Moscas Mortas Revolution – Página Inicial

Profeta Gentileza

Posted in cidadania, Educação, História by RogBriNas on 01/10/2009

Respeitável Público, o Grande Circo Norte-Americano tem o prazer de apresentar à vocês…

Assim começa o espetáculo, e assim começou a nova fase da vida de José da Trino, um paulista que vivia no Rio de Janeiro, empresário de transporte de cargas em Guadalupe.

Como José, muitos eram os freqüentadores daquele circo em 1961, na cidade de Niterói. A platéia chegou a 2.500 pessoas, e o dono do circo declarou por encerrada a venda de ingressos, muitos foram os que ficaram de fora, das pessoas que estavam de baixo da lona a maioria era criança, só entrava no circo quem tinha dinheiro pra pagar, por isso, os freqüentadores eram os filhos de quem tinha dinheiro. O circo contava com o trabalho de cerca de 60 artistas, 20 empregados e 150 animais. Faltando cerca de 20 minutos pra terminar o espetáculo, o trapezista percebeu o incêndio criminoso provocado por um empregado demitido durante a montagem da estrutura do circo, a lona que deveria ser de náilon, era na verdade de um tecido altamente inflamável.

Cinco minutos depois toda a lona do circo estava pegando fogo,

 Mais de 300 pessoas morreram por causa do acidente,

 Cerca de 70% das mortes foi de crianças,

 A data era 17 de dezembro, praticamente Natal.

  

 José da Trino assistiu ao espetáculo, e conseqüentemente ao incêndio. As cenas presenciadas por ele foram muito fortes, mas, foram também um chamado. José ouviu essa voz o chamando e largou tudo, se tornando um profeta. Não um profeta com desejos materiais, mas como Amós ou Oséias.

Ele passou os quatro anos seguintes ao incêndio morando no terreno do circo onde plantou um jardim e uma horta sobre suas cinzas. Ali, ele também consolava os parentes das vítimas de 61. O local ficou conhecido como “Paraíso Gentileza”. Sua família quis o internar, pois estava gastando com os outros todo o seu patrimônio. Ele passou a usar uma bata branca e um estandarte com palavras de Gentileza.

Em certa ocasião, encheu duas pipas de cem litros de vinho e distribuiu em pequenos copos perto da saída da barca Rio-Niterói, dizia: “Quem quiser tomar vinho não precisa pagar nada, é só pedir por gentileza, é só dizer agradecido”.

O Profeta Gentileza, como ficou conhecido, passou a andar pelas ruas do centro do Rio de Janeiro distribuindo flores e gentilezas, pregando o amor e o respeito.

Na década de 80 passou a desenhar inscrições em verde e amarelo em 55 pilastras no Caju, o conteúdo era baseado em suas palavras: “Deus-Pai é Gentileza que gerou o Filho por Gentileza. Por isso, Gentileza gera Gentileza”. O local era estratégico, pois, é até hoje passagem de quem atravessa a Avenida Brasil em direção à Rodoviária.

Porém, suas palavras nas pilastras sofreram com o efeito do tempo e de pichadores, enquanto o Profeta era vivo restaurava sua arte, em 1996 ele faleceu e sua obra ficou sem cuidados. Em 1997, a Companhia de Limpeza Urbana da cidade cobriu com tinta cinza quase todos os escritos do profeta.

 A sociedade NÃO gostou.

Por sorte, a tinta era à base de cal, e descobriu parte dos escritos na época de chuvas. Admiradores do Profeta viram e lançaram um grande protesto cobrindo os escritos de 15 pilastras com plástico preto, era o projeto Rio com Gentileza, foi o suficiente para chamar a atenção da sociedade e começar a restauração do que foi coberto de cinza.  No ano 2000, os escritos se tornaram Patrimônio Cultural.

Vídeo Relacionado:

Um louco ou um profeta? As pessoas que viram e se lembram dele, o chamam de amigo, o Profeta nos deixou em 96 quando já tinha 79 anos e nos deixou um legado que vai de encontro com o que o mundo nos prega:

“A natureza não vende terra,
a natureza não cobra pra dar alimentação para nós.
Esse dia lindo,
essa luz que está em cima de nós, a nossa vida,
ou seja, vem do mundo, é de graça,
é Deus nosso Pai que dá.
Agora o capeta do homem que é o capitalismo, é que vende tudo, destrói tudo,
destruindo a própria humanidade.

Capeta vem de origem capital.
É o vil metal
Faz o diabo, demônio marginal.
Por esse motivo, a humanidade vive mal.
Mal de situação,
mau de maldade,
porque o capitalismo é falsidade,
o pranto de toda a maldade,
raiz de toda a perversidade do mundo.
É o dinheiro.

O dinheiro destrói a mente da humanidade.
O dinheiro coloca a humanidade surdo.
O dinheiro destrói o amor.
O dinheiro cega.
O dinheiro mata.

Todo dia você lê jornal, ouve rádio,
televisão, só vê barbaridade:
é crime, é assalto, é seqüestro, é vício, nudez, devassidão, fome e guerra.
Vai ver qual é a causa:
capitalismo.

 

Múmias de Salta

Posted in História by leonardomeimes on 01/09/2009

Imagina o que essas crianças poderiam nos contar se realmente voltassem a vida…

Imagina como elas viviam, o que faziam, seu cotidiano, os detalhes da cerimônia em que foram oferecidas aos deuses.

Um mundo que é tão difícil de conceber, mas que não deixa de ser a história de antepassados próximos a nós.

