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Voltaire e a Literatura Policial (parte 2)

Posted in Educação, História, Literatura, Uncategorized by leonardomeimes on 31/07/2009

Voltaire e a Literatura Policial 2

Edipo-Rei

Edipo-Rei e a Esfinge

O personagem Édipo-Rei de Sófocles é por muitos autores considerado como um ancestral dos detetives, pelo trabalho de investigação que ele faz sobre sua própria origem. Porém Roger Caillois (1941) afirma, em relação a tragédia de Sófocles, que “não há nada de intelectual em Édipo” e de fato a tragédia por sua natureza busca a catarse pela comoção e não pela demonstração ou surpresa, como no caso do romance policial. Distanciando os laços genealógicos entre o detetive policial e Édipo, outro personagem surge como um potencial precursor do pensamento lógico-analítico:  Zadig, do autor francês Voltaire (1694-1778).

Voltaire

Voltaire

Deve-se levar em consideração que o personagem em questão não foi criado com o intuito de ser um detetive, mas como uma crítica de Voltaire à sociedade de sua época, em que havia uma tensão entre as instituições conservadoras, Igreja Católica e Governo Burguês, e os pensadores. Voltaire foi um filósofo e teórico iluminista do século XVIII, que tinha grande fé na lei como organizadora dos estados e sonhava com uma reforma da sociedade causada pela filosofia, ciência e pela razão. Participou da elaboração da Enciclopédia (1772), na qual reuniu vários conhecimentos científicos em 35 volumes, juntamente com outros pensadores iluministas como Denis encyclopedieDiderot, Montesquieu e Rousseau. Pregava as liberdades civis, a liberdade de expressão e o direito de um julgamento justo, ironizava a riqueza e a burguesia, idéias essas que aparecem em seus escritos e estão presentes em Zadig ou Destino (1747) e notavelmente em sua novela Cândido ou Otimismo, a última sendo uma dura crítica ao pensamento otimista de Pope, Godwin e Leibniz.

Zadig, personagem principal da narrativa, é um filósofo babilônico otimista, com muitas riquezas, beleza e, às vezes, muito solitário, que passa por situações que retratam o pensamento irônico de Voltaire em relação à sociedade. No conto, Zadig, depois de se frustrar com sua relação rápida com Sémire, se refugia no rio Eufrates e passa a estudar a natureza, os animais e as plantas, adquirindo uma grande agudeza na percepção do ambiente. Um dia, então, ele é defrontado com uma situação em que seus conhecimentos podem ser usados. Zadig usa o raciocínio dedutivo, lógico e pistas deixadas no ambiente para descrever o cavalo do rei e o cão da rainha, que haviam fugido, e os quais ele não tinha avistado. Ao ouvir uma detalhada caracterização dos animais, os empregados do rei e da rainha decidem prender Zadig, não acreditando que o rapaz pudesse descrever os animais sem tê-los visto.

Aqui acaba a segunda parte, vocês acompanharão na próxima a defesa de Zadig perante a corte da Rainha, e sua resposta que o colocam como o primeiro detetive da literatura…

Esperem e verão como é impressionante =D

Leonardo Meimes

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2 Respostas

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  1. RogBriNas said, on 02/08/2009 at 22:31

    HUHUHUHUHU

    Leo, tu é o Cara!!!

    Cara de Carranca

    Cara de Pau

    Cara Pálida

    Etc

    😀

    • leonardomeimes said, on 03/08/2009 at 00:09

      Vai visitar o Corcovado Rog =D ou dançar fuck ahhahahah
      e me deixa empaiz! O.o

      Tú é o próximo a posar espero um post seu antes de colocar algo a mais.


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