Moscas Mortas Revolution – Página Inicial

O verdadeiro fu…

Posted in Política by leonardomeimes on 20/09/2013

O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer ‘isto é meu’ e encontrou pessoas suficientemente simples para acreditá-lo. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, tivesse gritado a seus semelhantes: ‘Defendei-vos de ouvir esse impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra não pertence a ninguém’

Rousseau

 

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A Veja é a única que tem coragem de desrespeitar o Niemeier…

Posted in Política by leonardomeimes on 07/12/2012

QUANTA BABAQUICE CABE NESSA REVISTA? QUANTA BOSTA PODE SAIR DA BOCA DO REINALDO AZEVEDO?

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Contra a eleição de Celso Russomanno em São Paulo

Posted in Política by leonardomeimes on 02/10/2012

Contra a eleição de Celso Russomanno em São Paulo
5,000
4,083

4,083 assinaturas. Vamos chegar a 5,000

Por que isto é importante

33 razões para não votar no Celso Russomanno
(e assinar/divulgar esta petição!)

 

1) Você sabia que Celso Russomanno tentou derrubar o projeto Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de políticos corruptos? Na votação dos destaques da proposta, Russomanno, juntamente com Paulo Maluf, votou para que fosse retirado do projeto o período em que um político se tornaria inelegível por compra de votos ou abuso de poder, o que desfiguraria o projeto e o tornaria praticamente nulo. Graças à pressão popular, a proposta de Russomanno e Maluf foi rejeitada pela maioria da Câmara. Após a derrota na tentativa de desfigurar a lei e beneficiar os políticos corruptos, Russomanno demagogicamente votou a favor do texto final que aprovou o projeto. A Lei Ficha Limpa foi aprovada graças à mobilização de milhões de brasileiros e se tornou um marco fundamental para a democracia e para a luta contra a corrupção e a impunidade no país. Trata-se de uma conquista de todos os brasileiros, que Russomanno tentou derrubar. Por que será? Veja mais informações:

http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/camara-dribla-destaques-que-anulavam-ficha-limpa/


2)
 Você sabia que Celso Russomanno apoia (publicamente inclusive, conforme vídeo citado logo abaixo) o projeto que Maluf criou para tentar impedir que o Ministério Público investigue os políticos corruptos? A Lei de Maluf apoiada por Russomanno prevê a criminalização, inclusive com pena de prisão, de promotores e procuradores. Paulo Maluf foi incluído na lista de procurados pela Interpol e pode ser preso se pisar em um dos 181 países que mantêm representação com a polícia internacional. Por que será que Russomanno quer, juntamente com Maluf, punir o Ministério Público por investigar políticos corruptos? Veja neste vídeo:

3) Você sabia que Russomanno apresentou, como deputado, um projeto queaumenta a pena de quem caluniar políticos? Contra políticos que caluniam, Russomanno não apresentou nenhum projeto, mas votou contra o Ficha Limpa e foi favorável à lei de Paulo Maluf, para tentar calar o Ministério Público (Folha de S. Paulo – 26/07/2012).

4)
 Você sabia que Russomanno denuncia empresas com uma mão e mantém contratos com as concorrentes com a outra? Deu na Veja. Nas eleições de 1994, Russomanno se elegeu deputado federal usando e enganando os cidadãos humildes no seu programa Aqui Agora, onde denunciava empresas que não cumpriam suas obrigações com os clientes. Ao mesmo tempo ele mantinha contratos de publicidade com empresas concorrentes. Russomannovendia blindagem para as empresas que não quisessem ser expostas em um programa de TV. (Revista Veja – 19/10/1994)

5)
 Você sabia que, apesar de se apresentar como “um homem simples e do povo”, Celso Russomanno é, na verdade, um grande empresário muito rico? É dono de quatro empresas, um instituto e uma rádio. Segundo dados declarados pelo próprio ao TSE, seu patrimônio é de mais de R$ 2 milhões de reais.

6) Você sabia que, apesar de se apresentar como “um homem simples” que gosta de “andar no meio do povo”, Russomanno é, na verdade, um homem muito rico, mas muito rico mesmo? Na sua declaração de bens à Justiça Eleitoral constam cinco casas: mansões no Morumbi, na praia, em Brasília, em Campos do Jordão, dois apartamentos em áreas nobres da cidade de São Paulo, sete carros (entre eles uma Mercedes Bens, uma Blazer e um Passat), uma lancha Pahton, uma moto Italiana Duccati e 22 bicicletas para pedalar nas horas vagas.

7) Você sabia que Celso Russomanno sempre se apresentou como jornalista, mas na verdade o que ele sempre fez foram transações comerciais camufladas como se fossem entrevistas e reportagens? Veja o que disse à Folha de São Paulo a diretora comercial do Circuito Night and Day, programa em que Russomanno se apresentava como “repórter e jornalista”: “Sobrevivemos de merchandising e matérias comerciais (…) começamos a entrevista com um bate-papo descontraído e só depois falamos da empresa ou do produto” (Folha de S. Paulo – 16/10/1994).

8) Você sabia que, apesar de se apresentar como “advogado”, Russomanno nunca passou no exame da Ordem dos Advogados do Brasil? O candidato é bacharel em Direito pelas Faculdades Integradas de Guarulhos, mas não é advogado uma vez que ele não passou no exame da OAB para obter o registro que autoriza o exercício da profissão. Segundo a OAB, Russomanno está infringindo as normas da Lei 8.906/94 e o exercício ilegal da profissão é crime tipificado no Código Penal. (Consultor Jurídico – 13/08/1988). Veja mais no link abaixo:

http://www.conjur.com.br/1998-ago-13/entidade_mover_acao_deputado_stf

9) Você sabia que a OAB processou Russomanno por advogar ilegalmente? (O Estado de S. Paulo – 21/08/1998)

10)
 Você sabia que Russomanno também foi denunciado na OAB pela prática ilegal de aliciamento de clientes? Na queixa apresentada pela 86ª subseção da OAB de Itapecerica da Serra (SP), além do exercício ilegal da profissão de advogado Russomanno foi denunciado por prática de aliciamento de clientes. A denúncia foi motivada por anúncios do Plantão Jurídico veiculado pela TV. Russomanno mantinha o serviço Plantão Jurídico pelo sistema 0900, em que oferecia pelo telefone uma “orientação dos seus direitos” (conforme dizia a gravação que atendia as ligações com a voz do candidato). O serviço custava R$ 3,95 por minuto. Russomanno reconheceu que o Plantão Jurídico (0900-112.222) foi criado com o objetivo de levantar dinheiro para o Inadec (instituto que preside). Ainda que ele fosse advogado – o que não é -, Russomanno estaria errado porque a captação de clientes através de anúncio é ilegal, segundo a OAB. (Consultor Jurídico – 13/08/1988)

11)
 Você sabia que o vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (a mesma entidade que já denunciou Russomanno por exercício ilegal da profissão e aliciamento de clientes) é Luiz Flávio D’Urso, que também é vice da sua chapa a prefeito? Russomanno coliga-se assim justamente com um dos chefes da entidade que já o acusou de charlatanismo. Talvez por isso o caso tenha sido esquecido pela OAB… (Brasil 247 – 29/06/2012)

12) Você sabia que Russomanno virou réu no STF por falsidade ideológicaapós ter se candidatado a prefeito de Santo André, em 2000, sem nunca ter morado na cidade? Ele transferiu seu domicílio eleitoral por puro oportunismo, até que foi proibido pelo TRE de participar do horário eleitoral. Por causa deste episódio, Russomanno virou réu no STF, mas o processo foi direcionado para a primeira instância em razão dele ter perdido o foro especial de Deputado Federal que tinha em 2010. (Folha de S. Paulo – 29/09/2000)

13) Você sabia que Russomanno já foi réu no STF por lesão corporal? Segundo denúncia do MPF, Russomanno teria desacatado e agredido um funcionário do Incor (Instituto do Coração) de São Paulo que estava no exercício de suas funções, além de ter danificado a porta do pronto-socorro. O incidente ocorreu no dia 23 de outubro de 2002. O Supremo Tribunal Federal recebeu do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo os autos do processo (INQ 1794) em que o então deputado federal Celso Russomanno respondia por lesão corporal dolosa contra Luiz Antônio Pessin, funcionário do Incor na época. (Folha Online – 01/03/2007)

14) Você sabia que Russomanno já foi acusado de suborno na CPI do Narcotráfico? Durante a CPI do Narcotráfico, ocorrida em 1999, o motorista Adilson Frederico Dias Luz acusou Russomanno, que era sub-relator da comissão, de suborno. O objetivo, segundo Adilson, era que ele acusasse o advogado de Campinas, Artur Eugênio Matias. O motorista afirma ter implicado o advogado em troca de sua liberdade. Na época a OAB-SP comunicou o fato às corregedorias do Tribunal de Justiça e do Ministério Público de São Paulo (Consultor Jurídico – 15/12/2009).

15) Você sabia que Celso Russomanno foi denunciado no STF por peculato por pagar com dinheiro público uma funcionária particular? É o mesmo crime que está levando o mensaleiro João Paulo Cunha para a cadeia. Segundo o STF, aoindicar e manter Sandra de Jesus para ocupar cargo em comissão (secretária parlamentar) vinculado ao seu gabinete junto à Câmara dos Deputados, Celso Russomanno teria possibilitado o desvio de recursos públicos, uma vez que a servidora continuava a administrar e a gerir a empresa de Russomanno localizada em São Paulo. O ministro Cezar Peluso alegou na época: “Reconheceu-se a falsidade da rescisão contratual, uma vez que mesmo após ser demitida pela empresa foi mantida a relação de emprego com o dinheiro público”. (Portal Terra – 10/10/2008 e Folha de S. Paulo – 11/05/2005).

16) Você sabia que Russomanno já defendeu na Câmara os interesses do seu sócio e maior doador de campanha, que foi condenado a cinco anos de prisão por crime contra a ordem tributária? Em 2004, ele apresentou à Comissão de Defesa do Consumidor, na Câmara dos Deputados, o requerimento de número 301, no qual pedia para que fossem investigadas denúncias sobre suposta concorrência desleal da Coca-Cola contra a Dolly. Depois de defendido por Russomanno, Laerte Codonho (dono da Dolly) tornou-se, além de seu sócio, o maior doador de campanha do ex-deputado federal na disputa ao governo paulista em 2010, além de ser patrocinador de um de seus programas de TV. Codonho foi condenado a cinco anos de prisão em regime semiaberto em novembro de 2011 por crime contra a ordem tributária. Em recente entrevista ao Estado de S. Paulo, Russomanno defendeu novamente Codonho afirmando que “ele é um grande brasileiro” e que tem “muito orgulho de ser seu sócio” (O Estado de S. Paulo – 30/07/2012).

17) Você sabia que a agência de publicidade de Celso Russomanno, a AND Comunicação, está com os bens bloqueados por irregularidades na justiça? A agência está com os bens indisponíveis. O bloqueio, pedido pela Fazenda Nacional e autorizado pela Vara da Fazenda Pública de Diadema, tem como alvo o sócio de Russomanno (aquele mesmo que ele defendeu na Câmara), o empresário Laerte Codonho, que foi condenado a cinco anos de prisão. (O Estado de S. Paulo – 31/07/2012)

18) Você sabia que Russomanno e seu sócio (aquele mesmo que foi condenado à prisão) mantinham um heliporto clandestino na Zona Norte de São Paulo? O mesmo local era usado como estúdio de gravação dos programas de Russomanno na empresa em que ele e Laerte Codonho (ele mesmo, o dono da Dolly) mantém. Na época, uma assessora de Russomanno ligou para a Subprefeitura da Casa Verde querendo explicações por terem retirado o heliporto. Mesmo clandestino, Russomanno acreditava ter o direito de ter um heliporto (Folha de S. Paulo – 28/12/2006).

19) Você sabia que Russomanno, apesar de se apresentar como um “homem muito humilde”, humilha os mais simples na base do “você sabe com quem está falando”? Deu no Painel da Folha. Em 2006, Celso Russomanno bateu boca no estacionamento da Câmara com um taxista que obstruía a passagem de seu carro. Aos berros, o deputado destratou o motorista. Em seguida, chamou um segurança para deter o taxista, que já havia se desculpado. Quando o passageiro tentou acalmar Russomanno, o parlamentar disparou: “Não me chame de você! Sou deputado federal!” (Folha de S. Paulo – 07/09/2006).

20) Você sabia que Celso Russomanno “sai no braço” com mulher? Segundo a Folha de S. Paulo, “Durante uma reunião do Partido Progressista, em 2008, em Brasília, os deputados Celso Russomanno e Aline Corrêa saíram no braço.” (Folha de S. Paulo – 02/07/2008).

21) Você sabia que um funcionário do Metrô registrou boletim de ocorrência porlesões corporais e constrangimento ilegal contra Celso Russomanno? Vicente Gilmarino Neto, responsável pela estação Ana Rosa, disse que Russomanno o pegou pelo braço e lhe deu voz de prisão para obrigá-lo a dar explicações sobre uma pane num elevador (Folha de S. Paulo – 19/03/2012).

22) Você sabia que Russomanno foi flagrado fazendo uma emenda parlamentardestinando R$ 1,1 milhão de dinheiro público para uma empresa dele próprio? O dinheiro iria para a entidade que ele preside, o Instituto Nacional de Defesa do Consumidor. Flagrado pela reportagem do Portal IG, Russomanno recuou e abortou a operação (IG – 08/12/2010).

23) Você sabia que, durante 15 anos, Russomanno esteve lado a lado com Maluf? Ele fez a vida política ao lado de Maluf, que é seu padrinho e mentor. Ingrato, hoje ele o renega. Mas a verdade é que em 1979 conseguiu um cargo comissionado no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista (então ocupado por Paulo Maluf). “Ele levava e trazia papel para lá e para cá, era office-boy do Calim Eid”, contou Maluf (Revista Piauí).

24) Você sabia que, depois de romper com Maluf, Russomanno se aliou à Igreja Universal do Reino de Deus? Após 15 anos ao lado de Paulo Maluf, o ex-deputado Celso Russomanno rompeu os laços com o padrinho e deixou o PP para se filiar ao PRB (sigla nanica controlada pela Igreja Universal). O apresentador de TV tem um perfil distante do estilo de vida pregado pelos evangélicos: namorou capas da Playboy e começou a carreira vendendo fitas com cenas picantes do carnaval. O plano da Universal para Russomanno é claro: usar sua popularidade para repetir em São Paulo seu sucesso no Rio com o senador Marcelo Crivella, reeleito em 2010. Profissionais vinculados à TV Record e à Universal participam ativamente do Programa Eleitoral de Celso Russomanno (Folha de S. Paulo 10 de dezembro de 2011).

25) Você sabia que a família de Russomanno já viajou pelo mundo com passagens pagas com dinheiro público (o seu dinheiro)? Russomanno foi ativo participante do escândalo das passagens da Câmara. O candidato usou a cota parlamentar, de uso exclusivo do dono do cargo, para fornecer passagens aéreas enquanto deputado federal para levar a filha a Nova York e a mulher a Montevidéu. De acordo com relatório de passagens emitidas para o gabinete do ex-deputado, entre 2008 e 2009 foram emitidos 8 bilhetes de sua cota para familiares ou terceiros. Russomanno acha normal e alega não haver ilegalidade nem imoralidade em pagar pelas férias da família com dinheiro público.

26) Você sabia que até mesmo o comitê da campanha de Russomanno está irregular? O comitê da campanha foi instalado em um casarão da Avenida Itacira, na zona sul da cidade, sem obter licença da prefeitura (Folha de São Paulo – 02/08/2012).

27) Você sabia que, como deputado, Russomanno apresentou uma propostadefendendo porte de arma para todos os congressistas? Em 2010, a Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições doou (de R$ 1,7 milhão arrecadado) R$ 100 mil à sua campanha ao governo paulista (Folha de S. Paulo – 26/07/2012).

28) Você sabia que Russomanno opera uma rádio sem autorização, e que a rádio funciona em Leme, no interior de São Paulo, mas a concessão pertence a uma empresa do Pará? Apesar de não possuir concessão do Ministério das Comunicações para exercer a radiodifusão, o candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, opera ao menos desde 2011 uma rádio no interior do Estado. O candidato declarou à Justiça Eleitoral ser dono de empresa de rádio em Leme (SP) em sociedade com familiares, mas a concessão pertence a uma empresa de Cametá, cidade do interior do Pará. A Rede Brasil FM 101,1, que funciona no endereço da empresa de Russomanno, usa a concessão dada em novembro de 2010 à Amazônia Comunicações, que está registrada em nome de um médico de Cametá, João Batista Silva Nunes (Folha de S. Paulo).

29) Você sabia que, por causa de uma reportagem sensacionalista feita por Russomanno no Aqui Agora, uma família humilde foi muito prejudicada? Deu na Folha de S. Paulo. Russomanno fez uma “reportagem” acusando o cachorro de uma família simples de ter matado o gato da vizinha. Ele nunca ouviu a versão da família e foi pessoalmente cobrar satisfações sobre uma suposta indenização que a família deveria dar à dona do gato morto. Um mês depois o Juizado Especial de Pequenas Causas concluiu que o cachorro não atacou a gata, já que a cadela estava em outro bairro. A família prejudicada sofreu uma série danos morais na vizinhança e entrou com processos contra o SBT (Folha de S. Paulo – 25/03/1994).

30) Você sabia que, em 1994, Russomanno (então candidato a Deputado Federal) foi acusado de não ter honrado o contrato de compra da casa onde morava, uma bela mansão no Morumbi no valor de 300 mil dólares? Atualmente a mesma propriedade deve valer mais de R$ 5 milhões (Fonte: Revista Veja 19/10/1994).

31) Você sabia que Russomanno constrangeu um homem em uma situação dramática por puro sensacionalismo? Durante o seu programa Aqui Agora, Russomanno filmou o resgate de homem que ficou preso nas ferragens do carro após um acidente. Por mais de 80 minutos ele e sua equipe atrapalharam os bombeiros e constrangeram o acidentado, que ficou seminu na frente das câmeras. Renato Lopes nunca autorizou o uso dessas imagens e, mesmo assim, elas foram exibidas no programa, trazendo constrangimentos e danos morais para a vítima (O Estado de S. Paulo – 25/03/1994).

32) Você sabia que Russomanno utilizou a estrutura de seu gabinete em Brasília para distribuir convites e ajudar na divulgação do Miss Brasil? Russomanno levou, em 1998, as candidatas a Miss Brasil para passear por Brasília, e suspendeu uma sessão no Congresso para que os deputados pudessem cumprimentar todas as candidatas (O Estado de S. Paulo – 18/03/1998).

33) Você sabia que Russomanno tem poderes paranormais? A parte exótica de sua personalidade é destacada através dos seus autodeclarados dons exotéricos. Ele se diz parapsicólogo e hipnólogo. E emenda: “hipnotizo para fazer o bem, como ajudar as pessoas a parar de fumar” (Vejinha SP).

Fonte:
http://forarussomanno.tumblr.com

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A Cisjordânia e a “política da invisibilidade”

Posted in Política by leonardomeimes on 05/02/2012

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/1043906-a-cisjordania-e-a-politica-da-invisibilidade.shtml

 

05/02/2012 – 07h40

A Cisjordânia e a “política da invisibilidade”

 

VLADIMIR SAFATLE
COLUNISTA DA FOLHA

“Vocês não podem ir à Cisjordânia”, disse o funcionário da locadora de automóveis no Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv.

De fato, o GPS do carro nem sequer indicava cidades palestinas como Ramallah, Hebron ou Nablus, a poucas dezenas de quilômetros dali. Não estava claro se a impossibilidade teria ligação com alguma proibição do governo de Israel ou com uma estranha forma de acordo tácito entre os israelenses que consistiria em agir como se a Palestina não existisse.

Veja fotos da viagem de Vladimir Safatle a países árabes

Por fim, entrar na Cisjordânia não se mostrou mais complicado do que passar uma fronteira em qualquer lugar do mundo –o que demonstrou que a impossibilidade enunciada pelo funcionário da locadora era mais uma limitação psicológica do que a descrição de um estado efetivo de coisas.

É fácil se deixar inebriar pela beleza arquitetônica de cidades como Tel Aviv, com seus prédios em estilo Bauhaus ao redor do bulevar Rothschild, e Jerusalém, com seu trânsito racional e sua escala humana de prédios de baixo gabarito. Essas cidades testemunham a força e a impressionante dedicação de um povo capaz de construir um país em menos de 50 anos. poucos povos no mundo seriam capazes de fazer o que os israelense fizeram.

No entanto, tal admiração pode nos cegar para o que acontece do outro lado do muro que Israel ergueu, a partir de 2002, para isolar os palestinos.

Ela pode nos levar a pensar da mesma forma que o governo de Israel, que construiu na Cisjordânia essas autoestradas cujas placas indicam apenas os nomes dos assentamentos israelenses –forma de mostrar que as cidades palestinas não teriam sequer o direito de ser nomeadas.

POVO INVENTADO
Em dezembro do ano passado, o pré-candidato republicano à presidência dos EUA Newt Gingrich afirmou que os palestinos são um povo “inventado”. O que, no seu jargão, deve significar: um povo que não existe como tal e que, principalmente, não tem direito a existir.

Ele decerto acredita que há povos “inventados” e povos, digamos, “naturais”. Na sua vasta visão de americano médio, Gingrich talvez acredite em povos que tenham sido criados por alguma forma de vontade divina, perfeitamente clara para determinados deputados visionários do Partido Republicano.

A afirmação do candidato tem, ao menos, a vantagem da honestidade. Um povo como o palestino, cuja maioria da população não tem direito nem a carteira de identidade ou passaporte, deve entender bem o que Gingrich quis dizer. Ele sabe que a afirmação do republicano expõe o núcleo de uma prática que paulatinamente tomou conta da “questão palestina”.

Ela consiste em operar o que poderíamos chamar de “política de invisibilidade”. Pois uma das grandes conquistas da filosofia social dos últimos 30 anos foi pôr em relevo a importância da noção de reconhecimento no interior dos embates políticos.

Tal noção nos obriga a lembrar que, para além das questões econômicas de redistribuição de riquezas, a política é a esfera na qual demandas de reconhecimento devem ser ouvidas e implementadas.

Reconhecer alguém como sujeito político significa primeiro reconhecer que seus sofrimentos e direitos são visíveis. Em nenhum outro lugar essa teoria foi tão esquecida quanto na Palestina.

Durante minha viagem à Tunísia, ao Egito e a outros países da região, ficou claro como o significante que melhor organizava as demandas políticas daqueles que colocaram em marcha a Primavera Árabe era “dignidade”. Na Palestina, descobre-se mais facilmente como tal palavra foi enunciada não apenas contra ditadores corruptos como o tunisiano Ben Ali ou o egípcio Hosni Mubarak.

Ela foi enunciada contra o Ocidente. Pois, se os povos árabes são tão sensíveis ao problema palestino (contrariamente à clássica insensibilidade de seus governantes), é porque veem nele o sintoma do discurso do Ocidente sobre o Oriente Médio. Ou seja, o ponto que revela o destino que o Ocidente reserva aos povos árabes, quando estes não têm petróleo, ou posição geopolítica privilegiada. O destino da invisibilidade.

AMEAÇA
Há uma forma clássica de tentar cortar tal discussão pela raiz. Ela consiste em justificar a situação palestina, de humilhação cotidiana, afirmando que os israelenses também sofreram a ameaça cotidiana da guerra, da insegurança e do terrorismo.

