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METAL RADIO: “O MAIDEN NÃO SABE MAIS COMO ESCREVER HITS”

Posted in Música, Uncategorized by leonardomeimes on 19/07/2010
16/07/2010

Fonte: Radio Metal Website

O repórter da Radio Metal, Metal’O Phil, publicou a primeira resenha faixa à faixa do “The Final Frontier”, novo disco do Iron Maiden. Confira abaixo suas impressões:

1. Satellite 15… The Final Frontier – 8’40 :
A abertura do novo álbum do Iron Maiden é uma intro longa e experimental, com baterias às vezes tribais, às vezes marciais e guitarras. Após um curto silêncio, alguns sutis arpejos e a voz de Dickinson aparecem, enquanto Nicko McBrain inicia uma robótica seção rítmica com bumbo duplo e… bem, eu realmente não sei o que o que pensar do resultado. Após mais silêncio (mais um de muitos neste álbum), tudo se torna claro quando um riff do velho Maiden e um refrão de fáceis letras começam: “The final frontieeeer, The final frontieeeeeer…”.

2. El Dorado – 6’49 :
O primeiro single, que está disponível para download gratuito no site oficial da banda, não é o maior hit do álbum nem o mais representativo. Ela começa do mesmo jeito que “Satellite 15” terminou: uma guitarra porrada, junto com Nicko Mcbrain batendo alto em seus cimbals. Este tipo de efeito “espalhafatoso” é normalmente usado para concluir uma música ou um show. Então surge um tradicional ritmo galopante com um riff parecido com o estilo Heavy/Trash do Megadeth. O refrão é cativante, mas não tão memorável, cruelmente me lembra das anedóticas faixas de abertura dos últimos dois álbuns. Estas faixas parecem mais estarem lá para encher o álbum, do que serem o resultado de alguma inspiração. Outra mania do Maiden neste álbum é que a canção termina, geralmente, da mesma forma que começou.

3. Mother Of Mercy – 5’20 :
Uma leve atmosfera medieval, como um hino de um guerreiro, emana desta faixa que começa como muitas ainda por vir neste álbum: uma parte limpa, como no prelúdio de “No More Lies” do “Dance of Death”. Após algumas explosões de riffs de guitarra, lá vem o mesmo verso novamente tocada numa versão com a guitarra mais alta, e mais uma vez o inevitável riff galopante. O refrão é outro que é fácil de se lembrar – o título da música – Dickinson parece estar, literalmente, “lançando” sua voz para alcançar as notas mais altas.

4. Coming Home – 5’52 :
A “Power Ballad” do album é semelhante à “Out of The Shadows” do “A Matter of Life and Death”. Entretanto, esta canção é mais cativante, com um bom refrão e um sutil teclado que faz uma sensível aparição. Note também que há um solo realmente bom.

5. The Alchemist – 4’25 :
Chega-se rapidamente ao grosso da coisa nesta faixa simples. Sem introdução, sem “ponte”. Apenas verso, refrão, verso, refrão, solo, verso, refrão. Fim da estória. É uma faixa tradicional com os riffs rítmicos do Maiden e o inconfundível trabalho de cimbals de Nicko.

Nós estamos a um terço do caminho, e todos os esquemas do Maiden já foram percebidos. Contudo, este álbum parece diferente. Estas faixas foram feiras para serem cativantes, mas eventualmente acabam sendo medianas… Neste momento eu penso comigo: “espere, isto é estranho, eu não recordo de muitas canções curtas…”. Minha memória vagueou levemente, principalmente por causa da inundação de faixas intermináveis que me golpearam enquanto lia o “tracklist”.

6. Isle Of Avalon – 9’06 :
O Iron Maiden demonstra seu talento para as introduções em “crescendo” com “Isle of Avalon”: primeiro as guitarras tocam sozinhas um tema árabe, então aparece o “hi-hat” junto com as mesmas tremulantes guitarras dobradas, como em “El Dorado“. O bumbo então entra discretamente. Seguindo o exemplo de “The Longest Day”, do ultimo álbum, a bateria surge como poderosas explosões, e os “tons” produzem um incontestável efeito dramático. Ao todo é uma boa faixa que segue a tradição de canções épicas do “A Matter of Life and Death”.

7. Starblind – 7’48 :
Após outra parte de guitarras limpas/teclados, seguida por um silêncio, a banda inglesa muda para uma parte pesada e vigorosa, com uma sutil e emocionante melodia. O grande refrão – levemente rápido na melodia – alterna entre linhas de vocal altas e baixas.

8. The Talisman – 9’03 :
Com um violão por detrás, quase como um velho mágico, Bruce Dickinson nos conta uma estória com uma voz de homem velho, criando um sentimento misto de conforto e incômodo. Então o prelúdio chega ao fim, diminuindo a velocidade para anunciar um escuro silêncio, colidindo num pesado novo começo. Está ficando um pouco antiquado, e agora já sabemos a manha. “The Talisman”, todavia, é uma ótima faixa. Estes nove minutos são uma sucessão de momentos intensos, com os riffs cativantes na canção, que nos fazem dizer “woooooooohooooooooohooo”.

9. The Man Who Would Be King – 8’26 :
Para esta faixa, cujo título me lembra o nome de uma álbum do Blaze Bailey, o Iron Maiden nos pega de surpresa com… uma introdução com som limpo. Mais uma vez. Este prelúdio também termina num curto intervalo, antes de mudar para uma canção mais viva. Na metade da música, a banda faz uma parada que não nos surpreende com sua mudança de tempo, como uma virada no roteiro de um filme de Hollywood não convincente. Note o agradável solo de guitarra. A canção chega ao fim de uma forma interessante, com um lento e progressivo “fade out”, um verdadeiro epílogo para este pesado momento de bravura.

10. When The Wild Wind Blows – 10’59 :
Alguns jornalistas, incluindo este humilde servo, deixaram escapar um “Oh, não!” quando eles anunciaram a última canção e sua duração. O fato é que o fim de “The Man Who Would Be King” teria sido uma grande conclusão, com quatro mini-estórias épicas; para seguir com outra canção que nunca acaba, a mais longa do álbum, que não faz você ficar a fim de ouvi-la. Não é necessário dizer que o prelúdio mais uma vez é composto de teclados e guitarras limpas. Dickinson canta novamente de uma forma narrativa. Após o incrível suspense provocado pelo enésimo silêncio, a faixa começa e as guitarras seguem com o tema do prelúdio numa versão elétrica. É bem normal, mas ainda assim permanece eficiente. “When The Wild Wind Blows” é a canção mais alegre do álbum. Parece impossível não sair pulando quando a ouvimos. Após 11 minutos e alguns perdoáveis auto-plágios, a faixa termina em perfeita simetria, com alguns arpejos abrindo caminho para um som de vento.

Opinião do momento:
Estou farto desses jornalistas que constantemente começam suas resenhas com: “foi apenas a primeira sessão de audição, o que torna difícil de opinar. Uma sessão mais profunda seria necessária para revelar realmente o sutil BLABLABLABLA…”. Nós sabemos, seu imbecil, de que se trata exatamente disto (uma primeira impressão). Então aqui vai uma opinião com uma total e responsável falta de retrospectiva, ao final da sessão. Mas seja cuidadoso, porque esta foi apenas a primeira sessão, então… ops… tá vendo?

Uma nova era chegou: O Maiden não sabe mais como escrever hits. O Maiden não está mais confortável ou afiado, como mostrado nas enferrujadas e anedóticas “El Dorado” e “The Alchemist”. Paradoxalmente, as canções intermináveis acabaram por se revelar cativantes. Elas são muito melhores construídas, menos redundantes do que as do álbum anterior. Elas formam grandes canções épicas com sucessões de ótimos riffs, grande melodias, grandes refrões e viradas espertas, mas que não dobrarão aqueles que estão insensíveis às padronizadas levadas progressivas. Todavia, este grande passo adiante é “secado” por esta redundância causada pela forma na qual as canções foram escritas. Após a quinta introdução limpa, você não pode evitar de sorrir. Você apenas tem que lidar com isto: hoje o Maiden é uma banda de Metal Progressivo, mesmo sendo uma boa banda.

O álbum será lançado no dia 16 de agosto.

Tracklist:

01. Satellite 15….The Final Frontier (Smith/Harris) (8:40)
02. El Dorado (Smith/Harris/Dickinson) (6:49)
03. Mother Of Mercy (Smith/Harris) (5:20)
04. Coming Home (Smith/Harris/Dickinson) (5:52)
05. The Alchemist (Gers/Harris/Dickinson) (4:29)
06. Isle Of Avalon (Smith/Harris) (9:06)
07. Starblind (Smith/Harris/Dickinson) (7:48)
08. The Talisman (Gers/Harris) (9:03)
09. The Man Who Would Be King (Murray/Harris) (8:28)
10. When The Wild Wind Blows (Harris) (10:59)

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2 Respostas

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  1. Victor said, on 09/08/2010 at 19:57

    Achei o review tão vazio quanto a opinião final.
    Escrever sobre o Maiden como se esperasse o album de 1987 que nunca lançaram soa ignorante.
    A algum bem aventurado que possa esbarrar aqui: o trabalho do Final Frontier segue na linha esperada, e mais, soa menos repetitivo que as intros/finais de músicas do AMOLAD.
    Empolgar com música pesada produzida no século XXI tem sido dificil para muitos, o Maiden continua com o trabalho de salvar o genero, sem auto plagio descarado, sempre que possivel.
    Metal progressivo é Dream Theater, Symphony X, para alguns inclusive metal progressivo é tecnica > música/feeling. Esse trabalho soa mais progressivo? Soa mais rock progressivo. . soa mais progressivo que o AMOLAD? Não. Falar que o Maiden é uma banda de Metal progressivo é exagerar demais.

    • leonardomeimes said, on 09/08/2010 at 21:30

      Quando sair o CD nós entenderemos o porque de tantas reviews diferentes, mas é um fato que as músicas mais atuais do Maiden não são assoviáveis o suficiente para se transformarem em hinos na boca do povo, porém ao contrário em termos de qualidade e de sonoridade o Maiden ainda é o Maiden.

      Espero que o CD não repita a fórmula manjada, e surpreendam.


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