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Letramento dos Livros Didáticos (p.2)

Posted in Educação by leonardomeimes on 23/09/2009

leitura Começando pelo livro de Roxane Rojo e Antônio Batista, ele complementa a formação dos futuros professores com uma análise detalhada de aspectos dos LDs (Livros Didáticos) avaliados pelo PNLD 2002. O PNLD é a avaliação da composição dos LDs coordenada pela Comdipe (Coordenação Geral de Avaliação de Materiais Didáticos e Pedagógicos) e pelo SEF (Secretaria da Educação Fundamental). Cada articulista abordou uma parte da composição dos livros avaliada e destaca-se o trabalho de reunião e análise dos dados do PNLD.

Um artigo desse livro, de Sheila Grillo e Fernanda Cardoso, nos mostra como a leitura é tratada nos LDs, reiterando a abordagem da linguagem como resultado de fatores extras e intralingüísticos (particularmente com as teorias de Bakhtin). A análise das autoras mostra que o trabalho com as condições de produção dos textos lidos é precário. Outros fatores mostram uma melhoria pequena (diversificação de gêneros; apresentação dos dados dos autores; elementos do contexto de produção e comunicação), mas não garantem a eficácia dessas atividades de leitura que precisam de alguns ajustes para se tornarem adequadas. Outro artigo interessante, de Maria da Graça Costa Val, mostra que as atividades de escrita também subjazem ainda uma concepção tradicionalista, distante da de Bakhtin, sobre a linguagem. A autora desse artigo verificou que as produções de texto não consideravam, na maioria dos casos, avariação lingüística, não davam aos alunos as condições de produção, a estrutura composicional do texto e não previam o planejamento e revisão/reelaboração dos textos dos alunos.

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Dois resultados dessa pesquisa facilmente previsíveis foram os da análise lingüística e da oralidade. O artigo de Kátia Lomba Bräkling, sobre a gramática nos LDs, mostra que claramente os autores desses LDs ainda não conseguem abordar a gramática de forma reflexiva, pois cerca de 80% do trabalho com a gramática se deu de forma transmissiva e não privilegiou o “uso-reflexão-uso” previsto nas diretrizes. Quanto à oralidade, o artigo, de Paulo Eduardo Mendes da Silva e Cristiane Cagnoto Mori-de-Angelis, mostra que as atividades são precárias, não consideram fatores importantes como as variedades orais formais e públicas, os gêneros orais e apenas usam a oralidade como instrumento de interação entre o aluno e o professor, raramente, atentando para adequação a situação e destinatário.

Continua…

Leonardo Meimes e Fernanda Calvetti

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