É verdade que tal sofrimento é real e não deve ser esquecido. Não precisamos de discursos que diminuam o sofrimento vivenciado por um povo. No entanto, nada nos impede de, ao mesmo tempo, recusar radicalmente tanto o discurso que nega o direito à existência de Israel em fronteiras seguras (assim como as ações terroristas contra a população civil) quanto a prática que nega aos palestinos um Estado autônomo e respeitoso das fronteiras de 1967, ou que os submete a ações inaceitáveis de “punição coletiva”.

Mais ainda. Nada nos leva a afirmar que a insegurança israelense será resolvida pela condução do povo palestino à situação de inexistência.

“Isso é algo que, no fundo, os israelenses sabem”, disse-me Liran Razinsky, ativista do Movimento Solidariedade e professor de literatura da Universidade de Tel Aviv.

“Se você perguntar se os israelenses estão seguros de que seu Estado existirá daqui a 50 anos, a maioria responderá de maneira negativa. Mas, quando o afeto central da vida social é o medo, você se dispõe a fazer o que for necessário para se defender, sem nem sequer enxergar o que de fato você está fazendo. Assim, Israel se tornou um Estado democrático para os judeus, semidemocrático para os árabes-israelenses e totalitário para os palestinos”.

Um exemplo forte do que Razinsky tem em mente pode ser encontrado na cidade palestina de Hebron. Lá, em 1994, o colono Baruch Goldstein abriu fogo contra palestinos que rezavam na mesquita de Abraão, matando 29 pessoas.

Hoje, a mesquita e a área em volta estão totalmente cercadas por controles do Exército israelense, e o túmulo de Goldstein transformou-se em local de peregrinação de colonos radicais.
Os palestinos que moram na redondeza só podem entrar em casa depois de passar por tais controles. Não são autorizados a ter facas ou qualquer outro objeto cortante em casa, nem podem sair depois das 20h. Caso queiram, por exemplo, trazer um sofá para casa, precisarão de uma autorização do Exército que pode demorar semanas.

Qualquer palestino precisa da autorização do Exército israelense para reformar ou ampliar sua casa, assim como para construir reservatórios de água. Raramente tais permissões são concedidas. Ou seja, a todo momento, os palestinos são lembrados de que vivem em situação perpétua de exceção.

No entanto, é possível encontrar colonos indo ao supermercado ostensivamente com metralhadoras nas costas. Há um assentamento bem no meio da cidade. Ele é protegido por torres de observação do Exército que se espalham por Hebron, dando a impressão de uma cidade sitiada, controlada por alguma forma de pan-óptico que tudo vê. Até mesmo a entrada da cidade é controlada por uma barreira que a qualquer momento pode ser fechada para impedir que os palestinos passem.

Ruas estão divididas por blocos de concreto. Os palestinos circulam de um lado, os israelenses de outro. O lado israelense é duas vezes maior do que o palestino. Várias áreas da cidade foram interditadas aos palestinos para proteger os colonos. Não foi por outra razão que Andrew Feinstein, antigo parlamentar judeu do Congresso sul-africano, afirmou sobre a Cisjordânia: “Isto é como o apartheid”.

Feinstein estava certo: dificilmente encontraremos palavra mais adequada para caracterizar essas e outras situações corriqueiras na Cisjordânia, como as autoestradas que separam carros palestinos e israelenses.

ASSENTAMENTOS
Segundo as leis internacionais, os assentamentos são ocupações absolutamente ilegais. No entanto, “o governo de Israel nunca abandonou sua política de assentamentos, nem mesmo em época de negociação de paz”, disse-me Jamal Juma, ativista palestino e coordenador da ONG Stop the Wall.

“Não é por outra razão que hoje a Cisjordânia tem algo em torno de 520 mil colonos judeus ante uma população de 2,5 milhões de palestinos. Quando os acordos de Oslo começaram, a partir de 1993, esse número não chegava a um quinto do que é hoje. O maior erro dos acordos de Oslo foi não prever o desmantelamento imediato dos assentamentos.”

Autoridades israelenses afirmam que a existência dos assentamentos não é obstáculo para a paz. Afinal, Israel desmantelou assentamentos em Gaza, no governo de Ariel Sharon (2001-06), e no Sinai, no governo de Menachem Begin (1977-83), ao devolver tais terras. Mas é difícil imaginar que algo dessa natureza seja possível na Cisjordânia. Quando ouvimos falar em assentamentos, temos a impressão de um conjunto de casas ou fazendas. No entanto, alguns deles, como Ariel, são verdadeiras cidades.

Há de se perguntar quem conseguirá desmantelar toda uma cidade de 35 mil habitantes cujos moradores andam com metralhadoras a tiracolo e se veem como responsáveis pela missão divina de reconquistar a terra de seus ancestrais bíblicos. Quando o ex-primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, tentou fazer isso, foi assassinado exatamente por um colono.

A vida em Ariel é algo à parte. Seu acesso é proibido a carros que não tenham placas israelenses. A cidade é uma espécie de condomínio fechado, etnicamente homogêneo, cuja base demográfica é composta por judeus vindos da Rússia e do Brooklyn nova-iorquino. Em seus supermercados é possível encontrar caviar russo e biscoitos belgas a preços subsidiados pelo governo, o que garante um alto padrão de vida.

Ao redor, encontramos indústrias pesadas, que poluem o riacho que passa pelos vilarejos palestinos da região. No seu interior está a Universidade de Ariel, que tem um acordo de cooperação acadêmica com o Instituto de Matemática da Universidade de São Paulo.

É de perguntar qual insensibilidade inacreditável acometeu a USP para achar normal firmar um acordo dessa natureza com uma instituição construída em um território ocupado –uma ocupação internacionalmente condenada, inclusive pelo próprio governo brasileiro. Não se trata aqui de fazer coro ao equivocado pedido de boicote às universidades israelenses –equivocado porque boa parte da oposição às políticas do governo vem exatamente dessas universidades.

Já um acordo com uma instituição construída em território ocupado equivale a legitimar e normalizar tal situação, o que vai frontalmente contra as determinações da diplomacia brasileira.
Marda é um dos vilarejos palestinos ao lado de Ariel. Nele, nos encontramos com fazendeiros que tiveram suas terras paulatinamente confiscadas pelo Exército israelense por “razões de segurança”.

Um deles é Murad Alkufash, que pergunta, indignado: “Moramos aqui há séculos. Por que eu deveria aceitar que alguém que nem nasceu aqui, que veio do Brooklyn, seja senhor das terras que herdei de meu pai?”.

ÁGUA
Uma das situações mais extorsivas em relação aos direitos dos palestinos diz respeito à água. O Jordão é o único rio perene da região e está completamente em território palestino. Israel já disse de maneira clara que não devolverá o vale do Jordão, o que inviabiliza qualquer tentativa de fundar um Estado palestino que não seja um mero conjunto de bantustões.

O próprio ex-primeiro-ministro Ariel Sharon, como revelou o jornal israelense “Haaretz”, em maio de 2003, dizia acreditar que a “solução” da questão palestina passaria pela criação de microterritórios semelhantes aos bantustões, Estados-fantoche criados pelo governo racista sul-africano a fim de isolar os negros em comunidades sem autonomia real ou poder efetivo, criando uma população sem direitos civis e trabalhistas.

Os palestinos que habitam a região do Jordão são segregados no que diz respeito ao consumo de água. Um colono israelense usa seis vezes mais água que os palestinos. Caso queiram mais, os palestinos precisarão comprar água de uma empresa israelense que explora o rio do qual os próprios palestinos são donos.

Diab Abdel Najoun, fazendeiro da região de Al-Auja, me contou: “Tenho fazenda, mas não posso plantar nada porque Israel cortou minha água. Vivo agora do dinheiro mandado por meus filhos”.

Ao chegar em Al-Auja, com voluntários do Conselho Mundial de Igrejas, encontramos Faiçal Najoun prostrado diante de escombros. O Exército israelense acabara de demolir um pequeno edifício comercial que ele construíra em “zona C”. Depois dos acordos de Oslo (1993), a Palestina foi dividida em três zonas: A (sob controle palestino), C (sob controle israelense) e B (sob controle misto).

No entanto, os limites são muitas vezes controversos e cambiáveis, o que faz com que boa parte dos palestinos nunca tenha segurança sobre a propriedade de sua casa. Até mesmo escolas estão atualmente sob ordem de demolição.

Diante dos escombros, Faiçal me disse esperar uma terceira Intifada, alusão feita às revoltas da população palestina, armada muitas vezes com paus e pedras, contra militares israelenses: “Israel está em guerra contra nós, agora por meio da água e da terra”.

NEGOCIAÇÃO
Pode-se ignorar o caráter dramático da situação afirmando que ela foi produzida pelos próprios palestinos. Afinal, eles teriam recusado sistematicamente toda possibilidade de negociação –a prova seria a recusa do então presidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat (c. 1929-2004) a aceitar um acordo do então primeiro-ministro Ehud Barak (1999-2001) para devolver 92% do território palestino e partilhar Jerusalém.

Eu mesmo já escrevi anteriormente que foi um erro de Arafat não ter aceitado (“O Verdadeiro Alvo”, no jornal “Valor Econômico” de 6 de novembro de 2009). No entanto, vale a pena colocar o processo no seu verdadeiro contexto.

O motivo da recusa foi a intransigência de Barak em negociar o direito de retorno dos refugiados palestinos. Quando o Estado de Israel foi criado, em 1948, 711 mil palestinos fugiram de casa com medo de massacres como o ocorrido em Deir Yaassin ou das consequências do conflito árabo-israelense.

Esses palestinos têm assegurado o direito de retorno por uma decisão da ONU conhecida como Resolução 194.

Desde então, eles vivem em campos de refugiados espalhados por Jordânia, Cisjordânia e Líbano. Por muito menos, mas por razões estruturalmente semelhantes, a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) invadiu o Kosovo, na ex-Iugoslávia, em 1999. Ou seja, não há nada de irracional na posição de Arafat em exigir uma solução adequada ao problema dos refugiados, embora tenha sido um equívoco estratégico.

Pode-se tentar ignorar este relato, afirmando que se trata de mais um texto marcado pela posição anti-Israel. Nada mais falso.

Melhor seria lembrar que existem dois tipos de amigos: um que dirá “sim” a tudo o que você fizer e outro que, ao ver você rumo ao abismo, segurará firme em seu braço e dirá: “É hora de mudar de caminho”.

Há de se perguntar quem é o verdadeiro amigo.

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BLOG DO REINALDO AZEVEDO FAZ CAMPANHA ANTECIPADA PARA JOSÉ SERRA

Posted in Política by leonardomeimes on 01/02/2012

 Será que o TSE vai retirar o Blog do jornalista da revista Veja, Reinaldo Azevedo por fazer campanha explícita antecipada para o tucano José Serra? Ele vive esculhambando a Dilma Rousseff diariamente e nunca foi punido pelo TSE. Veja o que o abestalhado do Reinaldo escreve de propaganda para seu candidato:

Reinaldo Azevedo da VEJA pode. Quem não pode é a blogosfera.

O nome da doença que assola o Brasil é Reinaldo Azevedo

Posted in Política by leonardomeimes on 01/02/2012

NESTA MANHÃ, O ARTICULISTA QUE INCITA ÓDIO NA POLÍTICA BRASILEIRA SE SUPEROU. DISSE, COM TODAS AS LETRAS, QUE O ELEITOR DE LULA É SEM-VERGONHA. SE A CULPA É DO BRASILEIRO, ISSO SIGNIFICA QUE ELE JÁ ADMITIU SUA PRÓPRIA DERROTA

18 de Agosto de 2011 às 08:59

Leonardo Attuch

É triste ver uma pá de inteligência ser desperdiçada inutilmente. O articulista Reinaldo Azevedo, da revista Veja, tem cérebro, domina o vernáculo como poucos no Brasil e empresta boas quantidades de lógica ao que escreve. Mas, lamentavelmente, conseguiu se converter no porta-voz do que há de mais atrasado na política brasileira atual: a hipocrisia da moralidade. Reinaldo é o “cheerleader” do serrismo, a força derrotada nas últimas eleições presidenciais, de onde brota boa parte dos escândalos atuais.

Num longo artigo publicado na manhã de hoje, ele escreve que “o nome da doença que assola o Brasil é Luiz Inácio Lula da Silva”. É talvez seu texto mais ousado – e que representa quase uma confissão de derrota política. “Enquanto Lula for uma figura relevante da política brasileira, estaremos condenados ao atraso”, escreve Reinaldo. Então esqueça, meu caro: enquanto Lula estiver vivo, terá papel central na política nacional. E possivelmente preservará sua influência mesmo depois de morto, tal qual Getúlio, que os inimigos – porta-vozes do discurso do “mar de lama” – levaram ao suicídio.

Reinaldo joga de vez a toalha quando transfere a culpa pelo que enxerga como atraso ao cidadão brasileiro. “Há diversas razões que explicam o fenômeno, muitas delas já conhecidas. O apoio do Congresso foi vital – além da sem-vergonhice docemente compartilhada por quem votou nele. Não dá para livrar os eleitores de suas responsabilidades.” Atenção, eleitor de Lula e leitor de Veja: o mestre-sala da publicação lhe considera um meliante, um malandro, um picareta, um desonesto. Um sem-vergonha.

Ora, Reinaldo, se a culpa é do brasileiro, a conclusão é uma só: o país não tem jeito mesmo. E talvez a única solução seja o aeroporto. Não importa se 35 milhões de brasileiros cruzaram a linha da miséria na última década, se o Brasil se tornou a Meca dos investidores internacionais e se o desemprego é o mais baixo desde o início da série histórica do IBGE. O eleitor, além de mau caráter, deve ser burro, mesmo. Pior, é masoquista.

Qual seria a grande doença representada pela figura de Lula? Ah, o fisiologismo levado ao extremo, simbolizado pela aliança entre PT e PMDB, que gera tantos escândalos de corrupção. Mas será que isso foi inventado por Lula? Bom, o peemedebista Geddel Vieira Lima foi ministro da Integração Nacional de Fernando Henrique Cardoso. Mas naquele tempo ele era honesto. Lula o corrompeu. Renan Calheiros – sim, o mesmo Renan que Veja tentou derrubar em 12 capas consecutivas antes das eleições presidenciais de 2010 – foi ministro da Justiça de FHC. Mas ele também era honesto naquele tempo. Lula o corrompeu. E tem também o Eliseu Padilha, dos Transportes – como era o apelido do Padilha mesmo, Reinaldo?

Bom, e no PFL (atual DEM), é claro, só tinha gente honestíssima.

No seu artigo de hoje, Reinaldo até admite que FHC teve que sujar as mãos ao governar com alguns aliados do PMDB. “Mas era uma gestão com alguns propósitos”, diz ele. Cuidado, Reinaldo, para não cair na mesma lógica do discurso delubiano que você tanto condena – o de que, em nome do projeto, tudo é permitido. Sua ética é absoluta, pura, kantiana ou é adaptável às circunstâncias?

Reinaldo diz que muitos intelectuais apontaram na política de alianças de FHC uma rendição ao velho patrimonialismo brasileiro, tão bem diagnosticado por Raymundo Faoro. Mas o articulista indaga como é possível, ao mesmo tempo, ser patrimonialista e também reduzir o tamanho do Estado, privatizando estatais? Muito simples, Reinaldo. Basta ver como foram privatizadas as estatais. Quer um exemplo? Antes das privatizações, Benjamin Steinbruch era apenas o herdeiro de um grupo têxtil em dificuldades financeiras, a Vicunha. Mas como era também amigo de Paulo Henrique Cardoso, filho de FHC, comprou primeiro a CSN e depois a Vale. No leilão da mineradora, Antônio Ermírio de Moraes, à época o empresário mais rico do Brasil, desistiu quando percebeu que os fundos de pensão estatais, colados em Steinbruch, dariam sempre um lance maior. Detalhe: apesar de tudo isso, FHC foi, sim, um grande presidente.

Reinaldo deve ter acordado hoje inconsolável porque, apesar da queda de Wagner Rossi, a aliança entre PT e PMDB não foi abalada. Parece inquebrantável, apesar de todos os tremores. Um deputado peemedebista, Mendes Ribeiro Filho, já está sendo indicado para o Ministério da Agricultura com apoio de toda a bancada e do vice Michel Temer. E o resultado dessa aliança é um só: desloca o eixo do poder do bloco tucano para o lado petista. Os tais vinte anos de poder sonhados por Sérgio Motta têm tudo para ser alcançados por seus adversários – ou será que alguém enxerga alguma oposição viável em 2014? Aécio? Serra? Esse é o ponto central de uma discussão que não tem nada que ver com ética, moralidade ou republicanismo – diz respeito apenas à disputa pelo poder.

Significa então que a corrupção e o fisiologismo não devem ser combatidos? Evidente que devem ser atacados. Mas enquanto essa discussão não for levada a sério, no âmbito de uma reforma política, que discuta até o financiamento público das campanhas eleitorais, estaremos presos ao terreno da ética seletiva, com falsos moralistas vendendo a ideia do “mar de lama” e sugerindo a morte – real ou concreta – do “lulismo”. Esta hipocrisia, representada por você, Reinaldo, é a verdadeira doença que assola o Brasil.

CQC kkkkk

Posted in Política by leonardomeimes on 01/02/2012

Reinaldo Azevedo e Veja: a torpeza como política

Posted in Política by leonardomeimes on 01/02/2012
ESCRITO POR MARCELO SOTELO FELIPPE
SEXTA, 09 DE DEZEMBRO DE 2011
 

Reinaldo Azevedo postou em seu blog violento ataque à Associação Juízes para a Democracia. O motivo foi a nota em que a entidade de juízes fez críticas à conduta da reitoria da USP e das autoridades nos recentes episódios envolvendo aquela Universidade.

