Moscas Mortas Revolution – Página Inicial

Aos políticos e aos pacifistas…

Posted in Política by leonardomeimes on 24/11/2011

William Shakespeare. Ricardo II. Tradução de Millor para a peça O Homem do Princípio ao Fim.

peço a Deus que nenhum de vós chegue ao fim da existência normal mas seja morto por qualquer acidente inesperado (…).


Se o céu reserva para ti pragas mais monstruosas do que as que te desejo, deve guardá-las até que amadureçam os teus pecados para só então despejar seu ódio sobre ti, destruidor da paz do pobre mundo!

Que o verme do remorso te roa, sem cessar, a alma! Que enquanto viveres duvides dos amigos como traidores e aceites como amigos os mais vis traidores. Que o sono jamais feche o teu olhar de vesgo a não ser para trazer um pesadelo horrendo que te atormente com um inferno de demônios medonhos. Tu, filho do inferno, marcado de nascença como escravo da natureza.

Tu que apodreceste o ventre de tua mãe; tu, fruto odiado do sêmen de teu pai!”

AOS PACIFISTAS!

Trechos da carta de Getúlio, conforme redigido no mesmo livro citado acima.

As forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e se desencadeiam sobre mim.

Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam; e não me dão o direito de defesa. Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo e renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar a não ser o meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta.

Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com perdão. E aos que pensam que me derrotam respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo, de quem fui escravo, não mais será escravo de ninguém. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.

A Charada do Discurso sobre Israel e Palestina

Posted in Política by leonardomeimes on 14/02/2011

(The Charade of Israeli-Palestinian Talks)

Noam Chomsky

truthout, December 6, 2011

O pedido de Washington para Israel implorando por um congelamento de três meses na expansão da ocupação – excluindo a Jerusalém Oriental – deveria ser considerado um dos momentos mais humilhantes na história diplomática dos EUA.
Em setembro o último congelamento de ocupação acabou, levando os Palestinos a encerrar a diplomacia com Israel. Agora a administração de Obama, desesperada em busca de mais um congelamento para que a diplomacia continue, está se apoiando em uma corda bamba – e enchendo de presentes o governo de extrema-direita Israelense.

Os presentes incluem $3 bilhões para compra de caças de guerra. A doação, por coincidência, é mais uma garantia para a indústria armamentista americana que ganha dobrado por programas de expansão da militarização do Oriente Médio.

Os produtores de armas americanos são subsidiados não apenas para desenvolver e produzir equipamentos avançados para um estado que é praticamente parte da inteligência militar americana, mas também para dar equipamentos de segunda linha para os estados do Golfo – no momento a venda nunca antes vista de $60 bilhões de armas para a Arábia Saudita, que é uma transação que também recicla petrodollars para uma economia americana doente.
As indústrias civis de alta tecnologia americanas e israelenses são muito próximas. É fácil de saber porque os apoios mais fervorosos às ações de Israel vem da imprensa comercial e do Partido Republicano, o mais extremo dos dois partidos políticos-empresariais. O pretexto para uma grande venda de armas para a Arábia Saudita é a defesa contra a “Ameaça Iraniana”. No entanto, a ameaça Iraniana não é militar, como o Pentágono e a Inteligência americana enfatizam. Se o Irã desenvolver a capacidade de utilizar armas nucleares, o propósito seria dissuasivo – presumidamente para impedir um ataque de Israel e dos EUA.

A verdadeira ameaça, na visão de Washington, é que o Irã esteja buscando a expansão de sua influência sobre os países vizinhos “estabilizados” pelas invasões e ocupações americanas.

O discurso oficial é de que o povo árabe está pedindo aos EUA a ajuda para se defender do Irã. Verdadeiro ou falso, a alegação dá uma visão interessante do conceito de democracia vigente. Desconsiderando o lado que os ditadores prefiram, os árabes em uma pesquisa da Brookings sobre as maiores ameaças à região classificaram Israel (88%), EUA (77%) e o Iran (10%), respectivamente, como as maiores ameaças.

É interessante que os oficiais americanos, como revelado pela Wikileaks, ignoraram totalmente a opinião pública árabe, mantendo se fiéis às visões dos ditadores.

Os presentes americanos Israel incluem apoios diplomáticos, d acordo com os relatórios atuais. Washington consegue vetar qualquer ação do Conselho de Segurança da ONU que possa perturbar os líderes israelenses e negar qualquer pedido de mais congelamentos nos assentamentos.

Assim, concordando com pausa de três meses, Israel não será mais perturbado pelo seu Lorde Feudal enquanto expande suas ações criminosas nos territórios ocupados.

