Moscas Mortas Revolution – Página Inicial

Escolha individual ou escolhas motivadas, indivíduo ou coletivo?

Posted in Política, Uncategorized by leonardomeimes on 15/03/2010

Afinal a que direção caminhamos? Parece que em alguns pontos a nossa vida contemporânea não nos permite a individualidade, e temos que se contentar com a escolha de uma coletividade inexistente, porém em outros aspectos a individualidade está mais do que consolidada.

Quando se trata de consumo, apesar de parecer que temos escolha, a coletividade prevalece. Não importa o quanto nós preferimos um produto, se não houver um coletivo que dê condições daquele produto manter os preços baixos pela produção para massa ou pela simples necessidade de um mínimo de clientela, aquele produto será deixado de lado. E produtos exclusivos que temos acesso hoje, por encomenda, são pela individualidade muito mais caros que os normais. Nós aparentemente temos a escolha, porém apenas se tivessemos a possibilidade de fazer nossos próprios produtos, alimentar-se em casa por exemplo, as nossas necessidades seriam atendidas. Quantas vezes procuramos um produto e ficamos com outro que não atente completamente às necessidades?

Estamos presos às escolhas de empreendedores que não nos veem como indivíduos e sim como “público alvo”, assim temos produtos para jovens, para idosos, para gestantes… Não temos produtos em diversidade suficiente para nos atender. Ok. Não há como atender a bilhões de consumidores pelo mundo. Então, quando é assumida a posição de consumidor, assumimos que o que será consumido está fora de nosso controle. Assim perdemos um pouco de nossa individuallidade.

O mesmo vale a informação e acesso a cultura. Com o advento da indústria cultural, apenas o que é “vendável” surge nas TVs e rádios mundo à fora. Salvo pequenas excessões, a coletividade é induzida e motivada a aceitar “pouca coisa”. A cultura da inércia mental, que não provoca, não necessita de um raciocínio ao consumir, prevalesce. Também, o trabalhador não quer consumir algo que lhe perturba logo quando quer descansar. Assim, a informação tem que ser rasa, o que cria um campo muito grande de possibilidades para quem se aproveita da falta de informação. Desse modo, a cultura deve estar dentro dos moldes, não pode desafiar ou criar estranheza no cliente, ou ele procurará outro programa. Então, apenas a escolha do coletivo prevalece. Neste caso a moral do coletivo, também, prevalescente e é dita como única, por falta de reflexão sobre outras formas de moral. As instituições que querem retrair toda a conquista de liberdades individuais dos anos 60 em diante ganham campo fértil para manipular. Cria-se uma coletividade mal informada e mal acostumada em termos culturais, que “restringe” o que será mostrado, dito e aceito.

Em outros pontos parece que a individualidade prevalesce. Quando pensamos em relações sociais, vemos que a individualidade faz os indivíduos pensarem menos no outro, se colocando em posição de julgar qualquer conduta ou fato averso a suas vontades. Não há, como deveria, uma busca em ajudar o outro, entender o outro, sendo que a maioria dos problemas vistos são ignorados e rebaixados como menos importantes do que os problemas individuais.

Além disso, há a um sentimento capitalista que domina as relações tanto profissionais quanto familiares. O indivíduo tem que se autoafirmar como um indivíduo capaz de se manter em uma sociedade em que tudo influencia na venda de suas capacidades, incluíndo sua índole, escolhas pessoais (religião, esportes…), portanto na mercadologia das virtudes e atitudes o indivíduo deve privilegiar ações e abordagens da vida “coletiva” que lhe garantam um “ganho”, em termos sociais ou monetários, maior do que o ganho do colega. Ou seja, a coletividade não existe em termos pessoais, apesar das pessoas pertencerem a grupos socialmente organizados.

Tudo isso é muito variável e algumas pessoas podem pensar o contrário em cada ponto, porém por algum motivo achei interessante colocar essas divagações no blog.

Leonardo Meimes

Anúncios

3 Respostas

Subscribe to comments with RSS.

  1. tartaruguinha said, on 15/03/2010 at 12:25

    Mas nós vivemos em comunidade, no coletivo…o objetivo é aprender a conviver…
    ?
    Há muitas opções de escolha, mas realmente como você quer que criem algo que atenda todas as suas necessidades? Me parece egoísmo, ou que você não procurou direito

    • leonardomeimes said, on 15/03/2010 at 13:52

      Não é bem assim, quando criam um produto ou lançam uma “arte” eles não pensam nas escolhas individuais. Eles massificam, assim mantém muitas pessoas consumindo apenas um produto até que seus estoques acabem, ai lançam um outro produto. Porém se, ao contrário, eles diversificassem com várias escolhas, então as pessoas ficariam mais satisfeitas e seriam menos forçadas a manterem-se em um padrão.

      O padrão geral é que massifica e cria uma colevidade forçada, e, de outra forma, em aspectos onde a coletividade é necessária, a disputa pelo lugar de quem tem mais, ou melhor, acaba individualizando fazendo as pessoas ficarem distantes. Assim temos pessoas que seguem um mesmo padrão de consumo degradante e lutam entre sí, ao invés de pessoas que tem um consumo saudável e se ajudam para superar problemas.

      Fui mais claro?

    • leonardomeimes said, on 15/03/2010 at 13:53

      E BjÃO!


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: