted in Música by leonardomeimes on 24/01/2011

Uma das melhores músicas da banda, do CD Relics (álbum coletânea de músicas diversas e desconhecidas), um blues muito bom, que toca o trombone é o Richard Wright,  é uma música que pode ser ouvida um pouco diferente nos shows ao vivo da obra conceitual The Man and the Journey, como ela nunca se tornou um CD gravado com um selo acabou sendo liberada na internet por fãs que tinham o áudio dos shows. Ela aparece como Afternoom no TMTJ. várias outras peças do TMTJ são inspirações para outras músicas que apareceram em CDs posteriores.

Destaque para a temática do amor que pouco figura em Pink Floyd e para o solo fantástico de guitarra de David Gilmour, a letra trata de um homem que quer gastar seu tempo ao lado de sua amada, em frente a lareira e fica relembrando os tempos ruins em que trabalhavam muito.

 

 

 

And if you don’t mind
I’ll spend my time
Here by the fire side
In the warm light and the love in her eyes.

 

 

 

Encontro de David Gilmour e Roger Waters

Posted in Música by leonardomeimes on 24/11/2010

São esses momentos que me fazer crer que ser fã de uma banda é algo que realmente vale a pena…

Agente acaba criando emoções em relação a outras pessoas sem nem mesmo conhecê-las…

Agente acaba se emocionando como se as pessoas que estão ali fossem nossos melhores amigos, ou nós mesmos…

Esse vídeo é para as pessoas que são verdadeiramente fãs de Floyd, e que entendem os atritos, as inimizades que essa banda teve depois de anos fazendo o que o Rock ainda não estava pronto para ouvir…

Dois gênios da música separados por suas grandezas… ou manias de grandeza…

Um verdadeiro fã de PF realmente chora…

Would this do, to make it alright,

While sleep has taken you, were I’m out of sight…

 

Leonardo Meimes

Pink Floyd reunidos na MTV em 2005

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 10/11/2010

[videolog 378084]

 

Reunião do Pink Floyd

David Gilmour: desiludido com a cena musical atual

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 08/11/2010
Traduzido por Nacho Belgrande | Em 06/11/10 | Fonte: Site do Jornal Toronto Sun

O compositor e guitarrista do PINK FLOYD, DAVID GILMOUR, não está impressionado com o estado da indústria musical, insistindo que todos os cantores modernos falham ao serem comparados com seus ícones, Neil Young e Leonard Cohen.

Gilmour odeia ouvir a atual safra de artistas no topo das paradas no rádio; Ele diz ao [jornal britânico] Daily Express, “Eu fico esperando por alguém que seja tão bom quanto os antigos favoritos que eu amo, como Neil Young e Leonard Cohen, mas eu espero em vão – só me resta viver com esperança.”

E Gilmour admite que ele tem o pé atrás com downloads digitais porque ele está convencido de que a prática de lançar música através da Internet vai sair pela culatra um dia.

Ele acrescenta, “A antiga indústria musical está ruindo. O novo sistema é administrado através de um sistema diferente e a Internet está conduzindo-o. Eu não sei em que ponto alguém vai olhar pra trás e pensar desse período como um branco, mas eu acho que algo assim vai acontecer.”

Syd Barrett (pt.4)

Posted in Música by leonardomeimes on 27/09/2010
Atom heart mother

Atom heart mother

Syd era a mente criativa por trás do grupo. Logo após a saída do compositor, os integrantes se viram numa situação complicada em que a banda simplesmente não tinha líder. Até que Roger Waters assumisse essa posição, foram lançados alguns discos. Nessa época, Wright, Gilmour e Waters queriam traçar rumos diferentes o que fez com que por algum tempo ficaram perdidos conceitualmente e musicalmente. Cada membro estava experimentando bastante por conta própria e buscando uma nova direção para o som da banda. Nesse périodo cada um, com exceção de Mason, contribui com canções próprias. É a fase de transição entre o psicodélico e o progressivo.

A banda continua experimentando mas uma nova identidade começa a se formar. Já em álbuns como “Atom Hearth Mother” e “Ummagumma” temos composições mais longas e estruturalmente mais complexas. É a nova identidade da banda, cada vez mais se aproximando do som progressivo único que a tornou famosa.

Ummagumma

Ummagumma

Já no disco “Meddle”, na faixa final “Echoes” de 23m, por exemplo, vemos uma banda distante da psicodelia de Barrett. Mas aonde está a influência de Syd na obra da banda? Basta ver os temas de alguns dos discos mais famosos, impossível não relacionar à personalidade de Syd. Nesses casos, o que mais intriga Waters não é a influência musical mas sim o personagem Syd Barrett.

Em “Dark Side of the Moon”, temos como tema, além de uma crítica à sociedade da época, as coisas que podem levar um homem à loucura. A associação com Syd é óbvia. Já em “Wish You Were Here”, álbum seguinte a “Dark Side…”, temos as maiores referências à Syd. A começar pelo tema central: a ausência (nos remetendo à falta de Syd). Mas a maior referência é numa música dedicada ao próprio Syd, “Shine On You Crazy Diamond” (nas iniciais temos as letras S Y D). Na letra da música, claramente uma homenagem ao ex-membro da banda temos mais referências ao caráter do “Crazy Diamond”.

Wish you were here

Wish you were here

Meddle

Meddle

Outra parte de Shine On

Posted in Música by leonardomeimes on 24/09/2010

Syd Barrett (pt.3)

Posted in Música by leonardomeimes on 24/09/2010

Inicialmente, a ideia era que Syd continuasse compondo mas quem tocaria ao vivo seria Gilmour. A ideia não dá certo e Barrett sai da banda em março de 68. Sai no álbum “Saucerful of Secrets” sua última contribuição, “Jugband Blues”. A faixa representa o adeus de Barrett à banda, onde Syd fala de sua alienação em relação aos outros membros de forma sarcástica.

A letra da música deu fruto a diversas interpretações. Algumas sugerem que Syd faz uma crítica aos companheiros que o afastam, em outras pode ser interpretada como um adeus lúcido de Barrett da banda, uma última prova de sua genialidade.

Syd lançaria em 1970 “Madcap Laughs” e “Barrett”, seus dois álbuns solos com participações e produção de membros de sua antiga banda. Os álbuns não alcançam grande sucesso. As composições seguem praticamente no mesmo estilo do Pink Floyd. Letras simples, experimentalismo, mas sem a mesma pegada das composições anteriores. Algumas são arrastadas e em outras as letras são simplórias. Parece que a chama de genialidade foi aos poucos se apagando mas de certa forma continuava lá. Após mais alguns anos de tentativas e fracassos, Syd larga o mundo da música e vai morar em Cambridge, vivendo até a morte uma vida normal como já dito.

Syd Barrett (pt.2)

Posted in Música by leonardomeimes on 23/09/2010

http://www.lastfm.com.br/music/Syd+Barrett/+images

Biografia

Roger Keith Barrett nasceu em Cambridge em 1946. Filho de uma família de classe média, desde cedo se aventura no mundo da música. Ainda jovem, conhece Roger Waters, com quem formaria banda mais tarde. Aos 14 anos, recebe o apelido de Syd, tirado do nome de um baixista de jazz da região chamado Sid Barrett (o “y” veio para diferenciar do original). Outro fato importante na vida de Barrett é a morte de seu pai quando ele tinha 16 anos. Mais tarde, Syd frequentou uma Faculdade de Belas Artes antes de entrar para o Pink Floyd.

Mesmo quando se tornou músico profissional, manteve o hábito de pintar. Na juventude, participou de algumas bandas que faziam pequenas apresentações em bailes ou festas e escreveu algumas canções como “Effervescing Elephant”.

Em 1964, se muda para Londres para entrar no Camberwell College of Arts. Um ano depois entra no Pink Floyd, então Tea Set. Na época, participavam da banda o guitarrista Bob Klose, o tecladista Rick Wright, o batersita Nick Mason e o então guitarrista Roger Waters. Chris Dennis foi o vocalista por algum tempo, até que Syd assumiu o vocal e a guitarra, Waters tendo virado baixista e Klose tendo saído da banda alguns meses depois.

O nome da banda é ideia de Syd que junta os nomes de dois compositores obscuros de blues: Pink Anderson e Floyd Council. Inicialmente a banda se chama “The Pink Floyd Sound.”

É nessa fase que Syd começa a escrever mais músicas, sempre com letras extravagantes e originais. A banda vira uma das favoritas de vários clubs como o UFO Club, o Marquee e o Roundhouse.

Capa do disco Piper at the Gates of Dawn

Capa do disco Piper at the Gates of Dawn

Mas a banda dá o salto para o sucesso no ano de 1967. Aparecem em um documentário, lançam os singles “Arnold Layne” e “See Emily Play” e o disco de estreia, o cultuado “Piper at the gates of dawn” (gravado em Abbey Road).

A banda se consolida como a mais importante do emergente cenário psicodélico britânico, com composições curtas, experimentais, não-lineares, viajantes e inovadoras. É e Syd o maior responsável por essas músicas. Quase todas as composições do primeiro álbum são dele (Waters assina uma música).

Se já há algum tempo o jovem compositor tomava LSD (e as viagens o inspiraram em muitas das músicas) o sucesso faz com que Syd abuse no uso do alucinógeno. Isso porque ele queria que a banda continuasse desconhecida do grande público e não conseguia se ver na função de frontman de uma grande banda. Cada vez sentindo-se mais pressionado, não vê nenhum saída que não fosse se alienar cada vez mais fazendo uso da droga.

Começa o processo de alienação e enlouquecimento do compositor. Assim como suas composições, seu comportamente se torna totalmente imprevisível. Syd muitas vezes ficava olhando para o nada, e isso no meio de apresentações (Waters mais tarde definiria os seus olhos como black holes na música “Shine On…”). Por causa de seu comportamento, fica cada vez mais complicado para a banda se apresentar ao vivo.

É nesse momento que David Gilmour se junta à banda.

http://www.lastfm.com.br/music/Pink+Floyd/+images

Divino

Posted in Música by leonardomeimes on 22/09/2010

Temos que agradeçer por esse cara ter escolhido ser guitarrista,

pq se não o mundo provavelmente giraria torto.