Que essas ações são criminosas não se tem dúvida desde o fim de 1967, quando a autoridade legal de Israel, o jurista internacional Theodor Meron, aconselhou o governo dizendo que seus planos para iniciar os assentamentos nos territórios ocupados violavam a Quarta Convenção de Genebra, um dos princípios fundamentais da lei internacional humanitária, estabelecida em 1949 para criminalizar os horrores do regime Nazista.

A conclusão de Meron foi endossada pelo Ministro da Justiça Ya’akov Shimson Shapira, e pouco depois pelo Ministro da Defesa Moshe Dayan, escreveu o historiador Gershom Gorenberg no “The Accidental Empire”.
Dayan informou a seus amigos ministros, “Nós devemos consolidar nossa posição para que com o tempo tenhamos sucesso na “digestão” da Judéia e de Samaria (Cisjordânia – West Bank) e anexá-las à “pequena” Israel, enquanto “desmembramos a continuidade territorial” da Cisjordânia (West Bank), tudo coma pretensão comum de que ‘esse passo seja necessário por propósitos militares”.

Dayan não tinha dúvidas, ou confusões, sobre o que ele estava recomendando: “assentando israelenses em territórios ocupados é uma contravenção, como se sabe, nas convenções internacionais”, ele observou, ‘mas não há nada de novo nisso”.

A suposição correta de Dayan era que o chefão em Washington poderia se contrapor formalmente, mas, num piscar de olhos, continuaria a dar o suporte diplomático e econômico para as investidas criminosas.

A criminalidade das ações tem sido enfatizada por várias resoluções do conselho de segurança, mais recentemente pela Corte Internacional de Justiça, com o acordo básico do jurista americano Thomas Buergenthal em uma declaração separada. As ações de Israel também violam as resoluções do Conselho de Segurança da ONU sobre Jerusalém, mas tudo está bem enquanto Washington pisca…

Já em Washington, os supercorvos Reublicanos estão ainda mais fervorosos em seu apoio aos crimes Israelenses. Eric Cantor, o novo líder da maioria na Casa dos Representantes, “criou uma nova solução para manter a ajuda a Israel dos atuais cortes de ajudar externas”, relata Glenn Kessler do Washington Post: “dando ao estado judeu sua própria conta financeira, removendo-o dos fundos que são destinados ao resto do mundo”.

A questão da expansão dos assentamentos é simplesmente uma distração. O real problema é a existência de assentamentos e de desenvolvimento de infraestrutura relacionada a eles. Esses foram cuidadosamente desenvolvidos para que Israel já tenha tomado mais de 40% do território ocupado, incluindo subúrbios de Jerusalém e Tel Aviv; toda terra arável e as principais fontes de água da região, tudo que está atualmente do lado Israelense do muro – na realidade um muro de anexação.

Desde 1967, Israel conseguiu expandir suas fronteiras vastamente além de Jerusalém violando as ordens do Conselho de Segurança e ignorando toda a crítica internacional (incluindo a dos EUA, pelo menos formalmente).

O foco na expansão dos assentamentos e na humilhação de Washington, não são apenas elementos comuns das atuais negociações. Sua estrutura é uma charada. Os EUA são retratados como um “estado honesto” que busca a mediação entre dois adversários em guerra, enquanto as negociações de verdade seriam conduzidas por alguém neutro, com os EUA e Israel em um lado e o mundo no outro.

Não é segredo para ninguém que por 35 anos os EUA e Israel combateram literalmente sozinhos contra qualquer consenso de solução política que o mundo tente, incluindo os estados árabes, a Organization of the Islamic Conference (incluindo o Irã), e todos as outras partes relevantes.

Com pequenas divergências, os dois estados rejeitosos preferem uma expansão ilegal do que a segurança. A não ser que Washington mude sua posição, um acordo é impossível e a expansão, com suas reverberações pela região e pelo mundo continua.

 

Tradução: Leonardo Meimes

Sanções da ONU vão direto para o lixo

Posted in Política by leonardomeimes on 09/06/2010

Os EUA jogaram fora a oportunidade de sair com dignidade desse problema, agora vai começar a afundar a diplomacia entre o Irã e o ocidente de novo.

Aparentemente não é intenção dos EUA negociar, pois assim como o Iraque e o Afeganistão, o Irã é uma região importante comercialmente e militarmente.

Comercialmente o país é rico em pretóleo, e ter um governo não alinhado no Irã é uma grande perda de dinheiro para os EUA, que se invadirem e instaurarem um governo “americano” terão acesso mais fácil e mais barato ao petróleo, isso se não roubarem o petróleo.

Militarmente o país está em meio a outros países que precisam de uma atenção dos EUA, principalmente Líbano, Líbia, Síria, Turquia e Jordânia. Assim os EUA teriam mais um posto avançado de guerra, como se tornou Israel e o Iraque.