Outro mundo, é tão intrigante…

A múmia da donzela está tão bem preservada que parece que a qualque rmomento ela irá acordar e contar tudo pra gente.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u325906.shtml

“Sacrifício

Segundo os pesquisadores que estudaram as peças, as Crianças do Llullaillaco foram sacrificadas numa oferenda dos incas a seus deuses, numa cerimônia chamada de Capacocha.

Escolhidas por sua perfeição física e por sua condição política e social, as crianças foram conduzidas ao alto do vulcão, o “ponto mais próximo do Sol”, para se transformarem em deuses atentos e protetores das comunidades sob o império inca. É o túmulo inca mais alto já encontrado.

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Menina do Raio

A Menina do Raio, de um pouco mais de 6 anos, estava sentada com as pernas dobradas, as mãos semi-abertas apoiadas sobre as coxas e o rosto olhando para o alto, em direção oeste-sudoeste. Segundo investigações, depois de seu enterro, a elevada temperatura de uma descarga elétrica queimou parte de seu rosto, pescoço, ombros e braços, além de suas roupas e parte de seus objetos.

A menina usa um “sacu”, vestido marrom claro preso na cintura por uma faixa colorida. Sobre seus ombros leva uma “lliclla”, um manto marrom sustentado por um “tupu” (broche) de prata.

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A Donzela, de cerca de 15 anos, estava sentada com as pernas cruzadas, os braços apoiados sobre o ventre e o rosto olhando em direção oposta à Menina do Raio. Seu rosto foi pintado com um pigmento vermelho e em cima da boca se observam pequenos fragmentos de folhas de coca.

Segundo os pesquisadores, a jovem pode ter sido uma “aclla” ou “virgem do Sol”, educada na Casa das Escolhidas (“aclla huasi”), lugar privilegiado para as mulheres nos tempos dos incas.

Menino

O Menino, de 7 anos, estava sentado sobre uma túnica cinza com as pernas dobradas e seu rosto virado para o leste, apoiado sobre os joelhos. Como todos os homens da elite inca, tinha cabelo curto e um adorno de plumas brancas.

Vestido com uma roupa vermelha, tem em seus pés mocassins de couro com apliques de lã marrom, com tornozeleiras de pele de animal. No pulso direito, leva um bracelete de prata.”

 

Outras fontes: http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.natgeo.com.br/especiais/as-mumias-de-salta/objects/img/HeaderPillShowPicture.jpg&imgrefurl=http://www.natgeo.com.br/especiais/as-mumias-de-salta/&usg=__6gtqGt5q9tgJ88WYvhRCMA5l-6A=&h=184&w=488&sz=26&hl=pt-BR&start=44&um=1&tbnid=9_aAO60PYPy7PM:&tbnh=49&tbnw=130&prev=/images%3Fq%3Dmumias%2Bde%2Bsalta%26ndsp%3D20%26hl%3Dpt-BR%26rlz%3D1C1GGLS_pt-BRBR319BR320%26sa%3DN%26start%3D40%26um%3D1

Chica da Silva

Posted in História by RogBriNas on 07/08/2009

Na época da escravidão funcionava assim: Se você era filho de escrava, era escravo também, assim aconteceu com Xica da Silva, filha da escrava Francisca da Silva e do português Antônio Caetano de Sá, sua certidão de nascimento foi registrada no arraial do Milho Verde, atual cidade de Serro Frio. Xica foi escrava do Sangento-mor Manuel Pires Sardinha, esse era médico e também proprietário de algumas lavras no arraial do Tijuco.

Após isso, Xica foi dada ou vendida (não se sabe ao certo) a José da Silva e Oliveira Rolim, o padre Rolim, que foi condenado à prisão pela participação na Inconfidência.

Em 1753, João Fernandes de Oliveira chega ao Arrial do Tijuco para assumir a função de contratador dos diamantes, Xica foi alforriada em 1754 pelo contratador, vivendo com o mesmo. Tiveram juntos treze filhos, todos registrados com o nome do pai, coisa que não acontecia na época, os pais brancos não registravam seus filhos com negras.

Os amantes separaram-se em 1770, quando João Fernandes necessitou retornar a Portugal para prestar contas de sua administração à frente do Contrato dos Diamantes e para cuidar de receber os bens deixados em testamento pelo pai. Ao partir, João Fernandes levou consigo os seus quatro filhos homens. Em Portugal, os filhos homens de Xica da Silva receberam educação superior, ocuparam postos importantes na administração do Reino e até receberam títulos de nobreza.

Xica da Silva ficou no arraial do Tijuco com as filhas e a posse das propriedades deixadas por João Fernandes, o que lhe garantiu uma vida confortável. Suas filhas receberam a melhor educação que se dava às moças da aristocracia local naquela época, sendo enviadas para o Recolhimento das Macaúbas onde aprenderam a ler, escrever, calcular, coser e bordar. Dali, só saíram em idade de se casar, embora algumas tenham seguido a vida religiosa.

Apesar de ser uma concubina, Xica da Silva alcançou prestígio na sociedade local e usufruiu das regalias privativas das senhoras brancas. Na época, as pessoas se associavam a irmandades religiosas de acordo com a sua posição social. Xica da Silva pertencia às Irmandades de São Francisco e do Carmo, que eram exclusivas de brancos, mas também às irmandades das Mercês – composta por mulatos – e do Rosário – reservada aos negros. Portanto, Xica da Silva tinha renda para realizar doações a quatro irmandades diferentes, era aceita como parte da elite local composta quase que exclusivamente por brancos, mas também mantinha laços sociais com mulatos e negros por meio de suas irmandades. Apesar disto, como era costume da época, logo que foi alforriada passou a ser dona de vários escravos que cuidavam das atividades domésticas de sua casa.

Faleceu em 1796. Como era costume na época, Xica da Silva tinha o direito de ser sepultada dentro da igreja de qualquer uma das quatro irmandades a que pertencia. Foi sepultada dentro da igreja de São Francisco de Assis pertencente a mais importante irmandade local, um privilégio quase que exclusivo dos brancos ricos, o que demonstra que mantinha a condição social mais alta mesmo vários anos após a partida de João Fernandes para Portugal.

Em 1996, a Rede Manchete produziu a novela dessa personagem histórica, a trama foi escrita por Walcyr Carrasco e foi reprisada pelo SBT em 2005. Tais Araújo fez o papel de Xica da Silva, Victor Wagner o do Senhor Contratador, Zezé Mota também fez uma participação importante na trama, o que foi merecido, uma vez que ela própria interpretou a Xica em um filme de 1976.

A Cachaça

Posted in História by RogBriNas on 04/08/2009

Todos os que realmente lêem os meus textos entendem que eu pesquiso as matérias e escrevo com minhas palavras o que eu leio. Dessa vez eu não o farei isso em relação à história da cachaça, o site do “Museu da Cachaça” de Pernambuco tem um texto muito bom e achei melhor colocá-lo na íntegra, até onde tiver aspas é de lá. O site do museu é: http://www.museudacachaca.com.br. O texto um aspecto parecido com os dos meus, que são o de catar informações complementares, apesar de não ter a mesma linguagem.

Abre-te boca, prepara-te dente, te cuida lombriga que lá vai a aguardente.

“A cana-de-açúcar, elemento básico para a obtenção, através da fermentação, de vários tipos de álcool, entre eles o etílico. É uma planta pertencente à família das gramíneas (Saccharum officinarum) originária da Ásia, onde teve registrado seu cultivo desde os tempos mais remotos da História.”

“Os primeiros relatos sobre a fermentação vem dos egípcios antigos. Curam várias moléstias, inalando vapor de líquidos aromatizados e fermentados, absorvido diretamente do bico de uma chaleira, num ambiente fechado.”

“Os gregos registram o processo de obtenção da ácqua ardens. A Água que pega fogo – água ardente (Al Kuhu).”

“A água ardente vai para as mãos dos Alquimistas que atribuem a ela propriedades místico-medicinais. Se transforma em água da vida. A Eau de Vie é receitada como elixir da longevidade.”

“A aguardente então vai para da Europa para o Oriente Médio, pela força da expansão do Império Romano. São os árabes que descobrem os equipamentos para a destilação, semelhantes aos que conhecemos hoje. Êles não usam a palavra Al kuhu e sim Al raga, originando o nome da mais popular aguardente da Península Sul da Ásia: Arak. Uma aguardente misturada com licores de anis e degustada com água.”

“A tecnologia de produção espalha-se pelo velho e novo mundo. Na Itália, o destilado de uva fica conhecido como Grappa. Em terras Germânicas, se destila a partir da cereja, o kirsch. Na Escócia fica popular o Whisky, destilado da cevada sacarificada.”

“No extremo Oriente, a aguardente serve para esquentar o frio das populações que não fabricam o Vinho de Uva. Na Rússia a Vodka, de centeio. Na China e Japão, o Sakê, de arroz.”

“Portugal também absorve a tecnologia dos árabes e destila a partir do bagaço de uva, a Bagaceira”

“Os portugueses, motivados pelas conquistas espanholas no Novo Mundo, lançam-se ao mar. Na vontade da exploração e na tentativa de tomar posse das terras descobertas no lado oeste do Tratado de Tordesilhas, Portugal traz ao Brasil a Cana de Açúcar, vindas do sul da Ásia. Assim surgem na nova colônia portuguesa, os primeiros núcleos de povoamento e agricultura.”

“Os primeiros colonizadores que vieram para o Brasil, apreciavam a Bagaceira Portuguesa e o Vinho d’Oporto. Assim como a alimentação, toda a bebida era trazida da Corte. Num engenho da Capitania de São Vicente, entre 1532 e 1548, descobrem o vinho de cana de açúcar – Garapa Azeda, que fica ao relento em cochos de madeiras para os animais, vinda dos tachos de rapadura. É uma bebida limpa, em comparação com o Cauim – vinho produzido pelos índios, no qual todos cospem num enorme caldeirão de barro para ajudar na fermentação do milho, acredita-se. Os Senhores de Engenho passam a servir o tal caldo, denominado Cagaça, para os escravos. Daí é um pulo para destilar a Cagaça, nascendo aí a Cachaça.”

“Dos meados do Século XVI até metade do Século XVII as “casas de cozer méis”, como está registrado, se multiplicam nos engenhos. A Cachaça torna-se moeda corrente para compra de escravos na África. Alguns engenhos passam a dividir a atenção entre o açúcar e a Cachaça.”

“A descoberta de ouro nas Minas Gerais, traz uma grande população, vinda de todos os cantos do país, que constrói cidades sobre as montanhas frias da Serra do Espinhaço. A Cachaça ameniza a temperatura.”

“Incomodada com a queda do comércio da Bagaceira e do vinho portugueses na colônia e alegando que a bebida brasileira prejudica a retirada do ouro das minas, a Corte proíbe várias vezes a produção, comercialização e até o consumo da Cachaça.”

“Sem resultados, a Metrópole portuguesa resolve taxar o destilado. Em 1756 a Aguardente de Cana de Açúcar foi um dos gêneros que mais contribuíram com impostos voltados para a reconstrução de Lisboa, abatida por um grande terremoto em 1755.”

“Para a Cachaça são criados vários impostos conhecidos como subsídios, como o literário, para manter as faculdades da Corte.”

“Como símbolo dos Ideais de Liberdade, a Cachaça percorre as bocas dos Inconfidentes e da população que apoia a Conjuração Mineira. A Aguardente da Terra se transforma no símbolo de resistência à dominação portuguesa.”

“Com o passar dos tempos melhoram-se as técnicas de produção. A Cachaça é apreciada por todos. É consumida em banquetes palacianos e misturada ao gengibre e outros ingredientes, nas festas religiosas portuguesas – o famoso Quentão.”

“No século passado instala-se, com a economia cafeeira, a abolição da escravatura e o início da república, um grande e largo preconceito a tudo que fosse relativo ao Brasil. A moda é européia e a cachaça é deixada um pouco de lado.”

“Em 1922, a Semana da Arte Moderna, vem resgatar a brasilidade. No decorrer do nosso século, o samba é resgatado. Vira o carnaval. Nestas últimas décadas a feijoada é valorizada como comida brasileira especial e a Cachaça ainda tenta desfazer preconceitos e continuar no caminho da apuração de sua qualidade.”

“Hoje, várias marcas de alta qualidade figuram no comércio nacional e internacional e estão presentes nos melhores restaurantes e adegas residenciais pelo Brasil e pelo mundo”

Voltaire e a Literatura Policial (parte 2)

Posted in Educação, História, Literatura, Uncategorized by leonardomeimes on 31/07/2009

Voltaire e a Literatura Policial 2

Edipo-Rei

Edipo-Rei e a Esfinge

O personagem Édipo-Rei de Sófocles é por muitos autores considerado como um ancestral dos detetives, pelo trabalho de investigação que ele faz sobre sua própria origem. Porém Roger Caillois (1941) afirma, em relação a tragédia de Sófocles, que “não há nada de intelectual em Édipo” e de fato a tragédia por sua natureza busca a catarse pela comoção e não pela demonstração ou surpresa, como no caso do romance policial. Distanciando os laços genealógicos entre o detetive policial e Édipo, outro personagem surge como um potencial precursor do pensamento lógico-analítico:  Zadig, do autor francês Voltaire (1694-1778).

Voltaire

Voltaire

Deve-se levar em consideração que o personagem em questão não foi criado com o intuito de ser um detetive, mas como uma crítica de Voltaire à sociedade de sua época, em que havia uma tensão entre as instituições conservadoras, Igreja Católica e Governo Burguês, e os pensadores. Voltaire foi um filósofo e teórico iluminista do século XVIII, que tinha grande fé na lei como organizadora dos estados e sonhava com uma reforma da sociedade causada pela filosofia, ciência e pela razão. Participou da elaboração da Enciclopédia (1772), na qual reuniu vários conhecimentos científicos em 35 volumes, juntamente com outros pensadores iluministas como Denis encyclopedieDiderot, Montesquieu e Rousseau. Pregava as liberdades civis, a liberdade de expressão e o direito de um julgamento justo, ironizava a riqueza e a burguesia, idéias essas que aparecem em seus escritos e estão presentes em Zadig ou Destino (1747) e notavelmente em sua novela Cândido ou Otimismo, a última sendo uma dura crítica ao pensamento otimista de Pope, Godwin e Leibniz.

Zadig, personagem principal da narrativa, é um filósofo babilônico otimista, com muitas riquezas, beleza e, às vezes, muito solitário, que passa por situações que retratam o pensamento irônico de Voltaire em relação à sociedade. No conto, Zadig, depois de se frustrar com sua relação rápida com Sémire, se refugia no rio Eufrates e passa a estudar a natureza, os animais e as plantas, adquirindo uma grande agudeza na percepção do ambiente. Um dia, então, ele é defrontado com uma situação em que seus conhecimentos podem ser usados. Zadig usa o raciocínio dedutivo, lógico e pistas deixadas no ambiente para descrever o cavalo do rei e o cão da rainha, que haviam fugido, e os quais ele não tinha avistado. Ao ouvir uma detalhada caracterização dos animais, os empregados do rei e da rainha decidem prender Zadig, não acreditando que o rapaz pudesse descrever os animais sem tê-los visto.

Aqui acaba a segunda parte, vocês acompanharão na próxima a defesa de Zadig perante a corte da Rainha, e sua resposta que o colocam como o primeiro detetive da literatura…

Esperem e verão como é impressionante =D

Leonardo Meimes

Aleijadinho

Posted in História by RogBriNas on 30/07/2009

 

Ai, que tanta arroba de Ouro
Deixa os sertões extenuados…
Ai, que tudo é muito longe,
Ai, que a Providência fala
Pelos homens desgraçados…

versos extraídos do “Romanceiro da Inconfidência” de Cecília Meireles

 

Antonio Francisco Lisboa nasceu em Vila Rica (hoje conhecida como Ouro Preto) no ano de 1730. Foi escultor, desenhista, entalhador, desenhista e arquiteto num Brasil que vivia um barraco colonial. Seus pais eram Manuel Francisco Lisboa, um arquiteto português, e Izabel, que era uma escrava africana. O detalhe é que a escravatura só foi abolida um século e meio depois, em 1888. Ele nasceu escravo e foi alforriado no seu batismo. Teve um filho natural fora do casamento que se chamou Manuel Francisco Lisboa, o mesmo nome do pai de Aleijadinho.

Bretas descreveu aleijadinho dessa maneira: “pardo escuro, tinha a voz forte, a fala arrebatada e o gênio agastado; a estatura era baixa, o corpo cheio e mal configurado, o rosto e a cabeça redondos, e esta volumosa; o cabelo preto e anelado, o da barba cerrado e basto; a testa larga, o nariz retangular e algum tanto pontiagudo, os beiços grossos, as orelhas grandes e o pescoço curto.”

Começou a ser conhecido por “Aleijadinho” quando passou a sofrer de uma doença desconhecida que deformou seu corpo. A doença lhe causava dores horríveis, chegou a perder dedos dos pés, sintomas que o fez andar de joelhos em alguns momentos. Posteriormente perdeu os dentes e os dedos das mãos, com o tempo começou a trabalhar escondido por uma tenda.

Sabe-se que Antonio Francisco sabia ler e escrever, possivelmente conhecia Latim, sua formação foi atribuída a seu contato com o ofício de seu pai. Possivelmente viajou para o Rio de Janeiro e lá teve contato com o barroco trazido da Europa.

O barroco foi uma arte com formas opulentas e rebuscadas que viu na igreja o maior espaço para sua aplicação. No Brasil, o barroco encontrou um estilo um pouco diferente, nessa época existia muito ouro para ser aplicado na arte, e as cores usadas eram mais fortes do que as do barroco europeu.

O Aleijadinho foi essencialmente escultor, entalhando em madeira e esculpindo em pedra sabão, usou características do rococó e dos estilos clássico e gótico. Suas obras tinham características próprias. A assinatura de aleijadinho em seus trabalhos eram três anjinhos gordinhos formando o desenho de um triângulo. Gordinhos porque se ele errasse, teria como arrumar. Triângulo pois ele fazia parte da maçonaria e esse é um dos símbolos deles.

Como curiosidade apresento que os personagens da Santa Ceia que ficam na parte de trás da mesa não têm pernas, isso porque a mesa tinha toalha e as pernas aumentariam o valor da obra e não apareceriam.

Dizem que a pedido de Chica da Silva, Aleijadinho readaptou a posição da torre sineira da igreja de N. Sra. do Carmo em Diamantina, alguns dizem que era pra não atrapalhar o sono da Chica, alguns dizem que é pra que ela pudesse chegar até o altar da igreja, uma vez que na época os negros só podiam chegar até a torre sineira.

Antonio Francisco ganhou muito dinheiro, mas gastou muito com bebidas e mulheres, morrendo pobre. Mesmo assim seu nome e suas obras permaneceram por século e acredito que permaneça por muitos outros.

A história desse homem não chegou na metade e já criou esse post imenso, ainda existe muita coisa a se falar.

Esse texto é de Rogerio Brigido, o “RogBriNas”.

O Pombo

Posted in Educação, História by RogBriNas on 28/07/2009

Pomba ou pombo é apenas o nome popular do Columba livia, no começo eles viviam nos rochedos litorâneos e nos campos da Eurásia e da África, onde se alimentavam de sementes, minhocas e pequenos caracóis. Como é uma ave, costuma a ter sempre um parceiro sexual fixo, ou seja, só se acasala com um único indivíduo, e se esse morre leva um tempo pra que o pombo volte a acasalar. Tem na sua fisiologia ossos pneumáticos, ou seja, com espaços vazios como câmaras dos pneus. Os ovos, em geral dois por postura, levam de 14 a 19 dias para serem chocados. Os filhotes abandonam os ninhos com 15 dias e os pais os alimentam nesse período com “leite de papo”, massa rica em proteínas e gorduras que se desenvolve em ambos os sexos durante a procriação.

Dizem que a história da pomba que chega na arca de Noé com um ramo no bico foi inspirada na Mesopotâmia onde era largamente usada há mais de 3 mil anos antes de Cristo, cheios de resistência e com um incrível senso de direção, eles eram muito bem tratados e treinados para voar até 900km de distância com mensagens de faraós presas às suas patinhas.

Ainda no século XVI eles foram trazidos ao Brasil pra servirem às nossas mesmas, isso mesmo, eles eram comidos pelos portugueses. Como todo animal introduzido em nossas terras que ganhou a liberdade, o pombo começou a se reproduzir rapidamente, com alimentação de sobra nos grandes centros urbanos, sem tantos predadores naturais, os pombos começaram a aumentar em quantidade. São seis ninhadas por ano, dois ovos por ninhada, 15 dias depois de nascidos os filhotes já estão voando, com um ano de idade já estão sexualmente maduros e se reproduzindo.

Os símbolos bíblicos do Espírito Santo são: a água, o fogo, o vento, o óleo e a pomba. A pomba é o símbolo da leveza, da agilidade e das boas notícias. “No princípio, o Espírito sobrevoava as águas” (Gen 1, 2), e será uma pomba a dar a Noé a Boa Notícia da Recriação (Gen 8, 8-12). No baptismo de Jesus, “o Espírito Santo desceu na forma de uma pomba sobre ele”, símbolo da unção messiânica confirmada por Deus, de quem se ouve a voz: “Tu és o meu filho muito amado; em ti ponho todo o Meu agrado” (Lc 3, 22). Desde sempre a igreja católica procura reproduzir as imagens de sua simbologia, a igreja contratava o Aleijadinho para fazer muito de seus projetos em Minas Gerais, ele construía igrejas e esculpia santos, mas, quando Aleijadinho foi contratado pra fazer a imagem do Espírito Santo esbarrou em um problema, aquele homem nunca havia visto uma pomba em sua vida, e não existiam livros com fotos desses animais, muito menos internet. Acontece que ele teve a idéia de fazer a imagem mais parecida com a ave mais imponente que ele conhecia, a águia. Ele cruzou então as informações que ele tinha da pomba com as características que conhecia da águia.

A população, em geral, costuma alimentar esses animais sem se importar com o risco de sua presença à nossa saúde. Existem pelo menos 57 doenças já catalogadas que são transmitidas pelos pombos, dentre elas a hispoplasmose, a criptococose, a toxoplasmose, a ornitose e a salmonelose, além dos piolhos e ácaros que vivem entre suas penas.

Achar que introduzir pombos em nossas ruas e praças tornarão elas mais parecidas com as da França não diminuirá o risco à saúde das pessoas, deixar de alimentá-los não irá matá-los e sim deixar de dar facilidades aos animais, o tempo que eles estarão procurando por comida será o tempo em que eles não estarão acasalando. Pensem nisso.

Esse texto é de Rogerio Brigido, o “RogBriNas”.

Marco Polo

Posted in História, Literatura by RogBriNas on 07/07/2009

Dentre os jovens de hoje poucos sabem quem foi Marco Polo, não se fala sobre ele nas escolas e não se importam com sua personalidade nos livros de história, Mas, eu ouso compará-lo a um GPS medieval, isso por que ele escreveu um livro contando os lugares onde esteve e narrando as cidades e aldeias por onde passou na Ásia. Durante alguns séculos esse livro foi utilizado pelos viajantes para se localizar no continente.

Marco Polo nasceu em 1254 na República de Veneza, é isso mesmo, Veneza era uma república naquela época, uma república diferente da nossa, mas era assim até que Napoleão a invadiu em 1797. Ele foi mercador, embaixador e explorador. “Tinha 15 anos, quando o pai Nicolau e o tio Mateus regressaram de uma viagem ao Oriente. Dois anos mais tarde, em 1271, os irmãos Polo tornaram a partir de Veneza, levando junto o jovem Marco. Em maio de 1275, chegaram à corte do imperador Mongol, Kublai Khan, neto de Gêngis Khan, e cujo império abrangia terras hoje da Rússia, da China, da Índia e muito mais. Depois de um périplo que incluiu a costa africana, a antiga Pérsia e as estepes siberianas, a família Polo chegou de volta à Veneza, em 1295.”

Três anos depois, Marco foi feito prisioneiro numa batalha naval entre as esquadras rivais de Veneza e Gênova. Levado para solo genovês, ali permaneceu entre 1298 e 1299 em cativeiro que se encerrou quando foi selada a paz entre as duas cidades. Não se sabe o ano exato de sua morte, mas deixou um testamento datado de janeiro de 1324 para mulher e três filhos. Acredita-se que tenha falecido pouco depois, talvez em 1325.”

Inteligente e bom observador, em pouco tempo na corte mongol, na antiga Cambalu (Pequim, hoje Beijing), o jovem Marco tornou-se o embaixador predileto de Kublai Khan. Enquanto outros emissários preocupavam-se apenas em obter respostas às perguntas do Grã-Cã, Marco Polo ia além, e contava também sobre as gentes, os recursos naturais e os costumes encontrados nas terras visitadas. Por esse motivo, suas narrativas eram muito apreciadas pelo imperador.”

O texto entre aspas é a cópia na íntegra do livro “Il Milione” em português “As viagens de Marco Polo”, encontrado em http://books.google.com.br/books?id=qgDeisOufpYC&dq=nicolau+polo&source=gbs_navlinks_s

Eu li esse livro pela primeira vez alguns anos depois de ter lido “O Senhor dos Anéis”. O choque cultural foi imenso, J. R. Tolkien descreve paisagens que nem ao menos existe com precisão cinematográfica, enquanto Marco Polo dava uma idéia de lugares, como as paisagens se repetem no livro ele chega a descrever alguns dos lugares em umas poucas linhas. “Quando se parte de Pauchin, segue-se uma jornada para sudeste, até uma cidade muito grande, que se chama Cauiu, em tudo semelhante às outras de que falei acima, salvo que tem mais belos pássaros: aqui por um viziniano de prata, compram-se três faisões. Vou agora falar de uma outra que se chama Tingiu.” Página: 252.

Quanto à estadia de Marco na prisão Genovesa, foi lá que ele ditou suas aventuras ao prisioneiro chamado Rusticiano de Pisa, em 1315 o livro foi traduzido pro latim pelo frei Francisco Pipino, em 1485 foi impresso pela primeira vez e em 1502 foi traduzido pro português.

Apesar de escrever pouco sobre algumas cidades, existem alguns relatos interessantes e mais bem produzidos que chamam mais atenção do leitor. Imagino que os relatos verbais ao Grã-Cã sejam mais ou menos assim. O texto que mais me chamou a atenção foi o do Velho da Montanha.

Milice é a região onde antigamente morava o Velho da Montanha (Velho quer dizer chefe supremo e esse posto era passado de pai pra filho). Seu nome em árabe quer dizer Alaudim. Vamos agora contar a sua história, do modo como o senhor Marco ouviu de diversas pessoas.”

Alaudim havia mandado construir num vale, entre duas montanhas, o maior e mais belo jardim do mundo: ali se encontravam muitos frutos, animais e pássaros, e também os mais suntuosos palácios, todos pintados a ouro. Havia também três fontes canalizadas: por uma corria água, por outra mel e por outra, vinho. Naquele lugar, viviam alguns jovens, rapazes e moças, todos formosos e os que melhor sabiam cantar e dançar. O velho fazia-lhes crer que estavam no Paraíso. Maomé havia dito que quem fosse pra lá encontraria rios de leite e de mel e de vinho e ainda teria belas mulheres, tantas quantas quisesse. Por isso, os sarracenos daquela região, acreditavam que o céu de fato era ali.”

Mas, na verdade, só entravam neste jardim aqueles que o Velho queria usar como assassinos. Logo na entrada, havia um castelo tão fortificado que nenhum homem do mundo seria capaz de assaltá-lo. O Velho tinha em sua corte jovens de 12 anos com aparência que iam se tornar homens fortes. Ele os fazia entrar em seu jardim, em grupos de quatro, dez e até vinte, dava-lhes ópio pra beber e eles dormiam por uns três dias; depois eram levados até o jardim até despertar. Quando acordavam e se viam no meio de todas aquelas coisas, acreditavam sem dúvida que estavam no Paraíso. As moças lhes faziam companhia, com muitos cantos e grandes divertimentos; e assim, como tinham tudo que queriam, por vontade própria, nunca sairiam de lá.”

A corte do Velho era bela e rica, o que fazia os moradores daquela montanha acreditarem que era assim como se acabou de contar. Quando queria dar a algum desses jovens uma missão, fazia com que eles tomassem uma bebida para dormir e, então, colocava-os fora do jardim. Quando despertavam ficavam muito tristes. Imediatamente iam ter com o Velho, julgando que ele era um grande profeta e punham-se de joelhos. A cada um, ele perguntava: “Donde vens?” Eles respondiam: “Do Paraíso”, e contavam-lhe aquilo que viram lá dentro, mostrando-lhe ainda muita vontade de voltar àquele lugar.”

Acontecia que, quando o Velho queria matar algum desafeto, mandava buscar o jovem mais forte dos que ali estavam e, desse modo, podia matar a quem quisesse; os rapazes faziam isso de boa vontade: se escapavam, voltavam ao palácio de seu senhor; se eram presos, queriam morrer, pensando que estavam de volta ao Paraíso. Desta forma, nenhum homem escapava ao Velho da Montanha e posso dizer que, por medo, vários reis pagavam-lhe tributo.”

É verdade que, no ano de 1277, Alau, senhor dos Tástaros do Levante (Oeste), sabendo de todas essas perversidades, resolveu acabar com ele, mandando alguns de seus barões. O cerco ao castelo levou três anos e nem teriam conseguido tomá-lo, se não fosse terem cortado a chegada de toda a forma de alimento. De fome, morreu o Velho e toda a sua gente; e depois não houve nenhum outro Velho, assim terminando a senhoria.”

O texto sem aspas é de Rogerio Brigido, o “RogBriNas”. Essas aspas são minhas também. 😀

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Teoria clássica da Administração

Posted in História by anndlima on 24/06/2009

Boa noite a todos. Colegas hoje irei falar sobre a Teoria clássica da Administração.

Henry Fayol

O idealizador de tal teoria era um Engenheiro de Minas, que se chamava Henry Fayol, este por sua vez baseado na teoria TAYLORISTA, (teoria explicada no meu ultimo post =DD) acrescentou alguns critérios, tais como a Hierarquia, a Disciplina entre outros aspectos, estes são os mais importantes.

Segundo os estudos de Frederick Taylor sua teoria deveria ser aplicada na área de produção, e o mais curioso é que Fayol, aplicou tal forma de trabalho na área Administrativa. Assim estruturando e organizando as áreas em:

  • Funções Administrativas: Departamento onde se controla toda a empresa, traça metas e toma decisões.
  • Funções de Segurança: Proteger e conservar os bens da empresa
  • Funções Contábeis: Controlar inventários, registros, balanços e estatísticas
  • Funções Comerciais: Comprar e vender.
  • Funções Técnicas: Produzir bens e serviços.
  • Funções Financeiras: Procurar e gerenciar o capital.

Sendo a Função Administrativa a mais importante, seguida pelas demais.

Fayol constituiu um novo conceito para Administração após este modelo, chamado de POCCC, que visa a organização e um bom funcionamento de toda a empresa.

P rever : Vizualizar o futuro e traçar novos planos

O rganizar : Constituir o “duplo organismo” o material e social dentro da empresa

C omandar : Orientar e dirigir

C oordenar : Unir, ligar e harmonizar todos os atos e processos.

C ontrolar : Verificar se tudo anda conforme o planejado.

Organograma de Fayol

Fayol contribuiu para a Administração contemporânea, aliás os crtérios básicos de estruturação e organização de uma empresa, surgiram dos estudos de Fayol.

Tentanto relacionar Taylor e Fayol, podemos dizer que, Taylor visava a produção, criou primeiramente a Administração Científica, alguns anos depois Fayol, baseado nos estudos de Taylor, acrescentou novos processos e critérios, e aplicou a teoria na área Administrativa. Áreas muito diferentes, estilos e teses difetentes, mas em base os mesmos critérios e os mesmos estudos.

Por Ilari, Anderson.

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Rio de Janeiro III

Posted in História by RogBriNas on 23/06/2009

Minha intenção nesse post é fazer com que ele fique mais dinâmico que o último, mesmo porque naquele eu dei muita informação pra poder chegam aqui. Chegamos a ver o que aconteceu com a cidade maravilhosa até 1808, quando a família real chegou ao Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro. Quais foram os benefícios e os malefícios disso pra cidade e pro país? Bem, uma coisa eu já posso dizer, na época o Brasil não era um país, e sim uma colônia, isso quer dizer que éramos o quintal de Portugal.

 

D. João ficou instalado por 13 anos aqui com sua família aqui, gostaria de lembrar que não era apenas a família que o acompanhava nessa “viagem”, mas toda a corte que vinha com ele. Nesse tempo ele criou no Rio diversas instituições que acrescentaram muito à cidade. Foram elas: o Jardim Botânico (nele ficavam as plantas trazidas para o Brasil para que elas se ambientassem e depois serem mandadas para São Cristóvão, ou ficavam ali mesmo); o Real Gabinete Português de Leitura; o Teatro São João (conhecido hoje como João Caetano); a Biblioteca Nacional e outros. Um detalhe muito interessante com a chegada do imperador em relação às novas infra-estruturas é que no ano da sua chegada já foram criados alguns cursos superiores no Brasil, isso quer dizer que a estrutura educacional e/ou cultural teve uma atenção que não existia. E mesmo sendo apenas cursos improvisados, com um professor que ensinava com seus próprios meios e em lugares também improvisados, esses cursos se tornaram foram o que deram base para nossas faculdades de hoje. Por exemplo, as “cadeiras” de anatomia e de cirurgia deram base para as faculdades de medicina e de farmácia que existem hoje. Existiu também a “cadeira” de engenharia, que da mesma forma foi o embrião da nossa engenharia atual.

Passados os 13 anos, Dom João voltou para Portugal deixando Dom Pedro como regente. Foi nessa época que Carlota Joaquina, casada com dom João e mãe de Pedro I, voltou também para o velho mundo. Ela odiava o Brasil, assim que embarcou de volta, tirou os sapatos e disse “Nem nos calçados quero como lembrança da terra do maldito Brasil”. A família real não levou como lembrança a terra do Brasil, levaram sim mais de 50 milhões de cruzados levados escondidos do Banco do Brasil, esse valor era grande parte do Tesouro Real Brasileiro.

A mão de obra da época era na maior parte escrava, o movimento constitucionalista estava forte, o príncipe regente declarou a Independência do Brasil em 1822, abdicou em 1831, ficando seu filho, D. Pedro II como novo regente. A cidade foi convertida, no ano de 1834, em Município Neutro, passando a província do Rio de Janeiro a ter Niterói como capital.

Como centro político do país, o “Rio” concentrava a vida político-partidária do império. Foi palco principal dos movimentos abolicionista e republicano na metade final do século XIX. Durante a República Velha, com a decadência de suas áreas cafeeiras, o estado perde força política para São Paulo e Minas Gerais. (alguém já ouviu falar em política do Café com Leite?)

Em 1888 foi abolida a escravatura, a princesa Isabel assinou a lei Áurea no prédio do Paço Imperial.

As favelas começaram a se formar nessa época, em 1897 os soldados que foram para a guerra de Canudos deixaram de receber o soldo, sem dinheiro se instalaram no morro da Providência. O nome favela se dava ao morro aonde aconteceu a guerra de Canudos.

Muitos imigrantes europeus chegavam ao Brasil à procura de trabalho. Existiam também os escravos libertos que não tinham nem dinheiro e nem lugar para se instalar e se dirigiam à capital, toda essa gente que chegava fazia com que a cidade crescia rapidamente e desordenadamente. Assim fica fácil entender os motivos de ter tanta favela no Rio de Janeiro, essa população pobre se dirigia para a capital do império. As reformas urbanas promovidas pelo então prefeito da cidade Pereira Passos entre 1902 e 1906, período conhecido como “Bota-abaixo”, destruiram cerca de 1.600 velhos prédios residenciais, a maioria composta de habitações coletivas insalubres (cortiços) que existiam nas áreas centrais do Rio de Janeiro. Estas pessoas são expulsas para a periferia da cidade que, no caso, consiste basicamente de morros; o que também contribuiu para o aspecto atual das favelas.

Bom, não é fácil escrever sobre a história tão rica de detalhes de uma cidade como o Rio de Janeiro. Além de mais conhecimento eu precisaria de um lugar apropriado, sem dúvida seria um livro de interesse sem igual e que serviria de base pra muitos estudos sobre a história do Brasil. Gostaria apenas de lembrar que eu não sou um historiador, e sim um curioso, quem achar que alguma coisa aqui está errada pode falar, só que tem que provar. 🙂

Espero ter provado de alguma maneira também o porquê a cidade do Rio de Janeiro é tão violenta, são muitos anos de chegada da pobreza vindo de muitos os lados, e, apesar de ser uma cidade onde se chegava tudo de novo no país, também era uma cidade onde as pessoas vinham buscar soluções, e o mesmo evento acontece hoje em dia com as cidades que se destacam em algum campo, ou que começa a aparecer no campo de trabalho trazendo maiores condições. Essas incham e se tornam violentas.

Esse texto é de autoria de Rogerio Brigido, o “RogBriNas”.

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