 

A nota da AJD também motivou matéria da Veja. Ilustrada com uma foto da suástica nazista. Inacreditável.

 

No texto de Reinaldo Azevedo há dois aspectos que merecem atenção das pessoas razoáveis e lúcidas do país.

 

O primeiro – que foi também o mote da Veja – é a desonesta manipulação de um conceito básico das democracias contemporâneas.

 

A nota da AJD diz, em certa passagem, que a lei, seja em si mesma, seja na sua aplicação, deve ser recusada se contrariar princípios constitucionais.

 

Acontece todos os dias nas sociedades democráticas. Nas decisões dos tribunais, juízes ou administradores públicos. Do ponto de vista dos cidadãos, relaciona-se com o conceito de desobediência civil, tal como praticado por Gandhi e Martin Luther King, filosoficamente consolidado, ainda que de escassa repercussão prática. No conflito entre uma regra positiva e a moralidade, prevalecem a moralidade e os princípios constitucionais.

 

Mas o colunista pinça a frase para dizer que os juízes estão atacando o Estado de Direito e a idéia de supremacia da lei. Os juízes da AJD fizeram rigorosamente o contrário. Defenderam o Estado de Direito, a ordem constitucional e a moralidade.

 

Isto se chama delinqüência intelectual. Mostra a inacreditável má-fé e desonestidade do colunista. Podia ser burrice, mas não parece ser o caso de se atribuir burrice a Reinaldo Azevedo. É o porta-voz das trevas, simplesmente.

 

O segundo aspecto. Após conduzir, maliciosamente, seus leitores à conclusão de que a AJD é uma perigosa entidade subversiva que pretende destruir a democracia, nomina, um a um, os dirigentes da entidade.

 

Isto se chama delinqüência política. Que também atende pelo nome de fascismo. Neste momento o colunista ingressou na infame galeria em que figuram, entre outros, Joseph McCarthy e o jornalista Claudio Marques.

 

McCarthy, como os leitores devem lembrar, foi o senador norte-americano responsável pela “caça às bruxas” nos anos 50, que perseguiu e destruiu a vida de milhares de pessoas sob a acusação de esquerdismo, fazendo da delação instrumento de ação política.

 

Claudio Marques foi o jornalista que denunciou Vladimir Herzog como perigoso esquerdista infiltrado na TV Cultura. Herzog foi preso após a infame campanha movida por Claudio Marques e o fim do episódio todos conhecemos.

 

Reinaldo Azevedo vem numa escalada de violência verbal. Perdeu a noção de limites. Embriagado pelo sucesso de sua retórica ultradireitista em certo segmento social, criou um círculo vicioso em que ele e seus leitores alimentam-se reciprocamente de ódio. Sua linguagem incita o ódio dos leitores, e o ódio dos leitores o incita a tornar-se mais violento e permissivo.

 

Quem lê “A Chegada do III Reich”, do historiador inglês Richard Evans, identifica esse mesmo mecanismo na República de Weimar. Figuras semelhantes a Reinaldo Azevedo pululavam. O conceito clássico de fascismo é o uso da violência como instrumento político. Nenhuma violência política se viabiliza sem uma etapa anterior de ódio e violência verbal. Este o papel em que Reinaldo Azevedo e Veja se comprazem. O fascismo não surge por geração espontânea. Germina pouco a pouco com semeadores desse tipo.

 

Conflitos políticos resolvem-se, em uma democracia, por procedimentos antecedidos por diálogos em que os sujeitos agem racionalmente e submetem-se a tais procedimentos independentemente de seu resultado. Quem, como a Veja ou Reinaldo Azevedo, aventura-se no caminho da infâmia e da torpeza recusa esse diálogo racional e recusa os mecanismos democráticos. Não se importa mais com a política democrática, fazendo falsas profissões de fé na democracia. Vislumbra apenas o ódio como meio de ação política. Se o ódio não for suficiente, vai recorrer a outro tipo de violência.

 

 

Marcelo Sotelo Felippe é procurador do estado de São Paulo.

Reinaldo Azevedo colunista da revista Veja magnetiza o ódio a Lula

Posted in Política by leonardomeimes on 01/02/2012

29  Out  2011

Blog do jornalista da revista Veja é um imã para aqueles que festejam a doença do ex-presidente

“No dia 18 de agosto de 2011, o jornalista Reinaldo Azevedo, de Veja, publicou um polêmico texto intitulado “O nome da doença que assola o Brasil é Luiz Inácio Lula da Silva” (leia). Aqui, no Brasil 247, publicamos “O nome da doença que assola o Brasil é Reinaldo Azevedo” (leia aqui).

Reinaldo Azevedo já foi diagnosticado com um tumor no cérebro e tem sido vítima de comentários agressivos na internet. Mas seu blog, no dia de hoje, se transformou num imã para agressões ao ex-presidente Lula. Eis alguns comentários que foram postados:

“Que pena! Diminuem as chances de vê-lo na cadeia”

“A natureza nos fez um grande favor de calar a boca do Apedeuta em chefe”

“Agora dá pra acreditar que aqui se faz aqui se paga. Vai mensaleiro!”

“Que tenha vida longa para terminar seus dias na cadeia”

“Desejo que Lula tenha vida longa – acompanhada de péssima saúde”

“Será que o Mula está tendo urticária por ter que se tratar e conviver com a elite paulistana num dos melhores hospitais do País”

“O pior é que dinheiro gasto para tratamento é o que ele roubou do povo”

Reinaldo costuma dizer que modera comentários para evitar agressões e para não se igualar ao que chama de “petralhas”. Mas o fato é que ele, mais do que ninguém, alimenta o ódio na política.

Link para vídeos de protestos contra a PM e o Alckmin

Posted in Política by leonardomeimes on 01/02/2012