Portanto era de se esperar que os EUA fizessem pouco caso e continassem a bater de frente com o Irã, para que esse seja motivado a produzir uma bomba atômica, ou a continuar a enriquecer urânio criando, então, uma justificativa para os EUA invadirem.

Lógico que mesmo sem justificativa eles invadirião, como no Iraque.

“Sanções da ONU vão direto para o lixo”, diz Ahmadinejad

FOLHA

Em resposta à aprovação de uma nova rodada de punições contra o Irã no Conselho de Segurança da ONU, o presidente da República Islâmica, Mahmoud Ahmadinejad, disse que as sanções são “sem valor algum” e “devem ir direto para a lata do lixo, como um lenço usado”.

“Estas resoluções não valem um centavo para a nação iraniana”, declarou Ahmadinejad à agência estatal Irna, no Tadjiquistão.

A quarta rodada de sanções aprovada nesta quarta-feira por 12 votos a favor, dois contra (Brasil e Turquia) e uma abstenção, do Líbano, deve isolar ainda mais o país do restante da comunidade internacional, disse o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao comentar o resultado.

Ainda reagindo ao anúncio das novas sanções, o governo iraniano afirmou que não irá suspender as atividades de enriquecimento de urânio, mesmo com as novas punições.

“Nada vai mudar. A República Islâmica do Irã vai manter suas atividades de enriquecimento de urânio”, disse Ali Asghar Soltanieh, enviado do Irã na AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), com sede em Viena, logo depois da aprovação da medida na ONU, em Nova York.

Anteriormente, o Irã já havia rejeitado a aprovação do pacote de sanções, dizendo que a medida é “errada” e deve piorar a crise, de acordo com a rede de TV iraniana Al Alam.

“A resolução foi uma medida errada (…), não é um passo construtivo para resolver a questão nuclear. Isso tornará a situação mais complicada”, disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast, logo após a aprovação.

O documento foi aprovado nesta quarta-feira pelo Conselho de Segurança com 12 votos a favor, apesar de Brasil e Turquia votarem contra a resolução.
Na abertura da sessão, que começou com mais de uma hora de atraso, às 12h15 (horário de Brasília), a embaixadora brasileira da ONU, Maria Luiza Viotti, afirmou que, “na nossa visão”, a resolução “atrasará, em vez de acelerar, uma solução para a questão”.

O Líbano se absteve de votar. Os outros 12 países do Conselho de Segurança foram favoráveis, aprovando a quarta rodada de sanções contra o Irã desde 2006.

As novas sanções devem vetar investimentos exteriores iranianos em atividades e instalações relacionadas com a produção de urânio, serão estabelecidas restrições na venda de armas convencionais ao Irã. Além disso, o país será proibido de fabricar mísseis balísticos com capacidade de carregar ogivas nucleares.

Também deve haver novas restrições às operações financeiras e comerciais com o Irã, além do reforço do regime de inspeções das cargas dos navios e aviões iranianos para evitar que burlem o embargo internacional.

Isolamento

Após o resultado da votação dos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU o presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou que a República Islâmica deve ficar mais cada vez mais isolada enquanto o governo iraniano “seguir ignorando” as regras internacionais do TNP.

Em pronunciamento em Washington, o presidente americano deixou claro que a aprovação do novo pacote de sanções — defendido e impulsionado em grande parte pelos Estados Unidos — “não fecha a porta da diplomacia” entre o Ocidente e Teerã, mas demonstra que toda “ação tem consequências” e nesta quarta-feira o governo do Irã “sofre as consequências” de suas atitudes.

Os EUA consideram que o Irã coloca em risco a segurança regional do Oriente Médio, criando tensões com seus vizinhos, declarando ameaças — numa clara referência a Israel — “patrocinando grupos terroristas”, e dando prosseguimento ao seu polêmico programa nuclear.

“O governo do Irã precisa entender que a segurança de seu povo não será garantida por meio de seu programa nuclear”, disse Obama.

“O aumento de tensão no Oriente Médio não é do interesse de ninguém”, disse Obama, mas o Irã “precisa entender” que com direitos vêm obrigações, e que Teerã deve respeitar os tratados internacionais sobre a produção e utilização de energia nuclear.

Barack Obama defendeu a implementação das novas sanções — as mais restritivas já aplicadas ao Irã — dizendo que Teerã “não conseguiu provar à comunidade internacional” que seu programa nuclear tem fins pacíficos.

Mais cedo, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, chegou a afirmar que as sanções contra a República Islâmica seriam “ineficazes”, citando como exemplo a Coreia do Norte, que anunciou o total funcionamento de seu programa nuclear mesmo após as punições recebidas pela ONU.

Em resposta, Obama disse que os EUA “sabem que o Irã não mudará seu comportamento de um dia para o outro”, e que a comunidade internacional deve manter as portas da diplomacia abertas.

COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS