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Gente diga não ao antissemitismo e sim à justiça

Posted in História, Política by leonardomeimes on 04/06/2010

Os problemas que Israel está causando atualmente não podem, e não devem, pelo bem de nosso mundo, se transformar em uma onda de antissemitismo “maquiado”. A questão de criticar Israel e suas atitudes em relação aos palestinos e, mais precisamente, à Gaza é de fato uma questão se bom senso e amor ao próximo e não uma questão de criticar as atitudes religiosas de ambas as partes.

Sabemos que tanto os sionistas Judeus quanto os muçulmanos do Hamas tem seus problemas com a lei, sendo ambos estados considerados estados terroristas pelas ações e crimes de guerra que perpetuam, o problema é transformar isso em uma polarização de religiões e, no pior dos casos, uma onda de preconceito contra Judeus e Palestinos.

 

Oriente Médio

Oriente Médio

A região em que o conflito se deflagra é conhecida mundialmente como uma das mais tensas do mundo. Ali, a Líbia, o Líbano, a Jordânia, o Egito, Israel e os Palestinos têm enfrentado vários conflitos durante os anos.  A Guerra Israel x Egito pelo canal de Suez, a guerra dos seis dias entre Israel x Iraque, Jordânia, Síria e Egito, a guerra Irã X Iraque, a guerra de Yom Kipur entre Israel x Egito, Síria e Iraque, a guerra do Líbano x Israel, essas de 1956 a 2000, e, por fim, a segunda guerra do Líbano x Israel, seguida pela Operação Chumbo Fundido entre Hamas x Israel e EUA de 2000 à 2008. Foram deixadas de fora as guerras que não envolvem Israel, pois houve muitos outros conflitos.

A região, então, é bem problemática o que pede muita cautela ao considerar os conflitos que ali acontecem. Porém a história de conflitos de Israel pode ser contada com protagonismo evidente. O território é dado como pertencente a Israel desde os tempos bíblicos, onde o Reino de Israel teria a terra prometida por Deus, como seu lugar de paz e descanso. Os primeiros templos de Israel estão na localidade. Já na época do Império Romano os Israelenses foram obrigados a deixar a terra, e, aos poucos, durante vários séculos, foram retomando a terra que era majoritariamente muçulmana após a diáspora.  Em 1880 o fluxo de Judeus que se dirigiam à região era menor do que o fluxo que preferia outras terras ao reino sagrado, e a América era o destino mais procurado, porém isso não impediu que a população de judeus crescesse na região.

Antissemitismo, comparação entre o Judaísmo e o Nazismo

Antissemitismo, comparação entre o Judaísmo e o Nazismo

O sionista Theodor Herzl formou um movimento político que queria criar um estado Israelense aos moldes do estado alemão nacionalista, que viria mais a frente a se tornar o estado Nazista de Hitler causando uma movimentação de centenas de milhares de judeus em direção à Israel, fugindo da Europa. A população de Judeus se tornou 33% da população total da região. Os Britânicos que estavam sob controle na região começaram a sofrer ataques terroristas desses movimentos judeus que queriam a independência, sendo o primeiro em 1944 contra o Ministro de Estado Britânico. Em 1948 os políticos judeus declararam a independência e proclamaram a criação do País de Israel. No outro dia todos os países árabes entraram em guerra contra Israel, quase um milhão de árabes muçulmanos foram obrigados a sair de Israel, ou fugiram, com destino aos países vizinhos.

A partir dai, os conflitos se arrastam.

Theodor Herzl, visionário do Estado judeu, em 1901.

Theodor Herzl, visionário do Estado judeu, em 1901.

Os árabes dizem que Israel se apropriou de terras que haviam estado em posse dos árabes por mais de 600 anos, o que os colocaria como reais habitantes da região, de criar um estado Judeu apesar da maioria da população ser muçulmana e de expulsar os árabes das terras que “invadiu”.

Os Israelenses dizem que a terra era a terra prometida à peles por Deus e que habitaram a região muito antes dos muçulmanos se instalarem.

Ambos os lados da discussão foram maus em relação à diplomacia, Israel decidiu utilizar a força e começou a independência com atentados e assassinatos, e depois passou por cima de todos os moradores muçulmanos ao criar o estado de Israel. então em conflitos com Síria, Líbano, Egito, e Jordânia para anexar territórios ao seu país. Quis o canal de Suez, a Cisjordânia e agora que Gaza e principalmente a Jerusalém.

Os árabes responderam também com terrorismo, ataques mísseis e outras formas de agressão.

O fato é que ambos os lados deveria abdicar das armas e simplesmente conviver como faziam antes de 1800, porém a importância política da região, e estratégica não permite acordos. Os EUA querem a região por ser um ponto de ataque e uma base avançada para ataques ao Irã, Iraque e Afeganistão então eles patrocinam Israel e endossam suas atitudes ara tê-lo. Os árabes querem as mesmas coisas e são patrocinados pela Líbia e Irã.

 

Refugiados palestinos

Refugiados palestinos

A região é uma região problemática tanto politicamente quanto religiosamente, mas uma coisa ela poderia ensinar, que a fonte desses conflitos sendo a religião não justifica, pois Jerusalém deveria ser dividia entre todos os povos que a consideram uma cidade sagrada. A cidade é local sagrado para Judeus, Cristãos e Muçulmanos. Assim a origem desses povos é uma única origem e eles deveria se considerar irmãos e não inimigos.

