Moscas Mortas Revolution – Página Inicial

Timothy Leary

Posted in Filosofia by leonardomeimes on 24/05/2013

Imagem

http://www.youtube.com/watch?v=MDxKoHUsbvY

http://www.youtube.com/watch?v=oMmPqhK24nY

http://www.youtube.com/watch?v=IgvPqdDQctY

 

 

Anúncios

Tudo que Jesus …

Posted in Filosofia by leonardomeimes on 25/01/2013

Tudo que Jesus poderia desejar através de sua morte, em si mesma, era oferecer publicamente a maior prova possível, um exemplo de seus ensinamentos. Mas os discípulos estavam muito longe de perdoar sua morte – apesar de que fazê−lo seria consoante ao evangelho no mais alto grau; e também não estavam preparados para se oferecerem, com doce e suave tranqüilidade de coração, a uma morte similar… Muito pelo contrário, foi precisamente o menos evangélico dos sentimentos, a vingança, que os possuiu. Parecia−lhes impossível que a causa devesse perecer com sua morte: “recompensa” e “julgamento” tornaram−se necessários (– e o que poderia ser menos evangélico que “recompensa”, “punição” e “julgamento”!). – Uma vez mais a crença popular na vinda de um messias apareceu em primeiro plano; a atenção foi direcionada a um momento histórico: o “reino de Deus” virá para julgar seus inimigos… Mas nisso tudo há um mal−entendido gigantesco: conceber o “reino de Deus” como ato final, como uma simples promessa!

Tagged with: ,

Deus deu seu fi…

Posted in Filosofia by leonardomeimes on 25/01/2013

Deus deu seu filho em sacrifício para a remissão dos pecados. De uma só vez acabaram com o Evangelho! O sacrifício pelos pecados, e em sua forma mais obnóxia e bárbara: o sacrifício do inocente pelo pecado dos culpados! Que paganismo apavorante! – O próprio Jesus havia suprimido o conceito de “culpa”, negava a existência de um abismo entre Deus e o homem; ele viveu essa unidade entre Deus e o homem, que era precisamente a sua “boa−nova”… E não como um privilégio! – Desde então o tipo do Salvador foi sendo corrompido, pouco a pouco, pela doutrina do julgamento e da segunda vinda, a doutrina da morte como sacrifício, a doutrina da ressurreição, através da qual toda a noção de “bem−aventurança”, a inteira e única realidade dos Evangelhos é escamoteada – em favor de um estado existencial pós−morte!… Paulo, com aquela insolência rabínica que permeia todos seus atos, deu um caráter lógico a essa concepção indecente deste modo: “Se Cristo não ressuscitou de entre os mortos, então é vã toda a nossa fé” – E de súbito converteu−se o Evangelho na mais desprezível e irrealizável das promessas, a petulante doutrina da imortalidade do indivíduo… E Paulo a pregava como uma recompensa!…

Tagged with: ,

A grande mentir…

Posted in Filosofia by leonardomeimes on 25/01/2013

A grande mentira da imortalidade pessoal destrói toda razão, todo instinto natural – tudo que há nos instintos que seja benéfico, vivificante, que assegure o futuro, agora é causa de desconfiança. Viver de modo que a vida não tenha sentido: agora esse é o “sentido” da vida…

Nietzsche, O anticristo

Tagged with: ,

Os sentimentos …

Posted in Filosofia by leonardomeimes on 25/01/2013

Os sentimentos aristocráticos foram subterraneamente carcomidos pela mentira da igualdade das almas; e se a crença nos “privilégios da maioria” faz e continuará a fazer revoluções – é o cristianismo, não duvidemos disso, são as valorações cristãs que convertem toda revolução em um carnaval de sangue e crime!

Basta pensar em como a igreja aproveitou todos os movimentos populares de revolução para acender ao poder, até mesmo a inquisição espanhola se beneficiou da libertação da Espanha as mãos de Napoleão para reiniciar seus julgamentos!

Tagged with: ,

O exemplo ofere…

Posted in Filosofia by leonardomeimes on 25/01/2013

O exemplo oferecido por aquela maneira de morrer, a liberdade e superioridade a todo sentimento de ressentimento – uma completa explicação de quão pouco ele foi compreendido! Tudo que Jesus podia esperar conseguir com a sua morte, em si mesma, foi oferecer a mais forte prova possível, ou exemplo, de seus ensinamentos de maneira mais pública… Seus discípulos, porém, estavam muito longe de perdoar sua morte – embora, se assim tivessem feito, concordariam com os evangélios no mais alto grau; e nem estavam eles dispostos a se oferecerem, com gentil e serena tranquilidade no coração, a semelhante morte… ao contrário, o que então os dominou foi o menos evangélico dos sentimentos, a vingança. Parecia impossível que a causa fosse parecer com a sua morte: tornavam-se necessários a “recompensa” e o “julgamento”… Mais uma vez surgiu no primeiro plano a crença popular no advento de um messias; a atenção se voltou para um momento histórico: o reino de deus viria, com o julgamento de seus inimigos… tudo isso, porém, redundava em um completo disparate: imagine-se o “reino de Deus” vindo no fim, como mera promessa!

Nietzsche mostra que as virtudes que o evangelio buscava espalhar foram minadas pelos próprios discípulos, que não souberam dar a outra face à tapa e tiveram ressentimento, quiseram vingança e como não tinham poder para isso profetizaram que um Reino de Deus viria ondo todos que fossem “maus” seriam julgados e condenados.

Nada próximo do exemplo que Jesus deu.

Tagged with: ,

A desobediência…

Posted in Filosofia by leonardomeimes on 22/01/2013

A desobediência a Deus, que na realidade significa para o sacerdote a desobediência “à lei”, toma o nome de “pecado”; os meios prescritos para a reconciliação com Deus são, é claro, precisamente os meios que coloca a pessoa mais efetivamente sob o julgo do sacerdote; somente ele pode “salvar”… Considerados psicologicamente, os “pecados” são indispensáveis a toda sociedade organizada em base eclesiástica; constituem a única arma confiável do poder; o sacerdote vive à custa dos pecados; é necessário para ele que alguém peque… Primeiro axioma: “Deus perdoa os que se arrependem” – em palavras mais claras: os que se submetem ao sacerdote”.
“Reduziram todos os grandes acontecimentos a uma fórmula idiota: “obediente ou desobediente à Deus” – Deram um passo além: a “vontade de Deus” (em outras palavras: os meios necessários para conservar o poder dos sacerdotes) tinha de ser determinada – e, para isso, precisava-se de uma “revelação”. Em linguagem clara, uma gigantesca fraude literária tinha de ser perpetrada, engendrando-se as “escrituras santas”.[…] O que aconteceu? simplesmente isso: o sacerdote formulou, de uma vez por todas e com rigorosa meticulosidade, que dízimos lhe devem ser pagos, do maior ao menos (sem esquecer as postas de carne, pois o sacerdote é um grande consumidor de carne). […] De então para diante, as coisas foram tão bem dispostas, que o sacerdote se tornou indispensável em todas as partes; em todos os grandes acontecimentos naturais da vida, como nascimento, casamento, enfermidade, morte, para não se falar do “sacrifício” (isso é, as horas de refeição), o santo parasita aparece, e trata de desfigurá-los – ou, segundo as suas próprias palavras, “santificá-los”.

(Nietzsche, O Anticristo)

Ninguém mais ar…

Posted in Filosofia by leonardomeimes on 04/12/2012

Ninguém mais arrogante em relação às mulheres, mais agressivo ou desdenhoso do que o homem que duvida de sua virilidade. Os que não se intimidam com seus semelhantes mostram-se muito mais dispostos a reconhecer na mulher um semelhante.

Simone de Beauvoir, O Segundo Sexo, p. 19, 11º impressão, Editora Nova Fonteira.

Barthes segundo Eagleton

Posted in Filosofia, Literatura by leonardomeimes on 25/09/2012

A ideologia procura transformar a cultura em Natureza, e o signo “natural” é uma de suas armas. A continência à bandeira, ou a aceitação de que a democracia ocidental representa o verdadeiro significado da palavra “liberdade”, tornam-se as mais óbvias e espontâneas reações do mundo. A ideologia, nesse sentido, é uma espécie de mitologia contemporânea, uma esfera que se purgou da ambiguidade e da possibilidade alternativa.

Gilles Deleuze

Posted in Filosofia by leonardomeimes on 11/09/2012

Imagem

Gilles Deleuze:

Há todo um sistema social que poderia ser chamado de sistema muro branco – buraco negro. Estamos sempre dependurados sobre o muro das significações dominantes, estamos sempre mergulhados no buracode nossa subjetividade, o buraco negro de nosso Eu que nos é mais cado do que tudo. Muro onde se inscrevem todas as determinações objetivas que nos fixam, nos enquadram, nos identificam e nos fazem reconhecer; buraco onde nos alijamos, com nossa consciência, nossos sentimentos, nossas paixões, nossos segredinhos por demais conhecidos, nossa vontade de toná-los conhecidos. Mesmo se o rosto é um produto desse sistema, é uma produção social: grande rosto com bochechas brancas, com o buraco negro dos olhos. Nossas sociedades têm necessidade de produzir rosto. Como desfazer o rosto, liberando em nós as cabeças exploradoras que traçam linhas de devir? Como atravessar o muro, evitando ricochetear sobre ele, ou ser esmagado? Como sair do buraco negro, em vez de girar no fundo, que partículas fazer sair do buraco negro? Como quebrar até mesmo nosso amor par anos tornarmos, enfim, capazes de amar? Como tornar-se imperceptível?

 

DELEUZE, G.; e PARNET, C. Diálogos.  São Paulo: Escuta, 1977/1998, p. 38.

Tagged with: