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A Cachaça

Posted in História by RogBriNas on 04/08/2009

Todos os que realmente lêem os meus textos entendem que eu pesquiso as matérias e escrevo com minhas palavras o que eu leio. Dessa vez eu não o farei isso em relação à história da cachaça, o site do “Museu da Cachaça” de Pernambuco tem um texto muito bom e achei melhor colocá-lo na íntegra, até onde tiver aspas é de lá. O site do museu é: http://www.museudacachaca.com.br. O texto um aspecto parecido com os dos meus, que são o de catar informações complementares, apesar de não ter a mesma linguagem.

Abre-te boca, prepara-te dente, te cuida lombriga que lá vai a aguardente.

“A cana-de-açúcar, elemento básico para a obtenção, através da fermentação, de vários tipos de álcool, entre eles o etílico. É uma planta pertencente à família das gramíneas (Saccharum officinarum) originária da Ásia, onde teve registrado seu cultivo desde os tempos mais remotos da História.”

“Os primeiros relatos sobre a fermentação vem dos egípcios antigos. Curam várias moléstias, inalando vapor de líquidos aromatizados e fermentados, absorvido diretamente do bico de uma chaleira, num ambiente fechado.”

“Os gregos registram o processo de obtenção da ácqua ardens. A Água que pega fogo – água ardente (Al Kuhu).”

“A água ardente vai para as mãos dos Alquimistas que atribuem a ela propriedades místico-medicinais. Se transforma em água da vida. A Eau de Vie é receitada como elixir da longevidade.”

“A aguardente então vai para da Europa para o Oriente Médio, pela força da expansão do Império Romano. São os árabes que descobrem os equipamentos para a destilação, semelhantes aos que conhecemos hoje. Êles não usam a palavra Al kuhu e sim Al raga, originando o nome da mais popular aguardente da Península Sul da Ásia: Arak. Uma aguardente misturada com licores de anis e degustada com água.”

“A tecnologia de produção espalha-se pelo velho e novo mundo. Na Itália, o destilado de uva fica conhecido como Grappa. Em terras Germânicas, se destila a partir da cereja, o kirsch. Na Escócia fica popular o Whisky, destilado da cevada sacarificada.”

“No extremo Oriente, a aguardente serve para esquentar o frio das populações que não fabricam o Vinho de Uva. Na Rússia a Vodka, de centeio. Na China e Japão, o Sakê, de arroz.”

“Portugal também absorve a tecnologia dos árabes e destila a partir do bagaço de uva, a Bagaceira”

“Os portugueses, motivados pelas conquistas espanholas no Novo Mundo, lançam-se ao mar. Na vontade da exploração e na tentativa de tomar posse das terras descobertas no lado oeste do Tratado de Tordesilhas, Portugal traz ao Brasil a Cana de Açúcar, vindas do sul da Ásia. Assim surgem na nova colônia portuguesa, os primeiros núcleos de povoamento e agricultura.”

“Os primeiros colonizadores que vieram para o Brasil, apreciavam a Bagaceira Portuguesa e o Vinho d’Oporto. Assim como a alimentação, toda a bebida era trazida da Corte. Num engenho da Capitania de São Vicente, entre 1532 e 1548, descobrem o vinho de cana de açúcar – Garapa Azeda, que fica ao relento em cochos de madeiras para os animais, vinda dos tachos de rapadura. É uma bebida limpa, em comparação com o Cauim – vinho produzido pelos índios, no qual todos cospem num enorme caldeirão de barro para ajudar na fermentação do milho, acredita-se. Os Senhores de Engenho passam a servir o tal caldo, denominado Cagaça, para os escravos. Daí é um pulo para destilar a Cagaça, nascendo aí a Cachaça.”

“Dos meados do Século XVI até metade do Século XVII as “casas de cozer méis”, como está registrado, se multiplicam nos engenhos. A Cachaça torna-se moeda corrente para compra de escravos na África. Alguns engenhos passam a dividir a atenção entre o açúcar e a Cachaça.”

“A descoberta de ouro nas Minas Gerais, traz uma grande população, vinda de todos os cantos do país, que constrói cidades sobre as montanhas frias da Serra do Espinhaço. A Cachaça ameniza a temperatura.”

“Incomodada com a queda do comércio da Bagaceira e do vinho portugueses na colônia e alegando que a bebida brasileira prejudica a retirada do ouro das minas, a Corte proíbe várias vezes a produção, comercialização e até o consumo da Cachaça.”

“Sem resultados, a Metrópole portuguesa resolve taxar o destilado. Em 1756 a Aguardente de Cana de Açúcar foi um dos gêneros que mais contribuíram com impostos voltados para a reconstrução de Lisboa, abatida por um grande terremoto em 1755.”

“Para a Cachaça são criados vários impostos conhecidos como subsídios, como o literário, para manter as faculdades da Corte.”

“Como símbolo dos Ideais de Liberdade, a Cachaça percorre as bocas dos Inconfidentes e da população que apoia a Conjuração Mineira. A Aguardente da Terra se transforma no símbolo de resistência à dominação portuguesa.”

“Com o passar dos tempos melhoram-se as técnicas de produção. A Cachaça é apreciada por todos. É consumida em banquetes palacianos e misturada ao gengibre e outros ingredientes, nas festas religiosas portuguesas – o famoso Quentão.”

“No século passado instala-se, com a economia cafeeira, a abolição da escravatura e o início da república, um grande e largo preconceito a tudo que fosse relativo ao Brasil. A moda é européia e a cachaça é deixada um pouco de lado.”

“Em 1922, a Semana da Arte Moderna, vem resgatar a brasilidade. No decorrer do nosso século, o samba é resgatado. Vira o carnaval. Nestas últimas décadas a feijoada é valorizada como comida brasileira especial e a Cachaça ainda tenta desfazer preconceitos e continuar no caminho da apuração de sua qualidade.”

“Hoje, várias marcas de alta qualidade figuram no comércio nacional e internacional e estão presentes nos melhores restaurantes e adegas residenciais pelo Brasil e pelo mundo”

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7 Respostas

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  1. leonardomeimes said, on 04/08/2009 at 12:10

    Rog quando eu chegar em casa eu arrumo o cabeçalho, pois perdi o arquivo =( veja se ficou bom esse tema.

    • leonardomeimes said, on 04/08/2009 at 20:38

      Se não gostar eu volto pro anterior =D

  2. Higor Borges Paulinelli said, on 05/08/2009 at 11:09

    Muito bom o texto.
    O interessante é que os fatos históricos até hoje persistem em se tratando de imposto em cima da cachaça, chegando em alguns casos a 81%

    • leonardomeimes said, on 06/08/2009 at 11:22

      Continue comentando, os comentário são sempre bem vistos. =)

  3. jocelius said, on 05/08/2009 at 13:36

    eita boa de gole

  4. Leandro said, on 18/12/2009 at 10:47

    Você conhece a cachaça Sabor da Estancia
    Cachaça Premiada pelo terceiro ano concecutivo 2007,2008,2009…
    Para quem não conhece, passe por Santa Fé do Sul – SP e nos visite.

  5. Sergio said, on 23/06/2011 at 18:46

    só uma correção amigo, o povo pioneiro nas Grandes Navegações trans-oceânicas foram os Portugueses, e não os espanhóis como foi dito.
    Muito bom a parte do vinho de cana a cagaça. Abraços


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