Não transformemos esse problema político em uma guerra de religiões, pois será muito mais fácil julgar pessoas que não estão envolvidas no confronto e gerar uma onde de antissionismo, antissemitismo, antimuçulmanismo… Assim como há muçulmanos fundamentalistas, existem também sionistas fundamentalistas e cristãos ortodoxos…,porém também existem pessoas boas em todos os lados.

Perda de terrítório dos palestinos aos judeus

Perda de terrítório dos palestinos aos judeus

Os culpados do conflito são os políticos e as nações que patrocinam essa briga, e atos desumanos podem ocorrer de ambos os lados e devem ser repreendidos da mesma forma.

O ataque de Israel ao comboio de ajuda humanitária do grupo Free Gaza ainda assim é um ato desumano e foge ao bom senso que a região necessita, deve ser repudiado e Israel deve melhorar sua relação em relação à gaza, assim os atos terroristas do Hamas poderão ser considerados crimes e não apenas uma retaliação.

Leonardo Meimes

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6 Respostas

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  1. Salomon Mizrahi said, on 04/06/2010 at 14:31

    Antes de fazer uma análise, façamos um estudo comprativo:
    1. A guerra entre judeus e árabes no oriente médio iniciou-se em 1920, e atá os nossos dias produziu cerca de 60 000 a 70 000 mortos militares e civis, judeus e árabes. Estou me referindo, não apenas ao árabes palestinos mas também aos outros países árabes que guerrearam contra os judeus (Egito, Síria, Líbano, Iraque, Jordânia, Líbia, Argélia, Sudão, etc…). isso aconteceu com o uso de aviões, helicópteros, tanques, armamento pesado, mísseis, homens-bomba, lança-granadasetc…
    2. Agora observemos um país de vocação pacífica, com inúmeros militantes pacifistas… O Brasil. As estatísticas mostram que são assassinadas pouco mais de 50 000 pessoas por ano (com uso de revólveres, fuzis e armas brancas, apenas), envolvendo civis-civis, civis-polícia, polícia-civis.
    Portanto,no Brasil anualmente mata-se pouco menos do que se matou no centenário conflito árabe-judaico.
    Porque tanta atenção e distorção de informação no que diz respeito ao longínquo conflito no OM, não seria melhor relatar e pensar a violência local?

    • Sylvia Lenz said, on 15/08/2011 at 11:11

      Sobre este alto número de assassinatos anuais no Brasil ver a obra do médico e historiador Luis Mir “Guerra Civil” – é verdadeiramente assustador, isto sem mencionar mais 100 mil que morrem anualmente devido a acidentes, fome, saúde precária.
      O problema é que a historiografia brasileira não se aprofunda e mantém os estereótipos de país aberto a migração, tolerante, do homem cordial …

      • leonardomeimes said, on 16/08/2011 at 11:11

        O nosso país é tolerante, pois o Brasileiro é muito misturado com imigrantes, porém isso não impede que as pessoas que são menos privilegiadas, pobres, negros e gays (e outras minorias) sofram preconceito e sofram repressão e violência… a nossa tolerância é boa em relação a raças, porém ainda temos problemas em aceitar o outro como ele é e segregamos de outras maneiras.

  2. leonardomeimes said, on 04/06/2010 at 15:54

    Com certeza, porém não devemos deixar de pensar sobre as coisas que acontecem no mundo, elas também servem como aprendizado para o que vivemos aqui. Salomon, você gostaria de escrever sobre o assunto e postar aqui no Blog, eu gostei do seu ponto de vista.

    Sobre como deveríamos pensar no que ocorre no brasil e não no resto do mundo?

    Pois eu acabo me atendo a notícias e normalmente nsão poucas as notícias com números sobre o Brasil.

  3. Niels Ant Sorensen said, on 07/09/2010 at 00:41

    Em meio ao crescente indice de antisemitismo que mostra alguns paises da Europa; uma boa notícia !

    29/06/2009 – Israel será classificado como economia desenvolvida em 2010

    De acordo com a classificação do índice MSCI (Morgan Stanley Capital Internacional), Israel, que figura como o décimo quarto maior mercado da lista de emergentes, com US$ 134 bilhões, será elevado ao status de nação desenvolvida apesar do ciclo de baixa dos mercados de ações israelenses preocuparem os analistas. De acordo com a declaração do Morgan Stanley, tal preocupação, apesar de importante, não é um fator que impeça a reclassificação, sendo projetado um crescimento de 0,3% na economia israelense em 2010, após retração de 1,7% este ano. O MSCI compila diversos índices de referências acerca dos mercados globais, sendo os mais relevantes o “Emerging Markets Index”, que estuda informações de 22 nações em desenvolvimento, o “Frontier Market Index”, que conta com companhias de 25 países, e o “World Index”, que lista 23 países desenvolvidos. A economia israelense será anexada ao último índice citado a partir de 2010.

    Retirado do Jornal Alef

    • leonardomeimes said, on 08/09/2010 at 16:57

      Isso não justifica as atrocidades que vocês cometeram no Oriente médio, vcs têm o direito de serem desenvolvidos, mas não tem o direito de impedir o desenvolvimento de um povo cercando-o com um muro e impedindo que lhes cheguem itens necessários, como alimentos e material de construção.


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