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Gilles Deleuze

Posted in Filosofia by leonardomeimes on 11/09/2012

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Gilles Deleuze:

Há todo um sistema social que poderia ser chamado de sistema muro branco – buraco negro. Estamos sempre dependurados sobre o muro das significações dominantes, estamos sempre mergulhados no buracode nossa subjetividade, o buraco negro de nosso Eu que nos é mais cado do que tudo. Muro onde se inscrevem todas as determinações objetivas que nos fixam, nos enquadram, nos identificam e nos fazem reconhecer; buraco onde nos alijamos, com nossa consciência, nossos sentimentos, nossas paixões, nossos segredinhos por demais conhecidos, nossa vontade de toná-los conhecidos. Mesmo se o rosto é um produto desse sistema, é uma produção social: grande rosto com bochechas brancas, com o buraco negro dos olhos. Nossas sociedades têm necessidade de produzir rosto. Como desfazer o rosto, liberando em nós as cabeças exploradoras que traçam linhas de devir? Como atravessar o muro, evitando ricochetear sobre ele, ou ser esmagado? Como sair do buraco negro, em vez de girar no fundo, que partículas fazer sair do buraco negro? Como quebrar até mesmo nosso amor par anos tornarmos, enfim, capazes de amar? Como tornar-se imperceptível?

 

DELEUZE, G.; e PARNET, C. Diálogos.  São Paulo: Escuta, 1977/1998, p. 38.

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