Moscas Mortas Revolution – Página Inicial

Não sejamos egoístas! – Zavattini

Posted in Cinema by leonardomeimes on 22/03/2012

Sinto que devo aprofundar minha análise do homem na sociedade de hoje: para além de mim mesmo, para além do que pode ser ou me parecer caro sentimentalmente ou praticamente necessário; do que às vezes pode me atrair ou, melhor, me distrair, há os outros… os outros.. os outros são importantes, é a coisa mais importante… os homens que vivem ao nosso redor, o que fazem, como vivem, vão bem, sofrem, e por que têm aplicações, por que padecem? Tudo o que acontece em torno de nós, mesmo a coisa mais banal que se vê na rua, ao lado dos acontecimentos mais graves, quer estejam próximos ou distantes, tem um significado, um sentido humano e social dramático, e subleva grandes problemas. Eu quero ser sempre e antes de tudo, um contemporâneo: e isto porque o cinema só atinge uma expressão artística, uma linguagem humana e social universal, se oferece a significação dos acontecimentos, dos dramas coletivos de seu tempo.

Zavattini é o autor do roteiro de Ladrões de Bicicleta, de De Sicca.

Cipreste – um curta

Posted in Cinema by leonardomeimes on 12/12/2011

Pai solitário tem de passar uma imagem de segurança a seu filho, mesmo temeroso com a situação de violência de onde moram. Um antigo colar da família serve como amuleto de proteção contra os males da vizinhança. Vendo seu filho não mais deitado na cama, mas sim comumente dentro do armário com medo dos sons de disparos, o pai introduz ao filho a história por de trás do colar, se desfazendo do mesmo em prol da criança. Contudo, o que ele não sabia é que na verdade, inconscientemente, o apetrecho lhe conferia confiança para levar a vida. Cedendo ao seu filho, o personagem recorre a outras formas para se sentir seguro dentro de casa. Após não mais carregar consigo o colar, o pai tem de lidar com uma grande inquietude que é demonstrada no curta através da sua visão de mundo (imagens desfocadas).

Carpano Produções

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Blade Runner – Rachel’s Song, de Vangelis

Posted in Cinema, Música by leonardomeimes on 16/09/2011

É uma pena que ela vá morrer, mas pensando bem quem não vai…?

Tekonkinkreet

Posted in Cinema by leonardomeimes on 09/08/2011

Um dos melhores filmes que já vi, e, se tratando de um anime, é algo que todos deveríamos experimentar por trazer elementos de outra cultura.

Por Vini (Visentini) – http://submusicasmamao.blogspot.com/2007/11/tekonkinkreet.html

Essa fantástica animação japonesa de 2006, chamada Tekonkinkreet(tekon kinkurito), é dirigida por Michael Arias (um inglês mais do que naturalizado japonês) e distribuída pela Sony Pictures. Esse longa-metragem de 100 minutos de duração, fala sobre dois garotos órfãos que vivem na Cidade do Tesouro com personalidades bem diferentes, mas que não podem se separar. Um tem o espírito puro e inocente (White); o outro é uma força bruta da natureza (Black).
 Ambos tentam controlar seus territórios, cada um a sua maneira, até que uma organização chamada Kiddy Kastle entra no jogo com intenção de colocar ordem e dominar a cidade.
Além de se envolverem com a Yakuza e a polícia local, eles têm que conviver com seus dilemas, principalmente Black (Kuro) que se aborrece em ter que cuidar de seu irmão sonhador (White) de 11 anos, que se comporta como uma criança de 5, enquanto tem que cuidar de sua área. Mais tarde, ainda enfrenta o temor de estar perdendo o controle e a sanidade.
Baseado num mangá originalmente batizado de Black and White, a história traz bastante filosofia (por conta do pequeno White) além de muita ação (por conta de Black).
No meu entender, percebi uma forte analogia com a filosofia do Yin e Yang, duas forças opostas mas que não podem se separar sem gerar um desequilibrio.
 Infelizmente, não tenho notícias se esse mangá foi ou será publicado no Brasil, mas nos extras do filme dá pra ver que os quadrinhos são também muito bem desenhados!
Outra coisa que vale a pena, é acompanhar a produção do filme… muita gente não imagina o trampo que dá fazer um desses e no final dá pra perceber por que o filme é tão bom, foi feito literalmente de suor e lágrimas!
Recomendo!

Se você não sabe o que é Ciberpunk… AKIRA

Posted in Cinema by leonardomeimes on 16/07/2011

completamente inesperado, imaginativo, sem clichês e absurdamente PHODÁ:

Comics Wallpaper: Akira - Tetsuo is Coming

Um robô ou um ser vivo?

Posted in Cinema by leonardomeimes on 06/06/2011

I’m afraid. I’m afraid, Dave. Dave, my mind is going. I can feel it. I can feel it. My mind is going. There is no question about it. I can feel it. I can feel it. I can feel it. I’m a… fraid…

Estou com medo. Estou com medo, Dave. Dave, minha mente está apagando. Eu sinto. Eu sinto. Minha mente está apagando. Não há dúvida sobre isso. Eu sinto. Eu sinto. Estou com… medo…

HAL

Poucos personagens demonstraram tão bem emoções como medo e autoproteção como HAL, viva o cinema e viva Kubrick.

O CURTA ILHA DAS FLORES: UMA REFLEXÃO SOBRE OS PROBLEMAS DO CAPITALISMO

Posted in Cinema, Política by leonardomeimes on 18/10/2010

O curta metragem Ilha das Flores (1989) tem como diretor Jorge Furtado, um dos fundadores da Casa de Cinema de Porto Alegre. É também autor de O Homem que Copiava (2003) e Meu Tio Matou um Cara (2004) além de muitas minisséries e outros filmes. O filme em questão foi premiado com o Urso de Prata de melhor curta-metragem no Festival de Berlim (1990) e com o prêmio de melhor curta do Festival de Gramado no mesmo ano.

Ele aborda a estrutura de uma sociedade capitalista baseada na produção, comércio e no trabalho, com fim único de obtenção de lucro e as desigualdades decorrentes desses fatos. O curta faz isso de forma inovadora que atrai a atenção do espectador e o faz analisar as questões políticas e sociais que são apresentadas.

O filme é produzido em formato de colagem e ligação dos elementos que são vistos: inicia em uma produção de tomates e percorre o caminho deles até a Ilha das Flores (depósito de lixo), no rio Guaíba, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Durante esse percurso todos os elementos citados recebem uma caracterização, uma descrição. Por exemplo, o ser humano é descrito como um mamífero, bípede, com tele-encéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor. Outros elementos como dinheiro, lucro e trabalho são também caracterizados de uma forma envolvente e, muitas vezes, irônica.

O filme começa com a frase “Este não é um filme de ficção, existe um lugar chamado Ilha das Flores” o que já o coloca como uma obra que reflete sobre a realidade  apesar de criar uma história para pensar sobre ela. Presume-se então que o conteúdo da obra tem certo caráter documental ou histórico, e cria uma credibilidade para o que se apresenta em seu conteúdo. Em seguida, a frase “Deus não existe” mostra a postura humanista que o filme tomará, com uma visão histórica, idealista e realista do problema, sem brechas para crenças e superstições.

A primeira cena é em uma plantação de tomates, que já propicia reflexões sobre o que é um ser humano, a diferença entre os seres humanos e os outros mamíferos e sobre a capacidade do ser humano de modificar o mundo. Aqui há uma pequena crítica ao conhecimento humano que pode ser utilizado para o bem, exemplificado com a cultura de tomates, ou para o mal, quando aparece uma bomba atômica explodindo.

Da cultura de tomates vai-se ao supermercado, onde o dinheiro é trocado por este fruto por uma consumidora, o que resulta numa reflexão sobre a invenção do dinheiro e sobre o trabalho.  Nesse contexto, o dinheiro é visto como um facilitador na troca de mercadorias, e o trabalho, como uma forma de trocar sua produção por dinheiro. Aqui aparece o lucro, pela troca do trabalho por uma quantia de dinheiro um pouco maior do que a que foi necessária para realizá-lo. Há uma crítica ao lucro, mostrando que ele já foi proibido pela igreja e que hoje até mesmo as igrejas o buscam.

O tomate comprado pela consumidora sai do supermercado e vai servir de alimento para sua família, que, ao consumi-lo, produz lixo. Nesse ponto o destaque fica para a quantidade de lixo que se produz em uma cidade como Porto Alegre e as consequências do acúmulo do lixo nas cidades. Porém, para não conviverem com o mau cheiro, com as doenças e com o aspecto dos resíduos, os moradores da cidade mandam-nos para lugares longe, onde o lixo não perturbará. Em Porto Alegre, o local é a Ilha das Flores.

Nesse viés, o filme toma um ponto de vista de crítica mais contundente, enfocando as mulheres e crianças que moram na Ilha das Flores. Mostra como elas só têm acesso ao alimento jogado no lixo e rejeitado pelos porcos.

O filme mostra de forma didática e decisiva como o lucro, a posse e o dinheiro, ou melhor, a falta disso, coloca o ser humano abaixo dos porcos em uma lista de prioridades. Induz que o sistema de exploração do homem se consolida quando consegue o dinheiro pelo trabalho e o dinheiro se torna a única forma de obter alimentos e posses, retirando dos pobres a possibilidade de terem casa e comida.

O pobre é visto como um ser humano que perdeu sua capacidade de escolher, sua liberdade, não tem oportunidades em uma sociedade capitalista e tem que se conformar em viver dos restos de lixo, rejeitado pelos porcos. Ao se fazer uma linha de raciocínio partindo da primeira cena, na plantação, até a cena final, vê-se que todas as etapas dessa cadeia de eventos contribuem para a desumanização final. O fato de o produtor cobrar pelo alimento, buscando o lucro, já é uma corrupção no sistema e, resulta por fim, na impossibilidade dos menos favorecidos terem acesso aos alimentos.

O curta é indicado principalmente, para pessoas que querem ter uma visão das causas da pobreza, relacionadas a todos os pontos do sistema de consumo capitalista. Pode ser utilizado em sala de aula por professores como ponto de partida para discussões ou trabalhos, dando aos alunos um acesso bem didático a diferentes problemas sociais apresentados pelo documentário.

Leonardo Telles Meimes[1]


[1] Pós-graduando do curso de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira (PUCPR), Graduado em Letras – Potuguês/Inglês (PUCPR).

Videodrome e Fahrenheit 451

Posted in Cinema by leonardomeimes on 22/09/2010

Vi dois filmes que merecem uma review.

VIDEODROME

Esse filme não é aconselhado a quem tem estômago fraco…

O primeiro foi o bizarro Videodrome, de David Cronenberg (responsável por vários filmes de grande qualidade, como Spider, Crash e outros ainda mais polêmicos), o filme retrata a busca de um dono de um canal americano para dar ao público um escape para os setimentos de excitação e de raiva. A programação do canal é composta basicamente de filmes porno soft e filmes mazoquistas.

Porém esse plot logo é deixado de lado quando Max descobre um sinal pirata de uma fonte desconhecida. Os vídeos são chocantes, com torturas, parecem muito reais e começam a despertar em Max uma curiosidade sobre aquele mercado pirata de vídeo. Esse sinal é ponto de partida para uma jornada alucinada pela influência da TV na vida humana.

Surgem pessoas afirmando que o sinal do Videodrome (sinal que ele encontra) causa alucinações e distorções da realidade em quem assiste, e que a violência dos vídeos torna a pessoa mais vulnerável a essa influência, ai Max perde o controle e embarca em uma viagem sem volta.

O filme é uma metáfora sobre o poder que a televisão tem sobre a nossa vida, se tornando às vezes parte da realidade ou até mesmo distorcendo a realidade e nos tornando vitimas de uma manipulação.

Em termos de qualidade o filme, por ser muito antigo, peca em muitos aspectos, em alguns momentos as images que vemos não poderiam ser outra coisa se não distorções da realidade mesmo, mas em termos de crítica ao poder da televisão o filme é um grande feito metafórico.

Fahrenheit 451

Uma obra prima.

Não há o que olhos de pricipiante possam criticar no filme de Francois Truffaut (diretor de grandes filmes da Novelle Vague, como Jules e Jim). O filme retrata uma sociedade futura em que os homens são controlados pelo governo e pela polícia, são manipulados pela TV para que não tenham sentimentos e, o mais importante, onde livros são proibidos.

O protagonista Montag trabalha no corpo de bombeiros e, ao contrário do comum, bota fogo nos livros e é resposável pela prisão das pessoas que tenham lido. Muitos livros são queimados privando as pessoas do conhecimento e da oportunidade de se emocionarem através deles. Só que Montag conheçe uma garota que lê (apesar de Montag não saber) e que está determinada a fazer o bombeiro mudar sua cabeça e começar a ler livros.

Apartir do momento que Montag lê o primeiro livro ele vai se humanizando e percebendo o absurdo que é a sociedade que ele vive e defende.

O filme é demais, muito bom, com atuações convincentes e com um roteiro impecável.

VALE A PENA VER =)

 

Leonardo Meimes

Mary e Max (filme)

Posted in Cinema by leonardomeimes on 22/09/2010

Um daqueles filmes de dar lágrimas nos olhos até mesmo dos machões de plantão. Fazia tempo que eu não me emocionava tanto com um filme como esse. A história é de uma criança Australiana que acidentalmente manda uma carta para um homem Americano, ambos têm problemas de relacionamento com o mundo e acabam se identificando e se tornando amigos.

O filme aborda desde doenças que impedem a socialização do homem até bulling, porém o fantástico é que se tratando de uma animação em massinha o filme tem uma expressividade fora do comum. O uso das cores é belíssimo sendo que Nova York é totalmente preta e branca, tendo destaque apenas para o pompom do chapéu de Max feito por Mary .

Filme que eu garanto que toda família irá gostar porém não é indicado para crianças muito pequenas apesar de ser uma animação. Os assuntos são bem complicados, e incluem depressão e outros problemas.

O final é arrebatador e qualquer um fica com lágrimas nos olhos.

 

OBRIGATÓRIO ASSISTIR!

 

Leonardo Meimes

Videos de música

Posted in Cinema, Música by leonardomeimes on 08/07/2010

David Bowie, duas músicas do filme O Labirinto, estrelado e musicado pelo Bowie:

e para quem tem paciência Pink Floyd (One of these days) como trilha sonora da última parte do filme 2001 Uma Odisseia no Espaço:

Encaixa perfeitamente!