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Resposta a Mauro Santayana

Posted in Uncategorized by leonardomeimes on 24/05/2011

é triste ver a ignorância que as pessoas têm sobre esse assunto, simplesmente o preconceito fala mais alto, pergunto: Mauro você viu o livro na integra?

Se viu pode confirmar que o que os jornais fizeram foi uma tentativa bem sucedida de acabar com a credibilidade do livro. E o caso é simples, o livro não diz apenas o que eles noticiaram.

A língua é como um ser vivo e está fora de controle, de que adiantou a criação das primeiras gramáticas do latim? temos o Português, Espanhol, Francês… uma língua não é controlável…

Além disso, ninguém fala o português que está nas gramáticas, portanto ele não existe… ele é apenas uma base para que o país tenha um ponto de partida em comum no ensino da língua.

Vc fala “roupa” ou “ropa”? já percebeu que a sentença “eu fui ali na biblioteca pegar os livros” muitas vezes é dita de forma que o s de livros é suprimida? e por muita gente e a todo tempo.

O que o livro faz é admitir o que os linguistas já sabem há muito tempo e o povo não,que não existe algo certo em uma língua, ela é usada diferentemente a todo momento. A língua só é língua quando usada, portanto uma gramática não condiz com o que ela é, e nossa gramática padrão contém muitos problemas conceituais, até mesmo o conceito de plural está colocado de forma que não condiz com o que a língua apresenta.

Então dizer para um aluno que “os livro” está certo é mostrar para ele que na fala cotidiana ele irá encontrar muitas vezes isso e não deve ter preconceito.

O que os jornais não colocaram foi o resto que está no livro, a sequência diz que o aluno tem que ter o conhecimento da norma padrão porque em alguns contextos ele sofrerá preconceito pelo uso de uma variante popular.

É o dever do professor ensinar a variante padrão, porém o aluno não deve ser enganado dizendo que as outras são erradas, não são erradas apenas são inadequadas a alguns contextos por puro preconceito.

O livro faz isso.
Agora sugerir que Olavo Bilac e Coelho Neto sejam adotados! Caia na real Mauro, esses textos não condizem com o português que usamos, é melhor que Chico Buarque, Clarice Lispector e Guimarães Rosa sejam a base, pois saberemos como é a linguagem padrão, a linguagem popular e conheceremos a ampla possibilidade de “contrução” que a língua portuguesa permite (em Guimarães Rosa).

aliás na língua só desaparece o que é desnecessário, só aparece o necessário e só se muda se for em favor de uma otimização… nada surge nela simplesmente para decrepitá-la. Esse é um preceito da Linguística Gerativa(minimalista) que mostra que na estrutura interna da língua tudo busca uma otimização.

Se essa língua de Camões e de Machado não existe mais… é porque no nosso mundo ela não se encaixa.

Esse assunto não deveria ter caminhado para o público, porque assim como um engenheiro entende de obra e sabe que uma pilastra feia pode ser mais efetiva que um bonito arco, um linguista sabe sobre a língua, e sabe que na língua o preconceito chegou a tal ponto que apenas o que não soa feio aos ouvidos da elite é aceito, o resto é considerado como “errado”, porém tudo que uma língua permite aparecer na fala está seguindo suas regras e princípios internos os quais um leigo nunca irá saber que existe.

Não opinem sobre o que não sabem, pois é tudo pré-conceito.

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